**37 Nomenclatura — Transcript & Summary | SozAI**
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Aula sobre nomenclatura e classificação biológica, com foco em taxonomia e sua importância para o estudo das abelhas e zoologia.

## Key Takeaways

- A nomenclatura científica é fundamental para a organização e comunicação sobre os seres vivos.
- A taxonomia é uma ciência que exige formação específica e perfil adequado para trabalhar com classificação.
- A classificação biológica tem raízes históricas ligadas à sobrevivência e ao conhecimento do ambiente.
- O estudo da zoologia e da meliponicultura contribui para o entendimento das abelhas e sua diversidade.
- A tecnologia pode apresentar desafios durante aulas online, mas a interação e o conteúdo permanecem essenciais.

## What the video covers

- Apresentação inicial e saudação aos espectadores de várias localidades.
- Introdução ao tema da nomenclatura científica e a importância dos nomes científicos.
- Participação do professor Sérgio, especialista em zoologia, que compartilha sua experiência acadêmica.
- Explicação sobre a taxonomia como ciência que organiza e nomeia os organismos vivos.
- Discussão sobre a necessidade histórica da classificação para a sobrevivência humana.
- Relação entre a classificação natural e o desenvolvimento do cérebro humano.
- Exemplificação com a escolha de laranjas no mercado para ilustrar a classificação.
- Destaque para a aplicação da nomenclatura em abelhas e a inclusão da meliponicultura como disciplina.
- Abordagem sobre dificuldades técnicas durante a gravação e interação com o público.
- Importância da taxonomia para o conhecimento científico e comunicação universal.

## Chapters

1. 00:00 Introdução e saudação aos espectadores
2. 05:43 Participação do professor Sérgio e sua formação
3. 12:14 Conceitos básicos de classificação e taxonomia
4. 18:10 Importância histórica da classificação para a sobrevivência
5. 24:56 Aplicação prática da nomenclatura em abelhas e zoologia
6. 32:09 Desafios técnicos e interação com o público
7. 42:01 Discussão sobre espécies, evolução e nomenclatura avançada
8. 46:31 Encerramento e considerações finais

Answers

## Questions about this video

O que é nomenclatura científica e por que ela é importante?

A nomenclatura científica é o sistema de nomes usados para identificar e classificar os seres vivos de forma universal, facilitando a comunicação entre cientistas e o estudo organizado da biodiversidade.

Qual a diferença entre taxonomia e classificação biológica?

Taxonomia é a ciência que descreve, nomeia e organiza os organismos, enquanto classificação biológica é o processo de agrupar esses organismos com base em suas características e relações evolutivas.

Por que o estudo da meliponicultura foi incluído na disciplina de biologia?

A meliponicultura foi incluída como disciplina optativa devido ao interesse crescente no tema e sua relevância para o estudo das abelhas sem ferrão, contribuindo para a conservação e conhecimento científico.

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00:03

Speaker A

Salve, salve, gente! Galera, como quer que vocês se chamem, pessoas, alunos, acadêmicos, enfim, vocês que estão aí do outro lado da tela, meu boa noite para vocês. Não importa o lugar onde você esteja, dentro do Brasil, fora do Brasil. Então,

00:23

Speaker A

meu boa noite aí para você. Ah, tá assistindo a gravação, então vai o meu olá, tá? Então é isso aí. Hoje nós vamos falar de um assunto bem interessante, que é sobre a nomenclatura, ou seja, os nomes, nomes científicos. Por que que

00:42

Speaker A

tem esses nomes tão estranhos ali? E a gente vai ter uma noção do porquê dessas escolhas, desses nomes.

00:51

Speaker A

Eu ainda não vi nenhuma com meu nome, mas de que coisa? [risadas] Também não vai ter, porque eu não sou desse tipo de pesquisador, né? Então, não vai ter aí com o meu nome, né?

01:03

Speaker A

Mas, enfim, hoje nós temos a presença de um doutor que vai nos falar sobre essa questão, né, da questão da nomenclatura. Eu quero chamar aqui então o Sérgio. O Sérgio se escondeu aí, Sérgio.

01:24

Speaker A

[limpando a garganta] Boa noite, Sérgio. Tá sem imagem aqui para mim? Sim, acabou de sumir a imagem e ele avisou que, deixa eu ver aqui.

01:43

Speaker A

Professor, eu vou sair rapidinho, entro novamente, que ele avisou que, se eu quero a imagem, eu tenho que entrar e sair novamente.

01:51

Speaker A

Tá bom, eu aguardo aí. Então tá, são as problemáticas, estava tudo em ordem, a gente já tinha subido todo o conteúdo, tudo certo, né? Ah, e aí olha só o que aconteceu, os perrengues aí da tecnologia. Já dizia o grande filósofo,

02:11

Speaker A

né, que a tecnologia é a troca de uma apurrinhação por outra, né? Então isso acontece.

02:20

Speaker A

Agora temos a imagem do Sérgio aí, né? Ele vai ainda tentar colocar ali o conteúdo como antes e a gente vai aguardar. Então já já tá aqui.

02:35

Speaker A

Muito bem, então fica à vontade para se apresentar aí pro pessoal.

02:55

Speaker A

Bem, pessoal, boa noite, tá? Meu nome é Sérgio, falo de Blumenau, tá? Já que tem gente, como o professor falou, de todos os locais, né, Brasil e fora do Brasil.

03:06

Speaker A

Tô no sul do Brasil, então, para quem é fora do Brasil, e sou professor de biologia, de zoologia, tá?

03:18

Speaker A

Durante muitos anos trabalho com isso, não necessariamente com abelhas, tá? Com vários temas dentro da zoologia.

03:40

Speaker A

E o que eu vou falar hoje é um apanhado do que eu dou na aula para os meus alunos de biologia, tá? Então vocês vão ter uma aula pequena sobre a questão da nomenclatura biológica.

03:55

Speaker A

Toda a minha formação foi com zoologia, tá? Mestrado, doutorado, tal, foi com zoologia no mestrado e com biologia animal, que é zoologia também, num doutorado, tá? Então, tô bastante tempo nisso.

04:00

Speaker A

Meu doutorado foi, terminei, se eu não me engano, 2007, tá?

04:18

Speaker A

Então, já são 20 anos de doutorado, tá? Eu sou do milênio passado, né?

04:27

Speaker A

Então, o tempo a gente conta numa escala maior já, mas foi sempre com bicho, tá? Apesar de não ter sido com abelha, foi sempre com bicho no mestrado, com uma parte mais ligada à

04:47

Speaker A

classificação, que é aquilo que o professor falou na questão de dar nome, e no doutorado foi mais de ecologia, tá?

04:59

Speaker A

Então, eu passei por várias áreas da biologia, áreas da zoologia, até chegar aqui. Fiz o curso com um professor antes da pandemia e tal, e o professor me convidou: "Ah, já que você dá aula de biologia, fala dessas coisas, tal, o que acha de falar pra gente?" E aceitei. Acho que é a terceira vez, né, professor?

05:04

Speaker A

Tô, se eu não me engano, e sempre é um prazer estar aqui falando para vocês.

05:24

Speaker A

Acho que já é desde a pandemia a tua participação aí, não é?

05:43

Speaker A

Pode ser, tá? É desde que começou a parte online.

05:57

Speaker A

Ah, que daí facilitou na questão de aparecer pessoas de fora, né? Então, e sempre é um prazer estar aqui falando para vocês sobre o assunto e estar nesse curso, tá, que eu fiz. Valeu muito a pena.

06:10

Speaker A

Atualmente eu realmente me empenho na questão das abelhas até um certo nível que eu consigo e tenho em casa, tal, e inclusive consegui incluir uma disciplina de meliponicultura na própria biologia como disciplina optativa. Então realmente vi e me interessei bastante pelo tema.

06:31

Speaker A

Bem, professor, vamos apresentar que daí depois a gente pode ir conversando com o pessoal que tá.

06:50

Speaker A

Pode ser. Então, tá, pessoal, vamos.

07:09

Speaker A

O título é justamente esse, né? Classificação e nomenclatura biológica.

07:30

Speaker A

Então, é o que parte dos biólogos fazem, não necessariamente só biólogos, mas é uma área que garanto que 95% são biólogos que trabalham, tá? Exatamente porque é uma parte que vai mais a fundo na questão de conhecimento desses organismos. Quando

07:45

Speaker A

chega na parte de ecologia, produção e tudo mais, são outros profissionais. Mas justamente nessa parte de classificação, o biólogo tá ali direto, tá? Até porque é toda uma questão de formação e tudo mais. E isso faz com que a gente

08:06

Speaker A

tenha um pouquinho mais de facilidade para isso. Não que seja uma coisa fácil, tá, pessoal? Tem pessoa que não tem perfil para trabalhar com classificação, então vai trabalhar com ecologia, vai trabalhar com produção, outras áreas, tá? Mas tem que ter perfil para trabalhar com isso.

08:29

Speaker A

Então, tô falando de classificação e o que a gente acaba fazendo, temos que pensar no seguinte: a classificação é uma coisa que nós fazemos naturalmente, onde o nosso cérebro permanentemente

08:50

Speaker A

faz isso no nosso dia a dia, tá? Por quê? A gente, claro, algumas pessoas menos, né? Vamos pensar em organizar. Nem todas as pessoas conseguem organizar tão perfeitamente, tá? Então, vejo o problema da questão de classificação ou

09:04

Speaker A

não classificação, mas a classificação ela organiza e ela vai designar os organismos. E aqui eu tô falando de zoologia, mas imaginem isso aqui servindo para vírus, para plantas, para fungos. É tudo o princípio é o mesmo. Então, desde o tempo antigo, o homem sempre teve a necessidade de classificar porque essa necessidade às vezes era uma necessidade de sobrevivência, conforme a última parte que coloquei aqui, tá? Por mera curiosidade, a gente

09:24

Speaker A

faz, tá? E faz naturalmente por hobby, tá? E ao longo do tempo também, ah, necessidade de conhecimento. Até isso, essa necessidade de conhecimento está intimamente ligada com o parágrafo, o item abaixo de importância para a própria sobrevivência. Por quê? Porque quando a

09:30

Speaker A

gente tenta imaginar no passado, quando o homem tava começando a descobrir o mundo, ele tinha que saber exatamente o que estava acontecendo, tá? E o que tava à sua volta. Então ele tinha que saber o que ele podia comer, o que ele não podia

09:36

Speaker A

comer, o que ele podia comer e o que comia ele, tá? Então vamos pensar que agora é mais tranquilo em alguns locais, mas no passado a gente tinha onças, leões, tigres, tigres dente de sabre, tá? Então tinha muito perigo no

09:54

Speaker A

ambiente, tá? Vamos pensar nisso. E a outra parte é: o que que eu vou comer?

10:20

Speaker A

Essa planta é comestível ou essa planta vai me matar? Era tentativa e erro, tá?

10:38

Speaker A

Mas a partir desse momento ele começa a ver o mundo de uma outra forma. E vejam que isso tem uma relação direta ao desenvolvimento do cérebro humano também, tá? Então a gente faz isso naturalmente e no passado isso

10:52

Speaker A

também acontecia. Então justamente aquilo que o professor colocou sobre a questão de nomenclatura, tá? Botar nome nas coisas tem uma ciência que dentro do ramo, principalmente na questão biológica, é chamada taxonomia, tá? Que é justamente

11:15

Speaker A

a ciência que vai descrever e organizar o que tá ao nosso redor, tá? Então, pensando nas questões naturais, claro, daqui a pouco eu vou colocar para vocês que a gente faz isso mesmo que não esteja ligado com ciência, com planta,

11:27

Speaker A

bicho e tudo mais, tá? A gente faz isso no dia a dia, mas exatamente dentro da biologia, tá? A taxonomia é a ciência que faz isso. Por quê? Porque a gente tem que ter um certo regramento para

11:44

Speaker A

agir e chegar no resultado esperado, tá? Então, justamente, a taxonomia acaba sendo extremamente importante para quê? Para a gente conhecer o que tá ao nosso redor. Então, quando a gente começa a separar as abelhas em...

11:57

Speaker A

uma das coisas e a gente escolhe a laranja de acordo com as suas características. Ninguém pega uma laranja como essa. Então, a gente já vai pro mercado pensando exatamente em pegar as três laranjas de baixo e não pegar a

12:14

Speaker A

laranja de cima. Vocês já botaram na sua cabeça antes, mas alguém ensinou para vocês, tá? Para não pegar de cima.

12:25

Speaker A

sua mãe, seu pai, tá? Isso a gente vai aprendendo ao longo da nossa vida, tá? E vai repassando isso, né? Então, quando a gente vai no mercado, a gente escolhe laranjas, tá? Primeira coisa que a gente faz é tirar as podres, depois a gente

12:42

Speaker A

tira as mais verdes, vamos pegar as mais maduras, que teoricamente vai estar mais docinha. Depois eu olho aquela laranja e vou olhar a casca. Se a casca for muito rugosa, mais seca, tudo mais, já deixo de lado, porque provavelmente ela vai

12:55

Speaker A

ter menos suco. Então eu vou pegar aquela laranja mais brilhante, com a casca mais lisinha, eh, não tão espessa, que teoricamente é a laranja que vai est mais doce e com mais suco, tá? Então, a gente fez uma classificação antes, tá?

