**36 Manejo mel — Transcript & Summary | SozAI**
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Curso de manejo e produção de mel com abelhas sem ferrão, com foco na meliponicultura profissional e regionalidades brasileiras.

## Key Takeaways

- A meliponicultura é uma atividade profissional viável com manejo adequado e conhecimento regional.
- Existem diferenças climáticas e ambientais que exigem adaptações específicas no manejo das abelhas.
- O mel de abelhas sem ferrão possui regulamentação própria que deve ser seguida para comercialização.
- A convivência com espécies consideradas pragas agrícolas é importante para a preservação e polinização.
- A troca de experiências e treinamentos facilita a padronização e melhora das práticas na meliponicultura.

## What the video covers

- Apresentação do curso de qualificação profissional em meliponicultura, com foco na produção de mel.
- Participação especial de Patrícia Dromon da Embrapa, com vasta experiência em abelhas sem ferrão.
- Discussão sobre a diversidade de espécies de abelhas sem ferrão e suas distribuições geográficas no Brasil.
- Importância do manejo adequado das colônias para produção comercial de mel.
- Desafios regionais, como variações climáticas e ambientais, que influenciam o manejo das abelhas.
- Experiências internacionais e nacionais da palestrante, incluindo treinamentos na Austrália e missões na Etiópia.
- Apresentação de um livro publicado em 2024 que reúne conhecimentos regionais sobre meliponicultura.
- Normativas e regulamentações atuais para a produção e comercialização do mel de abelhas sem ferrão.
- Discussão sobre bem-estar das colônias e cuidados com alimentação e manejo para evitar perdas.
- Enfoque na profissionalização da meliponicultura para acesso ao mercado e sustentabilidade.

## Chapters

1. 00:00 Introdução ao curso e apresentação da palestrante
2. 07:11 Experiência profissional e trajetória da Patrícia Dromon
3. 18:26 Distribuição geográfica das abelhas sem ferrão no Brasil
4. 30:01 Comportamento e coleta de recursos pelas abelhas
5. 40:18 Desafios no manejo e adaptação das colônias
6. 50:09 Bem-estar das colônias e cuidados com o ambiente
7. 62:23 Normativas e regulamentações para meliponicultura
8. 73:16 Alimentação suplementar e manejo para produção comercial

Answers

## Questions about this video

Qual o foco principal do curso apresentado no vídeo?

O curso é focado na qualificação profissional para manejo de abelhas sem ferrão visando a produção comercial de mel.

Quais são os principais desafios regionais para o manejo das abelhas sem ferrão?

Os desafios incluem variações climáticas como temperaturas elevadas e baixa umidade no Nordeste, além de diferenças ambientais que exigem adaptações específicas no manejo.

Existe regulamentação para a produção e comercialização do mel de abelhas sem ferrão?

Sim, há normativas específicas que regulam a colheita, pós-colheita e beneficiamento do mel de abelhas sem ferrão, garantindo qualidade e segurança para o mercado.

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00:03

Speaker A

Boa noite. Boa noite. Boa noite, pessoal. Vocês que estão aí do outro lado da tela. Hoje é o dia 8 de setembro. Alguns já queriam que fosse 8 de dezembro, né? 8 de dezembro é a nossa cerimônia de encerramento, né? Para

00:18

Speaker A

aqueles que atingiram os objetivos aí da certificação do curso. Mas hoje, por enquanto, né, 8 de setembro e a gente vai dar prosseguimento aqui às nossas aulas aqui nesse curso de qualificação profissional. Lembrando que hoje a gente vai ter uma estreia, né, mais uma estreia aqui no curso, uma

00:43

Speaker A

pessoa que ainda não participou em nenhuma das edições e a expectativa é boa com relação a isso. Eu acho que vocês vão gostar também da participação e a ideia é mostrar um pouco da realidade mais lá do

01:01

Speaker A

Nordeste e uma temática assim voltada para a produção de mel. Claro que ela vai abranger outros temas, outros assuntos também, né? Que ela conhece bastante dessa realidade. Então, antes de apresentar ela, fica aqui o meu bem-vindo a todos vocês. Não importa onde vocês estão, se estão na região

01:25

Speaker A

Sul, Sudeste, Centro-Oeste, Norte e Nordeste. E o pessoal lá de fora, né, pessoal dos estrangeiros, né, que estão aqui assistindo também a nossa aula. E o pessoal aí, os veteranos, né, aqueles que já concluíram, vão ter a oportunidade de ter um assunto

01:44

Speaker A

diferente, né, que não viram nos anos anteriores. Então, fica aí também essa temática aí para quem está assistindo esta aula pela primeira vez. E eu apresento para vocês, então, a Patrícia, Patrícia Dromon, não sei se ela é parente lá do Carlos

02:07

Speaker A

Dromon de Andrade, né? Acho que não, né? Mas enfim, Patrícia, eu vou permitir que você se apresente aí, então, pro pessoal.

02:16

Speaker A

Eh, boa noite. Boa noite a todos. Boa noite a todas. Dizem que é uma família só, né? A família Drumon com M, com dois Ms. O meu é com um M só. Um prazer enorme estar aqui com vocês. Eu trabalho na Embrapa

02:34

Speaker A

já 24 anos trabalhando na Embrapa e vamos hoje, né, compartilhar aqui um pouquinho da nossa experiência com as abelhas sem ferrão.

02:51

Speaker A

Muito bem. Então, está aí a apresentação da nossa colega aí de trabalho. Bom, acho que a gente já pode partir então logo para a apresentação da aula e vou aproveitar aqui então para você,

03:06

Speaker B

tá? Eu vou colocar agora no modo apresentação. Eu não vejo mais vocês, mas ah, tá aparecendo direitinho a tela, Sig?

03:25

Speaker B

Não, você acabou de tirar ela da tela.

03:25

Speaker C

Eu coloquei no modo apresentação. Sim. E aí não sei

03:31

Speaker D

e aí saiu, caiu fora.

03:34

Speaker E

É, então vamos tentar de novo aqui para poder ficar bem direitinho, porque ah, deixa eu voltar aqui pra gente não ter nenhum problema.

03:53

Speaker E

Aqui, ó, eu entro aqui. Certo? Aí, agora eu vou de novo compartilhar a tela aqui.

04:10

Speaker E

Ué, por que que ele... Ah, ele tá dando tela inteira. Ah, agora foi. Compartilhar.

04:21

Speaker E

E agora se eu colocar no modo de apresentação, você tá vendo o Sig? Tá.

04:26

Speaker E

Sim, sim. Carregou. E

04:26

Speaker F

se eu colocar no modo de apresentação? Caiu fora de novo.

04:30

Speaker A

De novo? Por que será? Mas se ficar desse jeito, dá para ver direitinho? Não, caiu fora? Não tem.

04:37

Speaker B

Ah, já caiu de novo. Mas por que só tem nós dois na tela?

04:41

Speaker C

Ah, que interessante para mim aqui. Vamos tentar de novo. A gente testou, né? E deu certo.

