**40 Colheita e produção de mel — Transcript & Summary | SozAI**
Source: https://sozai.app/transcript/honey-harvesting-and-production/

Aula 40 do curso de meliponicultura: modelos de caixas para abelhas sem ferrão, dicas de melgueiras descartáveis, prazos do curso e temas sobre qualidade e maturação do mel.

## Key Takeaways

- Os modelos de caixa influenciam a facilidade de colheita e a higiene do mel.
- A separação entre ninho e melgueira reduz a exposição do ninho durante a colheita.
- Melgueiras descartáveis podem ser uma fonte de renda para meliponicultores.
- Condições de armazenamento e controle de umidade afetam a qualidade e a estabilidade do mel.
- A origem floral e regional define as características sensoriais do mel.

## What the video covers

- Aula 40 do curso, gravada em 29/09/2026, com avisos sobre prazos de formulários (aulas 11 a 26 até 30/09) e do relatório (10/11).
- Explicação das regras de certificação: mínimo de 75% de carga horária, com referência de 36 horas nas 26 primeiras aulas.
- Apresentação de diversos modelos de caixas para abelhas sem ferrão: quadradas, cestas, redondas, de cimento e vermiculita, troncos, potes e madeira.
- Descrição de modelos para jandaíra, como caixas horizontais com separação entre ninho e melgueira e o modelo Maria do Nordeste.
- Modelo AF (Ailton Fontana) para jataís: caixa dentro de caixa, com módulos que somam a espessura desejada.
- Dica de negócio: produzir melgueiras descartáveis mais finas (cerca de 0,5 a 1 cm) para venda.
- Discussão sobre características organolépticas do mel, incluindo efeitos de congelamento e desumidificação com sílica gel.
- Abordagem de fermentação e estabilização do mel pela ação de leveduras, com mudança de espuma indicando estabilidade.
- Orientações sobre embalagens e frascos para armazenamento e maturação, incluindo o uso de válvula airlock.
- Comentários sobre a variação de cor e sabor conforme a florada regional e sobre HMF elevado em amostras de mel.

## Chapters

1. 00:00 Abertura e avisos sobre prazos do curso
2. 08:00 Modelos de caixas para abelhas sem ferrão
3. 18:00 Caixas com ninho e melgueira separados
4. 27:00 Modelo Maria e modelo AF
5. 38:00 Melgueiras descartáveis e ideias de negócio
6. 45:00 Qualidade e tratamento do mel
7. 60:00 Armazenamento, maturação e embalagens
8. 80:00 Características regionais e sensoriais do mel

Answers

## Questions about this video

Quais modelos de caixas para abelhas sem ferrão são apresentados na aula?

A aula apresenta caixas quadradas, cestas, redondas, de cimento e vermiculita, em troncos, potes e madeira. Também são mostrados modelos específicos como o usado para jandaíra, o modelo Maria e o modelo AF para jataís.

Por que vale a pena fazer melgueiras descartáveis mais finas?

Como a melgueira é vendida e não retorna ao produtor, ela pode ser mais fina, em torno de 0,5 cm e no máximo 1 cm, reduzindo peso e custo. A parte externa da caixa fica mais grossa para manter a estrutura.

Qual é o prazo para o relatório do curso e para a certificação?

O prazo do relatório é 10 de novembro. Para certificação é preciso atingir 75% da carga horária, e a aula indica a referência de 36 horas nas 26 primeiras aulas.

## Full Transcript — Download SRT & Markdown

00:05

Speaker A

Salve salve. Hoje nós estamos aqui novamente, dia 29 de setembro de 2026, para a nossa aula aqui de número 40, não é mesmo?

00:19

Speaker A

E vocês já percebem pela numeração, né, que a gente está chegando naquela parte final do curso, né? Então, eh, as coisas vão começando a se atropelar para quem não está com as suas aulas em dia. Vocês viram que eu mandei um recadinho aí para vocês, que as 10 primeiras aulas, né, elas já foram, aqueles formulários já foram encerrados, né, no dia 31 de maio. Então, depois desse dia ninguém mais consegue responder os formulários de 1 a 10.

00:36

Speaker A

Aquelas aulas da seleção, seleção, classificação, e aula 11 até a aula 26. Tem o prazo até amanhã para você responder, para entregar.

00:55

Speaker A

E depois disso, né, de primeiro, eu vou lá e vou fechar todos esses formulários também. Eu vou revisar todos eles porque, em alguns casos, às vezes parece que não registrou ali. Enfim, mas eu vou revisar todos eles ainda, até que eh para verificar, né, se está tudo conforme deveria ser, porque a gente comete erros fazendo essa, ah, essa manualmente, né? Então, eh, eu também coloquei o prazo ali de 31 de outubro para as próximas aulas, né, aula 28 até 41. Então, assim, mas o importante é que você tenha respondido essas aulas de 11 a 26 até o dia 30, tá? Lembrando que matematicamente você estará rebaixado, né?

01:10

Speaker A

Tomando como uma alusão ali ao campeonato brasileiro, né? Se você não tiver 36 de soma de horas ali, né? Depois das 26 aulas. Então, em 26 aulas você tem que ter pelo menos 36 horas, tá? Em 26 aulas, OK?

01:32

Speaker A

Então você tem que ter no mínimo 26. Se não tiver, já não alcança mais o 75%, tá? Você tem que ter 75% para receber a certificação.

01:54

Speaker A

Bom, hoje nós temos a aula de novo com a Dra. Gena o mel, a colheita de mel e assim por diante, pelo menos é o que foi combinado, né?

02:10

Speaker A

E então, eh, só que ela pediu para entrar às 19:20. Então, eu vou atender essa parte dela, mas eu vou alugar vocês com outro assunto aqui, tá? Eu vou falar um pouco sobre caixas para abelhas sem ferrão, que talvez alguns já falaram alguma coisa aqui, mas sempre cabem mais observações. OK. Pessoal perguntando se tem segunda época. Bom, o negócio é o seguinte: tem que cuidar também ali do prazo do relatório, né? O prazo do relatório é dia 10 de novembro, OK? Hã, provavelmente eu vou dar mais alguma chance depois, mas é assim, ó: vai diminuindo a nota, diminuindo a nota até um patamar que também não adianta mais dar prazo, porque tá aí, nem diminuindo a nota, não alcança nem no seis, OK?

02:32

Speaker A

Então, eh, essa seria a tal da segunda época. Bom, mas vamos falar de caixas para abelhas sem ferrão. Então, existem um monte de modelos, e aqui não estão nem, eh, não estão nem listadas todas elas ainda, né? Tem só algumas aqui, por exemplo: tem caixas que são quadradas, outras são cestas, outras são redondas, tem outras que são de cimento e vermiculita, tem em troncos, tem potes, tem em madeira, tem um monte de outros objetos diversos aí, né?

02:44

Speaker A

Há um exemplo aqui, uma que o pessoal usa muito para jandaíra. Eh, eles tentam imitar, então, um tronco na horizontal, como nós temos a umburana, né, e que tem os galhos na horizontal. Então, isso fez com que eles, eh, tentassem imitar, né, os galhos na horizontal. Então, nesses ocos aí, a jandaíra acabava se aninhando e fazendo então o seu ninho na horizontal.

02:57

Speaker A

Infelizmente a imagem não é das melhores, né, pessoal? Tá saqueando uma abelha ali, né? Não é a coisa mais recomendável a se fazer, né?

03:17

Speaker A

Aqui temos um exemplo, então, de uma dessas caixas. Aqui já está no modo um pouco mais avançado, onde você tem a separação entre ninho e melgueira.

03:39

Speaker A

Então, de um lado você tem, na parte menor, o ninho, e na parte maior você tem a melgueira. Eu não vou me alongar muito nessa questão da jandaíra, porque vocês vão ter uma aula dessas abelhas lá da caatinga, OK? que o Calil vai ministrar para nós. Então, eh, não vou me alongar nisso, mas é basicamente isso. Você tem a separação, tem a tampa separada, inclusive também. E no método tradicional de colheita, vocês conseguem perceber que tem um furo aqui na parte de cá. E é um dos métodos de colheita, assim, talvez não o mais recomendável, né, porque ele pode trazer mais sujeira do que deveria para dentro, né, com essa coleta daquele tipo.

03:54

Speaker A

Existem formas mais, eh, ou menos rústicas, digamos assim, já mais trabalhadas, com telhadinho, inclusive, né? Essa aba protetora ali já faz, né, um modelo um pouco diferente dessa caixa, mas com a mesma ideia e a mesma tática. Aqui uma bem mais trabalhada, mais pintadinha, né? Então vocês conseguem perceber, do lado direito ali, a parte do ninho, e do lado esquerdo aqui, a melgueira. E vocês conseguem perceber os furos, a tabuinha que separa os dois. Então vocês percebem esses furos que tem ali, que é o contato, o lugar, a passagem onde as abelhas vão de uma caixa a outra.

04:17

Speaker A

Nós temos também lá no Nordeste o chamado modelo Maria. E o modelo Maria usa a base também da horizontal, em que dos troncos que existem lá, né, onde no meio você tem o ninho e nas laterais a comida. Então essa caixa também tem a tampa externa e três tampas internas. Então, as duas melgueiras na lateral têm sua tampa separada, e a tampa do ninho, que fica no centro, também tem sua tampa separada, OK?

04:32

Speaker A

Eh, aqui nesse modelo vocês percebem que a entrada é direto pro ninho. Provavelmente as abelhas vão fazer um duto interno, vão fazer um canal interno para poderem se, eh, diminuir a claridade lá dentro, para escurecer lá dentro. Certo? Aí a vantagem, qual é? Quando você vai colher o mel, você não precisa expor o ninho, apenas expõe a parte da melgueira, OK? E tem a tampa, que é tampa com as abas, né? Que vai fechar ali essa caixa. Bastante interessante. Estamos bem.

04:52

Speaker A

Nós temos esse modelo AF, ou Ailton Fontana, que idealizou essa caixa aí para as jataís. Então é uma caixa dentro de outra caixa, ou seja, existe uma caixa externa, e aí colocam-se as alças, os módulos.

05:06

Speaker A

Lembrando que, daí, os módulos não precisam ser tão grossos, eles podem ser, digamos assim, metade da espessura que você gostaria que a caixa tivesse. Então você faz a parte externa na metade da espessura, mais os módulos, a outra metade da espessura, e aí você tem a espessura que você gostaria de ter.

05:17

Speaker A

Por exemplo, se você usa a espessura de 4 cm de grossura, né? Então, a caixa externa 2 cm, os módulos 2 cm, e tudo certo. Vocês também estão percebendo ali as divisórias, as divisórias de acetato ou PVC, enfim, tem vários materiais mais rígidos assim que podem ser usados aí para separar as alças, para grudar menos, para ter menos grude, para não dar meleca, para não dar vazamentos e coisas do tipo. E vocês também perceberam que ele colocou ali uns arames, arame que não é farpado, mas esses arames aí também servem para sustentação.

05:27

Speaker A

E essa caixa, esse tipo de caixa aí é ideal para quem pensa em vender melgueiras. Isso mesmo, né? Eh, vender melgueiras, melgueiras descartáveis. É uma boa dica que a gente dá para vocês. Você pode, por exemplo, fazer ela mais fininha. Então, vamos supor, ali a parte onde vai o mel, né? Em vez de fazer uma melgueira de 2 cm, faz a parte externa maior, mais grossa, e aí faz a melgueira com 0,5 cm, por exemplo, porque essa melgueira sendo vendida, né, você não vai ter mais ela de volta. Então, essa melgueira descartável pode ser bem mais fininha. Eu sugiro algo em torno de 0,5 cm, não mais que 1 cm, senão fica grosso e muito pesado, OK? Ou talvez até, quem sabe, outros materiais. O pessoal que tem impressora 3D, de repente pode imprimir uma melgueira que possa ser, claro, daí tem que ser, eh, não sei se vai dar, tem razão, é capaz de o material de que é feita não ser possível para a alimentação, OK? Então, é uma possibilidade aí, mas outros materiais que sejam feitos de plástico comestível, gavetinhas, alguma coisa que emita uma gavetinha para ser descartada, digamos assim, descartada, modo de dizer, porque a pessoa que vai comprar também não vai reu

05:42

Speaker A

OK? que o Calil vai ministrar para nós. Então, eh, não, não vou me alongar nisso, mas é basicamente isso. Você tem a separação, tem a tampa separada, inclusive também. E no método tradicional de colheita, vocês conseguem perceber que tem um furo aqui na parte

06:02

Speaker A

de cá. E é um dos métodos de colheita, assim, talvez não o mais recomendável, né? porque eh ele pode trazer mais sujeira do que deveria, né, para dentro, né, com essa coleta daquele tipo.

06:19

Speaker A

Existem formas mais eh ou menos rústicas, digamos assim, já mais trabalhadas, com telhadinho, inclusive, né, essa aba protetora ali já fazendo, né, um modelo um pouco diferente, né, dessa dessa caixa, mas com a mesma ideia e mesma a mesma tática. Aqui uma bem

06:42

Speaker A

mais trabalhada, mais pintadinha, né? Então vocês conseguem perceber a do lado direito ali então a parte do ninho e do lado esquerdo aqui a melgueira. E vocês conseguem perceber os furos, a tabuinha que separa os dois. Então vocês percebem

06:59

Speaker A

esses furos que tem ali, que é o contato, o lugar, a passagem onde as abelhas vão de uma caixa a outra.

07:10

Speaker A

Nós temos também lá no Nordeste o chamado modelo Maria. E o modelo Maria usa a base também da horizontal em que dos troncos que existem lá, né, onde no meio você tem o ninho e nas laterais a comida. Então essa caixa também tem a

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Speaker A

tampa externa e três tampas internas. Então, as duas melgueiras na lateral tem sua tampa separada e a tampa do ninho que fica no centro também tem sua tampa separada ok?

07:51

Speaker A

Eh, aqui nesse modelo vocês percebem que a entrada é direto pro ninho. Provavelmente as abelhas vão fazer um duto interno, vão fazer um canal interno para poderem se eh eh diminuir a claridade lá dentro para escurecer lá dentro. Certo? Aí a vantagem, o que que

08:13

Speaker A

é? Quando você vai colher o mel, você não precisa expor o ninho, apenas expõe a parte da neugueira, ok? E tem a tampa que é tampa com as abas, né? Que vai fechar ali, então, essa caixa. Bastante interessante. Estamos bem. Nós temos

08:32

Speaker A

esse modelo AF ou Ailton Fontana que idealizou essa caixa aí para as jataís. Então é uma caixa dentro de outra caixa, ou seja, existe uma caixa externa e aí colocam-se as alças, os módulos.

08:55

Speaker A

Lembrando que daí os módulos não precisam ser tão grossos, eles podem ser, digamos assim, metade da da espessura que você gostaria que a caixa tivesse. Então você faz a parte externa na metade da espessura mais os módulos a

09:11

Speaker A

outra metade da espessura e aí você tem a espessura que você gostaria de ter.

09:18

Speaker A

Por exemplo, se você usa a espessura de 4 cm de grossura, né? Então, a caixa externa 2 cm, os módulos 2 cm e tudo certo. Vocês também estão percebendo ali eh as divisórias, as divisórias de acetato ou PVC, enfim, tem

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Speaker A

vários materiais mais rígidos assim que podem ser usados aí para separar as alças, para grudar menos, para ter menos grude, para não dar meleca, para não dar vazamentos e coisas do tipo. E vocês também perceberam que ele colocou ali

09:56

Speaker A

uns arames, arame que não é farpado, mas esses arames aí também servem paraa sustentação.

