**Dario Durigan fala de aumento do Bolsa Família, MP que restringe Bets, Tesouro comprando dívidas e+ — Transcript & Summary | SozAI**
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Dario Durigan discute aumento do Bolsa Família, ajuste fiscal, remanejamento orçamentário e restrições às apostas online no contexto eleitoral.

## Key Takeaways

- O aumento do Bolsa Família é uma recomposição inflacionária feita com responsabilidade fiscal, sem uso de crédito extraordinário.
- O governo mantém rigor orçamentário para equilibrar despesas e evitar déficits crescentes.
- Redução do número de beneficiários do Bolsa Família indica melhora no mercado de trabalho.
- Há preocupação com o impacto das apostas online e medidas estão sendo estudadas para controle do setor.
- A oposição usa o discurso fiscal para defender redução do estado, mas o governo defende um projeto fiscal alinhado a políticas sociais.

## What the video covers

- O governo anunciou um aumento de 15% no Bolsa Família a 17 dias das eleições, justificando recomposição inflacionária e ajuste fiscal.
- Diferente de 2018, o aumento não envolve crédito extraordinário ou calote em precatórios, mas remanejamento rigoroso de despesas.
- O orçamento público brasileiro passou por ajuste rigoroso nos últimos 3 anos e meio para equilibrar déficit de 189 bilhões.
- Foi feita uma poupança de 22 bilhões no orçamento para 2026, parte dela não utilizada para a fila do INSS, liberando recursos para o Bolsa Família.
- O número de beneficiários do Bolsa Família caiu de 21,9 milhões em 2022 para 18,7 milhões em 2025, com muitos saindo para o mercado de trabalho.
- Há preocupação dos agentes econômicos sobre o impacto orçamentário, mas o governo reforça compromisso com a rigidez fiscal.
- O governo planeja rigor no controle de gastos também para 2027, com poupança de 4 bilhões em despesas com servidores para acomodar o Bolsa Família.
- Dario Durigan critica a oposição por usar a responsabilidade fiscal como pretexto para defender um estado mínimo.
- O governo também discute medidas para restringir o impacto das apostas online, setor criticado por afetar o orçamento das famílias.
- O vídeo aborda desafios econômicos, dívida pública e políticas sociais no contexto político-eleitoral brasileiro.

## Chapters

1. 00:00 Introdução e aumento do Bolsa Família próximo às eleições
2. 03:37 Remanejamento orçamentário e rigor fiscal para 2026 e 2027
3. 06:31 Redução de beneficiários e impacto no mercado de trabalho
4. 09:37 Críticas à oposição e defesa do projeto fiscal do governo
5. 12:34 Dívida pública, consumo e custo do dinheiro
6. 17:55 Renegociação de dívidas e impacto nas famílias
7. 22:50 Críticas e medidas contra apostas online
8. 28:33 Desafios econômicos e políticas sociais no contexto eleitoral

Answers

## Questions about this video

Por que o governo anunciou o aumento do Bolsa Família tão próximo das eleições?

O aumento de 15% no Bolsa Família é uma recomposição inflacionária feita após o envio do orçamento ao Congresso e com espaço fiscal encontrado, diferente do que ocorreu em 2018 com crédito extraordinário.

Como o governo está garantindo o equilíbrio do orçamento com o aumento do Bolsa Família?

O governo fez um bloqueio de 22 bilhões no orçamento de 2026 e está remanejando despesas, além de manter rigor no controle de gastos para acomodar o aumento sem aumentar o déficit.

Qual é o impacto da redução do número de beneficiários do Bolsa Família?

A redução de quase 2,5 milhões de beneficiários entre 2022 e 2025 reflete a saída dessas pessoas para o mercado de trabalho, com mais de 85% assumindo novas vagas de emprego.

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00:24

Speaker A

Ministro, obrigada pela tua participação, por estar aqui conosco hoje. Ministro, faltando pouco mais de duas semanas para as eleições, com o presidente Lula praticamente empatado com o Flávio Bolsonaro aí nas pesquisas de intenção de voto, o governo anunciou um aumento de 15% no Bolsa Família, algo que o ex-presidente Jair Bolsonaro fez também, só que um pouco antes das eleições. Havia um atraso, digamos, no Bolsa Família em relação à inflação já há mais de um ano. Por que fazer esse aumento agora, a 17 dias da eleição?

00:43

Speaker A

aumento de 15% no Bolsa Família, algo que o ex-presidente Jair Bolsonaro fez também, só que um pouco antes das eleições, o havia um uma um atraso, digamos, né, na no Bolsa Família em relação uma inflação já há mais de ano. Por que

01:01

Speaker A

Veja, essa é uma ótima pergunta e é importante esclarecer e pontuar as diferenças do que foi feito agora, do que foi feito em 2018. As coisas são muito diferentes. Nós passamos 3 anos e meio ajustando o orçamento público, lembrando que nós recebemos o orçamento com 189 bilhões de déficit. Foram três anos em que a gente mandava a peça orçamentária do ano seguinte, em agosto do ano anterior, com uma série de despesas condicionadas à aprovação. Teve ano que dezenas de leis, teve ano que algumas legislações adicionais, e nós chegamos agora com condição de acomodar. Veja, não é um aumento real do Bolsa Família, nós estamos falando de uma recomposição inflacionária. Então, por que isso foi feito agora? Inclusive, não foi feito antes, como foi feito lá em 2022, para aproveitar o período eleitoral todo. Foi depois da gente ter mandado o orçamento para o Congresso, depois de vários relatórios bimestrais esse ano, o Ministério de Desenvolvimento Social já vem pedindo isso há um tempo, e foi agora que nós conseguimos achar o espaço fiscal para fazer a recomposição orçamentária. O que fica claro a diferença? Lá em 22 você teve calote em precatório, crédito extraordinário, ou seja, o orçamento que existia não dava conta de pagar o Bolsa Família. Então você teve crédito extraordinário e você empurrou um problema para o ano seguinte. Nesse ano não tem crédito extraordinário, não tem aumento global das despesas. Para acomodar um aumento que esse ano vai impactar mais de 5 bilhões no Bolsa Família, nós estamos remanejando despesa de outros lugares de modo que o orçamento do país como um todo se mantenha equilibrado, e a gente começa a fazer a revisão de gasto para que o ano que vem os 22 bilhões também sejam acomodados. Então não tem calote em precatório, crédito extraordinário. Nós estamos mantendo a rigidez do orçamento público brasileiro.