04:55

Speaker D

Sim. E agora ele tá... E agora ele tá fazendo isso. Dá para ver direito assim?

05:07

Speaker E

É, assim eu consigo ver. Não tem uma lá em cima no meio do de cima. Tenta naquele lá de cima. Você fala o aquele de compartilhar PDF e apresentação

05:19

Speaker F

lá em cima tem o negócio, apresentação de slides bem em cima no menu, quase no meio.

05:27

Speaker F

Tem, tem aqui apresentação de slid.

05:27

Speaker A

Ah, sim. Vamos ver se dá por ali.

05:32

Speaker B

Vamos ver se dá certo. Do começo ali, acho a primeira bem à esquerda. Do começo. Assim.

05:37

Speaker C

Isso. Agora ficou. Melhorou.

05:40

Speaker D

Melhorou. Então tá, gente. Obrigada aí pela oportunidade de estar aqui conversando com vocês. Ah, eu queria mostrar para vocês um pouquinho da minha experiência com a abelha sem ferrão. Eu comecei na minha graduação na Universidade Federal de Viçosa, né? Já tem bastante tempo. E foi quando eu

06:10

Speaker D

comecei trabalhando com a Guaraipo, a melona Bicolor Bicolor. Depois eu fui para Ribeirão Preto fazer o mestrado e o doutorado e trabalhei com as plebeias, as que a gente conhece de mirim, mosquito, né? Foram 7 anos trabalhando com as plebeias e sempre focada no

06:32

Speaker D

comportamento, né? Essa foi o meu foco, né, durante a minha formação, o comportamento de operárias e rainhas dentro do ninho, né? Eu trabalhei em Viçosa com o professor Lúcio Antônio de Oliveira Campos, em

06:49

Speaker D

Ribeirão com a professora Luci Bego, professor Ronaldo Zuk. Depois eu fui para a Austrália, fiz um treinamento de 2 anos lá, foi quando eu conheci as espécies da Austrália. Voltei pro Brasil, fui para o laboratório da Dra. Vera Imperatriz Fonseca e da Dra. Maria Cristina

07:11

Speaker D

Ariz. Mexer um pouco com biologia molecular das abelhas, aprender um pouco de ferramentas moleculares. Passei no concurso da Embrapa e fui para o Acre. E lá trabalhei 17 anos, mas não com abelhas, porque eles queriam alguém para criar paca e capivara. Só que eles fizeram um concurso muito

07:35

Speaker D

amplo de fauna silvestre e eu passei, né? Porque abelha sem ferrão é fauna silvestre. Então eu fiz um pouquinho de tudo lá, mas tive uma oportunidade enorme de trabalhar nos projetos de assentamento, de fazer implantação de meliponário. Então foi uma experiência maravilhosa.

07:55

Speaker D

Em 2019 eu fui para Teresina, é onde eu estou agora, no Piauí. E aqui eu comecei trabalhando com abelha Arapuá, vocês que também conhecida como Irapuan, abelha cachorro, né? Então, a gente fez a criação e manejo dessas abelhas. Ninguém gosta delas, né? Elas causam

08:16

Speaker D

alguns prejuízos aí, alguns problemas na agricultura, em alguns cultivos agrícolas, mas elas são polinizadoras. Então, a gente não pode matar essa abelha, né? A gente tem que pensar em estratégias de convivência com essa abelha. E desde que eu entrei na Embrapa, eu tive a felicidade de

08:37

Speaker D

participar de missões na Etiópia, né, duas vezes para poder tratar de abelha melífera, né, abelha com ferrão. E em 2024 para dar um treinamento sobre criação e manejo de abelha sem ferrão, a experiência do Brasil, né, a experiência

09:00

Speaker D

brasileira. Ah, então o que eu vou falar hoje aqui tem a ver com essa experiência que eu vim acumulando ao longo dos anos. Ah, Sig tá passando o slide direitinho.

09:21

Speaker D

Vocês estão me

09:21

Speaker E

rodando, tá? E vou falar também. E o que eu falar vai ser encontrado, pode ser e é encontrado aqui nesse livro que foi publicado em 2024. Ele é um livro no formato de perguntas e respostas. São 20 capítulos, 43 autores. Por

09:47

Speaker E

que a gente resolveu juntar tanta gente? Porque a gente queria captar as experiências regionais, né? Então, nós temos pesquisadores, temos profissionais, na realidade, não são só pesquisadores, de todas as regiões brasileiras, né, e de várias instituições, não só

10:09

Speaker E

na Embrapa, justamente porque a ideia era pegar essas regionalidades e para minha surpresa, não encontramos tantas assim, tantas peculiaridades assim e eu acredito que por quê? Qual seria o motivo?

10:27

Speaker E

O acesso a treinamento. Eu acho que tá mais fácil agora estudar sobre o assunto e com isso as práticas vêm sendo um pouco padronizadas.

10:38

Speaker E

É lógico, né? Lógico que alguns problemas são realmente muito particulares. Eu aqui em Teresina não tenho problema com baixas temperaturas.

10:48

Speaker E

Meu problema é outro. Temperaturas elevadas, baixa umidade do ar, relativa do ar, né? Então eu não tenho temperaturas chegando próximo de zero, aliás, nem perto, né, do zero, como se tem algumas serras, por exemplo, no Sul do Brasil, né, Santa Catarina, Rio Grande do Sul.

11:13

Speaker E

Ah, pensei da gente conversar um pouquinho algumas coisas, uma introdução, uma pequena introdução. A maior parte da nossa conversa, ela é focada no manejo das colônias para a produção de mel. Isso aqui é realmente no sentido de quem quer, no sentido da profissionalização da meliponicultura,

11:35

Speaker E

quem quer criar e produzir mel com fins comerciais, né, para acesso ao mercado. Então, a maior parte da nossa fa

11:59

Speaker E

a gente tenha condições de conversar sobre elas, que é uma forma da gente aprender, né? É assim que eu aprendo também. É quando me fazem as perguntas e me obrigo a pensar, né, a pensar mais. Então, vamos começar, vamos começar com

12:16

Speaker E

os aspectos gerais. Ah, vou começar aqui me justificando, né? Quando eu aprendi, eu aprendi a usar o termo racional, criação racional, caixa racional. Só que ao com o tempo eu vi que eu percebi que algumas pessoas achavam ofensivo esse termo racional.

12:40

Speaker E

Por quê? Porque se você faz diferente daquilo que é proposto, quer dizer que é irracional, que a sua criação é irracional.

12:52

Speaker E

Não é, né? A ideia não é essa, né? Por trás desse racional tem a criação técnica. Mas então eu eu eu evito. Eu não tô falando mais criação racional, tô falando criação técnica, caixa de criação e uso muito o termo

13:09

Speaker E

comeia paraa abelha sem ferrão, né? É a caixinha que você construiu para poder acomodar a a as abelhas. Nem todo mundo gosta disso, né? gosta de separar coméia para apicultura, caixa de criação para meliponicultura, mas eu acho cômodo eh falar de colmeia. Então vocês vão me ouvir falar bastante

13:33

Speaker E

de colmeia aqui. Ah, o mel de abelha sem ferrão, né? Ele é um mel eh é eh eh cheio de peculiaridades, né? uma diversidade enorme de sabores, de cores, eh, diferente do mel da abelha com ferrão, a melfera, né?