10:05

Speaker A

E essa caixa, esse tipo de caixa aí é ideal para quem pensa em vender melgueiras. Isso mesmo, né? Eh, vender melgueiras, melgueiras descartáveis. É uma boa dica aí que a gente dá para vocês. Você pode, por exemplo, fazer ela

10:26

Speaker A

mais fininha. Então, vamos supor ali a parte onde vai o mel, né? Em vez de fazer, ao invés de fazer uma meueira de 2 cm, faz a parte externa maior, mais grossa e aí faz a meueira com 0,5 cm, por

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Speaker A

exemplo, eh, porque essa megueueira sendo vendida, né, você não vai ter mais ela de volta. Então, essa essa meueira descartável, né, ela pode ser então bem mais fininha. Eu sugiro aí algo em torno de 0,5 cm, não mais que 1 cm, senão fica

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Speaker A

grosso muito pesado, OK? ou talvez até, quem sabe outros materiais. O pessoal que tem aí impressora 3D, de repente pode imprimir uma melgueira que possa ser, claro, daí tem que ser, eh, não sei se vai dar, eh, tem razão, é capaz de o

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Speaker A

material de que é feito não seja possível para a alimentação, OK? Então, eh, é uma possibilidade aí, mas outros materiais que sejam feitos de plástico comestível gavetinhas alguma coisa que emite uma gavetinha eh para ser descartada, digamos assim,

11:51

Speaker A

descartada, modo dizer, porque a pessoa que vai comprar também não vai reutilizar e vai jogar fora. É isso que você tem que entender.

11:59

Speaker A

A madeira ideal, olha, tem que ser uma que você tenha em abundância, que não tenha nenhum contaminante tóxico, que não libere cheiros. Tem algumas aí que liberam cheiro muito forte. Por exemplo, saçafrá, você não vai usar uma melgueira

12:13

Speaker A

de saçafras. Ah, a não ser que a gente descubra que esse cheiro possa trazer um acréscimo ao paladar do mel.

12:25

Speaker A

Nunca é um retrocesso, mas um acréscimo. Se a gente descobrir que nem tipo assim, eles envelhecem o whisky no carvalho, entendeu? Então, se isso adicionar algum toque de sabor a mais, de repente possa ser alguma madeira que eh transmita

12:43

Speaker A

algum odor, algum cheiro que não seja tóxico. Evidentemente, acredito, por exemplo, que o angelim não, porque tem pessoas que têm alergia ao angelim, né?

12:57

Speaker A

Ah, sobre a pergunta ali da especialização, amanhã para é para abrir as inscrições, meio-dia, OK? amanhã, meio-dia.

13:05

Speaker A

Ã, aqui nós temos essa caixa montada, ou seja, eh, como eu falei, é uma uma caixa dentro da caixa. Então, tem a portinha do lado de cá e isso aqui é a parte dos fundos, OK? A parte frontal fica no

13:22

Speaker A

outro lado. Eu não sei se vocês conseguem ver bem no centro embaixo tem um furinho. É ali o furo de entrada então da caixa.

13:33

Speaker A

Eh, e assim ela fica então montada com as suas gavetas, com os seus módulos.

13:38

Speaker A

Depois é só colocar essa essa tabuinha ali, ó. E aí vocês têm essa visão dela fechada atrás, do lado direito a parte traseira e do lado esquerdo você tem a parte frontal. OK? Essa é uma caixa ã que pode ser usada basicamente assim

13:56

Speaker A

para jataí ou miins. Se você tem essa intenção de comerci comercial comercializar meuiras, eu acho uma ótima ideia. Existe também o modelo simplificado em que você não tem as gavetas e sim só o o espaço interno, por exemplo, ali uma uma divisória de ninho

14:19

Speaker A

e meueira. Para quem observou bem, isso aqui nada mais é do que aquela caixa de jandaí, aquela nordestina, em vez de ser horizontal, ela tá na vertical. É só isso. E tem gente que é inverte, né? Tem gente que coloca o ninho embaixo e a e a

14:35

Speaker A

melgueira em cima. E tem gente que deixa o mel eh embaixo e a e o ninho em cima, tá? Qual é a vantagem de deixar o ninho em cima e o mel embaixo?

14:47

Speaker A

é que se você for fazer algum manejo e derramar mel, se ele tá embaixo, ele não vai lambuzar o ninho.

14:57

Speaker A

Eh, se a pergunta se caixa de mandeira de Angelinha é boa para abelhas, não tenho experiência. Eu só sei que ela tem um, ela libera um um pó assim, é uma coisa estranha e tem gente que tem coceira com isso. Eu não sei se afeta as

15:13

Speaker A

abelhas, tá? Então é é só o que eu sei com relação aos humanos. Alguns têm problema de meu pai, por exemplo, nossa, ele se coçava todo, meu pai era marceneiro, né? E aí ele tinha alergia a essa madeira. É por isso que eu sei, né,

15:27

Speaker A

que ela dá essa alergia aí. Mas pode ser que para outros não, para mim não fazia nada, por exemplo, né?

15:35

Speaker A

E talvez para outros um simples eucalipto rosa vai dar isso. Eu não não sei, mas eu indico assim, ó, o que o que você tem na região, de preferência de reflorestamento.

15:46

Speaker A

E aparentemente o eucalipto serve para essas situações, exceto aqueles eucaliptos de odor mais forte, n citriodora, por exemplo, né, que talvez não fosse tão recomendado por ele liberar um, né, um um odor mais cítrico.

16:05

Speaker A

E talvez, por outro lado, aquilo que eu falei, de repente esse cheiro cítrico agregue valor ao meu, eu não sei.

16:13

Speaker A

pesquisas, pesquisas a fazer aos montes. OK? E é possível também você fazer caixas a partir de troncos, né? Então, esses troncos podem ser cortados como se fossem como se fosse uma caixa normal.

16:35

Speaker A

você simplesmente, então, você simplesmente ali faz os módulos, digamos assim, com os troncos, os troncos vazados né?

16:45

Speaker A

Existem caixas do do de modelo didático e aí existem tantos modelos com abelha dentro e sem abelha dentro. Esse modelo didático aqui eh é feito com eh é de mentirinha. Então, existe um ninho de mentirinha ali dentro.

17:05

Speaker A

eh com ninhos eh com discos novos, discos velhos. Isso aqui é para ensinar então como se faz eh como como que funciona dentro da caixa, como se faz multiplicação, enfim, essa caixa didática é boa para isso. E ali vocês

17:22

Speaker A

estão vendo discos mais claros e discos mais escuros. Então, justamente para mostrar, para indicar que os discos claros são então os mais velhos e os discos escuros são os mais novos. E aí a disposição do alimento do alimento ao

17:41

Speaker A

redor dos discos, o alimento em cima. Aí tem uns pontinhos amarelos que vocês conseguem ver, que são daí as abelhas, as abelhas aderentes, as abelhas que ficam ali, né, junto com eh ficam ali trabalhando, cuidando do ninho. É uma

18:00

Speaker A

caixa que dá para abrir, então ela tem uma uma dobradiça ali, dá para ver internamente, dá para explicar como que é por fora e assim por diante. É uma caixa bastante interessante também. Dá para fazer esses discos com

18:14

Speaker A

eh impressora 3D. E onde se compra? Não sei te dizer. Eu achei essa foto nem sei mais aonde. Eu até queria botar a referência ali e eu não acho mais, mas eu queria botar a referência ali, né? Mas eu não achei

18:30

Speaker A

mais onde é que foi que eu catei essa foto aí, né? Eh, se alguém descobrir aí para eu botar também aqui pelo menos, né, a referência, os direitos, né, dessa dessa foto, por gentileza, se alguém descobrir onde que tá essa foto aí, beleza?

18:50

Speaker A

Ah, aqui nós temos também do José Carlos não sei falar sobrenome lá do sobrenome dele, né? O, eh, José Carlos, ele criou uma caixa em que você tem o prédiozinho central do ninho. Eh, é basicamente, digamos assim, a caixa Maria, onde você tem o ninho no

19:15

Speaker A

centro e nas laterais as melgueiras, com a diferença que ele não faz o ninho inteiro, ele faz ninho e sobre ninho.

19:23

Speaker A

Então assim, se você quer multiplicar essa caixa destacando os módulos, você pode fazer multiplicação por módulo, inclusive pode fazer tipo, eh, cada uma das partes fica com uma melgueira.

19:39

Speaker A

Então, se as duas melgueiras estiverem cheias, uma fica com ninho, outra fica com o sobrenho e aí você dá bastante reserva de comida para ambas as caixas.

19:49

Speaker A

faz por módulos, como eu ensinei na outra aula, né, na semana que vem. E aí você tem eh a a vantagem, né, de de ter tudo para aquela abelha. Existe desvantagem nessa aí? Sim, claro que sim, né? Por exemplo,

20:07

Speaker A

se você tem pouco espaço, vai ocupar praticamente o espaço de três caixas. Ou seja, uma caixa só vai ocupar o mesmo tanto que três caixas numa prateleira, lado a lado, assim, né?

20:20

Speaker A

Então essa seria a desvantagem. Aí você pode vai dizer assim: "Ah, mas não daria para fazer tipo ela de comprido, né, que a entrada ocupasse só aqueles 25 cm ali da lateral também nada, né? Você pode fazer dessa forma.

20:40

Speaker A

Eh, vai ficar um aí o seu milipunard vai ter que ter profundidade, né? Senão também não vai funcionar, tá? Mas é uma boa eh dica aí para quem tem espaço, para quem gosta desse tipo de de caixa.

20:55

Speaker A

É interessante também. É fácil por causa da colheita. Aqui não sei se vocês percebem, né? Mas tem essas entradinhas.

21:05

Speaker A

Eh, do lado esquerdo vocês estão vendo a o ninho, a entrada na frente, o buraquinho ali na frente. E ah, do lado, na parte mais direita desse módulo, vocês estão vendo um rasgo, um túnel, digamos assim, sei lá, né? Uma

21:24

Speaker A

passagem que conecta com a Melgueira que está do lado direito também. com o mesmo talho, com a mesma eh rasgo, digamos assim da eh da do do ninho. E assim as abelhas conseguem transitar do ninho para a melgueira, da melgueira pro ninho sem

21:50

Speaker A

qualquer problema, tá? Então é uma das opções aí para quem quer, ela vai colher, é só pegar e coletar essa melgueira da para quem gosta de fazer com tombamento que nem foi ensinado, né?

22:04

Speaker A

Ah, enfim, eh, fácil de fazer essa colheita e pode ser usada com qualquer espécie aí também, né? Pode ser usada com escapo trigono, mirim, claro que da mirim não faz tão grande, né? Eh, as melíponas de modo geral, sem qualquer

22:21

Speaker A

problema. é fácil de fazer um manuseio. Eh, existe também já o pessoal lá no Nordeste acabou adaptando essa caixa. E aqui vocês estão vendo que eles usaram tipo um Eucatex ou sei lá o que que é isso, essa coisa mais de papelão do que

22:41

Speaker A

qualquer outra coisa, né? Então o que eu posso dizer para vocês é o seguinte, né?

22:48

Speaker A

No no no. Não usem isso porque eh isso aí, qualquer própolizinho aí já já arranca tudo isso aí. Isso aí não é próprio para as abelhas, tá? Isso aí eh você vai se aborrecer muito rápido, né? Então assim,

23:06

Speaker A

novo é bem bonitinho, tão gostoso, tão legal, mas eu já usei o Euatex, eu já usei fórmica, enfim, né? tem eh tem que ter esse cuidado aí que isso aí acaba rasgando e enfim, a gente também nem sabe que tudo tem dentro desse negócio

23:23

Speaker A

ali, né, para fazer essa liga, tá? Eh, existe uma outra caixa que se chama de vermiculita.

23:38

Speaker A

Ou seja, vermiculita é tipo um cimento, né? Um cimento leve. Ele é também já foi falado aqui no curso sobre isso. Então, sobre eh essa mistura que se dá para fazer, ela fica bem leve. Eu até já tinha, eu já testei essa caixa aqui, mas

23:58

Speaker A

eh atualmente eu não tenho, acabei deixando elas com eh com o meu pai e por fim ela acabou indo para outros caminhos, mas ela era boa no sentido de ser leve e ser assim bem funcional, né?

24:15

Speaker A

No caso para mirins, esse aqui seria bom por causa que o alimentador é pequeno ou você coloca um alimentador maior, né, se você quiser, porque só esse bujãozinho ali do da da conexão é meio pouco, né, para uma abelha maior, né? E por dentro,

24:36

Speaker A

né, esse aqui que é o o Eurico no que criou, né? Então, os méritos vão lá para ele. Eh, você tem a parte da vermiculita, a espessura é bem térmica e o que tem no centro é um tubo de PVC de

24:54

Speaker A

100. É um tubo de 100, né? Então, dentro do tubo vai a postura e aí tem os orifícios no tubo que vão levar a essa galeria externa que é. Então, todos os os módulos, todas as alças vão ter eh

25:14

Speaker A

milgueira, que é, digamos assim, que a abelha faz naturalmente aí ao redor da cria. E também é uma coisa fácil de de fazer a multiplicação, porque você pega e separa ali os módulos e tá feita a multiplicação.

25:30

Speaker A

Para não haver muito grud, tem esses palitinhos. Aliás, os palitinhos que ele usou ali foram os de pirulito mesmo, né?

25:38

Speaker A

Os palitinhos, aqueles palitinhos de pirulito, eh, para não grudar tudo na parte superior. Então, é uma caixa bem interessante, pessoal lá de Minas Gerais que que usa, né, que que inventou essa aí.

25:55

Speaker A

Aí tem outros modelos de verniculita. Eh, você pode fazer o formato que você quiser, lembrando sempre o seguinte, né?

26:05

Speaker A

Quando você escolhe uma caixa, você tem que saber que, né, tem que saber que eh não existe um padrão, né, no Brasil.

26:15

Speaker A

Eu sei que tem gente que gostaria muito que tivesse um padrão, né? Por exemplo, uma caixa de tal tamanho para todo mundo, mas é difícil colocar isso eh por causa da das dimensões brasileiras, por causa da das diferentes espécies. Eh,

26:33

Speaker A

você não pode pedir que uma mirimig ocupar o mesmo espaço de uma urus nordestina. Então não tem como padronizar uma caixa para todas as espécies. Esqueçam isso, OK? Não tem como. E ainda assim, eh, vamos supor, ah, vamos então

26:55

Speaker A

padronizar paraas meliponas, só pro gênero melípona, Uruçu, nordestina, bugia, mandasaçia, guarai, pro boca de rena jupará talvez até funcione, mas existe uma diferença grande entre uma manda saia aqui do sul e uma boca de renda e uma tiúba. Enfim, existem diferenças. eh,

27:18

Speaker A

que ainda seriam consideráveis, né? E aí se padronizar a espessura a todas de 2 cm, bom, lá pro pro norte, nordeste talvez não vá ser muito problema, né? Só que aqui para nós 2 cm é pouco. Então, e

27:34

Speaker A

essa padronização talvez funcione em algumas questões regionais, mais do que isso acho muito difícil e eu já eu não vou lutar por isso, OK? Não vou lutar por padronização, porque vocês já sabem, quando escolhe padrão, eles escolhe sempre o pior

27:56

Speaker A

possível. Olhem lá a caixa Lstr é a pior caixa que podia ter paraa abelhas. É a pior. Existem outros modelos bem melhores, mais práticos, mais eficientes, mais anatômicos pra abelha.