13:14

Speaker A

já já tá na nossa cabeça e chegamos no mercado e vamos usar essa classificação, tá? A gente não vai criar uma nova classificação, mas essa eh classificação já foi criada.

13:27

Speaker A

Por isso mesmo, eu e por que que eu falei isso? Porque a gente às vezes eh mistura essas duas palavras, classificação e identificação.

13:40

Speaker A

Eh, eu botei um igual, mas elas não são iguais. Tá? Porque todo mundo acha que é a mesma coisa. Quando a gente classifica, a gente determina as classes.

13:54

Speaker A

Parece redundante, mas exatamente isso. E quando a gente chega e pega, no caso da laranja, se eu pegar a laranja na minha mão, eu vou colocar ela dentro das classes que já existem.

14:09

Speaker A

Então, vejam só, quem faz a classificação é aquele que faz a primeira identificação, a primeira forma de conhecer o organismo. A partir daí, todo mundo que usar essa forma tá identificando esse material. Então, quando a gente chega lá no mercado para

14:30

Speaker A

escolher aquelas laranjas, a gente vai identificar a laranja que eu vou levar para casa. Por quê? Porque a classificação já foi feita, tá? Isso é uma coisa importante. Então, classificação tá aqui, é botei a os termos complexos, né? Já que eu sou

14:49

Speaker A

biólogo, todo mundo diz que biólogo fala difícil. Organização dos organismos em grupos supostamente naturais de acordo com suas características, tá? E mas aqui é justamente o que a gente vai fazer.

15:02

Speaker A

Pense na laranja novamente. Vocês ordenaram as laranjas de acordo com as suas características para chegar na laranja a laranja que você quer. Mas aquela laranja que tem a casca grossa, não vou nem pensar na podre, vamos pensar naquela casca grossa. Você dentro

15:19

Speaker A

da sua classificação, você botou casca grossa, é aqui tem menos suco. Casca lisa, aqui tem mais suco. Então você fez essa classificação. Ótimo, tá pronta.

15:31

Speaker A

Agora eu vou no mercado, eu vou escolher, eu vou identificar a laranja com casca lisa, porque eu quero uma laranja com mais suco. Então, justamente o taxonomista vai fazer isso aqui que tá na tela de vocês, tá? Que vai justamente fazer essa

15:51

Speaker A

ordenação dos eh organismos. E a identificação, o que que é classificação? Ordena. A identificação é o contrário. Ela vai incluir em alguma coisa já classificada, tá? Então aquilo que eu falei das laranjas é exatamente isso. E o pessoal

16:13

Speaker A

usa muito esse termo errado, tá? Aqui na na nossa região, né? O pessoal tem muita malharia, o pessoal que produz camisas, eh, roupas, né? E justamente tem uma das dos funcionários dessas malharias, é os funcionários que fazem a classificação

16:35

Speaker A

da roupa eh se ela tá estragada ou não, né? Aquele pequeno defeitos. Então, ah, você vai lá e classifica a aquela pilha de roupa. Não, ele a classificação já foi feita.

16:49

Speaker A

O chefe já falou, ó, a roupa que tiver um fiozinho puxado, um buraquinho e qualquer defeito vai ser colocado numa pilha. Aqui não tiver nada na outra.

17:02

Speaker A

Então a classificação já foi passada para essa pessoa fazer o quê? A identificação da das roupas. Então é, vejam que é comum o pessoal usar esse termo de uma forma errada, tá? Mas tudo bem, a gente tá aqui para para aprender

17:19

Speaker A

e ver que justamente a gente tem que se preocupar eh com isso. Então, o que mais dá trabalho para um taxonomista é identificar o material.

17:33

Speaker A

Ah, mas não é classificar, não é identificar. Por quê? Porque eu tenho que ver se essas três laranjas aqui já não já não foram classificadas por alguém.

17:46

Speaker A

Tá? Então a podre, alguém já disse, esta laranja de cima tem essa característica, é podre. A do lado, no lado direito parece mais lisinha, então de repente essa é a que tem mais suco. A do lado esquerdo parece mais rugosa, então ah,

18:00

Speaker A

essa aí de repente é aquela que tem menos suco, tá? E se tivesse uma um outros outras características? Então o taxonomista tem que fazer o quê?

18:10

Speaker A

conhecer toda a classificação para ver se aquilo que ele tá olhando é uma coisa nova e isso dá muito trabalho. Então ele ele faz a identificação primeiro. Ah, mas é tranquilinho com laranja. Sim, vão voltar para as abelhas. Tem alunos meus

18:28

Speaker A

que fizeram o levantamento de abelhas e tá lá com 50 espécies, 40 espécies. Então eles têm que primeiro identificar tudo que a gente tem para ver se tem alguma coisa, uma espécie nova, por exemplo, tá? Mas eu ele tem que primeiro

18:45

Speaker A

identificar, olhar todas as classificações, tal, tentar chegar num uma num nome e se não tiver daí talvez ir para classificar esse novo indivíduo, tá?

19:00

Speaker A

Então o que dá mais trabalho pra gente é justamente a identificação do material. E ah, quando o taxonomista faz uma nova classificação, ele vai fazer exatamente aquilo que todo mundo acha horrível, esses nomes complicados, tá? Então, vejam lestrimila limão

19:26

Speaker A

melípona quadrifaciata antidioides tá? E os dois aqui estão com o nomes, sobrenomes, né, do lestrilita limão Smith 1863 e Melpana quadriface antidioides Lepelitier, eh, em 1836.

19:47

Speaker A

E tem umas regras que essas eu não vou passar para vocês, que isso é, é mais para biólogo, tá? Ou para alguém que trabalhe com isso, pode ser engenheiro florestal, veterinário, mas tem regras.

20:00

Speaker A

para isso. Então, eles estão entre parênteses, não à toa, tá? Eh, tem uma regrinha para isso, mas vejam que nomes complicados, né? E por que que nome complicado?

20:12

Speaker A

Eh, porque justamente a gente tem mania de dar nomes, é normal, tá? Por quê? Porque cada local tem a faz a sua classificação, tá? Então acaba dando o nome que é local. Por isso que a gente fala que o

20:32

Speaker A

um nome local eh a gente chama de nome vulgar, não desmerecendo ele, nome trivial ou nomes populares, tá? Então o mais comum a gente falar nome vulgar por ser mais rápido de falar, tá? Mas não desmereçam o nome vulgar, porque muitos

20:55

Speaker A

deles têm uma história cultural em cima e a gente tem que eh ter respeito por essa essas culturas, tá? Mas isso aqui tudo pode gerar um pequeno probleminha, tá?

21:15

Speaker A

E esse problema a gente tenta resolver com os nomes complicados, tá? Mas não parece uma coisa eh antagônica? Eu dou um nome complicado porque eu quero me comunicar e o nome simples eu não vou me comunicar. É realmente isso. Por quê?

21:36

Speaker A

Porque quando a gente se comunica com as pessoas, a gente quer passar uma ideia e eu tenho que estar falando da mesma coisa, tá? E se eu tenho nomes diferentes de acordo com a população, eu posso estar falando da

22:00

Speaker A

mesma coisa e não saber que estou falando daquilo lá, tá? Então, um exemplo aqui do sul do Brasil é eh o Santa Catarina mesmo. Eu a gente tem gambá e gracham na minha região, cachorro do mato e gambá. No oeste do

22:21

Speaker A

estado eles têm grachain e raposa. Tá, mas raposa? raposa. Em alguns lugares ele chamam o cachorro do mato, só que no oeste do estado tem locais que a raposa é o gambá, tá? E muda de outros lugares, tal. Então

22:43

Speaker A

eu posso ter uma bagunça bem com generalizada. E exatamente por que que eu tenho que fazer isso?

22:52

Speaker A

Vamos pensar só em animais, né? Alguém já se perguntou quantas espécies de animais a gente tem no mundo? O professor e o pessoal já deve ter passado da questão de abelhas, mas vamos pensar em animais como um todo, tá?

23:06

Speaker A

100.000 500.000 1 milhão ou cada um tem uma ideia. Só para vocês ter uma pequena ideia, 500.000 eu tenho só de besouro, tá? Então é muito mais do que isso.

23:24

Speaker A

Então justamente aqueles que acham que tem um número baixo de espécies, eles falam em 5 milhões de espécies.

23:36

Speaker A

Mas tem os otimistas, que chega 22 milhões de espécies, e os razoáveis, que tem fal em 8 milhões de espécies.

23:48

Speaker A

Vamos esquecer dos 20 milhões, dos oito. Vamos só nos 5 milhões de espécies. Alguém se perguntou quantas espécies realmente a gente já conhece?

24:03

Speaker A

A gente conhece mais ou menos 1.500.000 espécies. E para 5 milhões falta muita coisa, né?

24:13

Speaker A

Então, a gente tem muita coisa ainda a dar nome. Então, a gente já tem nome para 1.500.000 e a gente ainda tem que dar pros pessimistas nome para mais 3 milhões e meio de espécies diferentes. É muito nome. E daí posso ter algumas coisas.

24:34

Speaker A

Quando eu penso em nome, pensem nos nomes que vocês têm. Quantos nossos nossos pais dão o nome, né, para nós. E só que a gente todos vocês praticamente já conheceram alguém com o seu nome, pelo menos o seu primeiro

24:56

Speaker A

nome, tá? Mas tem pessoas que inclusive tem problemas mais maiores, tá? eh famílias que são muito grande, por exemplo, família Silva, que é altamente distribuída pelo Brasil inteiro e um grande número de Silvas. E claro, isso aqui é coisa de gente que é do milênium

25:18

Speaker A

passado, né? Eh, lista telefônica, mas era aquela lista que tinha todos os telefones, endereços, tal. Se eu fosse procurar José da Silva lá, uma vez eu peguei só para dar uma olhada, tinha umas 30 páginas com José da Silva. E se você quisesse o telefone

25:35

Speaker A

de um de um José da Silva específico ou o endereço, porque tem um endereço na lista telefônica com 30 páginas de José da Silva e uma letrinha bem pequeninha, tá? É um monte. E justamente isso faz com que eu não consiga achar o José da

25:52

Speaker A

Silva que eu tô procurando, tá? E justamente esse essas pessoas que têm o mesmo nome, a gente chama de homônimos, tá? Então são duas pessoas que t o mesmo nome, às vezes tem até mais. Meu pai, por exemplo, me deu o nome Sérgio, Sérgio

26:11

Speaker A

Luiz, exatamente porque ele tava tentando fazer com que diferenciasse de outros Sérgios que tinha pela família. O que que aconteceu? Um primo mais distante botou Sérgio Luiz também.

26:22

Speaker A

Então, já tenho homônimo dentro da minha família, Sérgio Luiz, tá? Então, isso, claro, até agora nunca deu problema, tal, mas para algumas pessoas dá problema, inclusive problemas graves, né? Tem pessoas que são presas por causa disso, porque tem alguém com o mesmo

26:38

Speaker A

nome que ela, tá? E isso é um e na ciência a gente pode ter isso quando a gente fala de organismos, tá? Então, se a gente já tá vendo que na parte humana isso é um problema, tenta imaginar a

26:50

Speaker A

gente ter na ciência um animal com mais nomes e por isso mesmo se escolhe os nomes complicados, porque tem uma limitação, né? A a nossa imaginação tem limitação de nomes fáceis, tanto que tem o monte de José da

27:09

Speaker A

Silva. Então vamos pensar nessa aqui. Uma a abelha bem comzinha, Maria seca, mirim, mosquitinha verdadeira, mosquito amarelo, sete portas, três portas, abelha ouro, mosquitinho alemãozinho, tá? Todos esses vocês sabem, porque a gente, vocês já tão passaram da metade

27:33

Speaker A

do curso e já ouviram isso bastante, mas vejam, o que chama atenção é esse segundo aqui, tá? Mirim. O restante é uma coisa, mas quantas abelhas são chamadas de mirim, tá? Mas essa aqui é bem famosa, né? Justamente a nossa

27:52

Speaker A

jataí, tá? Então tá aqui, tá tragonista Angustula e quem fez deu o nome para ela foi esse esse esse pesquisador aqui em 1811, tá? Então são algumas informações que a gente passa para eu botei algumas para para Jataim, né?

28:19

Speaker A

Mas vejam que tem muito mais do que isso, tá? Então, eh, nomes um pouquinho mais indígenas e algumas em espanhol, tá? Então, se você muda de eh de país, você vai ter a mesma abelha com outro nome, vulgar ou eh

28:45

Speaker A

nome que as pessoas dão na localidade, tá? E mesmo aqui no Vale de Itajaí ou Santa Catarina, você tem um monte de nomes para Jataí. Acaba muita gente chamando de Jataí, mas também tem. Quem tentou organizar tudo foi esse carinha

29:01

Speaker A

aqui, tá? Então o o primeiro que tentou, né? Então vejo que eh essa bagunça já é de mais tempo, tá? Então o pessoal já sabia que gerava confusão homônimos.

29:15

Speaker A

Então, Aristóteles em antes de Cristo foi o primeiro a tentar fazer uma classificação. Mas vejam, a gente tem eh minha câmera sumiu, mas depois a gente vê isso. Eh, a Silvia, a minha avisou que a minha a câmera desapareceu, mas a apresentação

29:35

Speaker A

continua né? Sempre. e foi tomar água. Continuar. Tá tudo certo. Ah, tá. É, não que a minha, só a minha câmera desapareceu. Depois eu vou ter que sair e entrar novamente, então tá.

