**IODO: Por Que Mudei Minha Prescrição Depois De Revisar 50 Estudos — Transcript & SRT | SozAI**
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## Questions about this video

Por que o consumo de iodo em doses altas pode ser prejudicial para a tireoide, segundo o vídeo?

O vídeo explica que um em cada quatro pacientes que tomam doses altas de iodo piora significativamente, com a tireoide sendo atacada. Isso pode levar a um aumento do TSH, elevação dos anticorpos e aceleração da progressão da doença, conforme a pesquisa da Dra. Isabela Wentz.

Quais são os problemas encontrados nos suplementos de Kelp mencionados no vídeo?

O vídeo revela que 50% dos suplementos de Kelp testados continham o dobro da quantidade de iodo declarada no rótulo. Além disso, um dos suplementos estava contaminado com arsênio, o que representa um risco para a saúde.

Qual a diferença de iodo entre Kelp, Espirulina e Clorella, e por que isso é importante?

Kelp é uma alga marinha, enquanto Espirulina e Clorella são microalgas ou cianobactérias de água doce, com diferenças gigantescas no teor de iodo. A Espirulina, por exemplo, tem entre 0,5 e 1,5 microgramas de iodo por grama, tornando impraticável atingir a necessidade diária apenas com ela, ao contrário do Kelp que é conhecido por sua alta concentração de iodo.

## Full Transcript — Download SRT & Markdown

00:00

Speaker A

Você tá tomando iodo errado.

00:02

Speaker A

E isso pode estar piorando a sua tireoide sem você saber.

00:06

Speaker A

Um em cada quatro pacientes que toma doses altas de iodo, piora significativamente.

00:11

Speaker A

A tireoide destruída, você sente aquele pique de energia inicial, acha que tá melhorando.

00:17

Speaker A

Mas é o tecido sendo atacado.

00:20

Speaker A

Depois vem o crash, TSH dispara, anticorpos sobem e você acelerou a progressão da doença.

00:26

Speaker A

Isso não sou eu dizendo, é a pesquisa da doutora Isabela Wentz, com centenas de pacientes.

00:32

Speaker A

E tem mais, 50% dos suplementos de Kelp testados continham duas vezes o iodo declarado no rótulo.

00:40

Speaker A

Um estava contaminado com arsênio e você tá tomando todo dia achando que tá se cuidando.

00:46

Speaker A

E pessoal, eu tenho uma confissão a fazer.

00:49

Speaker A

Sabe aquele momento que você descobre que o que você estava fazendo não era o melhor, mesmo tendo as melhores intenções?

00:56

Speaker A

Pois é, durante anos eu prescrevi iodo Kelp para pacientes com doença de Hashimoto, problemas de próstata e de mama, achando que eu tava arrasando por ser um produto natural, extraído a partir de um alimento com alta concentração de nutrientes.

01:50

Speaker A

Até que um dia, revisando a literatura mais recente, tomei um susto daqueles.

01:56

Speaker A

E esse vídeo é sobre isso, então fica até o final para você entender o que que os meus estudos me revelaram e o que que eles mudaram na minha prática médica.

02:05

Speaker A

E sim, antes que alguém fale, coloque aqui nos comentários, o doutor Laí fala isso há muitos anos.

02:13

Speaker A

Eu fiz a pós, doutor Laí, eu conheço esse assunto há pelo menos 8 anos.

02:17

Speaker A

Só que eu não gostava de usar o Lugol na maioria dos pacientes por causa dos dados da doutora Isabela Wentz, que eu já vou apresentar um pouco mais à frente nesse vídeo.

02:27

Speaker A

Segura as pontas aí que eu já vou falar disso.

02:30

Speaker A

Se você tá tomando Kelp, espirulina ou clorella para suprir o iodo, precisa acompanhar os argumentos desse vídeo.

02:38

Speaker A

Porque o que eu vou te mostrar pode mudar completamente sua saúde tireoidiana, sua energia e se você é mulher, sua proteção contra problemas mamários e ovarianos.