28:11

Speaker A

Eles escolheram a lstrol, né? Então eles acabam sofrendo, tem que ter estela excluidora. tem que ter não sei o quê, blá blá blá, um monte de outras coisas por causa dessa escolha padronizada, errada. A nossa própria tomada de três,

28:26

Speaker A

né, pelo que a gente sabe, é um dos piores modelos de tomada e foi que eles escolheram. Eh, e outras coisas padrão da da TV e sempre o pessoal sempre diz que é, só para vocês terem uma ideia, o

28:43

Speaker A

padrão da nossa lá do do CA é um dos piores sistemas que existem. A gente tá usando o CA aí, segundo alguns me falaram, né? Existem eh sistemas melhores que o siga, mas enfim, né? A gente tem isso aí, tem que lutar

29:00

Speaker A

com esse. Ah, enfim, né? Por isso que eu tenho receio de que um dia vão padronizar algumas dessas caixas. Aí outro exemplo, então, né, de caixas de vermicolita ou aliás essa aqui é de mento com isopor.

29:21

Speaker A

Ah, só que você tem que esconder o isopor porque elas roem o isopor. Então tem que cuidar um pouco com essa questão. Aqui nós temos um exemplo de caixa de isopor. É que eu já coloquei a abelha em isopor, isopor cru, sem nada.

29:38

Speaker A

Ela vai, ela vai correndo, ro, roguma razão. Ela não gosta desse isopor. E eu já tive caixas de mi gente tinha o sanduíche, madeira, isopor, madeira. Pois óleo tinha uma frestinha, as mi passavam e roíam o isopor e jogavam fora. Por fim, o que eu

29:59

Speaker A

tinha as alças, os módulos era madeira, vazio madeira. Aí o isopor acabou eh perdendo, né, a sua utilidade ali. Então, mas existe algumas estratégias, ideias que fazem um, eles forram esse isopor com outro eh com outras coisas para elas não terem

30:24

Speaker A

acesso a esse isopor. Se elas não tiverem acesso, aí tudo bem, ele vai cumprir a sua função de ser térmico, de ser leve, entre outras características aqui. Então, essa de isopor agora já com eh essa proteção interna, eu não sei que

30:46

Speaker A

tipo de massa eles passaram aqui, alguma massa assim para vedar tudo, elas não terem acesso.

30:52

Speaker A

Mas particularmente essas caixas de vermicolita, tal, eu já testei também. Eu não sei se eu que não, né? Mas de alguma forma eu não tive assim muito sucesso. As guaraipas, por exemplo, nas caixas de madeira elas deixam os potes

31:11

Speaker A

bem pertinho da bem rente a madeira. Mas nessas de vermiculite e cimento, pelo menos as minhas guaraipos, elas acabam afastando.

31:22

Speaker A

Então você tem um ao redor, assim, tem tem um vazio, elas não encostam nesse eh nesse cimento isopor, né? E alguma razão elas têm, né? Se isso é o cheiro, o que que é que elas simplesmente não preferem

31:39

Speaker A

afastar-se o máximo possível. Essa foi a minha experiência. E aí eu acabei não querendo usar mais, mas eu sei que de gente que tem sucesso com elas, que tem as suas abelhas ali, elas vão bem e tudo certo também.

31:54

Speaker A

Existem caixas que são do tipo estavadas, ou seja, seis lados. Eh então só deixa eu atender a gên aqui só um pouquinho.

32:18

Speaker A

Essas caixas cestavas ali, elas são, né, uma tentativa de eh imitar o máximo possível um tronco. E elas, por exemplo, isso aqui é uma melgueira, os furos de subida, essa aqui é só grampeada, né?

32:38

Speaker A

Por fora ela pode ficar bonitinha assim, com tampa, tampa já protegida. Eh, alguns dizem que é fácil de fazer, outros dizem que não. É que se a tua serra for meio tortinha, esqueça, ela tem que ser perfeita para fazer esses

32:55

Speaker A

cortes angulares. Existe a ímpa redonda, que também pode ser oval, alguns chamam de zécommeia, casinha zécommeia. Ela é que nem uma ímpa, só que é redonda. Em vez de ser quadrada, é redonda.

33:18

Speaker A

Oitavada eu já vi com 12 lados e quanto mais lados tiver, mais redonda vai ser, né? Então a gente tem essas características.

33:29

Speaker A

Aqui nós temos a Paulo Nogueira Neto, PN. Essa aqui seria a número um, em que tinha a o ninho num lado e a melgueira do outro. E essas seriam as alças, assim ela é vista de cima e assim seria a outra, onde o ninho era

33:50

Speaker A

no meio, né? Então essas essa aqui do meio e o ninho no meio e as melgueiras na lateral. uns eh sarrafinhos de bambu para ter apoio. Essa outra aqui é tipo uma a Guiliane e que ele pensou para Jataí e tem

34:10

Speaker A

aquelas ripinhas ali onde a Jataí iria fazer daí o depósito de mel. Depois era só raspar que nem o fulano lá da Austrália fez. A própria caixa ímpar que é em módulos, eh, aperfeiçoada agora com o porãozinho, né?

34:28

Speaker A

Como eu digo para vocês, não usem essex aí porque ele não aguenta muita coisa.

34:34

Speaker A

Mas ela vai ter, então, eh, atualmente ela tem o fundo, a ela tem também a lixeira, o ninho sobre ninho e as melugueiras e a tampa, né?

34:46

Speaker A

Ah, e aí as medidas, para encerrar essa parte aqui, as medidas, eh, como eu disse, padronizar é meio complicado, né?

34:55

Speaker A

Eh, eu sempre sugiro que vocês usem preferencialmente as caixas inta OK? Bom, a Gên chegou aqui na nossa reunião, né? Então nós, eu vou remover essa parte aqui agora vou adicionar a Gena. Boa noite Gena.

35:23

Speaker A

Eh, você precisa conectar o microfone e a câmera para adicionar o o note, OK? Eh, eu vou falar sobre isso, o que acontece, né? Nós temos aí alguns componentes biológicos que atuam diretamente no processo de fermentação da da das questão do do mel, né? Existe

35:49

Speaker A

uma levedura que ela é muito importante na fabricação dessa desse processo na na produção desse processo alcoólico, né, que é uma fermentação alcoólica. Há uma liberação de etanol nesse processo de fermentação.

36:04

Speaker A

E aí a gente pode dizer que se não existisse, né, a quantidade de água maior que a quantidade de água que existe eh na no processo de desidratação dentro da colônia do apes melífera, por exemplo, as que também existem essas leveduras e

36:24

Speaker A

nós vamos o melão vai ser diferente porque vai ser eh vai ter vai existir uma quantidade maior de água, né? Então, a gente vai observar essa questão aí.

36:37

Speaker A

Não sei se eu respondi. Se eu não respondi, eu respondo daqui a pouco de novo.

36:45

Speaker A

Eh, a minha dúvida é nos concursos de méis que você já participou, já houve amostras de mel de melipona? Ruf ventres.

36:55

Speaker A

Ruf ventres. Eu nunca provei nenhum mel de rufiv ventres em concurso, não. Eu já provei quando eu estive em Barreiras, mas mel de ruf ventres eh, para concurso, eu nunca participei de nenhum que tivesse amostras dele, não. É

37:11

Speaker A

bem mais é bem difícil, né? Quem tá com maior quantidade de plantel de ruf ventres é o pessoal do Tocantins e de Barreiras, né, da região de Barreiras.

37:20

Speaker A

Barreiras tem um pouquinho de nada, mas a eh Tocantins e Brasília, quer dizer, Brasília que tem mais criadores, só que ainda não tem uma produção de mel, então por isso que eu acho que eles não mandam amostras pros concursos, tá?

37:36

Speaker A

Eu vou baixar aqui no computador. Eu não sei se você tá vendo as perguntas ali. Eu vou primeiro fazer, eu vi uma. Eh, por favor, se eu colher mel em casa em pequena quantidade, quanto tempo posso guardar na geladeira?

37:55

Speaker A

Na verdade, você não precisa necessariamente guardar na geladeira. Eu vou até comentar na aula que geladeira não é algo muito muito bom para para o mel, né? Guardar na geladeira não é bom pro mel, por eh ele perde algumas

38:09

Speaker A

características, né? o processo ali de de congelamento, de resfriamento abrupto, pode trazer alguns prejuízos.

38:19

Speaker A

Sigue aqui tá dizendo que já foi para você a apresentação, viu? Pode trazer alguns prejuízos de nas características organolépticas do mel, né? Tanto é que quando a gente faz um processo de congelamento, por exemplo, eh esse congelamento ele pode liberar mais água

38:37

Speaker A

no mel. Uma vez eu fui fazer análise de um mel, gente, que ele tava congelado e aí o que que aconteceu? Eh, ele teve mais quantidade, ele teve quase 40% de água no mel, na umidade. Aí eu fui

38:51

Speaker A

perguntar pro produtor, como assim 40%? Como é que você eh como é que você fez isso? 40%, como é que esse mel eh chega a 40%, que eu nunca peguei um mel com nenhum com a mais do que 30% de umidade. Aí ele me

39:08

Speaker A

disse que eh ele me disse que ele tava, o meu tava congelado no no freezer mesmo, ele congelou, empedrou, né? E aí ele descongelou e ele passou esse mele.

39:19

Speaker A

Então o melh que ele mandou tava com 40% de umidade. Então era um mel que não tava apropriado pro consumo, porque eh ele recebeu uma quantidade maior de água, ele perdeu as características organolépticas do mel.

39:37

Speaker A

Então assim, eu não recomendo botar mel na geladeira, eu não recomendo colocar mel, congelar mel, eu recomendo você colocar já no processo de maturação, que é o que eu vou falar hoje na aula, tá?

39:48

Speaker A

Ó, vou usar, mas gente, vamos fazer o seguinte, eh, vamos colocar para os slides que aí já vai tirando várias dúvidas, depois eu coloco, eu falo de novo para vocês tudo que eu estou falando, tá?

40:03

Speaker A

Aí eu respondo depois no final. Pode passar a seguir, pode começar, por favor. Você está vendo ali o esse daí? Não é o primeiro não, Siga.

40:22

Speaker A

Bota o primeiro aí, por favor. Bom, gente, então eu vou falar sobre colheita, beneficiamento do mel, né? Eh, esse essa apresentação de hoje, ela é baseada também no livro do Grupo Envolver, que é do Jerônimo Vilasboas e de outros colegas que escreveram esse

40:42

Speaker A

livro, a parte inicial dele. Depois eu entro já com meus próprios eh conhecimentos e minhas meus estudos sobre maturação do mel. Então, esse e esse livro ele tá disponível em PDF, eu vou disponibilizar para vocês lá no no

40:56

Speaker A

grupo do curso, tá? Então, eh, nós nós temos aí nos Mes de abelha sem ferrão que é essa variedade do Brasil todo, né?

41:04

Speaker A

Nós temos aí quase 300 espécies de abelhas já catalogadas, são 280 e poucas já e mais umas 30 em vias de catalogação. Então, são quase 300 espécies, né? E nós temos aí então uma variedade enorme. Imagine essa quantidade de mel de abelhas

41:23

Speaker A

multiplicado pela quantidade de floradas específicas. de meses de cada região. Então assim, há uma infinidade, eh, quase, eu digo que Melferrão é a de infinito de conhecimento, né? Então, ninguém é o dono do conhecimento, ninguém é o dono

41:39

Speaker A

da razão, ninguém eh sabe de todas as coisas, ninguém ninguém é Deus para dizer que sabe de todas as coisas e ninguém pode dizer que conhece tudo de meliponicultura. Cada dia eu aprendo um pouco mais de meliponicultura, tá?

41:54

Speaker A

Eh, pode passar a seguir, por favor. Então, eh, nós temos aí essas três questões que são importantes de serem discutidas quando nos quando tratamos de mel de abelha sem ferrão. Nós temos aí a fermentação, a estabilidade e identidade.

42:14

Speaker A

A fermentação eh é aquela aquela interação biológica, né, que a gente fala que é uma aliança evolutiva com as leveduras que existem eh naturalmente no mel. leveduras, algumas bactérias, eh, simbiontes, né, e outros. E tem até mic pequenos vírus também, eh, no mel, né,

42:35

Speaker A

que não são maléficos, mas é uma quantidade mínima. Mas o que vai, o que é muito importante nessa microbiologia do mel são as leveduras. São chamadas de leveduras osmofílicas, porque elas trabalham no escuro, né? Elas trabalham no ambiente, todo o fungo, né, trabalha

42:51

Speaker A

no ambiente escuro, mas essas leveduras trabalham no ambiente úmido, escuro e também com a uma grande concentração de açúcar, né? Então, eh, elas ajudam a transformar aquele né, néctar que as abelhas coletaram nas flores, que é muito líquido, que é tem uma umidade

43:09

Speaker A

acima dos 50%, dependendo do tipo de flor. Então, a ação dessas leveduras é que vai promover essa estabilização no mel, né? Então, as várias espécies estão envolvidas aí nesses estudos que foram feitos desses slides que eu vou falar

43:24

Speaker A

para vocês. Já tá aí Mandassaia, Uruçu Amarela, Uruçu nordestina, Tubuna, várias escaptrigonas. Eu citei algumas, mas são várias espécies que já foram feitos estudos de maturação de fermentação do mel. a estabilidade vai ser alcançada quando a maturação já está

43:40

Speaker A

totalmente controlada nesse ambiente, nessa cria, né, esse ambiente autoprotetor. E tem uma levedura dessas que e osmofílicas que é responsável direta nessa nessa estabilidade do mel.

43:53

Speaker A

E as análises laboratoriais vão garantir a segurança nessa conservação, né? Então, assim, nós trabal, a maioria de nós trabalhamos com os métodos eh eh artesanais de produção. E aí eh nós mas nós temos, né, para colocar no mercado, nós temos que obedecer as

44:14

Speaker A

normas que estão estabelecidas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Brasil. Então, eh, para alcançar essa estabilidade, nós temos que seguir rigorosamente esses métodos que já foram estudados por muitos colegas também para poder termos um mel um realmente estável. Eu já antigamente,

44:33

Speaker A

né, há muito tempo atrás, quando a gente ia pros eventos de abelha, de melifunicultura, nós observávamos que nós tínhamos muitas amostras de mel com formação de espuma, formação de bolhas nas garrafas, eh, um anel circular, né, nessa nessas nesses gargalos de

44:51

Speaker A

garrafas. E nesses nesses nessas garrafas a gente observava o acúmulo de de pólen até, né? Que então isso era um sinal de que o mel não era eh o processo de colheita desse mele.