30:06

Speaker A

Eu só não, eu só tirei a tua projeção ali, como tu pediu, né? Então.

30:09

Speaker A

Aham. Não, não, não, mas eh foi uma outra mensagem aqui que foi aquela que desapareceu antes, n, essas coisas de de internet. Então tá, o Aristóteles foi o primeiro que tentou eh fazer isso porque ele já viu que tava começando a

30:23

Speaker A

dar problemas, né? Então, o que que e ao longo do tempo muita gente tentou dar alguma fazer alguma um alinhamento para que a gente pudesse ter uma classificação onde as pessoas pudessem estar falando todos da mesma coisa, tá? Sem ter todos aqueles nomes

30:48

Speaker A

vulgares. E o cara que mais conseguiu isso foi esse aqui em 1735. e o Lineu, que foi o primeiro que tentou organizar tudo e ele foi o primeiro que eh cunhou o reino, reino animal. Acho que todo mundo já viu essa parte de

31:07

Speaker A

reino, reino planta, tá? Então, e foi o primeiro que realmente deu essa nomenclatura, tá? Então, já faz um tempo. E o o que a gente tem atualmente são esses reinos aqui, monera, que são as bactérias, protistas ou prototistas, que

31:29

Speaker A

são os protozoários, tá? Então, bactérias que algumas dão doença, protista que eh são, por exemplo, doença de chagas e malária para um protista, fungos, tá? Todo mundo conhece fungos das das mais variedadas, a planta, tá?

31:49

Speaker A

Então as plantas tranquilo, o animalia e futuramente vocês já vão já tá sendo aceito esse arquéa que é uma bactéria mais primitiva, tá? Então estamos com cinco reinos e futuramente vai ter o sexto reino por enquanto, tá? Mas esse é

32:09

Speaker A

o que eh provavelmente vai tá nos eh livros escolares e tudo mais. O cinco já tá tá e a gente tá no as abelhas, tá o reino animalia, né? Então Lineu foi considerado o pai da taxonomia exatamente porque ele deu toda essa esse

32:28

Speaker A

direcionamento, tá? Então ele fez esse trabalho aqui em 1758, que é o sistema Natur, aonde ele propõe a classificação, como eu vou classificar, tá? Então, do mesmo jeito que a gente propôs lá pra laranja, a verde, a podre, a casca lisa, a casca

32:50

Speaker A

grossa, tá? Ele justamente ele vai propor como eh ordenar isso tudo, tá? E ele não fez nada do que a gente não faz naturalmente, tá? Esse sistema que ele propôs é muito semelhante ao que a gente usa no dia a dia, tá? E vocês usam no

33:12

Speaker A

dia a dia indo para casa, tá? Ah, mas classificação taxonômica, biologia, como é que eu vou para casa? Não, o que ele fez foi usar a teoria de conjuntos para fazer essa essa essas divisões. Então ele botou a teoria de conjuntos em

33:33

Speaker A

escala hierárquica. E como é que eu falei que a gente usa todo dia? Todos vocês quando vão paraa sua casa, tá? Você tá indo para uma casa que tem um número.

33:48

Speaker A

Perfeito. Essa é a sua casa, só que a sua casa está dentro de uma rua. Vejo que já eu tenho um conjunto que de casas dentro da rua. A sua rua, tá, faz parte de um conjunto de ruas que fica dentro

34:03

Speaker A

do bairro. Tem outros bairros, só que o bairro, o seu bairro é único e as ruas das as ruas que estão lá também são únicas. E o bairro pertence a uma cidade que tem várias cidades, eh, vários bairros dentro dessa cidade. Essa cidade

34:21

Speaker A

dentro do estado, que tem várias cidades dentro desse estado, estado do país e países no planeta. Então, vejo que a gente usa isso já para ir para casa e a gente pode usar em outras coisas. Pode ser a hierarquia

34:35

Speaker A

que tá dentro da empresa de vocês, a hierarquia que a gente tem eh militar, tá? Com general, capitão major, sei lá, a sequência, eu nunca gravei, tá? Então, justamente a gente a gente usa essa parte de conjuntos o tempo todo. E o que

34:56

Speaker A

que o Lineel fez? Ele criou o reino, lembra? Reino animal. Então, o reino foi dividido em filos, em classes, ordem, família, gênero e espécie, aonde tá aqui o nosso nome mais complicado. Mas todos eles têm esses nomes complicados. E

35:13

Speaker A

garanto para vocês que já viram isso, tá? Então, tá aqui a questão de reino, filo, classe, ordem, tá? Tá. Então, essa esse ponto e claro, Lineu quando criou a o todo o sistema, o número de espécies era muito menor, não tinha 1.500.000.

35:36

Speaker A

Então, o que que aconteceu? começou a ter muita gente em cada uma dessas divisões e ficou meio difícil de de estudar, tá? Vamos pensar em estudar ou até conversar sobre cada coisa. Então, o que que o pessoal fez? criou

35:53

Speaker A

subdivisões. Vejam que eh quando o bairro fica muito grande, alguma coisa assim, eh normalmente eles acabam aumentando a categoria do bairro para distrito dentro da cidade. Então já não é o bairro aqui, a gente não tem mais o

36:09

Speaker A

bairro do Garcia, a gente tem o distrito do Garcia, onde é uma coisa diferenciada, porque justamente ele ficou grande demais. Então, vejam que eu tenho superfília subfamília tribo subgênero, subclasses, tá? Então, eh, eu aumentei as categorias que o Lineu

36:31

Speaker A

colocou em vermelho, são as categorias que ele colocou, em preto, são as outras, as novas. E aqui eu botei um asterisco, porque quando a gente olha uma abelha é uma espécie, tá? Então, o gênero, a família, a ordem, isso é uma

36:49

Speaker A

classificação feita pela gente que tenta explicar toda a questão de evolução e tudo mais, mas quando eu boto eh abelha na mão, tá, eu tô trabalhando com uma espécie, então as espécies que são naturais. Claro que daí tem a subespécie

37:07

Speaker A

que depois eu vou já vou comentar com vocês, tá? Então, e o Lineu nesse mesmo trabalho, o que que ele fez? Já que eu fiz toda essa organização, ele criou o sistema para dar nomes às ah aos organismos. É o que

37:27

Speaker A

ele coloca como nomenclatura binomial, que é justamente uma codificação do sistema eh popular. Algumas, inclusive o nome popular foi incorporado nesse aí quando o pesquisador quer, tá? Então, nesse sistema, eu tenho dois nomes, um é o genérico e o outro é específico. Vejam

37:50

Speaker A

a quantidade de meliponas que a gente tem e justamente as a o nomezinho atrás de melipona que vai determinar se ela é uma mandassaia, se ela é uma eh guaraip.

38:06

Speaker A

uma bugia, tá? Então, justamente o epíteto específico, tá? É que eh o segundo nome é que vai dar a diferenciação das outras espécies e todas elas estão dentro de um mesmo eh mesmo gênero porque elas têm proximidade. Vejam que a jataí não tá

38:28

Speaker A

dentro do mesmo gênero de uma manda saia. Por quê? Porque elas são muito distintas. Mas todo mundo que é melípona, elas são muito próximas, por mais que às vezes pareça distinta, tá?

38:40

Speaker A

Então, composto de um gênero, repite específico. Melipona bicolor 1836. Tá aqui a nossa guaraip, né?

38:52

Speaker A

E vejam aí, vem a vantagem. Eh, agora se tiver outro nome, se tiver nome vulgar diferente ao longo da sua distribuição, eh, é indiferente. Por o que interessa, se eu falar melipon bicolor, todo mundo tá sabendo que eu tô falando daquela

39:13

Speaker A

abelha. Não interessa se o nome vulgar é diferenciado. Por isso mesmo que eu coloquei que é para a gente poder se comunicar.

39:21

Speaker A

Então, os nomes normalmente são latinizados ou normalmente não, sempre são latinizados, que não é à toa exatamente para que não tenha novas regras de de da língua, né? Veja que eh o português aqui no Brasil passou por algumas

39:40

Speaker A

modificações nos últimos 10 anos e o latim, como é uma língua morta que ninguém mais fala e tudo mais, não tem mais modificação nas suas regras, por isso que é utilizado, tá? Eles são escritos de forma diferente, que pode

39:54

Speaker A

ser grifado, itálico, tá? E por quê? Porque é um nome diferenciado latim. Então, quando a gente escreve qualquer texto, o normal, o pessoal não cobra da gente, mas se a gente usar um termo em inglês, em francês, em alguma

40:15

Speaker A

outra língua, a gente eh grifa ele ou bota em itálico ou bota em exatamente para dizer o esse termo não faz parte da língua que eu tô utilizando, tá? E fora isso é escrito dessa maneira que vocês estão vendo.

40:32

Speaker A

Tirando o a primeira letra do gênero, o restante é tudo em minúsculo, tá? Então tem essa regra também, tá? Então, eh, sempre composto de dois nomes e o primeiro nome em maiúsculo. O segundo número sempre em minúsculo.

40:56

Speaker A

Demorou muito tempo, tal, para ser utilizado, né? Ele pôs lá em 1800 e bolinha e só depois de 1800 ele já tinha morrido que começaram a utilizar, tá? E gradualmente, eh, os nomes que não tavam dentro dessa regra foram substituídos,

41:17

Speaker A

tá? E tem todo esse aqui já é a fotografia mais antiga, mas tem um código internacional de nomenclatura zoológica, tá? Então isso é uma das coisas importantes. Por quê? Porque justamente o mundo inteiro assumiu isso aqui. Então não é o Brasil, não é a

41:36

Speaker A

América do Sul e sim o mundo inteiro. Para quê? para que todo mundo consiga falar a mesma língua, tá? E ou melhor, saiba de quem a gente tá falando, tá? E justamente o objetivo do código, promover estabilidade, tá? Então, que não seja mudado o tempo

41:53

Speaker A

todo, universalidade, que todo eh dos nomes científicos e que o assegurar que o nome de cada taxon seja único e distinto. Então, estabilidade, só o nome correto de cada taxon, não deve ser alterado injustificadamente.

42:11

Speaker A

Vejam que isso a gente tem para nossos nomes também, né? Se você, você pode mudar de nome, só que você vai ter que fazer toda uma questão, uma petição com advogado e tudo mais pro juiz mudar de nome. E ele pode dizer: "Não vai mudar

42:23

Speaker A

porque não tem justificativa para mudar". Universalidade, o nome correto é válido em qualquer lugar, tá? Que é o que o nosso nome também, tá? Mas no caso aqui o nome científico em qualquer lugar do mundo é válido. Unidade só tem um

42:40

Speaker A

nome correto? Vejam que aqui o homônimo cai aqui dentro, né? Então mais de um nome para mesmo organismo não pode. E distinto que ele seja separado de às vezes não acontece, mas o certo seria que ele fosse o mais diferente possível

43:00

Speaker A

de outros nomes, tá? Então, eh, para, para vocês terem ideia, tem um peixe que se chama vulcos e tem um passarinho que se chama tucos, tá? Isso às vezes dá uma bagunça quando se fala, né? Então, mas e as categorias são isso, eu já passei

43:25

Speaker A

para vocês. Vejam, isso aqui é um catálogo de abelha, né? Então, eh, falando de classificação de abelha de 1920 e tá aqui embaixo a parte vermelhinha, tá? Vão ampliar ela, tá?

43:38

Speaker A

Aqui, ó, subfamília Apina, Tribom Meliponini, tá? Então, exatamente eh em vej que tá em inglês, eh, filogenia e classificação das abelhas do mundo, tá? E eles usam exatamente a classificação, eh, a categorização de Linel né?

44:07

Speaker A

Aqui são famílias. Ah, mas como é que você sabe que são famílias? Pelo final e dai. A finalização é de família. Vejam que uma vez que a gente se acostuma, fica bem bem mais simples de conversar, tá? Tá aqui a Zapide, mas o

44:30

Speaker A

professor deve ter falado de algumas dessas eh famílias e algumas delas aqui são de solitárias, tal, e a pide que a gente tenha um número maior de de sociais, tá? E aqui, lembra na subfamília, tá? Então, eu sabia porque eu sei, é uma

44:53

Speaker A

questão, a gente se acostuma, né? Então quando termina em idai, eu já sei que é família. Se foi inai, ini, tá? In é sobre família. E se for ini, que tinha antes lá, é tribo, tá? Então todos eles

45:12

Speaker A

têm uma norma para que isso isso aconteça. E eu acho que todos vocês já foram no Wikipédia, né?

45:20

Speaker A

Então, eh, olhar alguma abelha noipédia, daí aparece a classificação científica. Então vejam, filo a classe insecta, ordem menóptera, superfamília apoidea, família apó api dae, subfamília api na tribo meliponini, gênero e tragonística.

45:48

Speaker A

E vejam que como o gênero já foi botado acima, ah, eu posso botar abaixo com gênero abreviado, tá? Mas é porque ele já tá acima. Então, tetragonística angustula e abaixo ele bota o nome normal. Então, com tudo que eu falei, tá

46:06

Speaker A

exatamente o que vocês vêm quando abre Wikipédia para olhar as abelhas que vocês querem conhecer. Então, já dá para ter uma ideia de como é que foi criado tudo isso aí, né? Então vejam a a mandasaia, tá? Então terminou aqui

46:25

Speaker A

também com quadrifciata, tá? Apida e meliponina e meliponini, gênero melipona quadrifciata. Aqui as subdivisões e em alguns casos a gente tem um terceiro nome, tá? Então, todo mundo fala em mqa.