01:16

Speaker A

Nós passamos 3 anos e meio ajustando o orçamento público, lembrando que nós recebemos o orçamento com 189 bid déficit. Foram três anos em que a gente mandava a peça orçamentária do ano seguinte, em agosto do ano anterior, com

01:31

Speaker A

Perfeito. E o Bolsa Família é para aquelas famílias que efetivamente precisam desses recursos. Então a justificativa faz sentido, ministro, mas há uma preocupação dos agentes econômicos. E quando eu falo agentes econômicos, eu estou falando dos investidores, das empresas, dos próprios investidores, pessoas físicas, que é com o orçamento. O senhor poderia detalhar um pouco mais claramente como vai ser esse remanejamento neste ano e no próximo ano? Aquela explicação da redução da fila do INSS, que teria permitido um fôlego maior no orçamento deste ano, não está muito clara ainda para os analistas. O senhor poderia detalhar um pouco mais como fica o orçamento neste ano e no ano que vem?

01:49

Speaker A

inflacionária. Então, por que que isso foi feito agora? Inclusive, não foi feito antes, como foi feito lá em 2022, para aproveitar o período eleitoral todo. Foi depois da gente ter mandado o orçamento pro Congresso, depois de vários relatórios bimestrais esse ano, o

02:04

Speaker A

Claro, faço questão. Veja, primeiro, quando a gente fala de agente econômico, é importante dizer que nós estamos falando de todos nós, né? Agente econômico. Muitas vezes, quando você fala de mercado, todos nós fazemos parte do mercado. Quem tem um investimento, quem vai ao seu banco e cobra, né? Eu vejo muito comum você conversar com as pessoas que pedem dicas de investimento. Eu vejo na internet muito influenciador. Então assim, é todo mundo, todos nós somos o mercado em alguma medida quando a gente fala de cuidado com a conta pública, retorno de investimento. Então eu não tenho nenhuma dificuldade em tratar com os agentes econômicos, sabendo que a população brasileira como um todo.

02:18

Speaker A

calote em precatório, crédito extraordinário, ou seja, o orçamento que existia não dava conta de pagar o Bolsa Família. Então você teve crédito extraordinário e você empurrou um problema pro ano seguinte. Nesse ano não tem crédito extraordinário, não tem

02:34

Speaker A

Falando desse ano, esse ano a gente fez um bloqueio no orçamento de 22 bilhões de reais no começo do ano. Para quem nos assiste, 22 bilhões o governo bloqueou. O que eu fiz junto com o ministro do Planejamento? Nós separamos, evitamos que os vários ministérios do governo pudessem gastar os orçamentos que estavam aprovados. Disse: "Olha, você vai gastar um pouco menos porque nós vamos fazer uma poupança de 22 bilhões para que durante esse ano de 2026 a gente cuide de algumas questões que vão aparecer." Uma delas era diminuir a fila do INSS. Então, teve uma poupança no começo do ano para lidar com a fila do INSS. O ministro Vney, ministro da Previdência, tem tratado da fila do INSS.

02:50

Speaker A

revisão de gasto para que o ano que para que o ano que vem os 22 bilhões também sejam acomodados. Então não tem eh não tem aqui calotecatório, crédito extraordinário. Nós estamos mantendo a rigidez do orçamento público brasileiro.

03:05

Speaker A

E o que ele tem nos passado é que a fila está caminhando bem. Agora, você tem um fluxo normal de entrada mês a mês, mas não tem passivos com atrasos mais longos. E o que a gente constatou é que do dinheiro que a gente reservou, a poupança que a gente fez, foi gasto muito menos para fazer essa recomposição da fila ali, esse desenrolar da fila do INSS. Então, certamente a gente vai ter ali mais de 5, 6 bilhões da poupança que foi feita no início do ano, que não vai ser consumida para zerar a fila do INSS.

03:22

Speaker A

investidores, pessoas físicas, que é com o orçamento. O senhor poderia detalhar um pouco eh mais claramente como vai ser esse remanejamento neste ano e no próximo ano? Aquela explicação da redução da fila do NSS, que teria a eh

03:37

Speaker A

Pros próximos anos, nós estamos falando de 22 bilhões e tem outros temas que a gente pode alocar, gasto com servidor mesmo. Nós estamos sendo muito rigorosos, tanto para esse ano quanto para o próximo. Para o próximo ano já tem 4 bilhões que a gente tem ali poupança que nós não vamos gastar com o servidor público e que a gente vai poder alocar para acomodar o gasto do Bolsa Família. Em especial, como você disse, Bolsa Família é para quem precisa. A gente recebeu Bolsa Família ali na virada de 22 para 23, tinham 21,9 milhões de beneficiários do Bolsa Família. O programa naquele momento correspondia a 1,5% do PIB ali na virada de 22 para 23. A gente fecha 2025 com 18,7 milhões de beneficiários. É quase 2,5 milhões a menos do que recebemos.

03:48

Speaker A

Claro, faço questão. Veja, eh, primeiro quando a gente fala de agente econômico, é importante dizer que nós estamos dizendo de todos nós, né? Agente econômico. Muitas vezes quando você fala de mercado, todos nós fazemos parte do mercado. Quem tem um investimento, quem

04:06

Speaker A

Por quê? Porque com o patamar de R$ 600 e o salário mínimo crescendo ano a ano, as pessoas estão indo para o mercado de trabalho. O dado do ano passado, 2025, 91% do saldo de empregos gerados tem como resultado pessoas que saíram do Bolsa Família e foram para o mercado de trabalho. Esse ano o patamar é de 85% de pessoas saindo do Bolsa Família e assumindo as novas vagas no mercado de trabalho.

04:22

Speaker A

fala eh de cuidado com a conta pública, retorno de investimento. Então eu não tenho nenhuma dificuldade em tratar com os agentes econômicos, sabendo que a população brasileira como um todo.

04:32

Speaker A

Então, o que nós estamos vendo? O cadastro do Bolsa Família está melhorando. De fato, você não tem uso eleitoral, como foi feito em 22, você tem atendimento do que das famílias que precisam, e a gente vai chegar num patamar de 1,2, 1,25% do PIB o total do programa no ano que vem, mesmo já com reajuste anunciado ontem. Ministro, mas o senhor tem passado a campanha inteira falando, passando uma mensagem para o mercado financeiro de que o governo vai estar comprometido em manter uma política fiscal em ordem num eventual novo? Falou recentemente que o presidente Lula sofre de preconceito fiscal e essa mensagem, essa medida anunciada ontem, acho que não está alinhada com essa mensagem que vocês vêm passando, ainda que esse aumento esteja dentro da regra fiscal, né? Há uma preocupação principalmente de economistas em relação a 2027, que os economistas têm julgado que o orçamento que foi desenhado está prevendo uma receita que pode não se concretizar, né, e que pode ser que há um certo otimismo em relação à receita e isso deixaria mais apertada a situação das contas públicas.

04:49

Speaker A

eh, evitamos que os vários ministérios do governo pudessem gastar os orçamentos que estavam aprovados. disse: "Olha, você vai gastar um pouco menos porque nós vamos fazer uma poupança de 22 bilhões para que durante esse ano de 2026 a gente cuide de algumas questões

05:04

Speaker A

Como que você vê essa mensagem que você veio querendo passar aí nos últimos 60 dias e diante, como que fica essa mensagem diante dessa medida anunciada ontem e essa preocupação em relação a 2027 e um orçamento que talvez esteja superestimando as receitas e aí quando vem esse novo gasto fica mais apertada as contas? As contas ficam mais apertadas.