45:07

Speaker A

Teve algum teve mistura com pó, com samburá. Eh, a maturação também não existia, né? Porque a própria o próprio a própria formação de bolhas também vão liberando substâncias que se acumulam no gargalo ali das dos recipientes utilizados e vai formar um anel ali

45:22

Speaker A

amarelado e esverdeado ou até mesmo escuro, mais escuro, né? Então a gente tem que ter essa estabilidade e a identidade do mel de abelha sem ferrão, que é completamente diferente do mel depis melífera, é que tem um valor

45:37

Speaker A

biológico, né, sensorial e ainda tem essa esse perfil aromático que é único. Pense aí, ó, quase 300 espécies de abelhas vezes as enzimas trabalhadas por essas abelhas, que são as mesmas enzimas, mas cada um imprime no melst além disso, as floradas. E não é só

45:58

Speaker A

florada, é florada de cada região do Brasil, né? Se a gente cria, né, espécies de acordo a área de ocorrência natural das abelhas, que é o que eu concordo, que eu prego e que eu eh levo adiante, que toda a abelha deve ser

46:11

Speaker A

criada de acordo à sua região de ocorrência natural, nós temos ainda essa multiplicação de floradas regionais, locais. Pense aí, então é a de infinito a quantidade de mel que pode surgir ainda à medida que a gente vai estudando. Então o mel de abelha sem

46:26

Speaker A

ferrão tem essa identidade própria, né, que é um símbolo de verdade da biodiversidade brasileira. E a gente tem que preservar isso aí, tá? Pode passar a seguir.

46:39

Speaker A

Então, gente, esse slide ele é interessante, eh, que mostra justamente o início lá, é do, esse também é do livro que vocês vão receber em PDF. Eh, o início vai começa na flor, né? A flor, nesse slide primeiro aí, vocês podem

46:53

Speaker A

observar que a flor ela tem as pistas de néctar, né? Essas essas riscas que tem que existem nas pétalas que são eh nas flores que são pétalas modificadas.

47:06

Speaker A

Essas riscas que tem ela nós chamamos de campo de pouso da abelha, mas na verdade são guias de néctar, né? O nome científico disso aí. Essas guias de néctar indicam para as abelhas, pro polinizador, onde é que está armazenada

47:19

Speaker A

a recompensa floral. Então a abelha ela, quando ela enxerga uma flor, quando ela observa, além do aroma, né, exalado pelos nectários, eh, que liberam esse, os osmófilos que liberam esse, esse perfume característico das flores, ainda temos essas pistas de néctar, indica

47:36

Speaker A

paraa abelha onde está a recompensa floral. Então, eh, começa na flor, desde essa recompensa floral que a que a flor oferece. Evolutivamente, as flores, eh, elas se desenvolveram, né, coevoluindo com as abelhas. Então, a recompensa que a flor dá paraa abelha em troca da

47:57

Speaker A

polinização da flor, né, a transferência de grão de pólen, é esse essa recompensa que é o néctal, o pólen e as resinas.

48:05

Speaker A

Além disso, dá abrigo para as abelhas, dá tem água também. tem o orvalho da manhã que elas acumulam, as abelhas bebem dessa água geralmente e tudo começa aí desse processo que a gente chama de eh as palavras subiam da cabeça. Esse

48:20

Speaker A

processo aí nós chamamos de melitofilia, que é antigamente a gente chamava de síndrome da polinização das abelhas, que é a melitofilia. As abelhas coletam néctar, pólha, resina e outros eh abrigo, água, outras outras benécies que a a flor oferece. E em troca a planta é

48:40

Speaker A

polinizada pelas abelhas, que as abelhas são os únicos animais, né, que são, que tem eh vários pelos pelo corpo, que os grãos de pol são capazes de aderir a esses pelos e quando a abelha vai visitar outra flor, esse pól é deixado

48:57

Speaker A

no estigma e acontece a polinização, que é essa transferência. Depois vem a consequência da polinização, que é a germinação dos cartelos, né, a criação do tubo polínico grande poli, fecundação dos carpelos, geração de semente e de frutos. Então, tudo começa aí na eh

49:11

Speaker A

nessa produção. Quando ela visita a flor, na segunda figura, aí ela vai transportar esse néctar, né? Ela vai eh coletar esse néctar pelo aparelho bucal, vai transportar esse néctar na vesícula melífera. Elas possuem vesícula melífera. Na verdade, isso não é um

49:30

Speaker A

estômago não da abelha. A vesícula melífera é o local onde esse néctar é armazenado. A abelha, lógico, vai consumir uma quantidade desse néctar pagar para garantir, né, a segurança do voo, né, a autonomia do voo até retornar paraa colônia. Mas esse essa parte fica

49:47

Speaker A

reservada na na vesícula melífera. Então, para aquela história, né? Eu até desmiti alguns veganos, eu sempre falo que tem vegano chato, tem vegano gente boa, mas gente, eu sou assim mesmo. Eu faço comentários, mas eu não tenho nada

49:59

Speaker A

contra ninguém, viu? Pelo amor de Deus. Aí tem uns veganos chatos, tem uns veganos de gente boa que fala que mel é vômito de abelha. Não é vômito de abelha não. E quem fala isso tá errado, porque não é vômito. Vômito é um processamento

50:09

Speaker A

que ocorre no aparelho digestório da abelha, depois retorna e não acontece nenhum processamento no aparelho digestório da abelha, não. Ele é armazenado na vesícula melífera. E na vesícula melífera já começa o trabalho de fermentação, porque ali existem as

50:21

Speaker A

enzimas específicas das abelhas, né? Então ali começa já o processo de fermentação, mas ele tá ali armazenado, ele não tá sendo processado pelo organismo da abelha. Vocês entenderam?

50:30

Speaker A

Porque se fosse vômito, ele teria, receberia enzimas digestivas, passaria pelo processo digestório todo da abelha e retornaria. Não, ela fica, o néctar fica armazenado na vesícula melífera, que é uma estrutura interna das abelhas, tá? Então, por isso que não é vômito

50:44

Speaker A

coisa nenhuma. discordo de quem fala que é vômito. Além disso, quando elas chegam, então o processo de fermentação já começa na vesícula melífera. Quando elas eh chegam na colônia, elas vão fazer esse processo que nós chamamos de trofalaxia, que é a troca desse néctas

51:03

Speaker A

com as outras, né? Então, eh elas geralmente não depositam diretamente nos potes ali feitos de serume, mas elas trocam e sectam umas com as outras, né?

51:12

Speaker A

e vão transferindo pequenas gotas de líquido entre uma e isso aí vai acontecer também o processamento, já vai também continuar o processo de fermentação e aí já com desidratação.

51:25

Speaker A

É porque elas, o aparelho bucal faz esse trabalho, essa troca entre umas outras, faz gradualmente esse trabalho até ser depositado no pote. E quando está no pote, elas continuam fazendo eh trabalhando esse mel desidratando. Vocês já viram as abelhas num pote de mel

51:43

Speaker A

aberto? Elas não estão, na verdade consumindo aquele mel, elas estão ali desidratando. Por isso que a língua das abelhas fica trabalhando ali naquele mel, fica rodando ali no mel sem elas consumirem esse mel. Isso ali é processo de desidratação. Quem não viu ainda,

51:59

Speaker A

abre um colônia um dia desses, destaca o o retira a camada de cima ali do pote de mel e vocês vão ver as abelhas vão começar o processo de deshidratação.

52:10

Speaker A

Elas vão continuar ali fazendo a desidratação, porque se o pote está aberto significa que ainda não está completamente desidratado, não tá fermentado, não tá pronto pra colheita, tá? Isso aí acontece para que esse néctar que é muito úmido seja

52:25

Speaker A

desidratado para chegar na viscosidade do mel. Pode passar a seguir, por favor. Então, aí aí a gente passa agora para o armazenamento, maturação e beneficiamento do mel. Pra gente, antes de chegar na no procedimento em si, a gente vamos fazer algumas observações aí

52:47

Speaker A

na colônia, né? das abelhasmelífera, ele é diferente do do que a gente eh tem nas abelhas com sem ferrão. Elas constróem esses favos, né, que são pequenas pequenas aberturas, né, pequenos potinhos de armazenamento, só que um colado no outro.

53:08

Speaker A

E na verdade elas não desenham hexágono, né, elas desenham em formato circular, mas a fusão de um de um círculo no outro vai dar o desenho do hexágono, né? E a abelha não tinha gente que falava que a

53:19

Speaker A

abelha enxerga como hexágono, que a abelha ela vai e desenha. Não, ela não desenha. Ela desenha. Tem até uma foto de de um do início do do desenho de umas de umas células que eu vou mostrar para vocês. É completamente redondo. Depois a

53:33

Speaker A

fusão de um no outro é que vai eh fazer esse formato de hexágono, tá? Então assim, nesse, em cada potinho desse, que que é bem pequeno, elas vão fazer esse mesmo processo aí de armazenamento e o pote é menor e as abelhas elas tem uma

53:49

Speaker A

população bem maior do que as abelhas sem ferrão. Eh, rapidamente esse meu é desidratado devido ao fluxo de abelha, devido a ao bater de asas, devido ao trabalho, atrofilaxia que elas também fazem e os potes pequenos. Então esse

54:02

Speaker A

mel desidratado, o mel de apmelífera chega quando elas fazem a pererculação desses pequenos hexágonos, né, que que fundiram, eh, chega a 20% de umidade só.

54:12

Speaker A

Então, esse mel de 20% ele tá pronto para ser levado pra prateleira e não vai não vai eh acontecer o processo de fermentação, porque já fermentou, já desidratou e ficou na umidade de 20%.

54:25

Speaker A

Por isso que ápismelífera tem esse o mel depis melífera já sai da colônia, né, com esse percentual de umidade. Eh, em relação às abelhas sem ferrão, nós sabemos, né, que tem que são armazenados nos potes depois de todo o trabalho de

54:41

Speaker A

coleta, início da desidratação, trofalaxia e continuidade depois, eh, elas depositam nesses potes aí, que é um pote feito de cera e própolis, né? se tem cera e própolis, então vai que também colaborar nos processos bioquímicos que vai acontecer e essa

55:00

Speaker A

transformação vai continuar eh em curso, né? Depois da que elas mesmo depois que elas armazenam ou perculam, esse processo vai continuar, certo? Então é diferente de pis melífera. os favos depis melífera, é de cera pura, de abelha sem ferrão, é cera com com

55:17

Speaker A

própolis, por isso que a gente chama de serume. Eh, então depois da colheita, a gente vai controlar a fermentação, né, num aparelho fermentador desse, se a gente não optar por outro método, que eu vou falar daqui a pouco. E essa maturação eh

55:34

Speaker A

é uma é o que é mais praticado hoje em dia é a utilização dessas bombonas de maturação que eu vou falar mais na frente, tá? E por último para fechar esse ciclo aí, nós temos a depois que ele tá completamente fermentado,

55:47

Speaker A

maturado ou desidratado, você que vai escolher o método, vai chegar o consumidor com perfil sensorial específico, né? Então assim, hoje em dia a gente opta até pela maturação, porque a maturação garante a característica inicial do mel, né, depois que ele

56:04

Speaker A

passou pelo processo de fermentação. Então ele vai garantir a acidez, o aroma eh característico daquela espécie. Hoje em dia eu já provei tanto mel que se eu fechar meus olhos e você me vendar meus olhos e me der mel, eu já vou dizer:

56:20

Speaker A

"Esse é da espécie tal, esse da espécie tal, esse das mais comuns pelo menos, né? Mas tem eh tem espécies aí que eu nunca provei, mas as que são mais conhecidas, mais difundidas, mais criadas no Brasil, que vai para

56:31

Speaker A

concursos, por exemplo, eu consigo falar: "Ese é de Mandaçai, esse é de Jataí, esse é de Uruçu nordestina, esse é de urso amarela". Engraçado, né? Uruçu nordestina e uruçu amarela, que são abelhas grandes que têm características parecidas, embora sejam de espécies

56:45

Speaker A

diferentes, e tem outros outros eh coletam de plantas diferentes. Elas têm o gosto da urussina, a impressão que eu tenho da ursaina é completamente diferente da impressão que eu tenho da da uruss amarela. Muita gente confunde, mas não dá para confundir. A impressão

57:02

Speaker A

esimática que fica ali é diferente, bem diferente. Pode passar a seguir, por favor. Então, gente, vou falar um pouquinho sobre essas leveduras, né, e vou dar um destaque aí pra principal levedura, né, que a gente chama de highlight, né, que

57:20

Speaker A

é a zigosacaromices, né, do gênero zigozcaromices. Então, existem várias, mas esse gênero é o principal que atua diretamente no mel, né? Então, essas leveduras além da da dessa bactéria, desse fungo, desse fungo específico, né, que é uma levedura, eh

57:40

Speaker A

existem outras outras leveduras osmofílicas, né, que trabalham na alta concentração de açúcar com água e no escuro, eh, que toleram essa concentração de açúcar que vai de 0,70 até 0,75. Então, é uma alta concentração para um microorganismo, né? Porque essa

57:58

Speaker A

essas leveduras são microrganismos, são pequenas leveduras, muito pequenas, microscópicas. Então elas resistem a essa alta concentração de açúcar, a água e a ao e trabalho no escuro, né? Então essa esse esse essa levedura específica que é a zig sacaromices, ela é a

58:18

Speaker A

principal, esse gênero é o principal que atua nos méos de abelhas sem ferrão, né?

58:23

Speaker A

Por quê? porque produz a grande quantidade de de CO2 e etanol. Mas o etanol, a quantidade de álcool é no limite tolerável pro consumo humano, tá?

58:33

Speaker A

E ela é responsável direto pela fermentação natural do mel. Então ela é uma das principais, eu digo que é a principal, mais de 90% eu digo assim do trabalho de fermentação é feito por essa levedura e porque ela tem um metabolismo

58:47

Speaker A

de baixa atividade em água. Por isso que ela estabiliza, não vai mudar a temperatura inicial do eh do melão vai mudar a umidade inicial e a e a umidade final depois da maturação é a mesma, mas como ela tem esse metabolismo de baixa

59:03

Speaker A

atividade eh de água, então a fermentação não vai ser muito abrupta, ela consegue estabilizar esse mel, tá, nessa fermentação natural. Então, as principais eh as principais espécies são essas aí, a baile e a Hux, eh fazem fermentação alcoólica controlada num

59:22

Speaker A

ambiente autoprotetor do mel. Eh, elas criam essa autoproteção do mel. Por isso que a gente fala que o mel de abelem ferrão é um alimento vivo por causa da ação dessa dessas desses fungos, né, dessas leveduras. Eh, ela e mesmo ele

59:38

Speaker A

estando maturado, ele não vai se perder, ele não vai continuar fermentando, ele não vai azedar, ele não vai eh se degradar por causa dessa autoproteção que esse que esse que essas leveduras fazem. E isso aí é que dá aquela

59:53

Speaker A

característica sensorial de acidez característica dos méos de abelha sem ferrão. Não sei se vocês já ouviram falar sobre essa bactéria, esse fungo em específico. Ele aqui é o responsável de estabilizar o mel e também dar essa identidade sensorial dessa acidez

60:07

Speaker A

característica. Se a gente toma o mel de abelha sem ferrão e não tem aquele tom de acidez característico, a gente vai falar: "Será que esse mel de abelha sem ferrão?" Por isso que hoje a gente nem tá optando mais pelo mel desumidificado,

60:17

Speaker A

né? Porque a gente quer essa, a gente quer sentir essa acidez. Quando a gente desumidifica o mel, a gente tá matando as leveduras? Não, não estamos matando, porém estamos tirando uma maior quantidade de água do mel. E sem água,

60:31

Speaker A

em maior quantidade, não vai haver eh trabalho de fermentação alcoólica, não vai haver essa estabilização de acidez, não vai ter, vai perder um pouco da acidez do mel, que é característica que a gente conhece, né? Então, graças a

60:46

Speaker A

esse gênero aí de leveduras, é que nós temos, conseguimos essa estabilização. Pode passar, seguir, por favor.