46:52

Speaker A

Então, é melípona quadrifciata, antidioes. E a outra é melípona quadrifaciata quadrifaciata. E vejam, é dessa forma que se escreve, tá? Tudo em minúsculo, só o primeiro nome maiúsculo.

47:07

Speaker A

Então, o primeiro é o gênero, o segundo é epítese específico que junto com o gênero dá o nome da espécie melipona quadrifata.

47:17

Speaker A

E [limpando a garganta] eu tenho mais uma um nome de um nome lá atrás que a gente chama de epítedo subespecífico, que é a questão de subespécia.

47:25

Speaker A

Muitos biólogos tal não gostam de subespécie. Eu acho interessante porque eh todo mundo fala em variedade, fala em raça, tal. Isso aqui é quase como uma raça, tá? é uma eh são populações geográficas diferenciadas. Você não encontra subspécies completamente misturadas. Eu

47:51

Speaker A

posso ter elas encostadas, mas não completamente misturadas, tá? Então, eh, digamos, uma subespécie ocorrendo em Paraná, Santa Catarina e eh São Paulo e a outra subespécie ocorrendo no Paraná, Santa Catarina e São Paulo, no mesmo local, tá? Isso vocês não vão ter, mas

48:10

Speaker A

já vai eh aparecer um uma que chega até o Paraná e a outra que vai do Paraná em diante. Então eu consigo entender isso como raças geográficas, tá? Então subespécie, raça geográfica fica mais fácil de a gente entender.

48:28

Speaker A

O melhor exemplo é justamente da manda saia, né? Então a gente tem a milípona quadrifata antioides. É um trabalho de 2008, eu acho muito legal. muito didático esse trabalho. Então, mostra exatamente que a característica da antidioes é que as faixas amarelas não

48:47

Speaker A

são contínuas, diferentes da quadrifata quadrifata, que às vezes a primeira aqui não é contínua, mas também tem às vezes com ela quase encostando, mas as outras não são. Então, vejam, antidioides e quatrefata, tá? Então são as duas subespécies que a

49:09

Speaker A

gente encontra de abelhas, de mandaça e quando eu misturo as duas, eu tenho isso aqui ó.

49:17

Speaker A

Vejam que ele não tá fechadinho, ele tá quase aberto e às vezes fica um pouquinho mais aberto. Isso aqui é mistura das duas subespécies. E daí muitos autores chamam de híbridos e outros chamam de mestiços, tá? Eu gosto

49:33

Speaker A

dessa divisão que híbrido é entre espécies diferentes e mesti entre subespécies, tá? Mas tem geneticistas que botam híbrido para tudo, tá? Então e são biólogos, tal, também boto híbrido para as duas coisas. Pessoalmente eu gosto de separar, tá? Mestiço com

49:54

Speaker A

subespécie e híbrido entre espécies, tá? E porque é mais fácil, porque senão você junta muita coisa.

50:03

Speaker A

É apenas para entender, né? Então tá aqui melipona quadriface antidioas em cima no lado eh abaixo, lado direito, melipo na quadrifata, quadrifata e aqui no lado esquerdo embaixo eh o i o mestiço entre os dois de cima e o de baixo,

50:28

Speaker A

tá? aquilo que eu falei de raça geográfica, isso aqui são várias eh manda-saias na distribuição dela toda, que é o mesmo trabalho, mas eu gosto desse trabalho aqui. Então, se a gente do é dele mesmo, mas dessa figura aqui. Então, se a gente

50:48

Speaker A

olhar o os quadradinhos, espero que estejam todos vendo, eh, eu tenho melípona quadrifata, quadrifata, até no Paraná e a partir do de São Paulo eu tenho melipona quadrifata, antidioides. E é uma coisa interessante, porque se fosse uma coisa, isso fosse a um mero

51:12

Speaker A

detalhe, eh, a quadrifaciata, quadrifata ia subir, antioides ia descer, tá? E estaria tudo tranquilo. Só que não é o que acontece. Eu tenho essa divisão, apesar de ter pessoas que trouxeram antioides aqui para baixo, mas isso tá gerando em alguns locais

51:33

Speaker A

problemas, porque justamente aparentemente o mestiço entre quadrifata, antioides, quadrifata, quadrifata, não se dá muito bem num ambiente, com o tempo acaba definhando, tal. Então isso pode ser um realmente um problema. E vamos pensar nessa divisão aqui. Quando o Batalha fez

51:58

Speaker A

esse trabalho, ele fez o trabalho com DNA, tá? E o que que ele viu, tá? Que eu tenho o pessoal do norte e aqui abaixo o pessoal do sul, antidioes para cima e o sul, quadrifá ata e quadrifáciata.

52:19

Speaker A

E por eh com DNA, às vezes a gente usa uma coisa chamada relógio biológico, tá?

52:27

Speaker A

Ou melhor, relógio molecular. E esse relógio molecular, o que que ele diz? Que a antioides da quadrifaciata, elas separaram entre 330 e 800.000 anos atrás.

52:45

Speaker A

Então, se fosse só um detalhe, eles estavam se misturando, mas não, eles estão se separando geneticamente, tá?

52:53

Speaker A

Quem sabe no futuro eu vou ter duas espécies distintas. Por enquanto não tem, mas vejam que eu já tenho uma divergência com mais de 330.000 anos. E daí vem a um ponto, né? Eh, se a natureza separou tudo isso nesse tempo

53:12

Speaker A

todo, tá? a gente tem o direito de misturar, tá? Vejam que eu posso tá eh impedindo de uma espécie nova se formar, tá? Por isso aquela a questão de eh raça geográfica. Então, o que a gente tá vendo aí talvez seja a criação de

53:31

Speaker A

espécies novas, tá? Então, eh, a quadriface antidioes, talvez daqui a 100.000 anos, 200.000 1000 anos, 500.000 anos, form duas espécies distintas e se a gente não atrapalhar, é claro, mas pode não formar também, tá? Isso é aleatório, mas é isso que a gente tem

53:54

Speaker A

que pensar. E justamente com mais de 300.000 1000 anos, elas não estão se misturando por algum motivo.

54:04

Speaker A

E volto a perguntar, temos o direito de escolher que eu vou mexer, misturar as duas, já que em 300.000 anos elas não estão se misturando, até porque já tá se vendo nos pelos meliponicultores que o mestiço não se dá muito bem.

54:22

Speaker A

Então vamos pensar numa coisa. Nessa questão de o mestiço não se dá muito bem. Se fosse para escolher, tá? Você ia ganhar um cavalo.

54:37

Speaker A

Tá aqui o seu cavalo, a princesa. Mas você pode escolher, você pode escolher a princesa ou você pode escolher esses cavalinhos aqui.

54:53

Speaker A

Nada contra a princesa, tá? Só que por uma questão de valor, de repente, o que que eu quero de repente para carga, para valor de venda, alguma coisa assim.

55:05

Speaker A

Talvez esses sejam mais interessantes. E vejam, isso aqui são raças, são criadas pelo homem, tá? Então, o famoso Mustang.

55:16

Speaker A

ou alguns de vocês, eu vi que vários meliponicutores eh criam galinhas, aonde vários criam galinhas de raças diferentes para ter uma uma renda extra.

55:29

Speaker A

Então, justamente eu posso misturar todas elas, eu não tenho mais essas características, tá? Então, é importante eu ter isso separado.

55:40

Speaker A

A hora que eu começo a misturar a raça, tá? Então isso aqui é um chau com rusk.

55:47

Speaker A

Se eu misturar isso com isso, dois de raça, que muitos talvez até tenho, eu tenho isso aqui, tá? Qual é o valor econômico disso aqui?

56:01

Speaker A

Vamos pensar numa questão econômica, tá? Já que são raças criadas por nós, tá? né? Então, se for esses dois, alguns ficam até simpáticos, né? Mas economicamente é um problema e tanto que pode causar prejuízo. Eu fui buscar a questão de prejuízo e achei

56:24

Speaker A

aqui de Santa Catarina. Então o Nelore do tio pula cerca e fecunda a vaca Gersce do sobrinho. Dono do touro vai ter que pagar a indenização. Exatamente porque o filho da vaca Gers não é puro, tá? E daí como é que ele vai vender?

56:40

Speaker A

Porque Jers é uma vaca para a para leite, tá? E daí o Nelore para corte.

56:48

Speaker A

Então se misturou os dois, sabe lá o que vai dar? Ele vai dar um bicho grande para corte ou vai dar um bicho pequeno para leite? ou pode não dar nenhuma das duas coisas. Então, nesse caso, foi 2016, o tio vai ter que pagar R$ 10.000

57:02

Speaker A

pro sobrinho, exatamente por ter perdido uma cria da vaca dele, tá? Então, vejo que isso acontece. Só que quando a gente chega e pensa na meriponicultura, imagine você com MQQ aqui no Sul ou MQA para quem tiver mais eh acima de São

57:21

Speaker A

Paulo e seu vizinho melipunicultor pega a outra subespécie aqui no Sul. Então o meu vizinho pega uma MQA. O zangão não vai respeitar a divisa de propriedade. O que que ele vai fazer? Quando eu fizer as minhas divisões, vai aparecer ele

57:39

Speaker A

aqui, pode ter sucesso e vai atrapalhar minhas MQQ, fazendo com que e apareça o mistiço entre MQQ e MQA e eu vou perder, tá? Daqui a pouco eu perco exatamente a questão de da a qualidade das minhas abelhas, tá? Isso é um problema, tá? As

58:00

Speaker A

coméias enchameiam, os angões não a respeito divisa de propriedade. E não é tão simples assim, porque uma vez que forma esses incícios na natureza, como é que a gente vai reverter? Lá a vaca do sobrinho, tá? Tem aquele filhote, mas

58:17

Speaker A

tranca o nelore do tio e começa a reproduzir de novo com a Gércia, não tem problema, tá? Mas na natureza, como é que a gente vai fazer para reverter? vai sair caçando mestiço pela pela floresta ou matando todos os que são de outra

58:34

Speaker A

subespécie, tá? Não é uma coisa tão simples assim, tá? Então essa aqui eu acho fantástica. É uma abelha que eu adoro. As guaraipas são fantásticas. E justamente ela tem sobreposição, né, de aqui.

58:53

Speaker A

Então, bicolor, bicolor, que não é a que eu tenho aqui, e aqui embaixo a gente tem a shake. Então, olhando tem sobreposição, mas existe alguma coisa que mantém essa elas separadas? Talvez seja microclima. Um é mais da lugares

59:10

Speaker A

mais alto e outro de lugares mais baixo. Um tá mais ligado com a questão de áreas mais frias e úmidas, tá? Alguma coisa faz com que elas não se misturem do mesmo jeito que a MQA e MQQ, tá? E

59:27

Speaker A

justamente esse é o ponto interessante eh de olhar as subespécies e a gente ter cuidado delas, tá? Então, a a guaraipa é uma que eu gosto bastante.

59:41

Speaker A

Por quê? Porque quando a gente mistura as coisas, eu posso ter isso aqui, tá?

59:47

Speaker A

Então, se eu misturar as bolinhas, duas subespécies, eu posso ter isso. E tem híbrido de espécie, que pode acontecer isso, essas coisas também, tá? Então, quando eu misturo essas duas, eu posso ter esse resultado, posso ter esse resultado ou posso ter esse aqui. Então,

60:05

Speaker A

daí eu perdi as duas outras e tem uma coisa completamente nova. Será que é legal?

60:11

Speaker A

Tá, será que ela vai sobreviver? Nesse caso, se virar tudo azul, eu perco amarelo. Se virar tudo amarelo, eu perco azul. E se eu, se virar verde, eu perdi tanto amarelo quanto azul, tá? Então, vejam.

60:27

Speaker A

Tem hora que eu tenho que tomar cuidado para não perder tudo, tá? Isso pode acontecer. Então, algumas perguntas.

60:37

Speaker A

A biologia das duas espécies ou subespécies é a mesma? A temperatura que resiste é a mesma? A resistência à doença das duas espécies é a mesma.

60:49

Speaker A

E com isso, quantas coisas a gente não sabe sobre duas espécies e a gente não ou subespécies, né, e não sabemos como vão responder os missços. Por isso que a gente tem que tomar bastante cuidado com isso tá?

61:07

Speaker A

Só um pouquinho. Posso te interromper um pouco? Claro. Só para o famoso código. Código número um.

61:15

Speaker A

Ah, então vocês têm que completar a seguinte forma. Eh, lá está a lua. Então vocês têm que escrever a palavra lua. Não coloquem ponto, não coloquem espaço atrás, apenas L U a lua, OK? Lá está a lua. Valeu, obrigado.

61:39

Speaker A

Bem, então, eh, eu vi agora que tem várias perguntas, mas depois a gente tenta responder todas, tá? Eh, só pra gente terminar, né? Tá, tá chegando no final, desculpa o tempo, tá? Mas o ponto é o seguinte, a gente tem que cuidar com

61:57

Speaker A

resultados, principalmente porque a gente não tem controle, né? abelha. Vejam, a africana quando deixaram ela escapar, tá? Deixar ou eh escapou sem deixar, eh, ela tomou conta. Exatamente.