14:00

Speaker E

A gente geralmente atribui essas diferenças ao quê? A matéria-pra que a abelha tá coletando. Então, a principal matériapra da que que da do mel é o néctar das flores, né? Não é só isso, mas é a matériapra principal, o néctar das flores.

14:20

Speaker E

Mas toda essa diversidade de sabores, de de cores também tem relação não só com a vegetação, né, mas tem relação com a espécie de abelha. A gente não pode esquecer que quando ela vai na flor e colecta o néctar, ela tá transportando

14:41

Speaker E

isso aonde? no papo. E no papo tá adicionando ali o quê? Algumas enzimas. E depois isso vai para um pote, pros potes, isso vai passar para um processo também de transformação físicoquímica. Então, o mel ele tem relação com as com

15:07

Speaker E

a vegetação, certamente, mas também tem relação com a espécie de abelha. E aí é óbvio, porque a diversidade é tão grande, não é mesmo, gente? Quantas espécies de abelhas sem ferrão nós temos, né, catalogadas entre 500 e 600 espécies no mundo. Estima-se mais ou menos 800, mas

15:32

Speaker E

catalogadas tem em torno de entre 56 e 60 espécies. Por que essa essa divergência? Por que não 500 ou por não 600? Porque depende muito do autor do estudo, né? Existe divergências com relação o que é reconhecido como

15:50

Speaker E

espécie. Então, de vez em quando aí dão essas diferenças só no Brasil. Então, se a gente tem, olha, tem espécie de abelha sem ferrão, né, na América aqui do Sul, na América Central, na uma parte da África, na

16:05

Speaker E

China, na Austrália, no Brasil nós vamos ter entre espécies catalogadas. Isso significa que metade das abelhas que ocorrem no mundo ocorrem aqui no Brasil, né? Então por isso que a gente tem, que já é um país muito rico também em termos de florada, mas e é um país

16:31

Speaker E

muito rico, então em termos de espécies sem ferrom. No Brasil, todas as regiões tem abelha sem ferrão.

16:45

Speaker E

Ah, esse é um estudo feito pelo pelo Dr. Davi Nogueira. Ele ah registra aqui na no norte em torno é cerca de 197 espécies. Na na região Centro-Oeste 99, no Nordeste 97, Sudeste 70 e Sul, 36 espécies. Olha aqui no Piauí, 24

17:12

Speaker E

espécies. Tem mais? Tenho certeza que tem mais. Mas o que que tá precisando? mais trabalho de campo, a gente pegar as nossas amostras, depositar numa coleção de referência, né, que tem um taxonomista especializado em identificar abelha sem ferrão. Não é fácil identificar abelha sem ferrão.

17:34

Speaker E

Algumas espécies são muito parecidas e aí as pessoas às vezes ficam bravas com a gente porque quer que a gente identifica.

17:46

Speaker E

Mas as para as vezes para você dar um nome paraa abelha, você tem que conhecer o gênero todo, outras espécies para comparar. Por isso que é muito importante depositar material em coleções de referências. E nós temos bastante coleções aqui no Brasil que são muito boas e que podem ajudar a gente

18:08

Speaker E

nessa identificação. Como eu disse, a diversidade enorme, né? A gente tem abelhas de 2 mm a abelha de 13 mm, né? Estruturas de ninho, comportamento muito, muito diversificado.

18:26

Speaker E

Abelhas com ampla distribuição geográfica. Olha aí a Jataí, praticamente no Brasil todo. E abelhas com distribuição geográfica bem restrita. Olha só no Espírito Santo que a gente vai encontrar naturalmente a Uruçu capixaba, né? E isso é muito importante. Qual é a área de ocorrência natural da espécie que você quer criar?

18:56

Speaker E

Essa é uma pergunta muito importante, porque a gente, em princípio só pode criar aquela que ocorre naturalmente na nossa região. Aí você pega uma abelha que nem já tá aí, praticamente ocorre no Brasil todo. Isso significa que eu posso

19:14

Speaker E

trazer de São Paulo pro Piauí? Não, não posso fazer isso porque existem adaptações que são locais e a gente não entende muito bem ainda como é que essas adaptações funcionam. Será que o que funciona em São Paulo funciona no Piauí, né? Dificilmente, provavelmente não. E a

19:40

Speaker E

gente viu algo aqui acontecer, um um melipunicultor que sabe trabalhar com a abelha. trouxe um monte para umas monte de caixa de jataí para perto aqui de de Teresina, não foi em Teresina, foi uma cidade perto e elas foram definhando,

19:59

Speaker E

definhando, definhando, definhando. Então não caiam nessa armadilha de ficar comprando abelha de todo lado, né, de do de de locais muito distantes de onde vocês estão, porque a probabilidade de não dar certo é grande, de jogar dinheiro fora. Se vocês me perguntarem, mas tá bom, eu

20:23

Speaker E

vou trazer de longe, mas quantos quilômetros eu posso trazer no raio de 100 km, tá bom? no raio de 300. Infelizmente nós ainda não temos resposta para essa pergunta, tá? E isso é é algo que vocês vão me ouvir falar,

20:42

Speaker E

me ouvir dizer aqui bastante. Tem muita coisa que a gente ainda precisa investigar melhor em todos os aspectos. E dependendo da pergunta, eu vou responder sempre assim: depende, depende da espécie, né? Porque a nossa diversidade é muito grande. Tão grande que na hora de tentar fazer

21:04

Speaker E

uma legislação a coisa complica, né? E aí é um documento que saiu o ano passado do Ministério da Agricultura, em que eles reuniram todos os estudos que tentaram caracterizar mel de abelha sem ferrão. E veja só a umidade,

21:20

Speaker E

o parâmetro aqui, umidade, você tem mel com 19% de umidade naturalmente e mel com 36.89% de umidade, naturalmente.