03:29

Speaker A

Vamos começar do básico, porque muita gente confunde tudo.

03:32

Speaker A

Kelp é uma alga marinha, espirulina é uma cianobactéria de água doce.

03:40

Speaker A

Clorella é outra microalga de água doce.

03:43

Speaker A

São coisas completamente diferentes.

03:45

Speaker A

E quando o assunto é iodo, essa diferença é gigantesca.

03:49

Speaker A

Espirulina tem entre 0,5 e 1,5 microgramas de iodo por grama.

03:56

Speaker A

Você precisaria engolir 100 g por dia para atingir a necessidade básica de 150 microgramas.

04:03

Speaker A

100 g, cara, é impraticável.

04:05

Speaker A

E clorella, mesma história, são excelentes para outras coisas, para outras coisas, proteínas, antioxidantes, clorofila detox, mas para iodo, esquece.

04:16

Speaker A

Se seu médico prescreveu espirulina ou clorella pensando que você vai suprir suas necessidades de iodo, vocês dois precisam ter uma conversa.

05:03

Speaker A

Agora vamos para o Kelp, que é onde a coisa realmente complica.

05:07

Speaker A

Kelp é alga marinha do oceano e sim, contém iodo, mas quanto?

05:13

Speaker A

Aí que tá o problema.

05:14

Speaker A

Estudos europeus recentes de 2023 da Agência Europeia de Segurança Alimentar, analisaram algas marinhas comerciais e encontraram uma variação de iodo em Kelp de 5 a 5.600 microgramas por grama.

05:32

Speaker A

Isso é uma variação de mais de 1.000 vezes, 1.000 vezes.

05:36

Speaker A

Como é que você vai prescrever dose precisa com essa variabilidade?

05:38

Speaker A

E tem mais, Kelp absorve tudo do oceano, tudo mesmo.

05:41

Speaker A

Estudos mostram contaminação por cádmio, chumbo, arsênio e mercúrio em níveis que podem ser preocupantes.

05:48

Speaker A

Um estudo de 2024 testou suplementos de Kelp orgânico nos Estados Unidos e encontrou níveis de arsênio e cádmio que ultrapassavam os limites de segurança.

05:58

Speaker A

Orgânico, hein, certificado e tudo.

06:00

Speaker A

O Consumer Lab, que é uma organização independente americana, testou seis suplementos de Kelp em 2017.

06:07

Speaker A

Resultado, 50% continham duas vezes o iodo declarado no rótulo.

06:12

Speaker A

Um tinha entre 530 e 960 microgramas, quando deveria ter 225, e um estava contaminado com arsênio.

06:20

Speaker A

Com esses dados de variabilidade, concentração e de contaminação vem de suplementos vendidos pela internet.

06:28

Speaker A

Veja bem, tudo que eu falei agora, até agora é de vendidos pela internet.

06:33

Speaker A

Então eu resolvi pedir uma análise técnica a uma farmacêutica em quem eu confio muito, de uma farmácia com excelente reputação.

06:41

Speaker A

Então ela me enviou o laudo químico do fornecedor, até aí tudo certo.

06:45

Speaker A

O documento garante que o teor de iodo é igual ou superior a 1%.

06:49

Speaker A

As boas farmácias magistrais ou de manipulação, diante disso, aplicam o chamado fator de correção, justamente para garantir que o paciente receba sempre a quantidade exata de iodo prescrita na receita.

06:57

Speaker A

Mas o ponto que não ficou claro para mim e que o fornecedor também não esclareceu, foi a variabilidade dessa concentração.

07:09

Speaker A

A Agência Europeia de Segurança Alimentar já mostrou que isso pode variar bastante.

07:14

Speaker A

Igual ou acima de 1% pode significar 1,5, 2 ou até 5%.

07:20

Speaker A

Além disso, tem a questão de contaminação por metais pesados, que eu já comentei.

07:24

Speaker A

O fornecedor afirma que há menos de 10 partes por milhão no total.

07:33

Speaker A

Um número baixo, é verdade, e seguro, segundo o regulamento da União Europeia, mas que ainda assim existe.