62:13

Speaker A

Por quê? Porque a gente não tem como controlar animal silvestre. controlar um animal silvestre, não, animais que voam que chameio, animais como uma vaca, como um cavalo, como um cachorro, como galinha, que é exótico também, porco. A gente até consegue ter um certo

62:31

Speaker A

controle, mas quando jogamos na natureza, isso é eh que ele a gente não consiga mais botar ele encercado, é um problema bem sério. É, um exemplo que a gente tem saindo das abelhas atual é o javali, né, tomando conta do Brasil

62:47

Speaker A

inteiro. E tem gente soltando os javalis ainda, tá? Para conseguir algumas eh coisas que dá um resultado eh pessoal, mas depois se arrepende do resultado na a própria fazenda, tá? Então o ponto todo que a gente tem que pensar é se

63:06

Speaker A

vale a pena arriscar, tá? se a gente eh vai realmente o o quanto é que a gente pode perder, né? Então isso é apenas paraa gente pensar. Eh, só tem mais o próximo slide. Uma das coisas que o professor colocou foi a

63:23

Speaker A

questão de ah, não é a minha área, tal, então eu nunca vou ter uma abelha com meu nome. Professor, tem uma característica. Eh, eu não posso botar o nome de uma abelha com o meu nome, mas eu posso homenagear outra pessoa. Então,

63:42

Speaker A

o senhor pode, conversando com os taxonomistas, daqui a pouco, quem sabe ser homenageado, tá? Mas ninguém pode botar o próprio nome. E eu já vi casos onde que a pessoa entregou uma espécie nova para outra pessoa, a outra pessoa

63:58

Speaker A

descrever, eh, publicar essa espécie nova só para botar o nome dela, tá? Então, eh, ó, eu tô te entregando uma espécie nova, mas você bota com meu nome, tá? Então, e isso acontece, mas é um uma coisa que você não precisa ser

64:14

Speaker A

taxonomista. Então, e com isso finalizo essa aqui. Gosto da foto, tirei aqui em casa, tá? E tá aqui o meu meu e-mail, tá? Do Gmail. Se alguém quiser mandar eh perguntas, tal. Normalmente eh às vezes eu demoro um pouquinho para

64:35

Speaker A

responder, mas eu creio que da do ano passado eu respondi todo mundo que que teve alguma pergunta.

64:44

Speaker A

Ó, professor, dessa vez eu fui mais tranquilo na questão de apresentação, mais rápido. Pois é, então tá, né?

64:52

Speaker A

Tá. O Só que vão, eu vou sair e voltar, tá, professor? Que justamente tem a novamente a questão da câmera aqui, tá certo? Eu aguardo você.

65:07

Speaker A

Bom, pessoal, então é isso aí, né? Vocês viram como que essa questão de dar nome aos bois, aos bois, à abelhas, dar nome a tudo que existe. Quem nosso colega já está de volta aí, então eu vou aqui projetar as perguntas,

65:26

Speaker A

né, para para você responder aqui. Pode ser. B, tem um monte. É, eu vou, eu tô projetando aí na tela. Não sei se você tá vendo aí.

65:39

Speaker A

Ah, tá. Eh, se quiser ler pode ler. Sim. Ô, Gustavo, né? Eh, você não tem que ser um biólogo para entrar na parte de taxonomia, tá? O que você tem que fazer é que você vai ter que estudar a taxonomia. Então, você vai

66:02

Speaker A

ter vários artigos científicos com eh a classificação das abelhas, tal. dá um certo trabalho, mas qualquer pessoa pode fazer isso. Você como zootecnista, você já tem uma certa habilidade na questão de receber material científico e ler material científico. Então, dá para

66:23

Speaker A

fazer sim, tá? Não, não é impossível. Mas aquilo que eu comentei, eh, tem pessoas que não t perfil para isso, exatamente porque a gente precisa de um monte, opa, fala perto do microfone, tá? Eh, tem um monte de

66:41

Speaker A

características que a gente às vezes vai deixando de lado, mas é uma coisa que se aprende, então você pode sim.

66:51

Speaker A

Eh, quando não se sabe a espécie de Jai, devemos usar tetragonisca SP ou tetragonisca SPP?

66:59

Speaker A

Então, eh, se você tá falando daquela abelha que tá na sua mão, é SPP. SP.

67:09

Speaker A

Se você quer falar, tá conversando com alguém sobre as espécies de Ji SPP. SP é aquela única, ó. É essa aqui. Essa aqui é a SP. Eu tô conversando com alguém sobre todas as espécies. SPP.

67:33

Speaker A

Pessoal tá reclamando aqui da da chuva e do frio aqui no Sul. Tu já fez alguma multiplicação?

67:40

Speaker A

[risadas] [suspirando] Eh, não, mas hoje eu fui alimentar as abelhas porque vai baixar a temperatura amanhã, né? Então, dei uma alimentada interna, mas eu vi umas duas caixas de manda saia que tavam maravilhosa, deu uma vontade de separar e as guaraip

68:01

Speaker A

estão com algumas delas com postura encostando na tampa. Então também tá, daqui a pouco vou pensar nisso, tá? Mas algumas da Guaraipa eu ainda vou botar, eu crio guaripa de uma forma diferente, eu faço por por módulos também. Então,

68:16

Speaker A

primeiro eu boto numa mais baixo, depois eu tenho que botar o segundo e algumas delas eu vou ter que botar o segundo. Só que o problema é que agora vai bater o frio, né? Então não é hora para botar o

68:27

Speaker A

segundo. Na semana que vem, quando mudar a temperatura, quem sabe eu já coloco o segundo para em novembro, mais ou menos, final de outubro começar a dividir as guaraicos que ainda não dão. As outras tem umas lindas já, tá? Tá, tem coisas

68:45

Speaker A

já tá, apesar do frio e da chuva, algumas abelhas não tão tão ruins. Em que momento ou características é designado ou determinante que exista ou se encaixe a classificação em subespécie?

69:01

Speaker A

Eh, o taxonomista, tá? Quando ele for determinar a espécie, normalmente ele vai, quando a gente determina uma espécie, a gente determina com todas as variações. Então, quando você determina a espécie de MQQ, já foi a minha, não sei porque tá tá

69:26

Speaker A

ruim a Tu quer, queres tentar entrar com o celular daí? tu, só que daí tu tem que desligar isso aí. Aí tenta entrar com o celular, talvez é melhor.

69:35

Speaker A

Então, tá. Eh Bem bem tão vendo? Deixa só reduzir o som aqui. Vamos fazer um misto aqui.

70:48

Speaker A

Tão ouvindo? Eu tenho que mutar ali o Não, tem que acho que tem que desligar o do computador ali.

71:02

Speaker A

Eu já eu fechei o microfone do computador aqui, mas vou botar ele no mudo ali no ver agora.

71:18

Speaker A

Por enquanto não deu o eco. Pronto. Vamos ficar só no celular. Tá tranquilo agora.

71:38

Speaker A

Eh, vamos ver. Vou projetar aqui a próxima pergunta. Aqui em Alagoas temos Jataí e outras espécies que não constam no mapa do ICM Bill. O que é necessário para que sejam incluídas no catálogo oficial? É preciso um profissional de taxonomia?

72:01

Speaker A

Ah, isso é um problema, tá? Por quê? Porque às vezes o IMIB, o que que ele faz? Ele não olha toda a classificação existente, tá? Isso tá acontecendo no Brasil inteiro, tá? aonde aparentemente várias espécies ficaram de fora de

72:19

Speaker A

vários estados na questão da sua distribuição, porque não foi olhado realmente todas a os trabalhos científicos. Não precisa taxonomista não, se já foi determinado, tá, que existe lá por um trabalho científico, aí esse esse é o ponto, né? Não é porque

72:38

Speaker A

você disse, mas se tem uma publicação de um cientista, não precisa ser taxonomista. Pode ser um zootecnista, pode ser um biólogo de que trabalha com ecologia, com levantamento de abelha.

72:54

Speaker A

Ele não precisa descrever abelhas. O que ele precisa colocar é um artigo científico, aonde nesse artigo científico vai constar aquela espécie que ele achou. E daí tem uma coisa importante, tá? Eh, não é porque você acha que é a espécie. Ah, tem que ver

73:12

Speaker A

quem determinou essa espécie, tá? Então, quem eh identificou, não precisa ser um taxonomista, tá? Tem que ser alguém que entenda de identificação, que fez essa identificação. E uma das coisas que o que é mais complexas às vezes eh tá numa

73:31

Speaker A

coleção científica, tá? Então, aquelas, não sei se já viram, aquelas abelhinhas espetadas num alfinete, tá? E elas são um ótimo, elas são registro, tá? Então vai ter uma coleção científica onde ela vai ter o seu número e dentro debaixo

73:50

Speaker A

dela tem uma etiquetinha que diz quem pegou, quando pegou e aonde pegou. Isso vai est numa coleção científica. Então eu não preciso ir pro mato fazer um levantamento da abelha numa região se tiver bastante abelhas nessa coleção. E

74:06

Speaker A

daí o que que eu faço? Publico essa lista, tá? Então, não é um trabalho de taxonomista, é um trabalho de qualquer pesquisador, mas tem que tá publicado.

74:16

Speaker A

Então, às vezes, o pessoal do ICMB eh não inclui por não ter nenhum trabalho que cita aquela espécie para aquele local e daí eles deixam de fora, que é a metodologia deles. Eles estão, eles não estão errado, eles estão certo. Porque

74:35

Speaker A

se você não publica um trabalho, não tem como dizer que existe, tá? Ah, porque eu tenho ela na mão, tá?

74:45

Speaker A

Mas fica muito solto, tá? A questão é, tem algum pesquisador, algum cientista ou alguma pessoa que fez uma publicação dessa espécie naquela área? Se oibil deixou de lado, que ele, eu sei que ele deixou alguns artigos de lado, se deixou

75:04

Speaker A

de lado, é comb que tem que ser falado. Manda para ele o pessoal de lá, ó, tá aqui, ó. Vocês deixaram de lado um trabalho importante que diz que tem essa espécie e inclusive esse bichinho que tá no trabalho tá na coleção científica

75:20

Speaker A

tal, então não tem como dizer ao contrário, tá? É alguém que saiba identificar o material. Não é uma coisa fácil trabalhar às vezes com com o pessoal de CMB, às vezes tem um lapso que tenta imaginar a quantidade de espécies

75:36

Speaker A

que tem, a quantidade de trabalhos que tem, nem sempre eles têm acesso. Então não é só eh ah, eles têm má vontade, uma coisa assim, às vezes é porque eles realmente não tiveram acesso a todos os trabalhos.

75:50

Speaker A

O pior seria não ter listagem, né? O que você diz da das manduris? Há quem diga que elas se misturam na natureza.

76:01

Speaker A

Tá falando da rajada, eh, da é rajada com a amarela, né? Então, pá, essa esse é um grande ponto, tá? Porque é a mesma espécie e e não tem aquela divisão que tem no na manda saia. Ó, a partir daqui tem a é

76:23

Speaker A

rajada e a partir daqui vai ser amarela. Elas estão no mesmo local. Então isso aparentemente é mais uma questão genética de do de dominância de gens, tá? Tanto que eh daí tem aquela questão de alguns autores falaram: "Ah, a rainha

76:46

Speaker A

fecundou só com macho ou com só com fêmea?" Eh, com um macho, às vezes com mais de um macho, mas numa mesma colmeia, eh, você vai encontrar, eu tenho uma comeia só de mandoria amarela. Daqui a pouco vai

77:04

Speaker A

começar a aparecer umas rajadas. Daqui a pouco pode acontecer de eu ter só rajada.

77:08

Speaker A

Tá? Então isso naturalmente, tá? Isso tem relação a com o quê? Com os ovos que a rainha tá colocando. Então é uma questão mais genética do que não é subespécie, não é nada, tá? Então tem a ver, eu acho que com a questão da

77:28

Speaker A

dominância cromossômica da de alguns alégas lá e que faça com que eu tenha rajada ou amarela, dependendo da época.

77:38

Speaker A

Por isso às vezes é complicado, né? Você pagar caro para caramba por uma maneoria amarela que daqui a se meses tá meio a meio rajada e final do ano tá totalmente rajada. Tem que tomar cuidado com isso.

77:49

Speaker A

Mas não é outra espécie não. E também não tem essa divisão de subespécie para cá e subespécie para cá, tá? No meu miliponário, eu tenha, eu teve uma uma foto que apareceu de uma de uma guaraip que era do Ricardo, tá?

78:08

Speaker A

Eu e o Ricardo tinha várias manduris só amarelas. Então o que que a gente fez? A gente trouxe, ele trouxe todas aqui para casa, a gente começou a dividir as colmeias.

78:21

Speaker A

Toda a colmeia aqui, eh, dividida que desse rajada era retirada daqui e ia para outro local. Aqui ficaria só as amarelas.

78:34

Speaker A

Quando a daquela coméia que foi retirada, ela só voltaria para cá em divisão, tá? O que que seria em divisão? Sem a rainha para cá. Por quê? Porque ela pegaria os zangões daqui que seriam amarelos.

78:51

Speaker A

Se saísse de novo rajada, já tá indo embora de novo e não funcionou, tá? Começou a dar rajada amarela, Davi, a amarela virou rajada, então a gente não conseguiu e tentamos, tá? Mas não rolou isso.