21:34

Speaker E

Vamos ver acidez. Olha que loucura. varia de 2 a 219. Então, quando você pega a amplitude de algumas análises que são exigidas pelo Ministério da Agricultura para abelhamelífera, né, é uma amplitude muito grande. Olha a diferença do valor mínimo pro valor

21:56

Speaker E

máximo. Como é que você faz legislação desse jeito normativa? Porque até neufalso entra aqui, né, nesse com esses valores tão amplos. Mas dizem que vai sair, né? Diz que vai sair uma regula, uma legislação para identidade, qualidade de mel. Ah, disse que tá para sair. A gente

22:17

Speaker E

espera aí que que saia rápido. Vamos ver como é que eles vão, como é que vai ser resolvida essa situação. Bom, nós temos aí um monte de abelhas que a gente pode estar criando para produção de mel. Então, como é que eu

22:32

Speaker E

decido qual espécie vou criar? A gente tem algumas que são, digamos, a a as preferidas, eu acho que do Brasil todo, né? As abelhas do gênero melípona, né? Tiúba, urussu amarela, mangassaia. Eh, eh, então a gente tem diferentes

22:56

Speaker E

espécies de melona que são criadas no Brasil todo. São abelhas de grande porte, né? Então são abelhas eh boas de produção de mel, eu digo em termos de quantidade. Então a gente vai ter ali em torno do quê? Uns 7

23:14

Speaker E

L por ano, né? Vo raio de voo muito acima de 2 km. Então elas visitam uma grande diversidade de plantas. são de modo geral mansas, tranquilas, embora existam algumas espécies que são que sejam mais reativas, né? Uma uruçu boi,

23:37

Speaker E

vocês já tiveram oportunidade de lidar com uruço boi, ela, se ela tiver com cheia de mel, então ela fica muito reativa, muito reativa.

23:47

Speaker E

Aqui no Piauí, na tem uma região que aqui que a gente tem um trabalho que o pessoal gosta muito de escaptrigon. Eh, aqui a ela é conhecida como Manso, abelha Manso, foi identificada recentemente como escaptrigona dépiles e a abelha brabo, identificada recentemente como escaptrigona

24:12

Speaker E

tubiba. São abelhas menores, mas a enquanto a uma melpona, né, pode ter dentro da caixa de 300, dependendo da espécie a 3.000 abelhas operárias, uma escaptrigona déplises pode ter, é, dependendo da espécie, a escaptrigona, dependendo da espécie pode ter 10.000 operárias.

24:38

Speaker E

Então elas às vezes são, elas são menores, mas tem uma quantidade maior de abelhas dentro da colônia, dependendo da espécie. Essa brabo daqui do Piauí tem um mel maravilhoso. Ele é ácido, ele é muito diferente da da do sabor encontrado eh de o sabor de mel de outras espécies.

25:03

Speaker E

Eh, dá um molho pra salada de de alface com tomate. Nossa, maravilhoso. Uma coisa espetacular. Mas a mais popular, eu acho que a mais criada para fins de produção de mel no Brasil todo é a Jataí. Justo, ela não

25:22

Speaker E

produz muito, né? Qu 1 L, bem manejada, chega a 2 L, mas é essa ampla distribuição geográfica. Eu acho que é por isso que ela se tornou muito popular.

25:38

Speaker E

Ah, então no meio dessa diversidade toda, como é que eu vou escolher? Siga a norma, né? A gente não tem que criar as abelhas que ocorrem naturalmente na nossa região. Então, aqui no Piauí, graças aos melipunicultores que se uniram, certo? Nós conseguimos a

25:59

Speaker E

nossa normativa que orienta os procedimentos de uso e manejo e e criação de abelhas sem ferrão. E graças ao aos melicunultores, nós temos agora uma listinha, né, de quais espécies a gente vai poder criar aqui no Piauí. E isso é bom, que isso traz segurança jurídica,

26:24

Speaker E

né? Abelha sem ferrão faz parte da fauna silvestre. a gente tem que ter algumas autorizações para criar. A gente tem que dizer que espécie que a gente tá criando. E agora com as normativas a gente passa a ter segurança jurídica.

26:42

Speaker E

Então a gente tem aqui nessa listinha em torno de acho que são 23 espécies autorizadas para serem criadas aqui no estado do do Piauí.

26:56

Speaker E

Mas na no meu estado não tem essa lista, né? Não são todos os estados que tem.

27:02

Speaker E

Como é que eu faço? Eu olho uma portaria que foi publicada pelo Instituto pelo ICMB em 2021. Então lá eles tentaram fazer um trabalho nacional vendo a área de ocorrência, as iniciativas de criação. Então eu sei que ah, vamos ver aqui a plebécipes, né? Eu posso aqui, olha, tem São Paulo,

27:29

Speaker E

Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina. Então isso aqui é uma orientação. Nenhuma das duas listas está perfeita, está 100%, né? Isso é um esforço inicial feito com as informações disponíveis e que tá sendo amadurecido, né? Então vai precisa, a gente precisa de interagir

27:51

Speaker E

mais com os meliponicultores, inclusive não pode ser só uma coisa de de academia, mas com o tempo a gente vai ajustando, as coisas vão se ajustando e quem querar tem que criar. Quem quer criar abelha precisa também de de pensar

28:08

Speaker E

mesmo nas questões ambientais, não tem como escapar. Então aqui um trabalhinho que eu tirei do encontro do encontro sobre abelhas de Ribeirão Preto que aconteceu o ano passado, a o pessoal de do Instituto Federal do Sul de Minas, né, eles a testaram

28:31

Speaker E

eh Jataí, Mandaçaia e Marmelada na época do frio, nos meses de inverno, de maio a julho. e viro que já tá aí mandar saia sofreu bastante. Isso significa que a gente vai ter que cuidar. Quem quiser criar dessas abelhas precisa, vai ter que tomar algumas

28:53

Speaker E

medidas extras. Marmelada já reagiu melhor, provavelmente para aquela região essa abelha seja mais interessante de criar. Quando a gente pensa em produção em escala, tá? não tô fazendo, falando daquela produção que é mais caseira, que é por hobby, né? Então é uma coisa mais em escala.

29:16

Speaker E

Então a gente tem vários aspectos que a gente vai ter que começar a cuidar para que seja uma atividade sustentável, porque eu tiro do ninho natural, passo pra caixa, não entendo como funciona, ela morre.

29:32

Speaker E

E aí isso não é sustentável, né? Isso aí não é não é sustentável. Curiosidade, todas as espécies de abelha sem ferrão produzem mel, né? Vocês já ouviram falar da abelha limão na listremelita? Ela não visita flores, ela saqueia a os ninhos de outras abelhas e pega o

30:01

Speaker E

material que ela precisa e leva pro ninho dela. Então ela não é uma espécie que visita a flor, que coleta a néctar para produzir mel. Esse é um exemplo que a gente tem aqui.

30:16

Speaker E

Todo mel produzido por abelha sem ferrão é próprio para o consumo humano. Isso me lembra muito o professor K, né, que que faleceu em 2018. Ele gostava muito de contar os causos dessas casos aí, dessas dessas coisas diferente que aparecia. Então, o Mel Velho, ele tem um teor

30:38

Speaker E

alcoólico, tem um teor alcoólico maior, né? Então ele pode sim te fazer mal, causar tontura embriaguez. Tem mel que é que causa alucinação. Diz que o mel da feiticeira, a trigona recursa, vocês já ouviram falar nessa abelha, ela faz ninhos no no no pé de no no

31:00

Speaker E

copzeiro, no copzeiro ou às vezes naquelas panelas que formem nas raízes de algumas árvores, né? que ele é alucinógeno.