07:40

Speaker A

Somando esses dois fatores, variação de concentração e presença, mesmo que mínima de metais pesados, eu cheguei à conclusão de que isso não é bom o suficiente.

07:50

Speaker A

Isso muda minha conduta.

07:52

Speaker A

A partir de agora, eu vou abandonar a prescrição do iodo Kelp e substituir pelo iodo mais iodeto.

08:00

Speaker A

Mas calma, fica comigo até o final, o que que eu vou te mostrar não é o Lugol, como você tá imaginando.

08:08

Speaker A

Mas calma também, não é para entrar em pânico em relação ao Kelp.

08:13

Speaker A

O Kelp como alimento, em sushi, salada, consumo esporádico, tranquilinho.

08:20

Speaker A

O problema é quando você transforma isso num suplemento diário de dose fixa, porque aí você tá apostando na sorte.

08:27

Speaker A

Aquele lote pode ter pouco iodo e você não atinge a dose, ou pode até ter muito e você ultrapassa, ou pode ter contaminação por metais pesados que você nem tá medindo.

08:36

Speaker A

E é aqui que vem uma questão técnica que poucos médicos dominam.

08:40

Speaker A

Kelp contém principalmente iodeto e a biodisponibilidade do iodo do Kelp é cerca de 50% comparado ao iodeto de potássio puro.

08:48

Speaker A

Ou seja, quando você toma Kelp 500 microgramas, seu corpo absorve, na melhor das hipóteses, 250 microgramas, metade.

08:56

Speaker A

E essa absorção varia enormemente entre pessoas, dependendo do estado intestinal, de outras substâncias presentes, da forma química específica do iodo daquele lote.

09:06

Speaker A

Bem, agora vamos falar da ciência que realmente importa.

09:10

Speaker A

Existem duas formas químicas de iodo que o corpo usa de forma completamente diferente.

09:16

Speaker A

O iodeto, que é a forma I-, é o que a tireoide capta através de um transportador específico chamado NIS.

09:25

Speaker A

Essa forma é essencial na produção de T3 e T4, já o iodo molecular, o I2, é a forma que mama, próstata, ovários captam por difusão facilitada, sem precisar desse transportador, e aqui que tá o pulo do gato.

09:39

Speaker A

Estudos de 2005 a 2019 mostraram que iodo molecular tem efeito antiproliferativo em tecido mamário que o iodeto não tem.

09:49

Speaker A

Um estudo do Garcia Solid de 2005 induziu o câncer de mama em ratos.

09:53

Speaker A

No grupo que recebeu iodeto, zero efeito na formação de tumores.

09:58

Speaker A

Já o grupo que recebeu iodo molecular bloqueou 70% dos tumores.

10:02

Speaker A

E tem mais, estudo clínico randomizado de 2019, publicado no periódico Nutrients, mostrou que mulheres com câncer de mama que receberam iodo molecular 5 mg por dia, junto com quimioterapia, tiveram resposta patológica completa de 36% contra 18% do grupo só com quimioterapia.

10:11

Speaker A

36%.

10:13

Speaker A

E a sobrevida livre de doença em 5 anos foi significativamente maior.

10:18

Speaker A

Então, quando você toma Kelp, que contém principalmente iodeto, você tá dando para o corpo apenas uma das formas.

10:27

Speaker A

A forma que a tireoide precisa sim, mas não é a forma que os tecidos extratireoidiais ou extratireoidianos, como mama, próstata e ovários preferem.

10:35

Speaker A

É meio caminho andado, mas não é o caminho completo.

10:38

Speaker A

E o Lugol, o Lugol é a solução de iodo molecular 5%, mais iodeto de potássio 10%.

10:45

Speaker A

Foi criado em 1829, tem proporção de uma parte de iodo molecular para duas de iodeto.

10:51

Speaker A

É brilhante para doses terapêuticas altas, tipo 5 a 12 mg e meio por dia.

10:58

Speaker A

Mas para suplementação básica de 150 a 500 microgramas, aí fica impraticável.