79:12

Speaker A

No caso de gato, geralmente o viralata é mais resistente do que a o raça pura.

79:17

Speaker A

Essa mistura não poderia formar abelhas mais resistentes também? É que no gato a gente tem que pensar que ah, é uma coisa que a gente fez na seleção, é uma seleção artificial, tá? Então vamos pensar que nesses gatos,

79:40

Speaker A

muitos deles, se fossem colocar no mato novamente, eles não iam sobreviver. Eles precisam ficar em casa. Um, você falou em gato, mas vamos pensar no o cachorro vai pelo [roncando] mesmo caminho, né?

79:55

Speaker A

Vamos pensar naquele cachorro pequenininho, peludinho, Yoki, né? Eh, tenta imaginar ele passeando num jardim cheio de galho, não precisa nem ser muito drástico, e pega um outro cachorro que anda sem problema, ele no primeiro galho vai ficar preso, tá? Então,

80:12

Speaker A

eh, quando a gente pensa nessa questão de mestiços, tá? Eh, a seleção natural já ocorreu, quem não serve já foi eliminado. Então, quando tem, no caso da da manda saia, a mistura entre duas eh subespécie, a o mestiço

80:36

Speaker A

não tem muito sucesso, tanto que ele não ocorre naturalmente. Eh, ele não se expande, não que ele não ocorre naturalmente, ele não se expande, tá?

80:47

Speaker A

Ele fica só naquele pedaço onde que tem o contato das duas subespécies e quando ele aparece logo ele desaparece porque a comeéia morre. Então ele não tem sucesso, tá? Isso é o que a gente sempre tem que ver. Então no gato, o que que

81:00

Speaker A

acontece? Para ter essas raças, a gente artificialmente foi criando e com consequências, tá? Com consequências genéticas. Então, nas raças que nós criamos puras, entre aspas puras, eh, eu tenho endocruzamento entre pai e filho e tudo mais e para

81:22

Speaker A

chegar naquela raça. E com isso vários problemas genéticos. Quando volta a ficar viraata, aqueles problemas genéticos se dissolvem, tá?

81:34

Speaker A

Então, mas isso serve para bicho silvestre, é bicho e doméstico que nós mexemos. A natureza faz a seleção naturalmente. Então tem coisa que não funciona e tem coisa que funciona, tá?

81:50

Speaker A

Mas não é a gente que determina isso, não é o ambiente. Então, quando a gente mistura MQA com MQQ, eh, o resultado, o ambiente já tá dizendo não é legal, não vai paraa frente, então é melhor você ter separadamente as duas espécies, tá?

82:07

Speaker A

Então, e veja, a gente ainda corre o risco de, de repente tentar fazer essas misturas e acabar com tudo no ambiente.

82:16

Speaker A

Imagina eh uma coisa no seu mercário e se for para pro meio da mata e começa a tamisso lá e ele começa a sobrepujar os outros e ele não tem eficácia. Então nem sempre o viralata é tão bom, tá? Às

82:34

Speaker A

vezes não é. E que é, vamos pensar no seguinte, uma coisa bem eh que o pessoal acha horrível, mutação.

82:44

Speaker A

Mutação é sempre uma coisa que vai matar as pessoas, não? Mutação é neutra. Essa mutação pode ser boa ou pode ser ruim.

82:55

Speaker A

Quem vai determinar o meio ambiente. Se for ele for uma mutação que ele não consegue sobreviver, vem o meio ambiente e tem uma um termo, é uma senhorinha lá que todo mundo fala chamada seleção natural. Essa seleção natural é quem vem e dá o tapa,

83:15

Speaker A

tá? Não é bom ter uma mutação que não é boa, tum, acaba com todo mundo que tem essa mutação, fica só o outro que é boa.

83:23

Speaker A

Só que tem uma coisa interessante, né? Porque a mutação pode não ser boa hoje, mas daqui a 100.000 anos ela pode ser.

83:31

Speaker A

Então é a natureza que vai determinar isso. E se a gente começar a mexer muito, a gente pode ter resultados negativos. E é isso o medo que a gente tem. Será que dá para reverter com organismos que vivem fora

83:49

Speaker A

no seu gato? Dá no galinheiro? Dá com cavalo? Dá, mas abelha será que vai dar?

84:00

Speaker A

Eh, como saber se as abelhas já não estão misturadas independente da intervenção humana? Eh, daí vem o ponto, tá? Misturadas como tá? Então, existe eh híbridos, tá?

84:16

Speaker A

Entre espécies. Isso tem muito mais do que a gente imagina. Eh, alguns têm sucesso e muitos não têm. E às vezes eles têm sucesso do só naquela geração e na próxima ela já não tem. Todos morrem.

84:33

Speaker A

Eh, vamos pensar no lá o cavalo com com burro, né, que vai dar o É isso, é, né, que vai dar a mula. A mula é estéril, mas tem um monte de mula. E às vezes tem, a primeira geração ainda

84:50

Speaker A

consegue ter filhotes, mas a segunda já não consegue. E daí a natureza vai eliminar isso, tá? Então não é uma coisa que vai se manter. Caso se mantenha, é porque lá lembra da senhora seleção natural? A seleção natural disse: "Ó,

85:09

Speaker A

isso é legal, tá? E se consegue, tá? Eh, só que é caro, tem alguns testes de DNA que mostra se teve eh mistura ou não teve mistura, tá? Já tá mais barato, tá?

85:25

Speaker A

Então você já consegue fazer com preço mais em conta, entre aspas, né? Então, para é custar numa abelha um pouquinho mais de perto de R$ 100 para você fazer uma análise parecida, mas tem que ver quem é que vai fazer, aonde fazer, essas coisas

85:47

Speaker A

todas, né? Mas tem condições sim, mas é a nível de DNA e fora com as características, tá? Daí a taxonomia, tal. Só que daí o ponto é o seguinte, será que não é outra espécie? E a gente tá achando que misturou duas, tá? A

86:04

Speaker A

gente conhece muito pouco ainda, infelizmente. Eh, a concepção antiga de mestiço, cruzamento entre raças e híbrido do cruzamento entre espécies, está ultrapassado ou errado?

86:17

Speaker A

Então, eu gosto dela, pessoalmente, eu uso ela por eh, vamos pensar no seguinte. Se eu falo híbrido para cruzamento entre espécies e híbrido para cruzamento entre raças, a hora que eu falo com você e digo: "Ah, isso é um

86:35

Speaker A

híbrido". Você tem na sua cabeça que é é raça, é entre raça ou entre espécie? Porque não tá explícito, tá? Eu vou ter que explicar o híbrido que eu tô falando.

86:51

Speaker A

Mas se eu falariço, você sabe que é entre raças. Se eu falar híbrido e dentro do meu conceito é entre espécie.

86:59

Speaker A

Fica bem tranquilinho, tá? Eu não gosto coisas que eh lá do lembra dos homônimos que eu coloquei ali, eu não gosto de duas coisas, tá? ou dois nomes que remete a dois conceitos diferentes entre cruzamento entre raças e cruzamento

87:19

Speaker A

entre espécie. Então eu gosto dessa dessa colocação, tá? Mas tem pessoas que aceitam o híbrido para as duas coisas.

87:31

Speaker A

Para a classificação dentro da subespécie é feita por morfologia ou atualmente se usa mais DNA?

87:40

Speaker A

Eh, quando começou o DNA teve um boom eh a partir do anos 2000, tá? Só que o que a gente tem que ver é que a a classificação ela já é feita de várias formas, né?

87:57

Speaker A

Antigamente era só morfologia. A partir da década de 60 para 70 começou a se usar para vários organismos cromossomos. Lembra que a gente tem 46 cromossomos, 23 vem da mãe, 23 vem do pai. Então, os cromossomos ajudavam a

88:15

Speaker A

questão de de espécie. E no ano 2000 eh, chegou o DNA. Por quê? Porque a morfologia não deu conta de tudo. Tem coisa que não consegue separar. a gente chama de espécie críptica, aquela que são duas espécies muito iguais e eu não consigo separar

88:35

Speaker A

por morfologia, então eu preciso uma ajuda a mais. Daí apareceu os cromossomos, os cromossomos foi ajuda mais, mas o cromossomo também chegou num ponto que não tava separando. Daí apareceu o DNA, que é mais um método com mais uma ajuda. E algumas pessoas

88:51

Speaker A

botaram o DNA como sendo the best e também não é para usar sozinho. Então a gente tem uma coisa hoje em dia chamada taxonomia integrativa.

89:05

Speaker A

O que que é essa integrativa? Ela vai usar morfologia, vai usar DNA, vai usar distribuição, tá? Ela pode, existe numa ilha e não existe no continente. Ou uma espécie tá na ilha, outra no continente, então elas não se encontram. Ou uma tá

89:23

Speaker A

no na Amazônia, outra tá Mata Atlântica e tem eh catinga no meio e serrado no meio. Então elas não se encontram se elas são florestais, tá? Então eu posso usar isso também para taxonomia e o DNA também. Então são várias coisas. Então

89:39

Speaker A

justamente eh essa taxonomia integrativa vai melor tá melhorando, ela é mais atual, tá? Porque o DNA não respondeu tudo. E quando a gente chega em subespécie, no caso da MQQ e MQA, separa por DNA, tá? Ela é bem característico na

89:59

Speaker A

tinha o clado, né? a gente chama aquele negócio com raminhos, tá? Um clado em cima que era da população do norte que era mqa e o clado de baixo para população do sul com mqá porcentagem de diferença entre elas, tá? E essa

90:17

Speaker A

porcentagem que, claro, quem vai determinar são os pesquisadores ou o grupo, eh, ou o pesquisador do trabalho, mas geralmente tem que ter um consenso geral para dizer: "Ó, se tiver 3% de diferença, é uma espécie nova, mas se

90:33

Speaker A

tiver 1% de diferença, não é uma espécie nova. Tudo bem, mas se uma um 1% de diferença, mas eu tenho um um grupo aqui, um grupo aqui com 1% de diferença e bem marcado que todo mundo que é do

90:46

Speaker A

sul vem para cá e todo mundo que é do norte vem para cá, opa, provavelmente eu tenho uma subespécie, tá? Pro pessoal que não gosta de subespécie, fala população do norte e do sul, que para mim é a mesma coisa porque é uma

90:58

Speaker A

população geográfica, então tem condições às vezes de ver subespécie através de DNA. Mas a morfologia, vê, a manda saia prefeita, a morfologia diz que tem subespécie, o DNA disse que tem subespécie, então casou as duas coisas.

91:19

Speaker A

Tribo só existe em abelhas, não tem tribo para todos os grupos, mas eh quanto mais espécies tem dentro daquele grupo, maior a necessidade de eu ter subdivisões.

91:41

Speaker A

Então, eh, mas todos, praticamente todos vão ter. A gente ouve mais de insetos, tá? Mas eu trabalhei, eu durante muito tempo eu trabalhei com eh e trabalho ainda com mamíferos, tá? Principalmente com morcegos e com roedores. Então, no

92:02

Speaker A

roedor, por exemplo, a gente tem uma tribo chamado acodonto chamado oomini. No nos morcegos eu tenho as tripas do eh miotini, tá? Então tenho miotes, que é um gênerozinho de de morcego, um bem comum, um morceguinho que pega inseto.

92:23

Speaker A

Então a gente usa também. Só que como a gente tá o tempo todo falando de inseto aqui, a gente vai falar de tribo, mas os outros grupos têm também.

92:37

Speaker A

Quando temos um indivíduo híbrido, caso da manda mqa mq, qual o nome deve prevalecer? Não seria adequada uma nova classificação taxonômica para essas essa linhagem?

92:51

Speaker A

Bem, a partir não tem nome para prevalecer ali, tá? Porque você tem um mistiço entre duas entre duas subespécies, tá? Então, o nome é melipona quadrifata, tá? Poderia ser eu tivesse esse mestiço entre as duas abelhas, ele formasse uma população

93:18

Speaker A

constante. Daí a sua ideia legal, porque eu tenho uma população do meio que é grande e tal, que reproduz entre si, tá? e formando uma um novo grupo.

93:34

Speaker A

O ponto é o seguinte, os o pessoal que tá ali no meio, ou é mqa ou mq, alguns híbridos aparece, mas em pequena porcentagem, ou seja, híbridos, mistiços, tá? Esses mistiços aparecem em pequena porcentagem, exatamente porque eles não

93:56

Speaker A

são, não tem sucesso na natureza, tá? alguma coisa naquela diferença entre a população do norte e do sul faz que a união entre eles não tenha muito sucesso. Então, não tem muito eh eh sentido dar um nome específico, mas

94:16

Speaker A

quando você escreveu, você botou mqa, tá? Isso se usa exatamente para híbrido, onde você indica que é de tal espécie com tal espécie ou tal subespécie com tal subespécie. Então você não cria um nome novo, mas você coloca esse nome por

94:37

Speaker A

extenso, ou melhor, eh dessa forma por extenso que você colocou. Apesar de você ter eh eh abreviado mq e mqa, eh o normal é a gente botar o nome inteiro vezes o nome inteiro. Isso indica que é um mestiço entre essas subespécies. Ou

94:59

Speaker A

se eu chegar e ahã tiver um híbrido entre duas espécies, é o nome da espécie o nome da outra espécie, indicando que é um híbrido, tá? Essa é a forma de indicação de mesti e híbrido nesse caos.