31:11

Speaker E

E tem alguns ms também que eles podem eh fazer mal, são tóxicos, né? No na minha época de Acre, eu passei muito mal uma vez, tomando mel de uma abelha do gênero melípona, né? E e até hoje eu não sei o que aconteceu. Eu não sei se a gente já

31:29

Speaker E

exagerou, porque ele tava maravilhoso. A gente tinha tava tirando de uma árvore, né, o o ninho, coisa que não se faz mais, a não ser que você esteja tem autorização do órgão ambiental.

31:47

Speaker E

Eh, e era muito forte, era muito meu e a gente e era delicioso. Pode ser que eu tenha exagerado, mas pode ser que tenha acontecido alguma coisa. Eu sei que bateu no estômago e voltou, né? Então, passei muito, muito mal com esse mel.

32:05

Speaker E

Abelha limão a gente pode consumir, quer dizer, não, o mel não é dela, ela saqueou. Alguns estudos dizem que é tóxico, mas eu eh a gente precisa de investigar melhor isso.

32:19

Speaker E

Ah, já ouviram falar nessas abelhas que a fonte de proteína delas não é pól das flores, mas é carniça, é matéria orgânica em decomposição.

32:30

Speaker E

Então elas coletam, levam para dentro do ninho, aquilo vira uma pasta. Ah, elas têm uma um melarece que vem não de flores. Na na hipogéia não vem de flores. Parece que a hipogéia não visita a flor, mas pode vir de de

32:49

Speaker E

frutos que elas vão raspando, extraindo e aquela coisa às vezes se mistura. Ah, eu não tomaria mel dessas abelhas não, mas a gente tem que investigar, né?

33:03

Speaker E

E mel de arapuá da trigone espípis. Qual é a fama que essa abelha tem?

33:09

Speaker E

Hábitos antiigiênicos, né? Ela vai em carniça também, ela vai em feeses. Então, toda essa estrutura que vocês estão vendo externa do lado de fora, isso é eh isso aqui, isso tem fees no meio. Se vocês puserem de molho isso

33:27

Speaker E

aqui, vai vir um cheiro forte de feeses. Mas pra nossa surpresa, quando a gente foi analisar no laboratório se tinha contaminação por feeses, por coleiformes, não encontramos, né? Então ela de algum jeito consegue evitar essa contaminação. É um

33:51

Speaker E

mel maravilhoso, ele é denso, ele é forte, muito saboroso, mas tem que tomar muito cuidado na hora de coletar, justamente porque a estrutura externa tem fees, então não pode misturar uma coisa com a outra, né?

34:07

Speaker E

A hora da gente coletar. As abelhas estão se virando muito bem. Aqui é só uma curiosidade, né, para você ver que são abelhas realmente bem oportunistas. Isso aqui, né, é o é a cor padrão do ninho de abelhas eh arapuá. E aqui a gente tem o ninho que tá branco. O que

34:26

Speaker E

que aconteceu? Esse ninho aqui, ele tava perto de um laboratório da Embrapa meu Norte que tava em reforma e eles estavam eh eh cortando madeira, pois ela não ia lá, pegava o pozinho e não levava. encheu a parte externa de pozinho de

34:43

Speaker E

madeira e ficou branco o ninho. Então, mostrando que o quanto que ela é versátil no uso de materiais.

34:56

Speaker E

Meliponário localizado em área urbana, né? Isso agora tem eh aumento cresceu o interesse, né, das pessoas criarem abelha sem ferrão em área urbana, [roncando] né, que tem também poluentes, né, é carro, é indústria, ah, e mesmo quem quem quem cria em área rural, mas que tem às vezes um uso

35:23

Speaker E

intensivo de agrotóxicos, a gente sabe que abelha sem ferrão que o mel, não só de abelha sem ferrão, não, o mel de modo geral ele é um excelente indicador de qualidade ambiental porque ele retém, ele retém partículas que

35:40

Speaker E

estão na fumaça. Então, esse é um trabalho feito no sul do Brasil com a no Rio Grande do Sul e o pessoal de Maringá também é mostrando, né? Esses hidrocarbonetos aromáticos policíclicos, eles são de da fumaça, de carvão, de petróleo, até de cigarro. Então eles encontraram essas partículas

36:10

Speaker E

no mel de abelha sem ferrão de, se não me engano, de 13 espécies, se não me engano. Eh, metais pesados também tão sendo t sido encontrado e eh agrotóxicos também têm sido encontrados. Então, a gente tem várias vários estudos nesse sentido. O que que

36:30

Speaker E

a gente precisa entender melhor? Primeiro, o que que isso tá fazendo com as abelhas? Não tá matando direto, não é o efeito letal que a gente consiga visualizar, dependendo da dose, você não mata direto. Mas existe efeito subletal,

36:47

Speaker E

quer dizer, a abelha não vai morrer agora rápido, mas ela vai se perder, vai ficar desorientada, ela vai começar a nascer abelha pequenininha dentro, né? Vai começar a nascer abelha com alguma deficiência. uma asa torta, alguma coisa que atrapalhe o desempenho

37:08

Speaker E

dela. Então, ela não morre de imediato, mas ela pode ir perdendo, né, comprometendo o desempenho dela com o tempo. E o que acontece com a gente, né? Quer dizer, eu consumi mel 10 anos, 20 anos, 30 anos. Com esses resíduos, o

37:30

Speaker E

que será que vai acontecer com a minha saúde, né? São coisas que a gente eh precisa de investigar melhor. Mel puro, mel adulterado, mel falsificado. Vocês já devem ter visto sobre isso. É só aqui, eu só pus aqui

37:49

Speaker E

para dizer que eu não acredito em nenhum desses testes que são caseiros, né? Eu eu acho que o único jeito que tem de identificar de fato é com a análise análise laboratorial. Eh, só que não dá, né? como é que eu vou

38:04

Speaker E

comprar o mel e toda hora vou mandar fazer análise? Não tem sentido. Então, a origem desse mel, ele é muito importante. Se ele tem um certificado, né, isso é importante, ou se é de um criador que eu conheço, que eu confio.

38:20

Speaker E

Tudo isso é muito importante porque tem a ver com a saúde nossa, né, das da da dos nossos filhos. Então a gente tem que tomar cuidado com tudo isso. Aqui na rapio norte a gente tem um laboratório, né, que faz que presta serviços aos apicultores e

38:41

Speaker E

melipunicultores, faz algumas análises, tanto físicoquímicas como microbiológicas. Caso vocês tenham algum interesse, aqui tem os contatos da do da dos do das pessoas, né, que trabalham nesse laboratório, a Ana e a Rosângela. Mas se tiver alguma dificuldade pode entrar em contato comigo que eu ajudo a nesse contato. E a

39:07

Speaker E

página da Embrapa, o site da RRAPA, tem todas as informações que vocês precisam. Prestação de serviço, são análises eh pagas, tá?

39:21

Speaker E

Bora lá. Então, essa seria a parte inicial, a parte geral de aspectos gerais. Então, agora a gente vai focar naquilo que a gente veio conversar hoje, né? As são as boas práticas, né? Seleção, manejo e manutenção das colônias para produção de mel.