05:20

Speaker A

E o que ele tem nos passados é que a fila tá caminhando bem. Agora, você tem um fluxo normal de entrada mês a mês, mas não tem passivos com atrasos mais longos. E o que a gente constatou é que

05:32

Speaker A

Veja, não tem nenhuma incompatibilidade. É importante a gente encarar isso de frente, em especial quando num período eleitoral, e eu falo aqui como interlocutor do presidente Lula, você compara dois projetos. O que incomoda, e eu falei de preconceito fiscal, é que a visão de muita gente de setores do mercado, já que o mercado...

05:46

Speaker A

6 B da poupança que foi feita no início do ano, que não vai ser consumida com a com zerar a fila do NSS. pros próximos anos. Nós estamos falando de 22 e e tem outros temas que a gente pode alocar,

06:01

Speaker A

gasto com servidor mesmo. Nós estamos sendo muito rigorosos, tanto para esse ano quanto pro próximo. Pro próximo ano já tem 4 bilhões que a gente tem ali poupança que nós não vamos gastar com o servidor público e que a gente vai poder

06:14

Speaker A

alocar para acomodar o o gasto do Bolsa Família. Em especial, como você disse, Bolsa Família é para quem precisa. A gente recebeu Bolsa Família ali de na virada de 22 para 23, tinham 21,9 milhões de beneficiários do Bolsa

06:31

Speaker A

Família. O programa naquele momento correspondia a 1,5% do PIB ali na virada de 22 para 23. A gente fecha 2025 com 18,7 milhões de beneficiários. É quase 2,5 milhões a menos do que recebemos.

06:47

Speaker A

Por quê? Porque com o patamar de R$ 600 e o salário mínimo crescendo ano a ano, as pessoas estão indo pro mercado de trabalho. O dado do ano passado, 2025, 91% do saldo de empregos gerados tem como resultado pessoas que saíram do Bolsa

07:04

Speaker A

Família e foram pro mercado de trabalho. Esse ano o patamar é de 85% de pessoas saindo do Bolsa Família e assumindo as novas vagas no mercado de trabalho.

07:13

Speaker A

Então o que que nós estamos vendo? o cadastro do Bolsa Família tá melhorando. De fato, você não tem uso eleitoral, como foi feito em 22, você tem atendimento do que do do de das famílias que precisam e a gente vai chegar num

07:27

Speaker A

patamar de 1,2 1,25% do PIB o total do programa no ano que vem, mesmo já com reajuste anunciado ontem. Ministro, eh, mas o senhor tem passado a campanha inteira falando, eh, passando uma mensagem pro mercado financeiro de que na o governo vai estar

07:47

Speaker A

comprometido em manter uma política fiscal em ordem num eventual novo? falou recentemente que o presidente Lula sofre de eh preconceito fiscal e essa mensagem essa medida anunciada ontem, acho que tá não está alinhada com essa mensagem que vocês vêm passando, ainda que esse

08:06

Speaker A

aumento esteja dentro da regra fiscal, né? Eh, há uma preocupação principalmente de economistas em relação a 2027, eh, que os economistas têm julgado que o orçamento que foi eh, desenhado, ele tá prevendo uma receita que pode não se concretizar, né, e que

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Speaker A

pode ser um que há um certo otimismo em relação à à receita e isso deixaria mais apertada a situação aí das contas públicas.

08:38

Speaker A

Eh, como que você vê essa mensagem que você veio querendo passar eh aí nos últimos 60 dias e diante como que fica essa mensagem aí diante dessa dessa medida anunciada ontem e essa preocupação em relação a 2027 e um

08:53

Speaker A

orçamento que talvez eh esteja superestimando as receitas e aí quando vem esse novo gasto fica mais apertada as contas. As contas ficam mais apertadas.

09:04

Speaker A

Veja, não tem nenhuma incompatibilidade. É importante a gente encarar isso de frente, em especial quando num período eleitoral, e eu falo aqui como interlocutor do presidente Lula, você compara dois projetos. O que incomoda, e eu falei de preconceito fiscal, é que a

09:21

Speaker A

visão de muita gente de setores do mercado, já que o mercado é todo mundo, de setores do mercado, é que governos de extrema direita, antidemocráticos, que não eh respeitam as pessoas, não respeitam minoria, são fiscalmente irresponsáveis e governos de

09:37

Speaker A

centroesquerda, governos democráticos, seriam irresponsáveis do ponto de vista fiscal. Isso é uma falácia que esconde, na verdade, interesses por trás, que não tá se pedindo responsabilidade fiscal de fato, você tá pedindo estado mínimo, que não tá pedindo responsabilidade fiscal,

09:53

Speaker A

tá pedindo endurecimento em relação às políticas sociais e voltar a deixar o Brasil eh em situação difícil com relação à pobreza e desigualdade. Então quando eu falo de novo, quando você compara o que aconteceu em 2022, que para tratar de guerra que tinha impacto

10:11

Speaker A

em combustível, você deu calote em governador para pagar um Bolsa Família, aí sim com PEC Kamikazi não existia uma previsão legal como existe hoje, autorizando um reajuste de inflação. Foi feita uma PEC cujo nome foi Kamikazi e o

10:26

Speaker A

Supremo declarou inconstitucional, né, anos depois, dizendo que não dava para você, sem previsão legal e orçamentária fazer um ajuste de 400 para 600. Não era inflação. Ali você queria comprar a eleição. Essa é a verdade. Nós estamos falando de um outro, nós nós passamos 3

10:44

Speaker A

anos e meio organizando as contas públicas de um déficit de 189 B para um superáit o ano que vem. O compromisso do anúncio de esperar super esse ano já, né ministro?

10:58

Speaker A

O superavit esse ano, de acordo com as regras que foram aprovadas no Congresso, vai ser atingido. O que que vai nos tirar o superáit esse ano? o precatório que tá fora da meta. E eu tô tratando isso de maneira totalmente clara,

11:11

Speaker A

precatório, o gasto adicional com tarifáil e um gasto adicional do fundo social aprovado pelo Congresso. Não fossem essas exceções, a gente estaria cumprindo um superavt efetivo esse ano.