60:56

Speaker A

Então, gente, os métodos de colheita, né? Eh, o método mais usado, né, o mais recomendado hoje é o método de sucção a vácuo por feito por essa bomba de sucção a vácuo, né, que um exemplo é esse aspirador Nelvani, que é um aspirador

61:11

Speaker A

odontológico, lógico, usado só para fazer a sucção, né, do mel, né, não vai pedir o dentista emprestado para fazer a sucção. Eh, ele consegue, nós conseguimos fazer essa colheita segura do mel, sem contato.

61:26

Speaker A

Depois a gente vai usar esse coador de funil que tem filtro descartável e tem alguns que tem o filtro que não é descartável, né? Eh, ele é usado para em laticínios, que ele é apropriado para coar esse mel também.

61:43

Speaker A

Depois a gente faz da colheita, a gente faz o escoamento por gravidade, né? a gente levanta o funil e esses fios de mel vão caindo no balde diretamente na bombona de maturação. Existe esse método também que o pessoal do Pará usa que é a

61:56

Speaker A

inversão da caixa. Até o próprio Jerônimo num dos manuais dele ele recomenda essa essa inversão da caixa, né? Inversão da Melgueira, abrindo só os potes inver invertendo e para que ele caia diretamente na bombona com o voal, né? Eh, e claro, todo processo a gente

62:13

Speaker A

tem que usar máscaras, né? As mãos têm que ser higienizadas. Luva não é obrigatória, mas tem que ser higienizadas. E quem vai trabalhar com mel, numa casa do mel, por exemplo, tem que fazer testes bacteriológicos, teste de exames de da unha, para ver se não

62:29

Speaker A

tem fungos que são possam prejudicar o processo de colheita, né? Mas a inversão da caixa, por exemplo, saiu uma resolução agora na Bahia que eh proíbe a inversão da caixa na resolução, né? Eh, mas esse método em outros estados não é

62:44

Speaker A

proibido. Tem na resolução de São Paulo, por exemplo, eh, considera a inversão da Caixa como um dos métodos de colheita segura também. Mas na Bahia nós temos uma nova legislação que diz que é proibido, terminantemente proibido a inversão da caixa. Na Bahia a gente

62:57

Speaker A

optou, a nova resolução da Bahia optou pela sucção a vácuo, né? Somente a sucção a vaca. Vou te interromper um pouco aí enquanto você faz a sucção a vaca. Aí eu vou passar o código número um. Então eles vão

63:15

Speaker A

completar a frase use a mesma medida. Então complete aí essa palavra use a mesma medida. OK? Obrigado.

63:29

Speaker A

Então pode passar o slide, por favor. Eh, em relação ao teste de fermentação, nós temos, nós fazemos esse teste de fermentação. esse trabalho aí, o trabalho de uma ex-aluna minha que ela durante muito tempo, muitos dois anos, ela fazia a

63:51

Speaker A

medida inicial da fermenta da da umidade do mel e depois a partir dessa umidade, quantidade de água desse mel, ela conseguiu fazer estabelecer eh quantos meses aquele mel vai estar estabilizado, né? Porque como eu disse, as leveduras trabalham na presença de água, né, e até

64:13

Speaker A

alcançar essa estabilidade na fermentação. E ela fez esse trabalho, né? E aí a gente usa o refratômetro, né, para fazer esse trabalho, que é esse medidor de umidade aí que nós temos no mercado, tem depois eu deixo a marca

64:27

Speaker A

desse aí para vocês. E aí ela chegou nessa conclusão, né, que ah umidade variada de 23% de umidade até 38%, ela observou que quanto maior a umidade inicial, maior seria o tempo de fermentação controlada. É lógico que precisamos fazer outros trabalhos

64:46

Speaker A

acadêmicos para eh verificar esses dados, lógico, mas ela chegou nessa conclusão com dois anos fazendo maturação de mel e retirando, vendo a umidade. Ela percebeu que quando o mel está inicialmente com umidade de 23%, eh, há um mês, esse mel atingir a

65:05

Speaker A

estabilidade na maturação. Quando ele tá é de 23 a 25%, mais ou de acima de 23 até 25%, ele leva de 2 a 3 meses para essa maturação chegar numa estabilidade.

65:20

Speaker A

E assim por diante, né? de 24, 26 até 28% de umidade, esse mel vai chegar pode chegar até 4 meses de para começar a atingir essa essa estabilidade. E acima de 30% até 36% 5 meses. E acima de 36%

65:39

Speaker A

até 6 meses pode levar essa maturação. Mas lógico, isso vai pode variar de acordo à concentração de açúcares que esse néctar inicial coletado pelas abelhas também eh possui, tá? Então existem esse esses critérios aí, mas isso aí é uma base para vocês terem mais

65:57

Speaker A

ou menos a percepção de quando esse mel estaria pronto, estabilizado para o processo de invase, por exemplo, né? a gente usa a sílica gel, que tem uma foto em cima, para eh para outro método, que é o método da desidratação, que eu vou

66:13

Speaker A

falar a seguir. Pode passar assim. Então, esse no método da desumidificação, nós usamos aí uma câmara de desumidificação adaptada. porque adaptada. Já existem hoje câmaras de eh de desumidificação já feitas para desumidificar mel de inox, mas essa daí

66:36

Speaker A

é uma BOD, que é uma estufa para de microbiológica né para eh fazer testes microbiológicos.

66:46

Speaker A

E aí ela pode ser usada para desumidificação, porque ela tem temperatura e ambiente controlado, né?

66:51

Speaker A

Então, a gente consegue fazer eh distribuindo as bandejas com mel pelas prateleiras dessa estufa, né? Ela tem circulação forçada.

67:04

Speaker A

A gente coloca silílica gel numa bandeja nas portas e também embaixo. E aí a gente vai ver a umidade inicial. E quando a umidade chegar nos 20%, a gente desliga a estufa e o mel vai est desumidificado. Mas como eu falei para

67:21

Speaker A

vocês, por causa da ação da levedura específica, eh, nós precisamos de água, né, para dar essa estabilização, para criar esse ambiente ácido, né, para criar essa acidez. Então, por isso que o mel desificado tem uma tendência a não

67:35

Speaker A

ter uma acidez acentuada característica dos mos de abelha sem ferrão, mas a legislação também permite que o melumidificado.

67:45

Speaker A

Então, eh, a gente usa a isílica, a temperatura controlada que não passa de 30º a de 25 até 29 no máximo. Aí a gente adapta essa, coloca, estabiliza essa temperatura. Eu gosto de fazer sempre até 25 no máximo hoje em dia, para não

68:03

Speaker A

haver nenhum tipo de degradação do mel e subir o HMF, porque o HMF que é o hidroximetil fulfural, que é um indicativo de degradação natural do mel, ele pode eh aumentar devido à presen a a temperatura alta, né? Então o pessoal

68:19

Speaker A

fala: "Ah, pode aquecer meu até 40% para nos entrepostos". Eu discordo. Tem entrepostos aí que realmente faz aquecer esse mel e para misturar um mel com o com outro, né? Porque no entreposto chega mel de Isso para mel de ápice,

68:31

Speaker A

chega mel de várias regiões com várias colorações. Então eles colocam no num tanque de de estabilização, né, de misturar esse mel.

68:43

Speaker A

Então esse isso esse mel é aquecido a 40º. Então ali você tá matando o bocado de levedura, tá matando o mel. Mel é um alimento vivo, né? Então eh temperatura alta pode aumentar o HMF, né? E diminuir o tempo de prateleira desse mel.

68:58

Speaker A

Então é basicamente isso, a desumidificação. Pode passar a seguir, por favor. Eh, para maturação, que é outro método, que é o método que mais usamos hoje, quase todo mundo usa esse método hoje de maturação, eh a gente usa esses dois

69:15

Speaker A

tipos de bombonas que são bombonas de ferment são bombonas fermentadoras de cerveja, né? Eh, se eu uso uma bombona branca como essa aí da primeira foto, geralmente tem varia, né? Tem de 5, 20, 30 L com a em cima, com escape de ar,

69:33

Speaker A

né? Essa tampinha amarela vermelha, ela é toda furada para escapar esse esse esse vapor produzido na fermentação e ã essa torneira para você não precisar até colocar no decantador, que é a última fase da da do processamento, né? Então

69:50

Speaker A

elas são atóxicas, tem esse aooque paraa saída do do gás, né, do gás carbônico que é produzido ali, eh, pela pela nossa levedura aí. E impede esse airloque, esse sifão que tem nele, impede a entrada de contaminantes. Então a gente

70:06

Speaker A

tem uma medida aí, a gente coloca álcool 70 nessa medida que vem no airlo e aí tem outras outros modelos de lock também no mercado. E aí essas essas bactérias ou outros contaminantes externos estão impedidos de entrar dentro da bombona, né? E tenho essa

70:24

Speaker A

bombona também que ela é preta, que é de laticínio, que pode ser usado também, que ela é apropriada para alimento. E tem esse outro tipo de de airlock que é de vidro, né, com eh com a dupla formação, com a dupla saída de de

70:39

Speaker A

fermentação do dos gases do do CO2. E se eu for usar a bombona branca, eu vou colocar esse essa bombona no armário escuro, né? Porque as leveduras, os fungos trabalham no escuro, tá? Se eu vou usar essa bombona preta ou de outra

70:55

Speaker A

cor escura, eu vou deixar, eu posso deixar em cima de uma bancada, por exemplo, né? Então, porque ali já vai est escurecido o ambiente pro trabalho das leveduras realizarem a fermentação, a maturação. Fermentação e maturação são sinônimos, tá gente? Por isso que eu

71:10

Speaker A

toda hora falo fermentação, maturação. Pode passar a seguir, por favor. E aí vem a primeira fase da maturação.

71:19

Speaker A

Naquele mesmo trabalho da minha aluna, ela denominou esses esse essas fases, né? E ela chamou essa primeira fase de fermentação ativa. Nessa fase de fermentação ativa, a gente observa uma grande formação de de bolhas, né? Isso quer dizer que nossa querida eh Zigo

71:40

Speaker A

Sacaromices está fazendo esse trabalho ali, produzindo CO2, produzindo gás carbônico ali, liberando essa espuma, né? E vai tá por causa, porque quando a gente também eh movimenta muito o mel, elas começam a trabalhar e formar CO2 ali também desde o processo lá de

71:59

Speaker A

sucção. Na própria sucção, quando a gente vai observar o aquela jarra aqui onde cai o mel no processo de sucção, vai haver uma grande formação de bolhas também devido a esse trabalho que já começa. Quando a gente coloca logo na

72:12

Speaker A

bombona, esse trabalho vai aumentar, né? Então vai ter uma grande espuma, quantidade de espuma, vai ter essa turbulência característica, vai ter liberação de bolhas pelo airloque. A gente vai observar as bolhas saindo. O airlock, ele tem que ter aquela tampinha

72:26

Speaker A

para não entrar insetos, mas ela, aquela tampinha é furada, tá, pra saída desse gás carbônio. E então o mel vai est em plena atividade de maturação nessa primeira fase. Pode passar a seguir na segunda fase, que é a próxima.

72:43

Speaker A

Eu coloquei um slide, três slides agora. Nessa segunda fase aí vai haver um pico de fermentação. Então a gente vai observar depender, ó, tudo vai depender, como eu disse, da umidade inicial, do tipo de nécta, tipo de florada. Você, a

72:59

Speaker A

gente vai observar nessa segunda fase que vai haver um pico de fermentação, então vai aparecer uma densa espuma, densa mesmo, ela bem chega a alguns centímetros com resíduos e cerosos marrons, né? marrons, a gente chama de resíduos cerosos, porque ali é uma

73:15

Speaker A

mistura, vai ter um pouquinho de pólen, eh, o próprio resíduo do serviço das da dos fungos, das leveduras vão fazer esse esse acúmulo dessas substâncias. E tem um aspecto marrom, tem uns que formam um aspecto até mais escuro, um marrom bem

73:32

Speaker A

escuro, tá? Então isso é normal. Isso aí é uma eh contaminação? Não, isso aí não tem contaminação nenhuma. Isso aí é o trabalho ativo das leveduras. Então ela vai formar essa camada densa e vai proteger o mel que está embaixo. Na

73:45

Speaker A

última fase, que é a terceira fase, quando a gente pega uma espátula e retira essa camada densa que a gente vai ter quando lá no finalzinho do processo, a gente vai afastar essa camada, se formar essa camada densa, a gente afasta

73:58

Speaker A

com espátula apropriada de inox ou de plástico apropriado para alimento. E nós vamos observar se esse mel aspecto embaixo dessa grande camada densa de espuma, se ele já tá com esse aspecto, esse aspecto que mostra uma estabilidade desse mel. E se a gente retirar toda

74:14

Speaker A

essa espuma e ele não voltar a fazer novamente essa fase de espuma, ela tá estabilizada. Quer dizer que as leveduras já estabilizaram esse mel.

74:24

Speaker A

Então aí o a maturação vai continuar depois disso, já que já tá estável. Se criou um ambiente ácido, então leveduras vai trabalhar com menos intensidade por causa dessa acidez que criou-se ali no ambiente que tem água, né? Então ela vai

74:41

Speaker A

trabalhar lentamente, mas vai continuar trabalhando. Por isso que eu sou contrária a mel, eh, mel que passa pelo processo de pasteurização.

74:53

Speaker A

A pasteurização, gente, vai acabar com mel, vai matar nossas leveduras, né? uma boa parte delas vai ser morta ali no processo de aquecimento abrupto e resfriamento abrupto. Então assim, eh, é permitido pelo Ministério da Agricultura, abastecimento pecuária, é

75:09

Speaker A

permitido ter mel, é pasteurizado, só que vai matar nossas leveduras. Então, aquela característica de acidez, ela vai se perder. É mel. Eu já provei mel eh pasteurizado. Tem gente que gosta também. Não sou contrária a quem faz, mas eu particularmente não

75:28

Speaker A

gosto. Ó minha opinião de novo, tá? Para ninguém achar que eu sou chata. Tem gente que gosta de meu maturado, tem gente que gosta de melumificado. Tem gente que gosta de meu pasteurizado, tem gente que gosta de meu maturado. Eu

75:37

Speaker A

gosto de meu maturado. Então a pasteurização mata as leveduras, né? Então eh eu não recomendo. Eu recomendo de fato para garantir a identidade do mel de abel ferrão, a maturação, passando por essas fases aí, OK? Pode passar, seguir.