39:44

Speaker E

Primeira coisa que a gente tem que ver, porque a gente é muito preocupado com as questões eh eh técnicas assim de caixa, as ambientais de vegetação, e a gente esquece um pouco da genética, né? A gente captura muita isca da

40:03

Speaker E

natureza, né? A gente tem das iscas agora, né? Os recipientes iscas, que é o que a resolução Conama eh permite, né? né, que a gente faça as capturas ou a gente pode fazer um resgate com a devida autorização dos

40:18

Speaker E

órgãos ambientais. E são eh eh são colônias que estão na natureza, a gente não sabe nada sobre elas, se elas são vão aceitar ficar em caixas, se elas são boas produtoras de mel, às vezes ela tem vocação para pólen, né? a gente não tá

40:38

Speaker E

sabendo disso. Ah, a gente pode adquirir também de criadores devidamente autorizados, mas eu eh eu não sei como é que tá na região de vocês, mas aqui na nossa região eh não existe uma prática, não é comum prática que é extremamente importante, que é a escrituração zootécnica, né, que

41:01

Speaker E

é você anotar, você vai anotando tudo que você faz, tudo que você observa. você vai escrevendo lá num num caderno, num computador, seja lá numa planilha, né, para depois você tomar uma decisão, né, se você vai vender aquela, se você

41:21

Speaker E

vai vender aquela, aquela, aquela colônia, né, você sabe, a pessoa quer produção de mel, então você sabe que aquela abelha ela tem vocação para isso. Então, a parte da genética, ela é extremamente importante também e a gente só vai começar a entender ou tomar decisões a partir do momento que a gente

41:47

Speaker E

realmente começa a anotar tudo. Principalmente a gente que tá começando com o ninho, você não como a colônia que você, desculpa, que você não sabe nada sobre ela. Você capturou com recipiente isca.

41:59

Speaker E

E aí eu vou usar o quê? Qual modelo de caixa utilizar? Eh, são são todas perguntas que eu tenho que responder, gente, que eu tenho que ficar atenta antes mesmo de começar a criação, hein? Não é capturar com isca e

42:15

Speaker E

depois pensar: "E agora, que que eu faço com essa abelha? Eu tenho que tomar as decisões com antecedência de uma forma planejada.

42:25

Speaker E

Eu gosto muito pensando em produção de melular, essa caixa que você tem módulos, né? Você tem o ninho, sobrenueiras que você vai colocar uma ou duas ou quantas que você achar eh eh de acordo aí com com a sua experiência. Então, se o ninho tá se a colônia tá

42:47

Speaker E

fraca, eu ponho menos módulos. Se ela tá forte, eu ponho ninho sobre ninho. Época da florada, uma melgueira, mas tá tão bom, tá produzindo tanto, duas melgueiras. Então ela tem essa facilidade de você se adequar à realidade. Se precisar de dividir, tá tão forte que

43:09

Speaker E

eu tenho que dividir, é fácil também tirar os módulos, separar os módulos. Essa separação da área de da área dos potes de alimento com a área de cria me evita, né, diminui as chances, não é que é 100%, diminui as chances de ferir a a

43:29

Speaker E

rainha, de matar a rainha e fica mais fácil a colheita dos produtos, né? Ou seja, a mel, ou seja, a pólen, o que você tiver precisando. Essas seriam as vantagens. Mas nem todo mundo gosta dessa caixa, porque na hora que você

43:44

Speaker E

puxa às vezes os módulos, a abelha vai fixando, né, com os pilares de serume, aquele negócio às vezes arrebenta, arrebenta a cria ali. Ah, mas já tem solução. Então tem gente, já estão se usando barrinhas, né, de divisão,

44:01

Speaker E

justamente para dificultar que essa que que um um módulo grude no outro e na hora que você separa você vai detonar ali uma área de cria ou o o pote.

44:16

Speaker E

Tem um mundo, um mundo de versão de caixa modular de todos os jeitos, tamanhos que vocês imaginarem, né? Com a o sobrenho. Olha assim, ó. Tem, ó, com esse losango no meio redondinho. Já estão substituindo a madeira por por

44:38

Speaker E

metal para fazer as divisórias. Já tem gente colocando folha de acetato. Fica mais leve, né? Isso tudo são características boas, né, da gente pra criação deixar a caixa mais leve. Isso é importante. Tem gente que usa lixeira.

44:56

Speaker E

Eu nunca usei uma caixa com lixeira. Eu não sei que diferença que isso realmente faz, mas tem gente que usa, tem gente que não usa, né? A a aqui no Piauí, eh, o pessoal gosta, na realidade não, tem muita gente que não se adapta a essa

45:14

Speaker E

caixa modular. Eles gostam muito dessa caixa que é um caixote grande, né? Eles acham tranquilo manejar.

45:25

Speaker E

Então a gente tem muito dessa caixa nordestina, essa caixa cabocla, mas já tão gente também que tá modificando, tá fazendo essa caixa que parece um um caminhãozinho, né? A parte da frente aqui onde fica a cria é mais alta e aqui

45:43

Speaker E

éonde ficam os potes e ele se destaca para facilitar na hora de colher o mel.

45:50

Speaker E

Então, já estão se adaptando. Olha aqui o modelo de um eliponicultor que a gente tem aqui, extremamente hábil, sabe trabalhar com madeira, sabe trabalhar com abelha. Ele fez isso aqui para aquelas frias omelitas. Sabe aquela abelhinha que faz o a área de cria? São parece uns caixinhos de uva. Ela não faz

46:10

Speaker E

favo não. Ela faz células de crias que são independentes. Parece um caixinho de uva. Ele fez esse modelo para ela. São três caixinhas menores que se comunicam uma com a outra dentro de uma caixa maior e funciona muito bem, né? E

46:26

Speaker E

funciona muito bem. E tudo isso é legal. Coisa bacana quando a gente pensa em criação, mas quando a gente pensa em profissionalização da meliponicultura, ah, a gente vai ter que pensar que nós vamos ter que começar a padronizar essas

46:41

Speaker E

coisas. Não dá para ficar cada um fazendo do seu jeito, porque eu tenho certeza que mais cedo ou mais tarde nós vamos ter uma centrífuga para extrair mel de abelha, para ajudar na extração de mel de abelha sem ferrão. Então não

46:56

Speaker E

pode ficar cada um fazendo do seu jeito, né? A gente vai ter que partir para essa padronização. E eu acho que não demora, viu? Porque esse é um assunto que vem sendo discutido na China, na Austrália e eu

47:08

Speaker E

tenho certeza absoluta que já tem gente no Brasil com essa ideia bem avançada. O que precisa agora é eh ficar disponível, né, comercialmente.

47:22

Speaker E

E um preço acessível, né? E um preço acessível. Por enquanto o que a gente fala é medidas da caixa, depende da espécie.