11:22

Speaker A

pro ano que vem, mesmo com todas as exceções do precatório que ainda vem sendo empurrado lá de 2022, desses gastos adicionais aprovados pelo Congresso, nós vamos ter superáit efetiva e o reajuste do Bolsa Família pela inflação, conforme previsto pelo

11:38

Speaker A

Congresso, não mexe em nada as nossas metas fiscais, ao contrário, vai antecipar o debate sobre revisão de gasto para que a gente acomode esses 20 bilhões de reais o ano que vem. Então, é saudável que a gente faça esse debate

11:53

Speaker A

com menos gente no Bolsa Família, mais gente no mercado de trabalho, um cadastro do Bolsa Família mais rígido, sendo atualizado mês a mês, tirando quem já não cumpre as condições do programa, podendo incluir quem tá em situação de

12:06

Speaker A

vulnerabilidade e o orçamento público em uma crescente de melhora. Tudo bem, eu vou concordar que esse ano você muita gente poderia aguardar superavit, mas se a gente olha a trajetória dos últimos anos, foi um um ajuste de dois pontos

12:20

Speaker A

percentuais do PIB, que não é pouca coisa, com o país gerando emprego e crescendo. Então, quando a gente fala de fiscal, é o que é importante e muitas vezes eu trato isso sempre com muito respeito, mas com uma visão crítica, é

12:34

Speaker A

que o fiscal ele tem que tá dentro de um projeto de nação. E o fiscal ele é muito importante para que não tenha dúvida, é importante que a gente siga melhorando ano a ano as contas do país, diferente

12:45

Speaker A

do que aconteceu na última década. E ao melhorar, não adianta só melhorar o fiscal. Nós temos que melhorar a desigualdade social do país, a qualidade do emprego, a balança comercial, a integração do Brasil, do mundo e o respeito democrático. Por isso que esse

13:00

Speaker A

equilíbrio, a única candidatura que tem condição de entregar melhora fiscal, melhora ambiental e melhora social é a do presidente Lula.

13:08

Speaker A

Ministro, mas a a dívida pública cresceu 10 pontos percentuais durante o o governo Lula. Eh, vocês prometeram que ela não ultrapassaria 80 até 82.

13:22

Speaker A

Como que o que vai ser feito se vocês forem eh reeleitos para mudar e essa trajetória vai continuar nessa linha que a gente vem observando?

13:33

Speaker A

Não, a trajetória da dívida, ela veja, ela nos incomoda e nós já temos as previsões pros próximos anos de a partir de 2029 a gente estabiliza a a o crescimento da dívida pública para depois em 2030 começar a ter redução. A

13:48

Speaker A

dívida pública importa. O que a gente não pode confundir as pessoas no momento eleitoral é que por conta desse patamar da dívida pública, o Brasil vive uma crise. Tem gente escrevendo artigo dizendo que o Tesouro Nacional, que é

14:00

Speaker A

quem paga os títulos que estão vencendo e emite novos títulos nessa rolagem da dívida tem risco de dar calote. Não existe esse risco. O Brasil é credor externo da dívida. Nós, foi o presidente Lula quem fez reserva internacional na

14:16

Speaker A

década na década primeira década da desse século para [roncando] que o Brasil deixasse de ser devedor internacional, devesse pro FMI, para outros bancos e outros países do exterior e passasse a ser credor externo. Então, a nossa dívida toda

14:30

Speaker A

doméstica hoje, de fato, o crescimento dela, o nível de crescimento nos incomoda. Isso tem que ser tratado. O que incomoda no debate geral é que a gente às vezes não esclarece. Então não tem nenhum risco de calote. Isso aí é

14:45

Speaker A

exagero, sem fim. O que que incomoda de um patamar alto da dívida pública? Se o Tesouro Nacional que é quem consegue tomar recurso, né, do mercado a uma melhor condição, se tá pagando um juros mais alto, você imagina o que acontece

15:01

Speaker A

com uma empresa e com as pessoas do do país. E é isso que de fato me incomoda, né? sem extrapolar com o recado eleitoral do que a oposição aproveita nesse momento. Então, a gente precisa sim diminuir, estabilizar e diminuir a

15:15

Speaker A

dívida pública de modo que as empresas, que as pessoas do Brasil consigam tomar dinheiro com o custo do dinheiro, o custo dos juros menor do que é hoje, porque isso é um custo muito alto.

15:26

Speaker A

Minist, se vocês permanecerem mais 4 anos no poder, qual vai ser a a relação dívida pública PIB quando vocês terminarem o governo?

15:35

Speaker A

Veja aqui, a gente propôs nas métricas futuras, quando a gente apresenta o orçamento ano a ano, a gente gostaria, tanto o ex-ministro Fernando Hadade quanto eu, de ter feito o resultado fiscal melhor. Nós apresentamos todas as medidas pro Congresso, aprovamos quase

15:50

Speaker A

tudo com desidratação, com negociação, mas outras medidas não foram possíveis ser aprovadas. A gente tava tentando limitar um benefício fiscal de crédito presumido de PISCOFINS que daria 40 bi de recurso a mais pro país, pra sociedade brasileira como um todo,

16:06

Speaker A

inclusive para pagar a dívida. Não foi possível aprovar isso no Congresso. Agora, como democrata, o que que a gente faz? Reajusta a trajetória. De fato, eu não queria que passasse de 80% do PIB.

16:17

Speaker A

Nós vamos chegar em 2030 abaixo de 80% do PIB, ou pelo menos em 80% do PIB.

16:23

Speaker A

Porque esse é um esse é um limite, é um limiar que nos incomoda. Ministro, fazendo essa ponte da política fiscal com a política econômica também, eh se a dívida, se os juros hoje incomodam o governo, né, já que mais da

16:38

Speaker A

metade da dívida é corrigida pela taxa Selic, que embora tenha recuado um pouco pelo Banco Central, continua nos maiores patamares aí em duas décadas. Imagina com as famílias, já que o endividamento hoje das famílias é um endividamento record, eh o comprometimento de renda é

16:55

Speaker A

recorde e isso trava o próprio crescimento. Mas, por outro lado, o Banco Central cita isso como um fator que impede a queda dos juros. É nesse ambiente que o governo eh estuda uma nova possibilidade, uma nova rodada de

17:10

Speaker A

renegociação de dívida, já que aparentemente o desenrola, o novo desenrola, não conseguiu destravar em termos agregados os indicadores ruins de endividamento eh na economia brasileira.

17:25

Speaker A

Veja, primeiro foi o que eu disse, né? Eh, de fato, incomoda que o custo do dinheiro seja tão alto no Brasil, seja pro governo, seja pras empresas, seja pras famílias. Exatamente o que eu disse. E o que que nós temos que

17:37

Speaker A

reconhecer? O nível de endividamento, ele não é recorde hoje, ele vem recorde desde a pandemia. Se você pegar o comprometimento de renda das famílias, ele sai de 17% em 2019 e vai a 27, 28% ali na época da pandemia, em 2021, 2022.

17:55

Speaker A

Qual é o nosso desafio? A gente não conseguiu reduzir esse nível de comprometimento de renda das famílias nos anos do governo do presidente Lula.