95:20

Speaker A

Eh, poderia indicar alguma literatura que nos oriente quanto à origem dos termos em latim utilizados nas diferentes nomenclaturas?

95:27

Speaker A

Ah, nem eu tem, tá? Porque o que que acontece dentro do código de nomenclatura internacional? tem um anexo, tem alguns anexos e tem dois anexos que tem uma relação direta com isso, principalmente latinização de nomes gregos e latinização de nomes romanos, tá? Então,

95:58

Speaker A

eh, a gente já tem uma questão de latinização do do nome, tá? Então tem que ser latinizado. Por exemplo, tinha um pesquisador de morcego, daí eu vou pegar o morcego porque daí eh já que o Signe quer ser homenageado algum dia

96:16

Speaker A

assim, tá? tem que ver como é que vai latinizar seu nome, porque a o nome desse desse pesquisador era Valdir Tadei. E o pessoal quis homenagear ele com o nome de morcego e foi usar o sobrenome dele. Daí o nome era Tadei,

96:36

Speaker A

tá? com e i no final. Só que isso não é latinizado. Então, para latinizar eles tiveram que colocar o nome do o gênero é epésicos. Daí ficou epésicos tadei. Esse tadei no epésicos tem 2 e 2 i porque

96:58

Speaker A

tinha que latinizar esse nome, porque o nome dele era tadei com e I. Então, eh, nem sempre a gente consegue ter uma relação direta quanto a isso, tá? De saber a origem. No caso, eu sei que é Tadei, mas se você for procurar quem era

97:14

Speaker A

Tadei, tá? Então, não tem uma uma ligação com características corpóreas, tá? Ou locais. Tinha, por exemplo, vamos voltar pros morceguinhos, que é o que mais sabia, tal. Tem um artibeus, que é aquele morcego grande que come fruta na

97:33

Speaker A

frente de casa, tem umas faixas branca em cima da cabeça. Eh, tem um artibeus chamado artibeus jamaisenses.

97:41

Speaker A

Alguém, alguém tem dúvida da onde que ele ocorre? Tá, então tem na ilha da Jamaica, então lá ele ocorre. Então, vejam, eh, às vezes eu latinizo localidades, eu posso latinizar nomes próprios ou posso latinizar a característica eh do organismo, tá?

98:05

Speaker A

Então eh melipona concolor, tá? Então tem algumas coisas que são características próprias do organismo que a gente acaba latinizando. Então, e mas não tem uma biografia para isso, tá?

98:21

Speaker A

Às vezes a gente vai ter que buscar em livros de latim e tal. Eu não tenho realmente não, às vezes procuro na internet e tal, mas nem sempre é tão simples.

98:34

Speaker A

Eu acho que é isso que já falou quase tudo, mas eh bom seria se esses cruzamentos fossem como o cruzamento do jumento com a égua ou da jumento com cavalo e bridasse e por não ocorre.

98:48

Speaker A

Acho que você já falou praticamente tudo, né? é que o eh nesse ponto eh por que que não ocorre eh tem alguns conceitos de espécie e tem um conceito de espécie chamado conceito biológico de espécie. O que que esse

99:09

Speaker A

conceito fala? Ele fala que as espécies estão isoladas na questão reprodutiva das outras espécies, tá? E o que que nem sempre esse isolamento é completo. Então, no caso do eh do cavalo lá, na questão de de híbridos, tá, entre duas espécies, eh o

99:36

Speaker A

filhote eh que acontece em muitas, eh, ele não não ele é estéril, ele não consegue reproduzir.

99:48

Speaker A

E por que que ele não consegue reproduzir? Porque os cromossomos são diferentes. Então, quando a gente pensa no nosso caso, 46 cromossomos, 23 do pai e 23 da mãe, os os 23, apesar de ter características do seu pai,

100:03

Speaker A

características da a sua mãe, mas na forma eles são iguais. O cromossomo um do seu pai é igual do cromossomo dois da sua mãe. E precisa isso exatamente para fazer o quê? Quando você for fazer o espermatozoide, eu preciso que eles

100:21

Speaker A

separem um para cada espermatozoide e mas antes eles têm que estar junto. E isso não ocorre quando eu tenho espécies diferentes com cromossomos de forma diferente ou tamanho diferente. Então eles não vão se unir e eles vão se

100:37

Speaker A

perder. E com isso o espermatozoide não vai funcionar e o óvulo não vai funcionar. Eles podem, alguns podem até produzir, alguns nem produzem, só que não vão funcionar.

100:51

Speaker A

No caso do conceito biológico, ele aceita até uma pequena margem de híbridos eh férteis, mas na segunda geração não vai deixar de existir. A gente chama de F1 e F2, né?

101:08

Speaker A

Em alguns casos a F1, que são os filhos, são completamente estéreis. Exatamente. Porque os cromossomas são diferentes, não tem como funcionar. E alguns são meio parecidos, quando eles têm, eles são muito parentes, né, dentro da evolução. Daí de repente o F1, alguns

101:27

Speaker A

podem até conseguir reproduzir, só que daí chega no F2, a segunda geração, não existe. Essa sai filhote, mas os filhotes saem totalmente estéreo. Então são é uma questão de cromossomo na maioria das vezes, tá? a gente acha que é DNA, tal,

101:47

Speaker A

é o DNA, mas ali é uma questão física. Cromossomo tem que ficar igual ao outro.

101:53

Speaker A

O é desse tamanho, o desse tamanho, eles não são iguais. Não vai formar gametas, que é o a questão do espermatozó ou óvulo viável e eles morrem e morrem não [limpando a garganta] fecundam, né?

102:08

Speaker A

Então tem, a gente chama de isolamento cromossômico. Eh, o senhor tem chaves taxonômicas do gênero melípona disponíveis para compartilhar?

102:21

Speaker A

Hum, não. Tá. Eh, eu acabo eu acabo não tendo as chaves que eu tenho, eu pego na internet, tá?

102:32

Speaker A

Faz tempo que eu não olho alguma, mas eu não sei se vocês já tiveram aula com a Favísia.

102:38

Speaker A

Tá? Na taxonomia é favidia, tá? Eu dei aula de nomenclatura, tal, mas tem outras pessoas que são expert, tá? A Favizia é o top da na questão de da custonomia de de várias abelhas. Tem outros, tá? Mas que eu conheço e que eu

102:58

Speaker A

eu acho que vai dar aula para vocês, né? se ou já deu eh espero lá em novembro continuar a gente.

103:07

Speaker A

Então tá, eh provavelmente eu vou est assistindo porque eh ela realmente é uma taxonomista de mão cheia, tá? Então, algumas coisas que meus alunos tão tentando identificar, a gente chega ou tem dúvida ou chega em gênero e não

103:24

Speaker A

chega em espécie, eu mando para ela. Só que, pessoal, o eu acho que o SIG falou e outras pessoas devem ter falado, eh, tem um monte de abelhas que não tão ainda descritas, tem muita abelha para descrever. Então mesmo a Favísia vai

103:41

Speaker A

dizer que tem um monte de SP porque não não porque não se não se chegou a identificação correta, é porque ainda não tem classificação, tá? E daí na questão da chave fica eu acho que mais fácil [roncando] conversar com ela, tá?

103:58

Speaker A

Eu não sou um taxonomista de de abelha, eu sou metido. Moro perto da Argentina e capturei mais captrigona em uma isca. Não parece ser canudo, tuba, nem mandaguari. Pode ser outra espécie ou até um híbrido.

104:18

Speaker A

Olha, eh, vamos pensar no seguinte, tá? Híbrido na natureza, eles ocorrem, mas não ocorrem tanto assim. pode ocorrer, pode. A gente não tem conhecimento suficiente para isso. Eh, mas tem que dar uma olhada se não tem outras espécies de escapto ah na sua região,

104:38

Speaker A

tá? Que o pessoal fica muito preso a Canudo, eh, principalmente daí oeste, né? Canudo, Mandaguari e Tubuna. Mas aqui a gente não tem a a Canudo, mas tem Mandaguari e Tubuna. E a gente tem outras espécies que são em eh em pequena

104:57

Speaker A

quantidade, por exemplo, a tubiba. Então, ninguém fala da tuba, porque ela cai muito pouco em armadilha, tal, e daí o pessoal acaba deixando ela de lado. De repente você tem uma uma outra espécie de escapto que você ainda não conhece,

105:16

Speaker A

mas talvez ela já tinha sido descrita. Pode realmente ser espécie nova, tá? Isso eu não vou discutir quanto quanto é isso, mas às vezes é legal a gente ir um pouquinho mais a fundo tentar ver alguma algumas outras espécies de escapto que

105:32

Speaker A

ocorre na sua região para para ver em baixa quantidade para ver se não é ela.

105:37

Speaker A

Se não for eh, sugestão. A Fafin vai dizer isso, manda para mim, tá? Daí ela vai muitas vezes, mas por que que mandar para ela? para ter identificação, não necessariamente, porque ela tem uma coleção científica lá e ela vai guardar essa abelha, vai botar

105:57

Speaker A

lá, talvez ela não estude agora, não consiga identificar agora ou ela tente e mas não chegue, mas daqui a pouco que pode, as coleções científicas são para durar muitos anos, tá? 100, 200, 300 anos. Então, daqui a pouco pode ter um

106:14

Speaker A

pós-graduando dela, por exemplo, que resolve fazer o estudo de das captrig e começa a descrever espécies novas em cima dela. Daí, se você mandou a a abelha lá para ela, ela botou na coleção, ele vai olhar e tentar ver se

106:32

Speaker A

talvez uma espécie nova, tá? Pode acontecer, pode. A gente tem muita gente botando iscas e tudo mais, pode aparecer um monte de coisa muito legal, tá? Essa diversidade é fantástica, né? A abelha é muito legal por isso.

106:48

Speaker A

Eh, você conhece algum caso que possa exemplificar de vantagem na hibridização? Já viu algum caso?

106:55

Speaker A

Não. As hibridizações que a gente vê eh não foram paraa frente, tá? alguns, ah, mas conseguiu, ela desenvolveu, tal.

107:08

Speaker A

Não, não vejo nenhuma indo para frente quanto é isso, mesmo a parte de mestiços, tá? Então, tem pessoas que botam guarip para cima, para baixo, tal, eh, também tem, não tão conseguindo, então não tem muito muito sentido eh

107:28

Speaker A

investir em cima disso, tá? E aquilo que eu coloquei lá, a gente pode perder, tá fazendo em cima disso.

107:38

Speaker A

Pode ter eh vantagem. Até agora não vi nenhum artigo, tá? Que esse é um um ponto importante, né? A questão de ciência e artigo científico. Eu não vi nenhum artigo falando bem de híbrido dentro de abelha, tá? Não.

107:58

Speaker A

Ah, o único caso de híbrido entre raças, tá, que o pessoal acabou fazendo e teve vantagem, eh, foi com a APS, tá? Daí a gente sai da Sem Ferrão. Que por que que eu teve essa mistura? porque o o pessoal

108:20

Speaker A

teve alguma vantagem na questão do do da mistura da europeia com a africana. A africana ela é mais produtiva, mas por outro lado a europeia era extremamente dócil e criava no lado de casa, tá? não matava a gente. E tem europeias que o

108:40

Speaker A

pessoal não usa nem roupa de apicultor e vai lá e trabalha com elas na boa.

108:47

Speaker A

Então, a gente pode ter a vantagem de uma produção maior com as africanas, eh, misturando com as europeias, mas a gente teve a desvantagem enorme que, eh, a questão da agressividade e quando foi feito, vejam um perigo, quando foi

109:07

Speaker A

escapou essas abelhas lá na década de 50, né, eh, comer, eh, o car entrou em parte, eu Eu tive contato bastante um mês ele passou aqui em Bluenal, então eu conversei bastante com ele. Ele naquela época ele falou: "Ó, eu tive depressão

109:25

Speaker A

naquela época". Exatamente por quê? Porque o efeito inicial das africanas, quando elas saíram e começaram a cruzar, elas eram tão agressivas que matou um monte de gente, tá? Ainda morre gente por causa da Adélha. E cada vez que

109:39

Speaker A

morre alguém por causa de africana, agora o quer faleceu há pouco tempo atrás, mas cada vez que morria alguém eh por uma africana, ele se sentia mal, tá?

109:49

Speaker A

Então a gente pode ter problemas, claro, as as nossas não vão ficar matando gente, mas pode ter algum outro problema, né? Então temos que tomar cuidado com isso.

110:02

Speaker A

Isso aqui você praticamente já respondeu, né, da diferença do híbrido só no valor, né? Acho que não tem outro eh diferencial não. Não, mas tem um eh a questão de diferencial, tá? Não é só o valor que na questão de nas abelhas, né?

110:18

Speaker A

Vamos pensar na MQQ com MQA, o a mistura entre as duas desse dessas duas raças, né? Que duas raças ali, eh, a comeia do mestiço não é muitas vezes o pessoal vende com MQ MQ, a maioria do pessoal

110:35

Speaker A

não sabe olhar, tá? E o que que acontece? Ela com o tempo ela vai definhando. Então não é só a questão de valor comercial na questão de venda e produção, é a questão de ela não tem sucesso, tá? Então isso é uma coisa ruim

110:51

Speaker A

também, né? Você tá trabalhando com um bicho e uma coisa assim, você vai criar um bicho que sabe que daqui a pouco ele vai morrer porque você fez a mistura, não é? Não é só a questão de valor

111:00

Speaker A

comercial, é um valor até até um prejuízo ético, né, de fazer uma coisa dessa.