11:03

Speaker A

Uma gota de Lugol 5% tem 6,25 mg.

11:08

Speaker A

Você precisaria diluir e tentar medir frações de gota.

11:12

Speaker A

Aí vira uma loteria também.

11:15

Speaker A

E aqui vai o alerta que eu dei no começo sobre doses altas de iodo, mesmo quando você usa o Lugol com as duas formas.

11:21

Speaker A

E foi isso que me fez usar o iodo Kelp em microgramas por um bom tempo.

11:26

Speaker A

A doutora Isabela Wentz, farmacêutica especialista em tireoide, fez pesquisa com paciente com Hashimoto usando doses altas de iodo.

11:35

Speaker A

E o resultado, cerca de 25% dos pacientes melhoraram, mas os outros 25% pioraram significativamente.

11:43

Speaker A

Um em cada quatro, então, teve piora.

11:46

Speaker A

É um número bem expressivo.

11:49

Speaker A

E ela explica o mecanismo, doses altas podem causar destruição inicial da tireoide, liberando o hormônio na circulação.

11:57

Speaker A

A pessoa sente aquele pique de energia no começo, acha que tá melhorando.

12:02

Speaker A

Mas na verdade é o tecido tireoidiano sendo destruído.

12:06

Speaker A

Depois vem o crash e a pessoa fica pior do que antes.

12:09

Speaker A

TSH dispara, anticorpos sobem e você acelerou a progressão da doença.

12:14

Speaker A

Então não é simplesmente quanto mais iodo melhor.

12:18

Speaker A

Dose importa, individualização mais ainda.

12:21

Speaker A

E nem todo mundo tolera doses altas, mesmo quando há deficiência comprovada.

12:26

Speaker A

Por isso, eu uso doses altas só em casos bem específicos, com monitoramento rigoroso e sempre com cofatores como selênio para proteger a tireoide.

12:34

Speaker A

Então, qual é a solução?

12:35

Speaker A

Depois de revisar toda essa literatura, testar diferentes abordagens e acompanhar resultados clínicos, mudei completamente meu protocolo.

12:42

Speaker A

Hoje eu uso o que eu chamo de iodo complexo.

12:45

Speaker A

Manipulação com doses precisas das duas formas.

12:49

Speaker A

Por exemplo, cápsula com 165 microgramas de iodo molecular e 335 microgramas de iodeto de potássio.

12:59

Speaker A

Total 500 microgramas, mas você tem as duas formas cobrindo todas as necessidades.

13:06

Speaker A

Dose precisa, sem depender de variabilidade de alga, biodisponibilidade acima de 90%, síntese química pura, zero risco de metais pesados, padronização clara e cada cápsula é idêntica à anterior.

13:15

Speaker A

Deixa eu te mostrar a diferença na prática.

13:19

Speaker A

Com Kelp 500 microgramas, você tem dose real absorvida de talvez 250 microgramas.

13:26

Speaker A

Forma, principalmente iodeto, variabilidade de lote que pode chegar a 500%, isso na compra pela internet, né, na manipulação não tá tão claro.

13:36

Speaker A

Contaminantes não testados e proteção mamária mínima porque não tem iodo molecular.

13:41

Speaker A

Já com iodo complexo 500 microgramas, você tem dose real absorvida de 450 microgramas.

13:50

Speaker A

As duas formas cobrindo tireoide e tecidos extratireoidianos, variabilidade zero porque é síntese química, contaminantes zero e proteção mamária máxima porque o iodo molecular tá presente.

13:58

Speaker A

Agora, em casos de deficiência severa comprovada, com exames na mão, mostrando necessidade de doses mais altas, aí sim, eu uso Lugol.

14:09

Speaker A

Porque Lugol tem as duas formas, proporção validada cientificamente, dose ajustável em gotas, custo baixíssimo e monografia estabelecida há quase 200 anos.

14:18

Speaker A

Mas sempre com cofatores obrigatórios, tipo selênio, magnésio, vitamina C.