18:04

Speaker A

Nós não tivemos, diferente do governo anterior, um momento com juros negativo no país, que foi 2% que o Banco Central fixou. A gente passou esse governo com juros alto a todo momento fixado pelo Banco Central. Então não há um novo

18:19

Speaker A

recorde, vamos dizer assim, da dívida das famílias. Nós estamos num patamar alto desde o governo Bolsonaro. E o que que funciona, como funcionaram os desenrolas? Se você herdou, além de custo de vida física, né, as pessoas morreram no governo anterior, você teve

18:34

Speaker A

uma pandemia de endividamento que nasce ali de uma pandemia mal gerida no país. De fato, o desenrola um e desenrola dois, que foram vacinas, como não tivemos vacina no país, é um exemplo bem ilustrativo para as pessoas entenderem.

18:48

Speaker A

Nós estamos passando a vacinar o endividamento que vem eh da pandemia. Demos a vacina no desenrola um, que envolveu dívida de prestadoras de serviço público, dívida dos bancos. Ali você tem uma queda do endividamento geral no país. O a taxa de juros volta a

19:04

Speaker A

subir em 2024. a gente volta a retomar um patamar preocupante do endividamento. Fizemos agora o desenrola dois, que é para dívidas bancárias mais recentes, para as pessoas não ficarem com dívida atrasada por muito tempo. A gente atendeu mais de 10 milhões de pessoas.

19:21

Speaker A

Agora, como nós estamos falando de um volume grande, nós temos que seguir vacinando esse problema do endividamento e não mais falando em renegociações, que é o que nós estamos tratando agora. Nós temos que tratar de dívidas antigas que

19:35

Speaker A

a gente deu oportunidade nesses tempos e não foram possíveis que elas fossem renegociadas e eventualmente tratar um programa ainda mais duro, que é fazendo um deságio grande para não custar muito pro governo, quitar as dívidas antigas que vêm lá da pandemia, dívidas que

19:51

Speaker A

podem chegar a 5 anos de atraso, por exemplo. E isso é um tema que o presidente tá estudando para poder apresentar como proposta pra população brasileira. O tesouro vai comprar essas dívidas? Tem espaço no orçamento para isso?

20:03

Speaker A

É, é possível que sim. Se a gente tiver espaço no orçamento, sem comprometer as nossas trajetórias de recuperação do orçamento brasileiro. E como eu disse, quando eu falo com desáilo, olha o que aconteceu no desenrola do O desenrola do

20:17

Speaker A

a gente tratou de dívida atrasada de 90 dias até 1 ano, que é dívida recente, as pessoas atrasaram agora no último período.

20:25

Speaker A

A dívida mais antiga, mais próxima de um ano, portanto mais distante dos 90 dias, os bancos deram um desastre de 90%.

20:33

Speaker A

Então, as pessoas que renegociaram a sua dívida no desenrolador, tinha uma dívida de 10.000 aqui num exemplo e ela vai ter que pagar uma dívida de R$ 1.000, ela teve 90% de desconto e essa dívida de R$ 1.000, ela

20:46

Speaker A

foi parcelada com teto de R$ 1,99 de modo que ela conseguisse pagar nos próximos meses. Você imagina então dívidas mais antigas que as pessoas estão arrastando desde a pandemia, é possível que você consiga comprar essa dívida com deságio de 95% ou mais.

21:02

Speaker A

Portanto, é possível sim que o tesouro faça essa compra, desde que faça um leilão e obtenha o melhor benefício paraa sociedade como um todo e não exija que as pessoas façam renegociação.

21:14

Speaker A

Se os bancos mesmos já consideram que são dívidas irrecuperáveis, é importante que a gente limpe o nome das pessoas tratando isso com menor impacto fiscal possível, como um pagamento da dessas dívidas antigas pelo tesouro. Sim.

21:27

Speaker A

Mas aí o consumidor vai ter que pagar o tesouro depois. Como que isso funcionaria?

21:32

Speaker A

Isso, isso pode ser, pode ser sim, porque o tesouro acaba comprando a dívida, ele substitui em relação ao banco. Então aí é uma opção do estado, do quanto é factível que a gente siga cobrando essa dívida com descontos das

21:45

Speaker A

pessoas. Tem mecanismos. O governo federal tem a INGIA, que é um de fato uma recuperadora de ativo do país. Ou eventualmente você pode fazer a quitação eh dessa dívida por parte do tesouro.

21:56

Speaker A

Ainda este ano, ministro, ou necessariamente ficaria para o ano que vem? Veja, nós estamos apresentando essa proposta pro presidente Lula. Eh, dado que nós vamos ter que fazer leilão, tem uma série de ritos a serem cumpridos.

22:09

Speaker A

Isso deve virar uma uma proposta do presidente Lula pra população para que a gente efetive a partir do começo do ano que vem, caso seja eleito.

22:18

Speaker A

Exatamente. Se não for eleito, esse programa então não não avançaria, não daria tempo de fazer até dezembro.

22:26

Speaker A

Isso. V. Isso. Exatamente. Nós temos feito várias coisas. São várias vacinas que foram dadas paraa pandemia do endividamento. Essa seria uma nova vacina que o presidente pode propor. A série de campanha eleitoral funciona assim, né? você traz as ideias, as

22:39

Speaker A

pessoas avaliam e se as pessoas confiarem em quem tem compromisso com a democracia e tá do lado do povo, nós vamos ter mais um bom programa de tratar o endividamento do país.

22:50

Speaker A

Ministro, um dos pontos que tem atrapalhado também o consumo e também o orçamento das famílias é a questão das apostas online. E o senhor tem sido um crítico, o senhor e o governo tem sido crítico da dessa da atuação desse setor

23:02

Speaker A

na economia brasileira. Eh, poderia sair antes de um novo desenrola, de uma nova renegociação de dívida? Poderia sair antes, poderiam sair antes novas medidas que restrinjam ainda mais a atuação desse setor?

23:15

Speaker A

Só queria eh fazer um adendo aqui à pergunta do João, lembrando que eh as bets ajudam na arrecadação também, né? Então não sei como ficaria essa equação.

23:26

Speaker A

Veja, a arrecadação não é um tema prioritário para quando a gente discute bet. Vou fazer aqui um um papel chato, mas importante de esclarecimento e de serviço à opinião pública. As BETs foram autorizadas no país, ganharam licença de

23:41

Speaker A

funcionamento em 2018 pelo presidente Temer. Ali quando foi aprovado a autorização legal e as bets puderam oferecer seus serviços de apostas online no país, abriu-se um prazo de 2 anos para regulamentar que coincidiu com os dois primeiros anos do governo

23:57

Speaker A

Bolsonaro. Nada foi feito. O Congresso, vendo que teve uma mora, que teve um descumprimento dessa regulamentação, diz: "Não, o Congresso dá mais 2 anos para que essa regulamentação aconteça".