47:32

Speaker E

Espécie grande, uma caixa maior, espécie pequena, eh, são caixas menores, tá? Não esquecer que a abelha gasta uma energia enorme para poder ficar fechando as frestas, né? controle de temperatura, controle de umidade. Então, não pode haver uma discrepância muito grande entre a população, o número de abelhas

47:55

Speaker E

ali dentro e o e a medida da caixa. Seria ótimo que se a gente conhecesse melhor os ninhos naturais pra gente poder fazer a medida da caixa mais próximo possível do que ocorre na natureza. Mas nem isso é, nem sempre

48:12

Speaker E

isso é possível. Ah, se você deixar uma caixa muito grande, as abelhas não vão subir paraa melgueira. Quer dizer, elas não elas podem não depositar, construir potes lá em cima. elas vão começar a construir no entorno da área de cria e você pode demorar mais na sua produção. Então essa

48:36

Speaker E

e esse esse essa esse ninho onde vai ficar a a área de cria, ele não pode ser grande demais porque senão as abelhas começam a construir pote ali. Mas também não pode ser estreito demais que só caiba o favo, por exemplo, os favos.

48:56

Speaker E

Porque na hora que você tira o mel, você vai deixar alguma coisa pra abelha. Você não vai tirar tudo. Então você deixa inclusive o que tá lá embaixo perto da área de cria, né? Então você faz sempre um pouco maior, mas sem exageros.

49:13

Speaker E

E cuidado com as melgueiras, né? Se você faz uma um módulo muito alto de melgueira, em algumas espécies, um pote começa a embolar com outro pote, tem sobreposição de potes. E aí você começa, vai ter dificuldade na hora de tirar o

49:31

Speaker E

mel. Então, a ideia da altura é tentar evitar que os potes fiquem um encavalado em cima do outro. Então, dependendo da espécie, isso pode acontecer, isso pode te atrapalhar na hora de tirar eh o mel.

49:53

Speaker E

Se você é de uma área fria, você vai ter que pensar no assunto, porque a gente fala em produção de mel, a gente não pode esquecer que nós temos que pensar ah nas abelhas. E aqui tá até errado, né? Bem-estar das comeias. Não é comeia.

50:09

Speaker E

Como é a caixa? É bem-estar das colônias, né? Das abelhas, da família. Esse aqui é o correto. Aqui ficar errado o slide que fala de bem-estar. Aqui tem sugestões para para as áreas mais frias, que é você ter uma parede

50:28

Speaker E

mais grossa e fazer intercalar madeira, isopor madeira. É uma proposta, né? Só não façam o que eu fiz. Só não façam o que eu fiz lá na Austrália numa numa época de muito frio, muito frio. A gente resolveu colocar as abelhas no

50:48

Speaker E

aquec no a numa caixa, né, com aquecimento controlado. O técnico da universidade, muito bom, fez para mim a caixa. Nós testamos dois dias, funcionou muito bem e eu pus as colônias, uma colônia em cada caixa de de aquecimento. Aí

51:11

Speaker E

só que eu fiz o quê? Fiz isso numa sexta-feira e fui embora e voltei na segunda. Teve um pico de temperatura, né, uma oscilação de energia. Houve um pico de temperatura e derreteu, derreteu minha caixa e eu perdi as minhas colônias. É, é, dá vontade de chorar, gente.

51:36

Speaker E

Então, na hora de testar essas coisas são muito bem-vindas, mas fique de olho, principalmente se você tá numa região de oscilações, né, da energia elétrica para porque para não passar isso, perder a sua colônia.

51:59

Speaker E

abelha que faz ninho subterrâneo aceita-se criada em colmeia? Aceita, né? Isso aí foi a gente viu lá na na Etiópia. Essa é uma abelha que lembra muito a meliponula bícare. Ela lembra muito nessa a nossa melipíona.

52:16

Speaker E

Então eles fazem esses potes de barro, ela faz nenhum subterrâneo, eles enterram, né? Faz uns buraquinhos. Então essa aqui é a entrada, faz uns buraquinhos na tampa e onde eles põe uns tubos para colocar alimento. É assim que eles fornecem alimento para elas, sem desenterrar, né? são tubos

52:37

Speaker E

perfurados e ele vai alimentando. E nós temos aqui também, né, a nossa Ouruçu do Chão, [roncando] que que é eh é é olha, 2 ou 4 L de mel por ano. As pessoas também estão criando em potes, né, potes de cerâmica e nos dois e tá

53:01

Speaker E

funciona muito bem. E no dois casos eles estão também tendo êxito em criar essas abelhas acima do solo, colocando as caixas de criação acima do solo em em prateleiras. Eh, e tem funcionado, tem funcionado também. Então, são experiências bem interessantes.

53:24

Speaker E

A geôna Mumbuca, essa é uma proposta do Cristiano Menezes, né? é a caixa modular, só que a última caixa ele pôs terra, né? E atravessando a caixa com terra. E aqui a outro, o outro módulo, né, da Melgueira, é o é uma mangueira que vem atravessando

53:46

Speaker E

e funcionou também para você criar a abelha que faz ninho no chão. Paulo Nogueira Neto, Dr. Paulo Nogueira Neto, ele tinha eh no sítio dele, né, umas caixas enormes que ele construía com tijolo, enchia de areia e enterrava a

54:05

Speaker E

umas abelhas lá nesse nessas caixas. tinha as mangueirinhas, então elas tinham como entrar e sair normalmente.

54:16

Speaker E

E foi um e foi uma das primeiras experiências, né, na criação dessas abelhas. Abelha que faz externo, aceita ser criada em colmeia, quer dizer, arapuá, irapuá, abelha cachorro, né, trigono spinips. A gente consegue criar em com meia? Consegue, embora elas façam, é o ninho externo. Então a gente tem a

54:43

Speaker E

nossa experiência aqui na Grapio Norte criando em caixa para smelífera, né? Caixa para abelha africanizada. Mas o pessoal lá da da de Petrolina, né, da Univasp, eles já vêm criando há bem mais tempo que eu, né? E eles

55:01

Speaker E

desenvolveram o módulo próprio, uma caixa própria, né? A nossa caixa modular de abelha sem ferrão, os módulos encaixam, ela é um em cima do outro, não é isso? na no módulo deles, os modos se encaixam assim lateralmente e funcionou tão bem, tão bem que esse

55:22

Speaker E

que essa ideia deu origem a um a um um protótipo, uma caixa e eles estão pedindo a patente dessa caixa. Eh, é uma caixa que foi feita para facilitar inclusive a coleta da dos produtos dessa abelha. Arapuá é uma

55:41

Speaker E

excelente eh armazenadora de pólen. Excelente. Ela tem sempre muito pólen, né? Então é uma é uma caixa para aproveitar melhor, né?