14:25

Speaker A

E sempre com monitoramento rigoroso de TSH, T3, T4 e anticorpos antiperoxidase.

14:33

Speaker A

Porque se você tem predisposição autoimune e não sabe, dose alta pode virar gatilho e eu não aposto na sorte com os meus pacientes.

14:41

Speaker A

Olha, Kelp não é veneno, não vou demonizar alga marinha.

14:45

Speaker A

Como alimento em sushi, saladas, consumo ocasional, top.

14:51

Speaker A

Ótima fonte de minerais.

14:53

Speaker A

O problema é transformar isso em suplemento terapêutico de dose fixa.

14:58

Speaker A

É como tentar ajustar dose de remédio usando chá de planta.

15:03

Speaker A

Pode até funcionar, mas você não tem um controle preciso.

15:08

Speaker A

E quando falamos de abordagem funcional integrativa, precisão é muito importante.

15:13

Speaker A

E tem outro fator.

15:16

Speaker A

Quando você prescreve Kelp, você tá confiando que a farmácia de manipulação ou magistral, ou mesmo o fabricante, testou o teor de iodo daquele lote específico.

15:24

Speaker A

Testou contaminação por metais pesados, validou matéria-prima.

15:29

Speaker A

Na prática, a maioria não faz, confiam no certificado do fornecedor.

15:33

Speaker A

E o certificado do fornecedor diz o quê?

15:36

Speaker A

Teor de iodo 0,1 a 0,5%.

15:41

Speaker A

Variação de cinco vezes na matéria-prima, supostamente padronizada.

15:44

Speaker A

Como é que você vai garantir dose precisa com variação de cinco vezes na dosagem?

15:49

Speaker A

Com síntese química de iodeto de potássio e iodo molecular, você tem monografia USP, que é o padrão de qualidade farmacêutico americano.

15:57

Speaker A

Controle de qualidade estabelecido, cada lote testado, rastreabilidade completa, é previsível, é reprodutível e em medicina previsibilidade é segurança.

16:06

Speaker A

Deixo ser bem claro, isso não é sobre natural versus sintético.

16:09

Speaker A

Isso é sobre eficácia e segurança.

16:12

Speaker A

Morfina é natural, vem da papoula, certo?

16:16

Speaker A

Mas você não mastiga a papoula para controlar dor pós-operatória.

16:21

Speaker A

Você usa morfina purificada em dose precisa.

16:25

Speaker A

Insulina é natural, vem do pâncreas, mas diabéticos não comem pâncreas, usam insulina recombinante em dose precisa.

16:31

Speaker A

Iodo é a mesma lógica.

16:33

Speaker A

Kelp é ótimo como alimento, mas como suplemento terapêutico, iodo de síntese química é superior em todos os aspectos mensuráveis.

16:41

Speaker A

E aqui vai uma informação que muita gente não sabe.

16:44

Speaker A

A visão integrativa moderna não é sobre natural a qualquer custo.

16:49

Speaker A

É sobre evidência científica sólida.

16:52

Speaker A

É sobre usar o que funciona melhor para aquele paciente específico.

16:57

Speaker A

Durante anos, eu usei Kelp porque parecia a escolha lógica, natural, barato, disponível.

17:02

Speaker A

Mas quando você coloca na balança biodisponibilidade, controle de qualidade, segurança, reprodutibilidade clínica e eficácia baseado nas duas formas de iodo, os dados apontam para outra direção e dados superam tradição.

17:16

Speaker A

Então, resumindo, porque sei que você quer a resposta direta.

17:20

Speaker A

Espirulina e clorella não contam como fonte de iodo, esqueça.

17:24

Speaker A

Tem outras aplicações muito boas.

17:26

Speaker A

Kelp como alimento é ótimo, como suplemento é problemático pela variabilidade e risco de contaminação.

17:31

Speaker A

Lugol é excelente para doses altas terapêuticas acima de 5 mg, quando bem indicado e monitorado, mas impraticável para doses baixas de manutenção.