24:08

Speaker A

Então, passado 19:20 sem fazer nada, ficou 21 e 22. Com esse prazo remanescente, adivinheem? Nada foi feito também. Então a gente chega em 2023, o presidente Lula assumindo com praticamente 4 anos e meio, 5 anos das empresas de betes que entraram no país,

24:25

Speaker A

entraram na economia, passaram a patrocinar o futebol brasileiro, fizeram uma série de parcerias com veículos nacionais, eh tem poder político no país, tem bancadas no Congresso Nacional. Então, de fato, o que a gente vê hoje é que ali em 2023 o governo toma

24:40

Speaker A

as providências, passa a tributar as bets, passa a ter regra de lavagem de dinheiro, de proteção ao consumidor, proteção à criança adolescente, restrição de publicidade. E desde então a gente vem eliminado. São mais de 60.000 sites derrubados pelo governo das

24:56

Speaker A

bets que não eh se prontificaram minimamente a atender essas regras do país. Os mercados preditivos, que não é nem só aposta em futebol, é aposta no clima, aposta em quando uma celebridade vai morrer, foram proibidos no país.

25:10

Speaker A

Quem é beneficiário de programa social tá impedido de jogar. Quem é super endividado e os desenrola, tá impedido de jogar. Essas medidas foram sendo adotadas. Agora, a grande pergunta é: isso é suficiente? Dado que o custo de vida segue sendo um tema do país. Faz

25:26

Speaker A

sentido que quando a gente retoma dá ganho de renda para as pessoas, as pessoas voltam a trabalhar. Faz sentido que algo como R bilhões deais saia da do orçamento das famílias e vá para essas empresas, permaneixando as famílias numa

25:40

Speaker A

situação difícil? Então, é claro que nós vamos seguir olhando para esse tema e adotando medidas. Existem uma série de medidas à luz das boas práticas do mundo que nós podemos adotar em relação a essas empresas. E é isso que nós estamos

25:54

Speaker A

fazendo a todo momento. Então, é possível sim que novas medidas venham ainda esse ano para que a gente siga protegendo as famílias eh de mais endividamento e de perda de renda.

26:05

Speaker A

Poderia dar um exemplo, ministro? Tem uma série de coisas que nós estamos estudando, restrições de publicidade, o próprio design desses aplicativos. Eu vou dar um exemplo. Se você tem um jogo que diz assim: "Se você apertar uma vez

26:20

Speaker A

aqui esse botão, você vai jogar automaticamente 100 vezes." É razoável que exista isso? Ou para que o apostador jogue 100 vezes, ele precisa tomar 100 decisões de jogar. Esse tipo de debate é um debate que me parece fazer muito

26:36

Speaker A

sentido para uma sociedade que tem ainda uma renda per capta baixa comparada com o mundo e que precisa ter proteção em relação a esse tipo de algoritmo de jogo que traz muito prejuízo para as famílias.

26:50

Speaker A

Ministro, falando em eh endividamento, ã, o endividamento consome, né, uma parcela que poderia estar sendo destinada ao consumo. E o consumo foi um motor, é o motor da economia brasileira, inclusive, né, no modelo impulsionado aí sempre no nos governos PTs. A a gente

27:07

Speaker A

vendo esse esgotamento, qual que vai ser o como que vocês vão trabalhar a economia para para que a atividade cresça, considerando um certo esgotamento aí desse modelo baseado no consumo?

27:21

Speaker A

Veja, eu não, eu não concordo com isso, que há um esgotamento do modelo. Nós precisamos ter equilíbrio. A economia é um organismo. Um organismo, se você presta muita atenção pro braço direito, é provável, se você vai à academia e só

27:35

Speaker A

faz exercício com o braço direito, o braço esquerdo vai ficar desproporcional ao seu braço direito. Como todo organismo, nós precisamos cuidar para que a gente tenha é um equilíbrio de o mercado brasileiro consumidor. Nós somos um mercado de mais de 200 milhões de

27:51

Speaker A

famílias. Então, a gente precisa ter equilíbrio em relação a isso para manter esse ganho de renda. Nós tivemos, a gente por conta do período eleitoral e dos ataques da oposição, a gente tá com inflação a mínima de um período

28:06

Speaker A

presidencial, o que ajuda muito as famílias a poderem manter o seu poder de compra. Nós estamos com um desemprego também nas mínimas históricas, as pessoas estão ocupadas no país. O que a gente quer discutir é como a gente

28:18

Speaker A

melhora a qualidade dessa ocupação, como as pessoas recebem mais, como elas são eh juntam trabalho com dignidade, trabalha em menos horas por semana. Esse tipo de desafio é um desafio que tá presente daqui paraa frente. Então eu não acho que seja um fim de um modelo

28:33

Speaker A

muito ao contrário. Mas atividade brasileira mesma oposição. Desculpa, diga. Desculpa. Então, atividade brasileira então também vai continuar 60% do PIB, então vindo da do consumo. Essa é a ideia de vocês.

28:44

Speaker A

Essa é a estratégia para eventuais novos 4 anos. Não, veja, a estratégia, como eu disse, é equilibrar o a oposição que fez esse descalabro. A gente discutiu a diferença do Bolsa Família, fala em produtividade, fala em menor risco país, não é verdade?

29:02

Speaker A

Quem investiu em produtividade no Brasil, falando do lado da oferta agora, fomos nós muito mais do que eles fizeram no passado. O arcabolso fiscal que traz um limite paraa despesa pública, ele traz um piso para investimento. Esse governo três do presidente UA foi o

29:18

Speaker A

governo que mais investiu em concessão rodoviária no país. Nós retomamos o fundo clima, por exemplo, que era de 400 milhões no governo anterior, ele tá próximo de R$ 42 bilhões deais investindo em quê? em minerais críticos, investindo em eletrificação de frota,

29:33

Speaker A

investindo em bateria pro setor elétrico. A produtividade, ela é central na nossa estratégia de desenvolvimento do país. O que não quer dizer que você não vai ter ganho real do salário mínimo, o que não quer dizer que você

29:45

Speaker A

vai acabar com o programa social. O que nós precisamos fazer é fazer esse equilíbrio no país. Veja, a oposição, como nós estamos falando de Pitrol, é importante comparar, fala de produtividade quando o nível de investimento no país era menor do que é

29:59

Speaker A

no nosso governo. Então, se produtividade precisa de investimento, nós estamos na frente. A oposição que tinha 30 milhões de pessoas na pobreza e hoje nós saímos do mapa da fome, estamos com menor índice de desigualdade, tá atrás também na questão do consumo e do

30:13

Speaker A

ganho de renda. Então, não tem parâmetro de comparação em termos com o presidente Lula e os outros candidatos que não têm expressão nenhuma em termos de histórico de entrega pro país, de melhor equilíbrio entre demanda e oferta. Esse

30:29

Speaker A

equilíbrio tem que seguir sendo feito, aumentando o investimento, melhorando a oferta dos serviços privados e também públicos do país, ao mesmo tempo em que a gente siga recompondo renda, dando ganho real pro trabalhador brasileiro.