75:55

Speaker A

E a última etapa desse processo de maturação seria eh a decantação e o invase, né? a decantação. Se a gente tá utilizando uma bombona que tem aquela torneira na parte inferior da bombona, a gente não precisa passar pelo eh passar

76:13

Speaker A

o mel pro decantador, né? Então ali ele vai decantar automaticamente aqueles resíduos que ficam por cima. Vai ficar sempre ali na você vai retirar aquela camada, mas se você não te retirar, eh, você vai, se tem a, a torneira embaixo,

76:29

Speaker A

os resíduos eles não vão descer. Você vai ter que envazar até um ponto de não chegar naquela espuma densa de cima. Eu recomendo sempre que retire, né, com espátula de inox ou ou apropriada. Eh, então, eh, ela vai separar essas

76:43

Speaker A

impurezas. O decantador é para isso. Se você não fez, não tem torneira na sua bombona, vai para um decantador de inox e vai ficar lá por 72 horas até atingir toda a estabilidade e você poder envazar. Aí no final eh, que você

76:57

Speaker A

transferiu pro decantador, deixou lá por até 48 horas, eh, o processo para decantar, ele vai sair assim nessa terceira, nesse terceiro slide aí, completamente límpido, maturado e estabilizado, né? E a gente vai higienizar o vasilhame, vai escolher o

77:13

Speaker A

vasilhame adequado para poder esse mel chegar no mercado com toda a característica organoléptica que o mel de abelha se ferrão possui. Pode passar, por favor, seguir. E aí vamos escolher as embalagens, né, gente? Não, antes da embalagem, eu quero falar para você o

77:27

Speaker A

seguinte. Eu não sei se vocês já tiveram essa aula, mas eh nós temos aí hoje várias formas de legalizar esse mel, né?

77:36

Speaker A

Então, eh, paraa legalização, eu tenho que ter algum selo de inspeção desses aí. Primeiro eu tenho o CF, né, que é o selo de inspeção federal, que eu posso vender esse mel em todo o território nacional até exportar, dependendo da

77:51

Speaker A

legislação de cada país, lógico. Eu tenho aí de São Paulo, né? Eu tenho o CISP e que que tem o C, né? E o CISP eu posso ter, que é o serviço de inspeção estadual que pode ser comercializado

78:04

Speaker A

dentro do estado e ainda dentro do estado, mas eu posso ter o CISB, que é o sistema unificado, né, que ele pode ser vendido em todo o Brasil se eu tiver o C. E se eu tiver o SIM, que é o serviço

78:17

Speaker A

de inspeção municipal, que é restrito ao município, mas se o meu SIM eh também adere ao programa CISB, que é o sistema unificado, ele pode ser vendido em todo o Brasil. Então hoje o CF, o CIA e o SIM

78:28

Speaker A

são sistemas integrados ao sistema unificado, que é o CISB, que pode ser circulado em todo o Brasil, porém paraa exportação só com CF. Eh, os outros países não, mesmo que tm acordo com o Brasil não reconhece C, não reconhece

78:43

Speaker A

SIM e não reconhece CISB, só o CF. O CIF é um instrumento federal que eh existe uma regulamentação pelo Ministério da Agricultura que faz com que esse mel chegue com segurança nos outros países.

78:57

Speaker A

Então existem alguns acordos, por exemplo, paraa Mel do Brasil entrar na Europa, além do CF, eu tenho que ter o entreposto tem que tá numa lista chamada lista New Trace, que é a lista onde tem uma todas as empresas do Brasil, eu vou

79:12

Speaker A

até passar para vocês também essa lista, tem lá o nome de todas as empresas do Brasil que estão aptas para exportar o M pra União Europeia, né? Então, além do CIF, tem que ter o New Trace. E o New

79:23

Speaker A

Trace e só se adquire com o CF, não se não adquire com o CISB, com C e com o Sim, tá? Para eu obter o selo arte, que é aquele selo nacional de produto artesanal, eu tenho que ter pelo menos o

79:38

Speaker A

Sim, tá? Então o selo arte ele foi regulamentado. Os estados e municípios que aderiram ao selo arte, você tem que ter pelo menos o Sim, tá? Então eu não posso colocar só o celular e dizer que meu mel tá legalizado, não. A essa

79:53

Speaker A

legalização é para você colocar o mel no mercado, para você ter liberdade de vender para mercados, farmácias, vender nas feiras. Quer dizer, nas feiras você pode até levar o seu mel artesanal. Você pode levar colocar um rótulo provisório,

80:07

Speaker A

dizer que é meio artesanal, que a produção é própria. Aí as feiras permite você levar dependendo da legislação também do teu estado. Mas para você colocar no mercado, nos supermercados, nos mercados, nas prateleiras, etc., eh você tem que ter um desses selos aí, tá?

80:23

Speaker A

Pelo menos o SIM para você obter o o selo arte e você conseguir comercializar em todo o Brasil. Pode passar sim. E aí, gente, você vai escolher o tipo de embalagem né?

80:37

Speaker A

Eh, eu coloquei algumas embalagens aí nessas viagens que eu faço pro exterior, eu sempre gosto de ficar fotografando mel, né? Então, aí, ó, vários tipos de garrafas. Eu coloquei algumas aí para vocês verem o tipo de garrafa que você

80:48

Speaker A

vai escolher o para colocar o teu mel. Dá um tom regional, uma característica regional para ele também. Você pode colocar e em garrafas longas, como esse aí, um tecido artesanal, eh, uma comunicação floral e orgânica. Esse daí remete a isso, né? Esse do outro lado é

81:04

Speaker A

uma caixinha com três potinhos que aí levou tá com mel branco, mel mais claro.

81:09

Speaker A

Isso é tudo de do do exterior, tá? Eh, eu posso colocar um fluxo aí de três floradas ou de três espécies de abelha e essa essa caixinha em formato de hexágono. Pode passar seguir. Tem mais dois exemplos aí de de embalagem. Eh,

81:26

Speaker A

essas aí eu chamo de prêmio, né, que tem é tudo exterior também. Tem essa madeira na tampa, tem uma faixa também que imita madeira. O rótulo imita madeira que reúne eh essa madeira aí vai remeter a própria colônia das abelhas e é rústico

81:42

Speaker A

chique, né? E esse último aí que parece um diamante. Isso aí é um mel lá de de Dubai que eles gostam, né, de mostrar assim grandeza. Aí fizeram o pote em formato de diamante que valorizam também as facetas do mel, da cor do mel, né?

81:57

Speaker A

Então, o tipo de embalagem também é um um uma coisa que você que tá pensando em comercializar mel daqui alguns dias, a colocar e eh escolher uma embalagem adequada, tá? Pode passar a seguir.

82:13

Speaker A

É isso, gente. Agora eu estou aberta as perguntas. Ó, ninguém vai me esculachar mais não. Já já pedi desculpa, viu, gente? Por favor, pelo amor de Deus.

82:21

Speaker A

Pode falar, SI, pode passar, pode voltar. Quer dizer, agora eu tô aberto às perguntas, vai, pode me esculachar. Me me pergunte aí que eu respondo, por favor.

82:32

Speaker A

Vamos ver. Então, aqui tem diversas perguntas. Tive uma estabilidade aqui, mas eu já voltei. Pode fazer as perguntas. Eu não tô mais enxergando os as perguntas, mas pode me mandar aí que eu vou eu vou procurar primeiro aqui.

83:02

Speaker A

Tenho caixas de escaptrigonas de alguns anos e o mele. É comum em qualquer ASF, eu imagino o melhido, né?

83:13

Speaker A

O mel já tá colhido ou ele ele continuou nas caixas, né? Colheu, né? o melheu.

83:19

Speaker A

Então, eh, o mel, na verdade, é um alimento que ele não ele não apodrece, ele não eh perde aquelas características sensoriais porém existe aquele indicativ aquele indicativo do mel que é o hidroximetil furfural, HMF, que ele pode eh

83:42

Speaker A

aumentar devido ao tempo também que esse mel foi colhido, né? E se ele aumenta, como ele é um um uma composto que degrada naturalmente o mel, esse HMF pode estar numa taxa muito alta. Por isso que eu digo, aquela história que

83:58

Speaker A

encontraram o mel nas tumbas do faraó, que o mel ainda estava bom, isso ali é tudo fake news em relação ao mel está bom, porque assim, pode estar bom com a característica organoléptica, eh, acidez, eh, doça, tudo tudo bem, mas

84:13

Speaker A

será que tá apropriado pro consumo humano? foi feito a foi feita a análise de HMF desse mel. Então assim, ele envelhecido pode aumentar o HMF, tá?

84:23

Speaker A

Então ele não é apropriado pro consumo. HMF alto. O padrão que o Ministério da Agricultura estabelece para APS é 60% e para abelha sem ferrão, salvo engano, recentemente 40%. Então e a sem ferrão tem quase nada. A gente quando faz

84:38

Speaker A

análise de HMF de sem ferrão já tá aí da 01, manda saia 002, não passa de cinco, né? de percentual de HMF. Então assim, mel envelhecido, com certeza o HMF vai estar bem alto.

84:54

Speaker A

Professora, se fosse escolher um mel por suas qualidades organolépticas e conteúdo de antioxidantes, qual sugeriria?

85:03

Speaker A

Então, isso é muito relativo, né? O os mé mais que tem uma cor ambauada geralmente, né, possui uma maior quantidade de antioxidantes, né? Por exemplo, o mel de aroeira tem um alta concentração de agentes antioxidantes, né? Mas depende

85:24

Speaker A

depende do do da florada, né? Que vai que as abelhas vão coletar esse néctar.

85:34

Speaker A

Se eu colher mel em casa em pequena quantidade, quanto tempo posso guardar na geladeira?

85:42

Speaker A

Então, eu não recomendo guardar na geladeira. Você pode guardar se você quiser, mas vai perder características do mel, né? E pode algumas a e a água pode, devido o processo de refrigeração, pode eh adentrar nesse mel, né? Então eu

85:57

Speaker A

não recomendo, mas se for para consumo próprio, você pode deixar de infinito na geladeira, não tem problema, mas ele vai perder característica, tá? Mas para comercialização não recomendo. Mesmo para consumo interno, eu recomendo que você faça um uma maturação, compre um

86:11

Speaker A

airlock, compre uma garrafa de 1 L, no máximo, apropriada para alimento, garrafa livre de BPA, eh, e coloque esse airloque e o mel dentro e deixe lá no armário fechado. Melhor, mel maturado é mais gostoso.

86:29

Speaker A

No seu curso presencial, a senhora aborda todo o processo de maturação do mel? Sim, eu falo, falo sim.

86:43

Speaker A

Bom, tem algumas coisas, algumas perguntas que você já falou no na apresentação. Como o mel é igroscópico, deve mantê-lo em um refrigerador a parte.

86:59

Speaker A

Ainda tem essa questão, né? Se você se colocar num num pote fechado, você não vai ter muito problema não. Mas essa observação importante, pode ser sim que ele pegue algum outro eh cheiro, outro aroma que tá ali circulando na

87:16

Speaker A

geladeira, né? Seria bom você ter um frigobá para guardar só mel, se você quer colecionar mel e consumir com qualidade. Mas como eu falei que não vamos deixar mel na geladeira, vamos maturar o mel, pequenos recipientes, compra, aquec é barato, eh, comece a

87:30

Speaker A

fazer logo a maturação melhor. Quais os melhores tipos de frascos para armazenamento e maturação do mel? E vale a pena o uso de válvula airlock?

87:47

Speaker A

Eh, faz de novo a pergunta. Segundo li. Quais os melhores tipos de frascos para armazenamento e maturação do mel? E vale a pena o uso de válvula airlock?

88:01

Speaker A

Sim, usar a válvula deock pra saída do gás carbônico que é produzido pelas pelas leveduras, né? tem que ter uma válvula de airlock para escape. Eu não recomendo aquele método de abrir e fechar, abrir e fechar não, porque você

88:15

Speaker A

pode tá levando contaminante pro mel. Eh, eh, mais eh, como é que eu digo?

88:22

Speaker A

Ancestralmente era feito em método desse dessa forma, né? Abrir, fechar e também eh tampas de rolha, que ali também consegue sair o ar o gás carbônico consegue sair também pelas pelas cortiças, né? Mas o airlock é o mais

88:38

Speaker A

recomendado tecnicamente. No resfriamento do mel não estabiliza fermentação. Não estabiliza. Quando você de sai da refrigeração, começa o processo de fermentação abrupta de novo. Mas mesmo na geladeira lentamente também acontece um pouquinho da fermentação. Bem lentamente.

89:06

Speaker A

O melo da Canuduro aqui não passa por fermentação aqui na minha região, mesmo armazenado, sem refrigeração. Por que isso acontece?

89:17

Speaker A

Eh, não fermenta. Não entendi a pergunta. Ele tá dizendo que o mel não passa por fermentação aqui na minha região. Mesmo sem refrigeração, ele não fermenta.

89:30

Speaker A

Deixar fora da geladeira não fermenta. Por que ele não fermenta? Eu também já ouvi alguns relatos nessa desse dessa dessa questão. Pode ser eh uma maior concentração de açúcar, de repente, um uma menor umidade, mas tá acontecendo sim. Pode ser que em processo muito

89:48

Speaker A

lento, mas as leveduras estão lá ativas. Mas eu já ouvi alguns relatos mesmo que o mel nunca passou pela não forma aquelas bolhas, não forma aquela espuma de fermentação.

90:03

Speaker A

O mel maturado é considerado o mel cru no mercado? Ele é cru. Ele não passou por nenhum processo de de aquecimento.

90:16

Speaker A

Não passou por nenhum processo de centrifugação. Ele é considerado cru. Sim, na verdade, o conceito de mel cru, né?

90:26

Speaker A

Eh, voltando lá um pouquinho, o conceito de mel cru é aquele mel que não passou nem sequer pelo processo de fer de de centrifugação, mel de ápice, tá? Eh, quando passa pelo processo, alguns consideram que quando passa pelo

90:39

Speaker A

processo de centrifugação, ele já pede características ali. Então, o mel cruz seria aquele mel colhido, né, eh, aberto ali ospérculos do do favo e retirado ali por gravidade natural ou espremido.

90:58

Speaker A

Mas eh quando alguns consideram que quando vai pra centrífuga ele já não é mais cru, mas o mel de abelha sem ferrão ele não passa por nenhum desses processos, né? A fermentação é natural do mel. Então ele é um mel cru? Sim.

91:16

Speaker A

Mel cru, no meu entendimento, mel cru é aquele mel que não passou por um processo de aquecimento, tá? Porque se ele tá aquecido, ele vai acabar com as com as leveduras que fazem o processo natural de fermentação.

91:30

Speaker A

Mel é um alimento vivo, por isso que não deve aquecer. Eu vou responder uma pergunta ali que foi feita para mim, né? Alguém perguntou outros modelos de caixa para APIs. A gente tem, por exemplo, a dada anti, a

91:43

Speaker A

gente tem eh além da Langstrot, né? A gente tem a Shenk, a gente tem a cortina, a gente tem também a ideal. São só alguns exemplos, né, de caixas de abelha para APIs.

92:01

Speaker A

Eh, Dra. Gena, a senhora vai dar uma palinha para nós de como montar um jatainário?

92:08

Speaker A

Então, isso aí seria outra aula, né? Só se, ó, só se vocês me desculparem pela minha carga d'água que eu citei no início da aula. Vocês me desculparam já pode sugerir o modelo de bomba para sucção de mel.

92:28

Speaker A

Esse modelo que eu falei eh desse da dessa marca Nevoni, viu? O mel coletado em hipóteses maduros, selados, sem bolhas, com a ponta plana, precisa passar por outro processo de maturação.

92:52

Speaker A

Eh, hipóteses maduros, selados, sem bolha, com ponta plana, precisa passar por outro processo de maturação.

93:00

Speaker A

Então, eh, isso é, vou vou falar fazer um comentário sobre isso, que isso é importante até que você falou. Eh, vocês sabem que eu viajo esse Brasil todo, né?

93:10

Speaker A

Eu conheço várias comunidades tradicionais. Eu sou de comunidade tradicional, quero deixar isso bem claro, viu, gente? Eu sou descendente de da etnia Bores, aqui do sudeste da Bahia. Daí que vem um bocado de revolta minha também.