17:39

Speaker A

E atenção, mesmo em doses altas, cerca de 25% dos pacientes podem piorar, especialmente se tiverem componente autoimune não diagnosticado.

17:47

Speaker A

A melhor opção para suplementação básica de 150 a 500 microgramas, iodo complexo manipulado com as duas formas, iodo molecular e iodeto.

17:55

Speaker A

Dose precisa, biodisponibilidade alta, sem contaminação, reprodutivo e você minimiza risco de efeitos adversos.

18:03

Speaker A

E se você tem exames mostrando deficiência, se tem sintomas de hipotireoidismo, se é mulher preocupada com saúde mamária e ovariana, você precisa das duas formas de iodo.

18:11

Speaker A

Não adianta tomar só iodeto achando que tá resolvido.

18:15

Speaker A

Tecidos extratireoidianos preferem iodo molecular.

18:19

Speaker A

E não adianta tomar Kelp achando que porque é natural é melhor.

18:23

Speaker A

Variabilidade e contaminação são problemas reais que os estudos documentam claramente.

18:28

Speaker A

A ciência tá aí.

18:30

Speaker A

As evidências estão publicadas.

18:33

Speaker A

Garcia Solis 2005, EFSA 2023, Consumer Lab 2017, estudos clínicos em Nutrients 2019, dados da Isabela Wentz sobre reações adversas.

18:40

Speaker A

Não é opinião, é dado.

18:42

Speaker A

E baseado nesses dados, mudei minha conduta.

18:45

Speaker A

Simples assim.

18:47

Speaker A

Se você tá tomando Kelp agora, não precisa sair correndo, entrar em desespero.

18:51

Speaker A

Não é veneno.

18:53

Speaker A

Mas na próxima renovação, conversa com seu médico sobre as opções.

18:57

Speaker A

Se seu médico não conhece a diferença entre iodo molecular e iodeto, ou não sabe dos problemas de variabilidade e contaminação do Kelp, mostra os estudos ou comenta com ele de maneira respeitosa.

19:06

Speaker A

Leva a informação, porque no final das contas, quem decide é você.

19:10

Speaker A

Mas decisão informada é sempre melhor que decisão baseada em achismo ou tradição.

19:15

Speaker A

E se você é médico e ainda prescreve Kelp, não é sobre estar errado ou certo.

19:20

Speaker A

É sobre ter acesso à informação atualizada.

19:24

Speaker A

Os estudos sobre iodo molecular versus iodeto em tecido mamário são relativamente recentes.

19:30

Speaker A

Os dados sobre variabilidade e contaminação de Kelp também.

19:33

Speaker A

Ninguém nasce sabendo, eu também prescrevi Kelp durante anos.

19:36

Speaker A

Revisei literatura e mudei, qual é o problema?

19:40

Speaker A

Medicina é processo de atualização constante.

19:43

Speaker A

O que era prática padrão há 5 anos pode não ser a melhor opção hoje.

19:48

Speaker A

E tá tudo bem evoluir quando surgem evidências melhores.

19:51

Speaker A

Saia do vídeo agora se você gosta de ficar no superficial.

19:55

Speaker A

Eu vou te contar uma verdade inconveniente.

19:58

Speaker A

O YouTube e o Conselho Federal de Medicina me limitam.

20:01

Speaker A

Aqui eu preciso simplificar, censurar dosagens e omitir protocolos controversos.

20:06

Speaker A

Na comunidade fechada, não existe filtro.

20:09

Speaker A

Compartilho os exatos protocolos que eu uso na minha clínica, casos de reversão que pareciam impossíveis, combinações off label que funcionam, fornecedores confiáveis, interpretação avançada de exames.

20:17

Speaker A

É basicamente ter acesso ao meu cérebro médico sem intermediários.

20:21

Speaker A

Lives semanais respondendo perguntas, PDF com 47 protocolos exclusivos, grupo no WhatsApp.

20:26

Speaker A

Se você quer a visão funcional real, sem simplificação para as massas, clique em seja membro, não é para curiosos, é para quem quer resultados.

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