30:44

Speaker A

Ministro, eh, existe uma preocupação com o crescimento, a retomada de um crescimento mais forte. O senhor citou vários indicadores econômicos que mostram eh uma melhora da atividade econômica no Brasil, por exemplo, o nível de desemprego muito baixo. Eh, mas

31:00

Speaker A

há uma percepção captada por alguns institutos de pesquisa que mostram que a população está descontente com a economia. Por que que o senhor acredita que por que a que o senhor atribui e essa percepção que seria ainda negativa?

31:14

Speaker A

Veja, eu não nego que a vida das pessoas é difícil, pelo contrário, é importante que a gente entenda, ouça as pessoas e veja o que que tá acontecendo. Então, se você vem de um governo Bolsonaro, olha do que nós estamos falando, que bota o

31:27

Speaker A

país num abismo, quando você sai do abismo, não quer dizer que você tá pronto, você tá totalmente descansado, você tá ali trabalhando muito duro para que a gente vá recompondo a situação das pessoas. Então, eu não nego que a vida

31:40

Speaker A

das pessoas é difícil. Eu vejo pela situação dos jornalistas com quem eu converso em Brasília, dos vários empresários com quem eu lido, existe sim dificuldades no país. As pessoas estão sendo mais demandadas. Quem nos assiste sabe que o trabalho exige hoje atenção e

31:55

Speaker A

dedicação praticamente constante com o celular, com a conexão que a gente tem hoje no Brasil e no mundo. Então é importante que a gente reconheça isso e siga avançando. Se a taxa de desemprego hoje é mínima histórica, se o o

32:09

Speaker A

rendimento das famílias mais de R$ 3.650 na média no mês é histórico. O que nós precisamos dizer é isso precisa seguir avançando como com equilíbrio. O Bolsa Família com menos gente beneficiada, com mais rigor de cadastro, tirando as

32:26

Speaker A

pessoas para que elas entrem no mercado de trabalho e passem a trabalhar. Quando você olha paraa relação homem e mulher, eu tenho tratado disso. População economicamente ativa do Brasil, 72% dos homens conseguem empregos e estão ocupados no país. Quando você olha para

32:42

Speaker A

as mulheres, é 53% das mulheres que e que estão na idade ativa de trabalho e que estão ocupadas no país. Por que que tem essa diferença? Você pega a PINAD, pega pega a POF, né, que é as pesquisas

32:55

Speaker A

de orçamento do país e olha qual que é a resposta dos homens. Os homens que estão fora do mercado de trabalho, 3% dizem que estão fora do mercado de trabalho por conta de afazer doméstico, cuidar de casa, do filho, do pai. Quando você

33:10

Speaker A

pergunta para as mulheres, é 35% as mulheres que estão fora do mercado de trabalho. Então, uma revolução que a gente pode fazer em termos de ganho de renda para as famílias e empoderamento da mulher, o que, me permita um

33:24

Speaker A

parênteses, quando você compara com o outro projeto, nós estamos falando de outra coisa, um projeto misógeno que não trata de respeitar as mulheres. Se você consegue oferecer creche, escola em tempo integral, centro o dia pro idoso, aproveitar exemplos que já existem no

33:38

Speaker A

país de tratamento e cuidado com o idoso, você permite que a mulher que queira, a mulher eh tem autonomia financeira e aumenta a renda de casa.

33:47

Speaker A

Esse tipo de debate é que nós temos que fazer no Brasil, não o debate de trazer agora também na comparação dizer que vai fazer o que o Milei tá fazendo na Argentina, porque aí você vai agradar meia dúzia de agente de mercado, que não

33:59

Speaker A

é o mercado todo. O mercado todo somos nós, somos todos a toda a população.

34:04

Speaker A

para fazer uma entrega fiscal ou prometer uma entrega fiscal, porque nunca se fez entrega fiscal relevante nos governos anteriores, e comprometer ganho de renda, comprometer educação, comprometer saúde, o que traz o Brasil para um desequilíbrio e aí vai causar

34:19

Speaker A

também desequilíbrio fiscal. Então, o projeto, o nosso projeto é trazer equilíbrio, veja, sempre com melhora fiscal, sempre com melhora fiscal. É um é um um dogma que eu trago. Nós não vamos em um um dia permitir pior a

34:33

Speaker A

fiscal no país. Ao mesmo tempo, o fiscal tem que ser visto como um mecanismo pro país. Um mecanismo para mais investimento, um mecanismo para abaixar abraxar juros, um mecanismo para melhorar e dar eficiência paraa política social. É assim que a gente vê o futuro

34:47

Speaker A

do país. Ministro indústria, a gente tem visto aí um pessimismo geral com os empresários da indústria. 21 meses de pessimismo, segundo as pesquisas aí de sentimento do do empresário da área, uma invasão de produtos chineses no país que vai desde

35:04

Speaker A

carros eh invasão de importados, né, desde carros até cosméticos. Eh, como que vocês têm algum programa paraa indústria? Eh, a gente vê o mundo todo se fechando, né? O mundo todo não, mas alguns países se fechando a porta aí

35:19

Speaker A

para essa paraa indústria chinesa. Qual é o plano de vocês? Veja, o, o nosso plano paraa indústria foi a reforma tributária. A reforma tributária, se tem um setor que se beneficia da reforma tributária, dos ganhos de racionalidade e transparência

35:36

Speaker A

da reforma tributária e de não ter tributo honerando o o de maneira encadeada as cadeias de produção, é a indústria. indústria brasileira. Seria então uma novidade, seria a implementação da reforma tributária.

35:54

Speaker A

Nós temos, mas a reforma tributária ela tem que ser valorizada porque ela é o grande ganho de produtividade do país.

36:01

Speaker A

Se a oposição fala em ganho de produtividade e nunca fez nada parecido com a reforma tributária, a reforma tributária tem que ser valorizada, porque ela foi trabalhada do ponto de vista político e o e o país optou por

36:14

Speaker A

ter uma um novo modelo de tributação de consumo. a partir do ano que vem, portanto, os efeitos positivos pra indústria passam a ser gerados enquanto novos efeitos a partir do ano que vem.

36:25

Speaker A

Você mesma disse aí, depois de falar de reforma tributária, eu vou reconhecer a situação do mundo. Se os Estados Unidos tá botando tarifa e incentivando esse fechamento do mundo, é justamente porque a China tem uma super capacidade de

36:39

Speaker A

produção e tem inundado os outros mercados do mundo com os seus produtos, carro, produto químico, têxtil, calçado.