93:24

Speaker A

Eh, se eu fosse se eu fosse me posicionar politicamente, eu seria um radical de extrema esquerda, na verdade, por isso. Mas deixa quieto. Eh, mas eu não, não tenho isso não. Então, assim, nas etnias indígenas, por exemplo, a

93:36

Speaker A

gente eh trabalharia eh com os potes. A gente observa que existem potes nas caixas, vocês podem começar a observar a partir de de agora também, eh, que esse alguns potes eles estão meio murchos. né, meio murchos. Se eles estão meio murchos, o que que

93:58

Speaker A

acontece? Eh, ele tá dizendo que não está havendo um processo intenso de fermentação. Então, estava visitando eh lá em Manaus há do anos uma etnia lá da de depois do rio, atravessei o rio Amazonas lá e fui lá

94:16

Speaker A

para um povoado e aí eh eles me falaram: "Não, professora, a gente não faz maturação aqui não, a gente já colhe o meu maturado". Aí eu falei: "Curioso, eu quero aprender isso aí, tá vendo a gente?" Por isso que eu digo, eu tenho,

94:28

Speaker A

eu aprendo todo dia alguma coisa, né? Então aí o que que acontece? Eu eh falei: "Então, me me ensina, por favor, eu queria aprender com vocês sobre essa questão". Aí ele falou assim para mim: "Olha, professora, ele me mostrou, abriu

94:42

Speaker A

uma colônia, aí eu vi que realmente existiam várias eh vários potes bem já murchos, né? Não tavam assim eh com aquela com aquele aspecto do opérculo para cima, né?

94:54

Speaker A

tava múlto, aí ele me falou: "Isso aí já tá maturado". Então a gente deixa as melgueiras por um tempo maior, a gente não colhe imediatamente após o perculado. E aí quando a gente tira esse mel, ele já tá ele não, o processo de

95:08

Speaker A

fermentação já está estabilizado. Aí eu falei, gente, não é que é verdade? Aí eu tenho algumas caixas de urso amarela que eu crio que eu coloquei eh eu coloquei eh para deixei lá por mais um tempo e eu

95:25

Speaker A

observei que realmente dá uma murchada, né? Se dá uma murchada, eu falei: "Opa, esse daqui tá, eu vou colher esse daqui para eu observar o processo de fermentação". E não é que não passou mesmo, eu coloquei bombona, coloquei

95:37

Speaker A

airlock, coloquei tudo, não precisou, não fez formar, não formou bolha, depois eu coloquei na garrafa. não formou aquela aquele aspecto eh do gargalo com espuma, com a mancha. Então assim, é o conhecimento tradicional indígena, né, que a gente tem. Então assim, eh é todo

95:54

Speaker A

dia a gente aprende uma coisa. Então pode ser sim que você consiga essa fermentação direto na meueira. Agora tem que esperar murchar. Vocês vão observar que tem alguns potes quando abre-se que tá murcho, né?

96:09

Speaker A

O mel maturado é facilmente aprovado no CIP. Se o eu se sim, hoje em dia sim, né, com o os com essa nova legislação, o próprio eh Rispoá, né, que é o o a as regulamentações para produtos de origem animal, já fala, já

96:29

Speaker A

cita mel de abelhas sem ferrão, né? Então isso aí há alguns anos atrás não era possível, mas hoje em dia sim, meio maturado sim, né? pode receber o CF.

96:40

Speaker A

Essa camada densa da segunda fase de fermentação é comestível, tem algum uso para ela?

96:46

Speaker A

Então, essa pergunta é interessante também. Eh, algumas pessoas já fizeram até testes, né? Fizeram, pegaram essa espuma, fizeram, bateram essa espuma, transformaram em sorvete, né? Então, eh, isso aí é interessante. Pode ser um outro produto aí, um melh produto, quem

97:05

Speaker A

sabe algumas pessoas estão trabalhando com essa espuma, porque não há contaminação nela não, gente. Aquilo ali eh trabalha o resultado das leveduras de pólen que subiu, que precipitou. Então, eh é uma produto que pode ser pode ser eh

97:20

Speaker A

pode ser aproveitado a partir dali. Quanto tempo do início até a estabilização varia de acordo com a espécie?

97:32

Speaker A

Eh, de acordo com a florada, de acordo com o néctar colhido, de acordo com a umidade inicial do mel.

97:45

Speaker A

Na câmara de maturação, qual a temperatura mínima para não agregar umidade ao mel? Eh, na câmara de maturação.

98:00

Speaker A

Qual a pergunta mesmo? A temperatura mínima qual a temperatura mínima para não agregar a umidade no mel. Então, não há uma temperatura e estabelecida, né? A temperatura ambiente que a gente costuma trabalhar é a temperatura ali, ã, que

98:23

Speaker A

fica ali entre os 22, 25º ali é ideal. Mas, eh, eu observo também que existe alguma desestabilização no processo de fermentação no sul do país, né? Observei lá no Parque das Abelhas, onde eu dei uma assistência técnica por muito tempo,

98:46

Speaker A

eh, quando lá na Serra Gaúcha o a temperatura estava muito baixa, 9º, 5º, 10º, eh, a gente observava que eh a atrapalhava um pouco a esse processo de fermentação, atrapalhava um pouco, né? Então, a gente tem que observar isso

99:06

Speaker A

aí. Eh, a temperatura ideal seria entre 22 25. Temperatura muito alta também vai acelerar um pouco o processo, né? Mas a gente observa nos estudos que nós fizemos aqui que entre 25, 26 por aí ainda tá tudo bem.

99:26

Speaker A

Agora, a temperatura baixa realmente pode influenciar na lentidão da fermentação. Mel que foi acondicionado em geladeira pode passar pelo processo de maturação?

99:40

Speaker A

Pode. Tira imediatamente da geladeira e começa a maturação logo para ela não agregar água nesse mel.

99:48

Speaker A

Qual o grau alcoólico final desse mel? Então, existem vários percentuais de resíduos alcoólicos a depender das espécies, né? Nesse livro que eu vou passar para vocês daqui a pouco, vou passar pro SIG para ele colocar no grupo, existe lá uma tabela que a equipe

100:07

Speaker A

do Jerônimo Vilas Boas fez, que fala justamente os resíduos alcoólicos tolerantes, que são toleráveis para o organismo, para o consumo humano, que é como resultado desse desse mel, eh, dessa fermentação, tá? Então, existe sim um um resíduo que é tolerado pelo

100:24

Speaker A

Ministério da Agricultura eh nesse mel. Composto de mel com própolis precisa maturação ou é naturalmente estabilizado?

100:39

Speaker A

O composto de mel, ele ele tem que passar por testes, né? Então, como todo produto, se é um composto a ser vendido no mercado, se ele vai pro entreposto, ele tem que ser submetido à análise também, né? Eh, mel

100:54

Speaker A

de abelha sem ferrão, como ele é um pouco mais úmido, muito mais úmido do que o de áps melífera, eh pode acontecer eh pode o processo de fermentação, mesmo ele ali sendo misturado com própolis, pode acontecer, né? Então tem que passar

101:10

Speaker A

pelo pela pelas análises, né? Então é para dizer que ele é 100% seguro e se for colocado no mercado para venda, ele tem que se submeter às análises que são requeridas pelo Ministério da Agricultura.

101:22

Speaker A

Você tem uma sugestão de curso de somilher do Mel? Olha, hoje no Brasil são dois grupos que fazem cursos de somelier, né? O grupo do Felipe, do Felipe Meirelles e o grupo do Luciano Augusto, né? E do Robson Gaia.

101:43

Speaker A

Então assim, existem vários somelheiros hoje formados por esses dois grupos. Então aí eles sempre estão oferecendo cursos. Vocês podem olhar, são profissionais, né? Vocês podem olhar na nas redes sociais do os institutos que promovem esses cursos de somelier. Eu

101:59

Speaker A

não conheço outros que promovam cursos de somelier em específico, mas esses dois grupos têm feito vários cursos, né?

102:06

Speaker A

Eh, existem também outros grupos da Bahia que trabalham com com mas não eu não sei se estão oferecendo cursos e tal, mas eh eu conheço o de do Felipe Meeles e conheço também o de do Luciano e do Robson.

102:26

Speaker A

Inclusive, acho que eles estão abrindo inscrições agora, ambos os grupos. A embalagem transparente não prejudica a vida útil do mel.

102:36

Speaker A

Então esse aí é um um estudo que tem que ser feito também. Vocês estão são muito inteligentes, muitas perguntas boas.

102:42

Speaker A

Esse é um estudo que tem que ser feito também. Por exemplo, tem um grupo da Alemanha que só produz mel, que é favorável à pigmentação natural, que só produz mel, que invasa mel em frasco ambar, né? Porque realmente pode

102:56

Speaker A

interferir. Como eu falei, né? O mel depois de maturado, ele continua um processo mais lento de maturação. Então, se ele continua um processo mais lento de maturação, eh, então ele vai continuar no processo. Se eu coloco numa prateleira que, eh, submetida a luz

103:18

Speaker A

intensa, eh, claridade, etc., no frasco transparente, pode ser que tenha interferência. Porém, esse estudo não foi feito, não foi feito ainda. Eu preciso ler esse estudo para eu saber realmente para te dar essa resposta com segurança. Teoricamente, sim, mas

103:32

Speaker A

precisamos ter dados científicos, né, de estatística para poder afirmar isso aí. Qual a maior dificuldade na legalização dos ME? Olha, a dificuldade é você conseguir um entreposto que tem autorização, né, de para fazer esse esse para liberar para você ter direito a ter um dos selos

103:59

Speaker A

de inspeção, né, o SIM municipal, o SI estadual, o CISB, que é o serviço integrado, como eu falei, ou CF. Então, o processo de CF, por exemplo, são muitas são muitas eh documentações que devem ser providenciadas para um

104:18

Speaker A

entreposto funcionário. Tanto no processo municipal, no estadual também tem algumas burocracias eh administrativas que devem ser cumpridas, né? Tem que ter o veterinário responsável pela Casa do Mel, tem que ter laboratório que vai fazer a análise de todos os lotes de mel. todo lote de

104:35

Speaker A

mel, gente, tem que submeter-se à análise, né? Então, eu não posso eh colocar o mel no mercado de qualquer jeito. Então, eu tenho que tá eh obedecendo as regras colocadas pelas agências de defesa Agropecuária dos Estados e pelo Ministério da

104:48

Speaker A

Agricultura. Então, assim, as maiores dificuldades seriam esse esse processo burocrático administrativo que nós temos que submeter os produtos, né? Então eu recomendo que cada estado eh procure realizar suas sua fazer sua regulamentação. O da Bahia, por exemplo, a identidade do ME saiu, a portaria saiu

105:07

Speaker A

há poucos dias que saiu no Já Oficial da Bahia, foi feito pela Agência de Defesa Agropecuária aqui da Bahia junto com vários estudiosos também. Então, cada estado deve providenciar sua legislação e para o serviço de inspeção federal tem

105:21

Speaker A

que ser com o Ministério da Agricultura, mas obtendo pelo menos o SIM municipal, que é um mais simples, você já começou a andar, né? Com o SIM você pode obter o celular ou o CISB, né? Então já é um um

105:34

Speaker A

uma algo que não complica tanto, mas existe também todas as regras e normas, mesmo sendo do serviço municipal, tá?

105:46

Speaker A

Achei muito legal a maturação do mel com os fermentadores. Como é a higienização dos fermentadores?

105:54

Speaker A

Então, a higienização pode ser feita eh com sabão neutro, né? Se conforme as regras estabelecidas, lava-se tudo com sabão neutro, né? Sem perfume, sem nenhum outro aditivo. Depois, eh, você vai usar um um produto sificante, que pode ser al 70.

106:14

Speaker A

depende do método estabelecido na portaria do teu estado ou do Ministério da Agricultura. Geralmente lava-se com álcool neutro ou com sabão neutro, depois com álcool 70. A a bombona, né? A bombona para fermentação.

106:29

Speaker A

No método de instrucção de mel com bomba, observo que se formam bolhas. Elas podem alterar as características do mel?

106:37

Speaker A

Não, porque ali já ali é o processo de fermentação que vai acontecer de todo jeito, né? Então ali formou bolha, já tá, já tá acontecendo, né, o processo de fermentação também. Então é um processo que eh natural, normal, não tem

106:52

Speaker A

problema. Tem gente que fala: "Ah, porque sucção faz muita bolha". Mas é normal isso ali, a fermentação te ajuda até no processo. Eh, tanto é que eu falei, né? Existe algumas pessoas que que eh usam o método de virar a

107:06

Speaker A

Melgueira, outros estados permitem, a Bahia não, porque já saiu na portaria que é proibido, mas aquele método de virar as melgueiras, por exemplo, não vai fazer tanta formação de bolha, mas eu não sei se ele é completamente higiênico, seguro para poder eh

107:24

Speaker A

você utilizar como método, né? Então depende de do método que você vai usar e as bolhas não vai eh prejudicar em nada.

107:33

Speaker A

O meu é normal o que acontece se tiver variações grandes de temperatura na fase de maturação do mel?

107:43

Speaker A

Depende dessa variação. Se passou de 30º, aí já complica, né? Ali a temperatura do mel em si, não ambiente.

107:50

Speaker A

Ambiente é uma coisa, dentro do mel outra. Se passa de 30º, já começa a ficar delicado o processo. Aí você tem que ter ambiente. Eh, eu digo isso complicado por, deixa eu falar porê, né?

108:02

Speaker A

A gente tem que falar o porquê. Eh, eu trabalho com em muitas comunidades, como eu falei para vocês, tradicionais aqui da da Bahia e de outros estados também.

108:11

Speaker A

E então, em determinada comunidade aqui no no oeste da Bahia, eu coletei uma amostra de mel de, né, de melífera, levei pro entreposto para fazer análise de HMF. O HMF tava altíssimo, tava de 80% para cima. Aí, eh, esse pessoal

108:29

Speaker A

queria exportar esse mel até. E aí eu falei: "Nossa, o que que aconteceu com esse mel?" Eh, as abelhas foram alimentadas? Não. Ah, você esse meu é muito antigo. Não, coletou e já fizemos o processo em dirivulgação. E aí eu fui, fiquei

108:47

Speaker A

curiosa, né, para saber porque o HMF tinha aumentado. Era a temperatura ambiente, gente, era a temperatura do local. O local faz de 40º, 45 para cima, né? Então eles estavam com esse problema de HMF no mel. Então aí a gente

109:03

Speaker A

recomendou que colocasse ar condicionado na sala nas nos locais de processamento do mel, desde entrada do mel no na sala de recepção até eh a sala de processamento e a sala de decantação e até no no sala de expedição, porque eh

109:23

Speaker A

era muito alta a temperatura do local, local de mais de 40º. E essa foi a única explicação que o pessoal tinha dado. E realmente foram feitos depois análises de vários outras, vários outros lotes e também estava com essa temperatura com

109:38

Speaker A

essa eh com esse HMF alto, né? Então a temperatura envolve sim. Ah quando matura o mel em garrafa, vou abrindo a tampa toda semana com barulho dos gasos saindo. E quando não tem barulho, sei que já maturou. Mas com

109:57

Speaker A

airlock, como posso saber quando o mel maturou? Então, aquela tabelinha que minha aluna fez, que eu vou coloquei à disposição de vocês, você vai ter uma noção mais ou menos de acordo à umidade de quando é que esse mel vai est mais ou menos

110:13

Speaker A

teoricamente começando a estabilizar. E você tem que observar esse mel, você tem que observar o airlock, vai ter formação de de bolhas ali, gente, obrigatoriamente vai haver essa formação de bolhas, porque o airlock é para isso, né? Para você observar isso aí. E também

110:29

Speaker A

você pode abrir, com todo o cuidado higiênico, lógico, abrir e observar aquela eh periodicamente também dentro da própria bombona, tá?