111:07

Speaker A

Vou juntar duas perguntas aqui. Uma que a pergunta se manda Gabri Guari com canudos e Tubuna juntas, se é possível criá-las juntas. E logo a outra pergunta, se tubuna hibrida com mandaguari, eh, criar próximo da, só que eu não vi ainda a questão de

111:30

Speaker A

hibridismo entre as duas, mas uma coisa que tem que tomar cuidado, tá? A manduaria é extremamente invasiva, tá? ela pode tomar a caixa da tubuna e às vezes por auna ser mais fraca e lá no meliponário que tem na minha

111:53

Speaker A

universidade, tá? Eu, de vez em quando eu tenho ataque de limão. Eu, minha maneira de controlar limão eh, maçarico, aspirador, tal, eu acabo com a população que vem.

112:07

Speaker A

Então, eh, com aspirador na frente ou com maçarico na frente, tá chegando a limão e já vai matando. Então, ah, eu mato numa quantidade monstruosa. Isso quer dizer que a comeia de limão que tem ali perto, ela tem um decréscimo da

112:22

Speaker A

população que ela vai reduzir inclusive a questão de ataques. Então, passa às vezes meio ano, um ano sem ataque. Mas teve uma coisa, voltando daí pra Mandaguari pra Tubuna, e eu tive ataque da limão tanto em manda saias quanto em

112:38

Speaker A

Tubunas e tinha uma manda saia que tava as limão lá dentro e eu peguei um maçarico, eu já tinha perdido ela, tá?

112:46

Speaker A

Eu já sabia que não ia dar certo. E eu comecei a matar as limão dentro da caixa mesmo com maçarico. De repente quando eu fui botar o maçarico, eu vi que tinha um escapto, tá? Eu pá, olí, ó. Ah, nem tá

113:02

Speaker A

dando tempo. E a tubuna que tava aqui no lado já tá sa eh eh sacaneando, não, eh, saqueando a a manda saia, mas não era era uma manda guarionário, tá? Ela tava entrando com a limão dentro da caixa, tá? E essa caixa virou uma

113:26

Speaker A

caixa de mandaguari. Depois a tubuna foi atacada pela limão, a mandaguari já eh tava chegando. A limão foi embora, a mandaguari foi lá e matou o resto das turbunas todas e tomou a comeia. Daí no final eu não tinha

113:45

Speaker A

nenhuma mandaguari, em um ano e meio eu tava com cinco, tá? As praticamente todas vieraram mandaguari, inclusive algumas manda-saias. Então não é que a elas viraram híbrida, alguma coisa assim, mas a manda Guariou conta, tá? E aqui em casa tomou conta de tubuna

114:04

Speaker A

também, sem ataque de limão, bastou a tubuna tá mais fraca, ela vai lá e ataca e pega a caixa, tá? Depois você tem uma caixa de mandaguari. Então nem sempre é bom ter as duas juntas. E a Mandaguari

114:19

Speaker A

tá tá para mim tá entrando dentro da do nível da limão, porque ela vai lá, ataca e mata a caixa e só que ela toma toma conta da caixa e daí você tem a mandaguari, mas você vai perder a abelha

114:32

Speaker A

que tava geralmente é o que eu perdi por causa da mandaguari foi as tuba.

114:39

Speaker A

Eu posso completar a frase, no mar tem muito. [suspirando] Eh, eu acho que a a maioria das pessoas tá pensando numa palavra, né, mas não essa. Então, o código dois, eles têm que completar a palavra lixo. No mar tem

114:56

Speaker A

muito lixo. Então, escrevo aí. L I X O. Lixo. OK. Código dois. lixo. Pergunta interessante aqui. Com a tecnologia de hoje, já é possível gerar artificialmente uma espécie?

115:20

Speaker A

Eu creio que não, tá? Não conheço ninguém fazendo isso, mas é que vamos pensar no seguinte, eh, a gente tem uma as uma espécie, ela vai a evolução é uma coisa contínua, tá? as espécies não aparecem assim, elas

115:44

Speaker A

[roncando] vão aparecendo. Então, eu tenho uma espécie que vai lá durante muito tempo, só que ela começa a ter um um subespécie para cá, uma subespécie para cá e de repente elas não conseguem mais cruzar e eu tenho duas espécies e

116:01

Speaker A

isso eh demora um tempinho. Teve um rapto que a gente fez um um uma estimativa de tempo para separar as duas espécies de rato. Foi um trabalho que a gente publicou numa espécie nova de rato. Eh, 4 milhões e meio de anos. Então, não é

116:21

Speaker A

no laboratório que a gente vai fazer isso, tá? Por quê? Porque a espécie ela tem que ser selecionada. Então o ambiente vai determinar se vai se criar uma nova espécie ou não. Então quando ele vem juntinha as duas subespécies,

116:36

Speaker A

elas estão separando, de repente não dá certo, ou elas se juntam ou uma subespécie desaparece e essa aqui continua, tá? Então e fazer isso no laboratório, uma coisa que eh algumas pessoas acreditam que é em 200, outros eh 200.000 1 ano, outras acredito que é

116:56

Speaker A

1 milhão. Aquele rato que a gente analisou era 45 milhões e então tem um jeito de ver isso. É, é muito tempo. E eu tenho uma coisa chamada seleção natural, aquela velhinha que dá o senhorinha que dá o tapa, ela que

117:11

Speaker A

determina se isso vai dar certo ou não. Então, em laboratório para eh organismos, é o que a gente chama metasoários ou pluricelulares, isso eu ainda não vi acontecer, tá? né?

117:25

Speaker A

Então, o máximo é você misturar algumas coisas, mas um ter híbridos ou uma coisa assim, mas espécie nova não.

117:35

Speaker A

Ah, o nome científico da Urusu capixaba melipo na capichaba, é latinizado. Eh, eu espero que seja.

117:48

Speaker A

Eh, algumas algumas palavras ficam muito próximas, tá? Mas o ponto é o seguinte, se não for latinizado, alguém pode achar esse erro e vai publicar um novo trabalho lá, dando o nome latinizado para ela, que pode ser o capichav ou ele

118:06

Speaker A

pode resolver botar outro nome, tá? Ele tem direito de fazer isso. Eh, não se faz, tá, por uma questão ética, né? As pessoas não não querem pisar nas outras, mas ele teria o direito, se não tiver latinizado, de pegar essa espécie, dar

118:27

Speaker A

um outro nome latinizado e ninguém poderia falar nada, tá? Porque ele tem direito dentro do código da nomenclatura internacional a fazer isso. O que alguns fazem é arrumar o erro, tá? Então, como eu não entendo de latim, eu não sei se o

118:45

Speaker A

Capixaba eh tem essa final eh a parte eh latinizada. Às vezes pode acontecer de você já ter um nome que vai ficar muito semelhante, tá? Não sei se se entende de latim o suficiente para dizer que se capixaba é latinizada

119:07

Speaker A

ou passar a bola. te dizer não, eu estudei um pouco de latim, mas não cheguei nessa nesse aprofundamento. Aí eu tenho minhas dúvidas que seja, né?

119:19

Speaker A

É o tem um Ricardo ali colocou sobre a questão de vaca Gers com Nelor, fica boa tanto de corte como para leite. Algumas vezes a mistura de raça dá certo, mas às vezes não dá, né? Então, em alguns

119:35

Speaker A

casos, eu posso ter um um uma mistura que não fica nem boa de corte, nem de leite. Ou algumas pode ser que fica boa de corte na mistura, outras só de leite.

119:47

Speaker A

O resultado é muito imprevisível, tá? E é esse o cuidado que a gente tem quando a gente vai trabalhar com organismos da nossa fauna. Uma coisa é trabalhar com vaca, galinha e tudo mais, a qual são organismos que a gente tá

120:03

Speaker A

criando há milh, milhares de anos, né? E mas temos problemas em algum várias misturas que não dá muito certo, tá? Então, eh, a questão é se a gente tem direito de fazer isso com organismos naturais, tá?

120:24

Speaker A

com espécies do ambiente. Essa aqui, eh, em algumas publicações encontra-se descrições, como, por exemplo, melípona e melipona marginata.

120:36

Speaker A

Como isso deve ser interpretado? Eh, [roncando] eu falei que tem outras coisas na questão de nomenclatura, né?

120:45

Speaker A

Eu falei de subespécie. Essa eumelípona que tá entre parênteses com letra maiúscula, ela é o subgênero, tá? Então, se eu tenho o gênero, que é a primeira palavra com letra maiúscula, daí se tiver uma segunda palavra com letra

121:04

Speaker A

maiúscula entre parênteses, é subgênero. Daí depois vem a palavra com letra minúscula e eu posso ter a subespécie.

121:12

Speaker A

Então são duas palavras com letra minúscula depois, tá? Eu não posso ter duas palavras com letra maiúscula, tá? E eu não posso ter uma palavra com entreênteses com letra minúscula, tá? É um código, tá? Eu fiz, quando eu dou

121:31

Speaker A

aula sobre isso, eu fiz uma formulazinha. Eu boto o G maiúsculo, o subgênero maiúsculo entre parênteses.

121:39

Speaker A

Eh, eu faço G, abro parênteses, SG em maiúsculo, fecho o parênteses, E, que seria o epítedo específico em minúsculo, e, e es, epítedo subespecífico e minúsculo também, tá? Eu montei essa formulazinha para tentar fazer os alunos entenderem um pouquinho mais. É sobre

121:57

Speaker A

gênero. Então, ah, sobre a pronúncia, né? Eu digo meliponas meliponas. Eh, normalmente se trabalha com proparoxítona, tá? Com melíponas.

122:19

Speaker A

Alguns, algumas pessoas, ah, tem que ser tudo paroxítona, tá? Meliponas. Então, o normal seria proparoxigonantes, se eu não me engano, tá? Meliconas.

122:32

Speaker A

É assim, eu eu também ouvi dizer que a o latim é uma língua proparoxítona, assim como português é uma língua paroxítona, o francês é uma língua oxítona. Tanto é que eles lá falam Ronaldô, né, em vez de Ronaldo, né?

122:50

Speaker A

Uhum. E mas o latim era mais pro pararoxítona. Então, se você puxar todos os assentos para pro pararoxítona, você vai tá falando mais latim do que [risadas] muita gente. Aí, bom, a gente tá no, já passou do nosso prazo aqui, né? Eh, tem

123:06

Speaker A

ainda algumas outras perguntas, mas como você também passou o seu contato, algumas dúvidas aí podem ser respondidas lá pelo seu contato. Vou deixar então para você fazer agora as suas considerações finais aqui, então. Tá, pessoal? Eh, sempre agradável

123:25

Speaker A

falar aqui, tá? Quando Desigo se convidou pela primeira vez, acho que eu foi daqueles alunos chato lá que ficava botando pá, isso aí é desse jeito, o outro dele chou, não, já que você tá falando tanto, vem aqui e fala você, tá?

123:39

Speaker A

Então, mas sem nenhum problema, tá? Eh, gosto de falar, eh, pode ver que eu falo bastante, né? Sou professor, então a gente fala demais. Eh, e esse tema para mim é muito tranquilo. Tem coisa que eu não vou saber, é claro, e tem coisas que

123:54

Speaker A

faz tempo que eu não li, mas é um tema bem tranquilo de conversar e por isso, se eu puder ajudar a ajudar, é só mandar o e-mail, tá? Eu tento responder o mais rápido possível dentro da dentro dos

124:09

Speaker A

milhares de e-mail que a gente tem dentro da universidade, né? E mas eh saibam que vocês estão muito bem assessorados, tá? O professor é expert nisso, já vê quantos anos ele está colocando. E esse curso que vocês estão

124:25

Speaker A

fazendo é um curso perfeito, tá? Eh, não, você não precisa ter um curso de graduação para entender algumas coisas e isso te dá uma base na questão de criação bem legal. Então, utilizando as diversas aulas que vocês têm, exemplo, até a questão de

124:44

Speaker A

nomenclatura, vocês conseguem ter uma formação muito legal dentro da melipunicultura. Então, parabéns para vocês por ter escolhido, tá? E foi novamente muito bom, tá? Adoro falar e responder as perguntas para vocês.

125:04

Speaker A

Então, tá, eu agradeço aqui da minha parte, né, essa sua participação. Lembrando que agora vou falar o código três. Ah, já enganei uns aí, não tem código três hoje. Hoje são só dois e duas perguntas. Eu fiz as perguntas

125:17

Speaker A

baseadas aí no no que eu já sabia aí do da tua aula. [risadas] Eu acho que eu acertei ali a pergunta sobre essa questão das maiúsculas e minúsculas, a língua usada, enfim, né?

125:30

Speaker A

Fiz duas perguntas sobre isso. Então, tá, pessoal, a gente vai se ver, então, na quinta-feira. Vamos falar um pouco sobre empreendedorismo dentro da melipunicultura e também um pouco sobre mais um pouquinho sobre produtos da Meliponicultura. Fica aqui então o meu

125:48

Speaker A

abraço, meu desejo de que tenha uma boa noite de descanso e até lá. Boa noite, pessoal. Boa semana também.

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