36:47

Speaker A

Isso de fato acontece. Isso é um fato. A China tem super capacidade de produção e vende esses produtos muito mais barato pro mundo. Os Estados Unidos ergueam a barreira tarifária e tá fazendo o mundo entrar num num capítulo e de Guerra Fria

37:01

Speaker A

depois de os Estados Unidos ter feito isso muito tempo. E tem um viés também no Brasil de nunca ter criticado o que os Estados Unidos fez, de ter liderado esse processo. que agora quando a China passa a liderar esse projeto, vamos

37:13

Speaker A

fazer uma uma defesa do projeto protecionista norte-americano, que é que o que, por exemplo, faz ao botar o boné do Trump e o Flávio Bolsonaro e o Tarcísio em São Paulo. O que que nós estamos fazendo e vai ser essa toada

37:26

Speaker A

daqui paraa frente, abrir mercado pro Brasil, em especial pra indústria, que foi o tema da sua pergunta. O acordo com a União Europeia permite ao Brasil ter muito mais espaço paraa indústria brasileira ganhar eh corpo no mundo. E

37:41

Speaker A

nós estamos fazendo isso, seja com Singapura, seja com a EFTA, que são os países europeus que não tão eh no no no mercado comum europeu, seja no Sudeste asiático. Então, veja, nós estamos entregando mais liberalismo e mais mercados pra indústria brasileira. E

37:59

Speaker A

esse equilíbrio nós vamos ter que seguir fazendo. Tributação mais favorecida paraa indústria no Brasil e mais mercado eh externo para as empresas brasileiras.

38:10

Speaker A

Veja que nós estamos discutindo outros outros instrumentos como o fundo clima, a letra de câmbio de desenvolvimento, que é um instrumento do BNDS, o FNDCT, que tem pilares de investimento, tem uma série de coisas que tem que ser

38:25

Speaker A

melhores, eh, passar para uma melhor governança num próximo mandato do presidente Lula para que a gente passe a ter um plano safra da indústria. A indústria reclama muito disso. A gente tem um plano safra, que é um momento no

38:39

Speaker A

ano em que a gente faz um anúncio pra agricultura com várias linhas e a indú e a indústria já merece também que a gente organize as várias frentes e comunique melhor e ofereça melhor pra indústria quais são as oportunidades de custei

38:52

Speaker A

investimento no país. Correios, ministro, penúltima pergunta. Eh, o governo vai continuar colocando dinheiro nos correios? Qual que é is isso? Importante tratar de correios para que as pessoas também se informem bem, né? Quando a gente teve a pandemia, os

39:09

Speaker A

correios e o setor de logística de entregas do país passou por uma transformação. As pessoas não estavam saindo de casa, então você teve uma digitalização e um investimento em logística por parte de uma série de empresas, olha o Mercado Livre no Brasil

39:24

Speaker A

e outras empresas no mundo. Nesse momento, o governo Bolsonaro botou os Correios no PND, que era um plano, um plano de desestatização eh dos Correios no país. E aquele momento o correio não fez investimento nenhum. O correio parou no tempo. Aí o

39:37

Speaker A

que a gente viu no nosso governo é que o correio de fato tá atrasado, né? O correio tem uma série de deficiências em termos de custo de pessoal, em termos de investimento em tecnologia, investimento em novas fronteiras de de mercados. E o

39:52

Speaker A

correio ao mesmo tempo guarda uma importância que é eu vou eu vou dar exemplos concretos. Quando alguém deixa de pagar o tributo federal e a Receita Federal precisa avisar essa empresa, essa família que tem um débito em aberto

40:05

Speaker A

que precisa ser quitado, normalmente você vai mandar aí ou uma comunicação digital, mas em última instância você vai mandar uma carta pra pessoa para ela tomar a ciência e o estado soberano garantir que uma pessoa que viva numa

40:18

Speaker A

comunidade ribeirinha no Amazonas receba a comunicação de que ela tá em dívida, seja com Correia ou que ela recebeu uma intimação judicial. E essas outras empresas privadas hoje não cumprem esse papel de cobrir o território nacional como um todo e fazer essa comunicação do

40:33

Speaker A

estado. Então o Correio, por mais que tenha ficado atrasado por uma falta de cuidado no governo Bolsonaro, ele segue tendo um papel indispensável de integração nacional, mas é um papel bem bastante deficitário em épocas de comunicações digitais. Então o que que

40:49

Speaker A

nós estamos fazendo com o correio? Nós identificamos esse problema e trocamos a direção dos correios. Estamos exigindo do novo presidente que tem feito um bom trabalho, o Emanuel, que é o seguinte: melhore e coloque o correio na vanguarda.

41:05

Speaker A

Investimento, seja público, seja investimento com os bancos nesse momento, que se faça, mas isso vai ser uma vez para que o correio vire a página. Então, o a nossa ideia e o nosso compromisso é não colocar dinheiro nos

41:18

Speaker A

correios depois desse aporte que tá sendo previsto pro ano que vem. é um aporte que viabiliza a retomada dos correios. O Correio vai fazer parceria com a iniciativa privada, vai olhar as diferentes oportunidades no mercado, vai inovar e vai diversificar o seu mapa de

41:34

Speaker A

serviços e vai parar de precisar de investimento público. Ministro, para terminar, janeiro, o senhor pode ter um janeiro bem mais tranquilo. A gente tá falando sobre bastante trabalho, pode ter um janeiro bem mais tranquilo sem trabalho, mas imagino que não seja isso que o senhor

41:49

Speaker A

queira. Eh, onde o senhor estará caso o atual governo seja reeleito? Continua na fazenda?

41:57

Speaker A

Veja, eu não me preocupo com isso, não. Confesso que nem pensei nisso. O meu, a minha preocupação e minha obsessão é fechar esse ano de 2026 com o país crescendo, com menor eh déficit fiscal possível, protegendo a população da da

42:13

Speaker A

guerra no que no que retange a preço de combustível. E eu sempre votar do lado do compromisso democrático e que olha um projeto de nação que traga esse equilíbrio fiscal, ambiental e social.

42:25

Speaker A

Se esse for o projeto que ganhar as eleições do país, sem retrocesso para as mulheres, sem retrocesso para as minorias, olhando a diversidade regional do Brasil como um ativo que tem que ser eh tratado de maneira eh sem ódio, de

42:39

Speaker A

maneira construtiva pro futuro, eu vou estar à disposição, mas não tô nem um pouco preocupado em seguir ministro de qualquer pasta que seja em em estar em cargo público. que a gente vê em Brasília, aqui também para fechar minha

42:53

Speaker A

participação, é esse apego aos cargos públicos que muitas vezes distorce o objetivo do interesse público. O ministro da fazenda, qualquer que seja ele, tem que melhorar o fiscal, dando condições pros pros demais ministérios avançar nas suas políticas setoriais.

43:10

Speaker A

Esse é o papel do ministro da fazenda, seja eu, seja quem quer que tenha, que está no meu lugar.

43:16

Speaker A

Tá ótimo, ministro. Obrigada. Muito obrigado, ministro. Bom final de semana. Eu que agradeço vocês. Obrigado pela oportunidade.

43:23

Speaker A

A gente que agradece. [música]

Topics: Bolsa Família aumento Bolsa Família orçamento público ajuste fiscal remanejamento orçamentário fila do INSS dívida pública apostas online eleições 2026 Dario Durigan

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