110:42

Speaker A

A qualidade de mel refrigerado é menor que o mel maturado devido a inativar os microrganismos?

110:51

Speaker A

Na verdade não. Ela eh inativa mais ou menos. A a fermentação vai continuar bem lentamente, mas vai. Porém, eh, como eu disse, né? Eh, pode haver adic pode haver uma modificação por causa dessa temperatura muito fria nesse mel e ela e

111:09

Speaker A

ele o mel pode perder características organolépticas, né? Então, a qualidade dele eh do ponto de vista organoléptico, do ponto de vista sensorial, pode mudar sim.

111:23

Speaker A

Já faço o meu próprio própolis de mandaça? Queria também fazer o vinagre do mel de jataí. Isso é possível?

111:31

Speaker A

É possível aquele método da combucha que eu ensinei na aula passada, por exemplo, você pode utilizar essa essa aquela aquele método da combucha para no final do processo você ter vinagre também. É, é um método seguro, né, de

111:48

Speaker A

você fazer vinagre. Ao invés de você colocar saborizar, você pode até saborizar, ao invés de você eh colocar na geladeira depois que que a garrafa ela voltou ao normal, né, você deixar continuar no armário escuro, vai continuar o processo de fermentação

112:08

Speaker A

ali da combucha e vai se transformar em vinagre. Táí, escolhendo o mel de jataí, você vai poder ter um vinagre de combucha de mel de jataí, que que é o jum, na verdade, não é a combucha né?

112:23

Speaker A

Eh, como fazer o armazenamento do mel que vai ser feito a fermentação depois e colocado é colocado nos potes, no meu caso 100 ml. É isso.

112:36

Speaker A

Eu não sei se eu entendi a pergunta. Vai ser feita a ventação airlock, depois colocado nos potes, no meu caso 100 ml.

112:42

Speaker A

Eh, você pode colocar, não, uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.

112:47

Speaker A

Você tá, só tem 100 ml de mel. Ah, então não faça a fermentação, não. Pode usar esse mel, não. Ele não vai ficar ruim.

112:55

Speaker A

Pode deixar fora da geladeira até. Não precisa fazer 100 ml é muito pouco para você usar o método de maturação.

113:05

Speaker A

O mel da abelha marmelada é muito espesso, precisa usar. Não, ele já tem uma a umidade eh de 20 para baixo. Ele é muito denso.

113:17

Speaker A

Isso aqui você já respondeu. Processo mais simples para quem cria só por hobby né?

113:31

Speaker A

Eh, tem uma pergunta aí sobre a minha opinião sobre a técnica de maturação no escuro, removendo gás periodicamente.

113:40

Speaker A

Eh, então, eh, essa maturação no escuro é o método da do aerlock, né? Se você usar a bombona branca, você vai colocar lá no armário escuro. Eh, se você tem o airlock, não precisa você ficar abrindo e fechando aquela bombona. O airlock faz

113:57

Speaker A

isso por si só. Eu não recomendo, inclusive, que você fique abrindo e fechando bombona o tempo todo, porque pode acontecer alguma contaminação, tá?

114:09

Speaker A

Experimentei pela primeira vez mel de borá e achei horrível. Parecia mel misturado com vinagre, queijo gorgonzola e sal.

114:17

Speaker A

Por que esse gosto tão ruim? O mel de borá tem alguma serventia? Você aí falou deu o perfil sensorial do mel de Borá. Ele realmente é um mel que tem esse aspecto sensorial de queijo gorgonzola. Você não gosta, mas tem

114:33

Speaker A

muita gente que gosta. Os chefes de cozinha gostam. Outras pessoas que gostam de queijo gostam. Então ele tem essa característica mesmo, é é uma característica típica do mel de Borá e ele é bem valorizado.

114:49

Speaker A

Ó, já estão aconselhando aqui, ó. Misture ele com lácteos, com queijos, iogurte aí que fica bom. Quer dizer, eu acho que era P.

115:09

Speaker A

Essa etapa de maturação é feita na propriedade ou no entreposto? Olha, o as normas pelas normas do Ministério da Agricultura, você pode fazer a maturação na propriedade e levar esse mel pro entreposto e o entreposto vai fazer o controle de qualidade, vai fazer

115:27

Speaker A

a análise do mel está com a com as características físico-químicas que são apropriadas para pro invase.

115:39

Speaker A

Bom, Angélica cantava uma música, né? Vou de vou de não sei o que lá, né? Você sabe, vou de táxi. Como assim?

115:49

Speaker A

Tava morrendo de saudade. Mas eu vou mudar a letra da música. Então, eh, o código número dois. O código número dois. Completem a frase.

116:02

Speaker A

Eu vou de noite. Isso mesmo, eu vou de noite. Tem gente que vai de dia, mas eu vou de noite. Então completem lá noite pro código número dois.

116:23

Speaker A

Tã. Minha pergunta pro professor secret. Eu fiz a divisão de uma tubuna que já estava aparecendo alguns zangões. Fiz a divisão, deu muito zangão por três dias e depois parou mesmo em um dia quente.

116:39

Speaker A

Será que tinha uma princesa já nascida e foi fecundada? Isso foi na caixa filha.

116:45

Speaker A

Bom, se eles foram embora é porque não tem mais atrativo ali, né? E é simples assim. Então já tinha, óbvio que para nas enxaminhações ela já tem ela pronta, preparada, né? Mas quando a gente faz multiplicação, divisão, é certo que alguma abelha,

117:04

Speaker A

alguma princesa sempre está de prontidão e possivelmente essa que foi usada. Concorda comigo, Genão?

117:13

Speaker A

Concordo. É isso mesmo. Ai, a coluna já tá doendo. Tô ficando velha. Ainda bem que tem coluna, né?

117:26

Speaker A

Graças a Deus, né? Se senão a gente eh porque não preto tetrapac, pois dentro do potinho que a abelha faz não entra nem ar, nem luz nenhuma. Não, exatamente. Luz amarela. Pote ambar.

117:45

Speaker A

É, pode ser preto também, não tem problema. Pode ser preta. A bombona que eu mostrei, ela é preta, né? Ela é escura, bem escura, preta mesmo. E o frasco lá que o pessoal da Alemanha que eu disse que é ambar, é para diminuir um

117:59

Speaker A

pouco a claridade, mas é depois do processo já no melasado, né? O invaso pro invaso do mel. É o mel pro mel já pro comércio.

118:08

Speaker A

É essa pergunta que você já respondeu, mas como a pessoa perguntou pela segunda vez com ack, como sabe que o mel já maturou?

118:20

Speaker A

Então, eh, você vai observar, né, tem aquela tabela que eu falei lá que você pode ter uma expectativa de quando esse mel vai ficar maturado de acordo à umidade inicial, mas você pode eh fazer também observar também eh isso aí,

118:37

Speaker A

abrindo periodicamente, com todo cuidado, né, com a higiene para observar se ainda continua essa formação dessa camada espessa de espuma, removendo aquela espuma. Como eu falei, pra parte pro método, pra terceira fase, se não formar aquela espuma novamente, já tá

118:53

Speaker A

alcançando a estabilidade. E lembrando sempre, gente, a maturação é um processo contínuo, vai continuar, tá?

119:02

Speaker A

Seria possível utilizar mel não maturado para produzir bebidas alcoólicas? Com certeza absoluta. A formação do da alcoólica vai eh depender da quantidade de de água que vai estar nesse mel. Se você para fazer o para fazer o hidromel,

119:19

Speaker A

por exemplo, você vai ter uma quantidade X de água junto desse mel. Então não precisa você eh maturar esse mel antes, não. E outra coisa, gente, maturação não é sinônimo de eh retirada da água do mel. A água vai continuar lá, só que ela

119:35

Speaker A

vai est um pouco mais ácido. O mel vai est um pouco mais ácido e o trabalho das leveduras vão estabilizar, né? Mas a maturação continua. Então, a água vai continuar com a mesma umidade inicial até a umidade final, tá?

119:51

Speaker A

Eh, desculpa, corrigindo a pergunta. O melurado. Só quero saber sobre o armazenamento. Ah, então você pode deixar no no airlo se tiver aquela torneira que ele vai ter o papel do decantador ou então você colocar no decantador deixar armazenado

120:09

Speaker A

e invazar. Eh, até assim, na verdade é o entreposto é que vai dizer qual é a prazo de validade do mel. Então, no Brasil convencionou se colocar dois anos de validade, né? Mas você não pode deixar muito tempo esse meu armazenado,

120:25

Speaker A

não, porque ele pode aumentar o o HMF, né, que é o que eu falei na durante a aula, mas a data de validade vai ser colocada no frasco depois que ele foras o mel que não passa por maturação, no

120:41

Speaker A

caso de pequenas quantidades, quanto tempo pode ficar fora da geladeira? No tempo que você quiser. Na verdade é para consumo próprio você que manda no seu mel. Você pode congelar, descongelar, podear a geladeira, tirar da geladeira, deixar. Eu recomendo que deixe fora a

121:00

Speaker A

geladeira. Pouca coisa não tem, não vai ter essa atividade toda de levedura e etc. Não é que também tem assim, ó. O mel de manda saia vai fermentar muito mais rápido. O mel da jataí vai demorar mais.

121:13

Speaker A

O da marmelada vai demorar muito, muito, muito mais ainda, né? Então vai depender da própria espécie, da própria muita coisa, né? Eh, toda coleta de mel precisa ser levada ao CF. Qual a periodidade periodicidade de ri?

121:33

Speaker A

Então, você pode eh armazenar, guardar, né? Fazer o processo de fermentação guardar. Mas é aquela é o seguinte, se esse mel, por exemplo, ele tem é que o mel tem vários várias tonalidades, né, que varia do transparente até o amba escuro. Se

121:53

Speaker A

cada florada que você coletar, você vai juntando, juntando, juntando. Se você é, por exemplo, 10 L de da florada de malva branca, 10 L da florada de aeira, que são tem cores completamente diferentes, você vai ter que fazer análise de lotes

122:08

Speaker A

separados ou então você vai fazer um mix desses méis, aí vai ter que botar naquele processo lá de misturar esse mel que tem que aquecer. Então eu não recomendo eh para você fazer um lote de mel que vale a pena você ter o CF, você

122:21

Speaker A

tem que ter uma quantidade maior, né, para você não ter prejuízo, porque cada lote de mel é obrigatório à realização da análise físicoquímica e bacteriológica, que o Ministério da Agricultura pede teste de salmonela e de coliformes totais. Então isso é

122:36

Speaker A

obrigatório, cada lote tem que fazer. Aí é um prejuízo, né? Se você fiz tiver poucas quantidades.

122:45

Speaker A

Muito bem. Eh, sobre a tabela que o Paulo César comentou, ela vai passar depois aí, né, para para nós. Então, vou colocar agora mesmo para eu ficar devendo e eu ficar de bem com vocês. Eu vou colocar agora imediatamente esse

123:00

Speaker A

livro para vocês aí do PDF para o seguo, tá? Ele vai abrir o grupo hoje um pouquinho para pra gente escrever um tiquinho de coisa, né, SIG? Você abre de vez em quando aquele grupo para ninguém ficar batendo papo demais.

123:13

Speaker A

É para não dar beos por lá. Por isso que Mas eu posso já fazer as colocações finais. Eu quero fazer uma colocação final. Eu preciso fazer. Não tô em paz.

123:23

Speaker A

Eu preciso fazer. Pode ser. Estamos, gente. Então, eh, boa, eh, eu quero agradecer vocês pela paciência, pela presença de vocês até agora nessa aula.

123:36

Speaker A

Eu já pedi pro SIG e vou pedir por escrito para ele cortar aquela minha fala infeliz inicial, seja porque eu não quero de forma alguma promover eh intrigas, debates que não são de vocês, são meus. Eu tenho motivos pessoais para

123:52

Speaker A

dizer o que eu falei no início. E se alguém não ouviu, melhor ainda que ele vai cortar, né? Que eu vou pedir que ele faça isso. Eu eu preciso que ele faça isso, na verdade. Eh, e me desculpar

124:04

Speaker A

novamente, né? E eu tenho meus motivos pessoais para o que eu disse, né? Não, não façam interpretações erradas ao meu respeito. Ah, porque a professora falou isso, então ela é fulano de tal. Eu não sou, eu não sou, eu sou eu mesma, eu sou

124:18

Speaker A

minha opinião e eu sou um ser pensante e eu tenho minhas próprias eh conclusões a respeito de tudo na vida, né? Então, a gente tem opções e eu sou firme nas minhas opções. É uma característica minha, eu tenho firmeza. quer as pessoas

124:35

Speaker A

gostem ou não. Eu sou firme. Então, quando eu falo uma coisa, é porque tem um processo que eu passei por trás daquela situação. Não me rotulem que eu sou de A, de B e de C, porque eu não

124:48

Speaker A

sou. Eu sou eu mesma, eu sou minha opinião e eu opto por aquilo que eu acho eh que presta, aquilo que eu acho que serve paraa comunidade, porque eu sou de comunidade, eu sou de povos originários, eu sou de etnia. indígena dosbores do

125:05

Speaker A

sudeste da Bahia. E eu sou também descendente de pessoas que foram escravizadas. Então, eu sei o que eu passei, eu sei o que eu passo e eu sei o que eu decido, quero decidir e decido por mim mesma. E cada um e que cada um

125:19

Speaker A

tenha essa liberdade, essa polarização desse país não serve mais para mim. Então é isso, só isso, tá? Eu não sou anarquista e eu sou uma, alguém, alguns falam que eu sou uma radical, não sou anarquista não, mas eu decido o que eu

125:33

Speaker A

quero decidir pra minha vida e só interessa a minha vida. E eu decido também, os meus atos também decidem por outros, não é só por mim, não, tá? Então é isso, me desculpem mais uma vez e é isso e

125:47

Speaker A

estamos de bem, por favor. Tá bom? Então tá, eu quero agradecer a sua participação aqui, né, nessa nessa noite e eh desejar que o seu esposo lá seja prontamente tenha sua recuperação e eh para que as coisas voltem ao que

126:11

Speaker A

era antes. Então, eh, eu ainda vou dizer que na quinta-feira eu pretendo dar aquela aula da Melipunicultura pelo mundo. Então, eh, já tá quase pronta lá, né, a preparação ali. Ainda falta algumas coisinhas, mas está praticamente pronta. Então, eu creio que na

126:32

Speaker A

quinta-feira a gente vai ter essa aula. Fica aqui então o meu abraço e a gente vai se encontrar então depois na quinta-feira. Bom descanso para vocês e até lá.

126:43

Speaker A

Gente, muito obrigada. Boa noite. Até a próxima.

Topics: meliponicultura abelhas sem ferrão caixas para meliponíneos melgueira jandaíra mel de abelha sem ferrão maturação do mel HMF curso de meliponicultura colheita de mel

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