55:54

Speaker E

Esses atributos da abelha Arapuá. E a e enquanto tem gente pondo fogo, né, em ninho de Arapuá, eles estão investindo na pesquisa. pessoal de Pernambuco já conseguiu fazer até um um uma película para envolver frutas, né? Ali é uma área

56:15

Speaker E

de exportação de frutas para que aumentar o tempo de prateleira dessa fruta. E fizeram com o material da abelha trigono espíritus. Então essa coisa de pôr fogo, de destruir, não, não dá, não dá. Ela além de ser polinizadora, tem tanta coisa que a gente não conhece dela e que poderia ser

56:38

Speaker E

interessante, né? A gente podia tá aprendendo, adaptando, né, para para o nosso próprio bem-estar, né, o nosso próprio benefício.

56:50

Speaker E

Você montou seu meliponário, não é isso? Você escolheu suas caixas aí, agora você tem que cuidar dele. Então agora você vai ter que começar a observar tudo o que acontece. Tem formiga, tá dando formiga, eh e anotar tudo. Então esse é o grande

57:12

Speaker E

diferencial. Anote tudo e observe que aqui eles não estão abrindo as colmeias, porque esse negócio de abrir comeia é só planejando, com planejamento. A gente não abre comé de qualquer jeito, né? É só quando é realmente estritamente necessário, porque você altera a temperatura, né, o

57:39

Speaker E

microclima lá dentro, você danifica algumas estruturas e obriga as abelhas a gastarem toda aquela energia de novo naquela naquela construção. Você coloca em risco a a rainha, né? Você pode abrir um pote ali e e aquilo ali solta aquele cheiro, né, que

58:03

Speaker E

pode atrair florídio. Então a gente tem que tomar muito cuidado com essa história de ficar abrindo colônia. E eh a engraçada aqui já inverteu, né? É abrindo com meia, né? só quando for realmente necessário. E às vezes a gente

58:23

Speaker E

realmente precisa para poder ver como é que estão as coisas lá dentro. E as ferramentas que vocês usarem, muito cuidado.

58:31

Speaker E

Se pegar eh uma ah uma de uma come enxerga, né? E você passa para vai mexer numa colmeia saudável, numa numa caixa com abelhas saudáveis, você pode estar transmitindo doença de uma caixa para outra. Então você tomar bastante cuidado com as ferramentas que são usadas, elas

58:57

Speaker E

têm que ser higienizadas. Posso tirar a tampa e sem precisar de abrir, né? A gente põe um visorzinho ali com uma folha de acetato que é mais em conta. Tem gente que põe vidro, mas vidro é mais arriscado, pode quebrar. Então essa folha de acetato funciona

59:17

Speaker E

bem, ela vai sujar tudo, vai se dificultar com o tempo, não tem problema, substitui, né? Então isso te permite olhar dentro sem precisar mudar demais, sem precisar mexer demais na estrutura, né, da do do do ninho ali.

59:41

Speaker E

Se puder marcar a rainha, isso é bom, saber a idade da rainha. Ah, agora gente, nelipunicultura não é apicultura, tá? Não é micultura. A gente costuma levar pra meliponicultura conhecimentos da apicultura, porque é abelha. Porque abelha é tudo igual. Não, não é porque

60:05

Speaker E

abelha é tudo igual. Não é assim. Então a gente tem, por exemplo, ah, quanto tempo vive uma rainha? 2 anos. Mas quais são as boas práticas da apicultura?

60:17

Speaker E

Eliminar a rainha todo ano. Pô, não façam isso com abelha sem ferrão. A gente nem tem isso ainda bem resolvido para dizer é a verdade. Você corre um risco muito grande de ficar sem a sua sem a sua colônia, tá? Eu já acompanhei

60:34

Speaker E

uma rainha por 8 anos. Que história é essa? Que rainha vive do anos, gente, de abelha sem ferrão, da abelha guara. É, então, eh, a gente precisa de investigar melhor. Então, não, a meliponicultura não é apicultura.

60:55

Speaker E

Abelha sem ferrão não é apmelífera, não é porque é abelha que é tudo igual.

61:02

Speaker E

Então, é muito importante ter o senso crítico e se perguntar de onde tá vindo essa informação. Ah, não, é porque eu tenho uma prática na apicultura. Na apicultura funciona assim? Será que funciona na meliponicultura? Vamos fazer pequenos testes, né? Vamos observar mais, tá bom? Antes de acreditar.

61:23

Speaker E

Trícia,

61:23

Speaker F

oi. Me permite uma interrupção. Eu preciso passar o primeiro código aí para eles anotarem,

61:31

Speaker A

tá certo? Então, diferente das outras vezes, dessa vez não tem escolha. Vocês vão ter que escrever a palavra, OK? Isso porque tinha uns espertinhos que estavam tentando, né? Então, para evitar que esses espertinhos não assistam a aula e ganhe a presença, então agora vou dificultar a vida deles. É, tem isso na

61:53

Speaker A

melicultura, quem quer passar a perna dos outros. Então, assim, ó, vocês têm que escrever a palavra ali, tá? Escrevam lá. Fui na roça e encontrei um lobo. É isso que vocês vão ter que escrever lá. Escrevam lá lobo.

62:13

Speaker A

OK. A palavra lobo. Obrigado, Patrícia. [risadas] adorei. Bom, então vocês já montaram neliponário, já estão fazendo todos os registros de todas as intervenções, se deu alimento, se não deu alimento, se apareceu formiga, se não apareceu formiga. você chegar à conclusão que tem

62:39

Speaker A

determinadas caixas que elas estão muito fortes, são excelentes produtoras de mel e você vai dividir, você vai multiplicar, né, essas que têm essa característica que você deseja.

62:53

Speaker A

Não vamos entrar nesse assunto aqui, né? Mas ah, você pode, o que a gente faz na maioria das vezes, na grande maioria, até onde eu sei, é o método tradicional que você faz de uma colônia, você vai fazer uma outra, uma colônia forte, né,

63:07

Speaker A

doadora forte, mas existe essa possibilidade da produção massal, né, de você fazer várias mini colônias com material de diferentes colônias. Ela ela e aí só que você controla tudo, até o acasalamento você vai controlar, elas vão ficar confinadas. Responsabilidade 100% sua. É uma

63:33

Speaker A

metodologia que exige eh uma uma atenção muito grande. Até onde eu sei, nós não temos meliponicultores adotando essa metodologia. Até onde eu sei, posso estar enganada, né? Esse Brasil é enorme, pode ser até que tenham. Eu recebi uma eh uns dois meses atrás um

63:54

Speaker A

e-mail de um de um meliponicultor dizendo que ele tinha desenvolvido a própria metodologia dele de produção e se a gente queria testar, né, para poder validar, estudar junto. Eu achei uma postura fantástica, né, o meliponicultor se se aproximando, né, da das instituições de

64:17

Speaker A

pesquisa. E a gente tem que fazer isso, a instituição de pesquisa se aproximando da dos melipunicultores, a gente tinha que estar mais juntinho.

64:26

Speaker A

Por uma série de motivos, eu não pude aceitar o desafio dele, mas eu indiquei um colega [roncando] que teria muito interesse de estar trabalhando nisso e eu espero que tenha dado certo. Lembrando, então, se você vai dimir a

64:46

Speaker A

quem vai, de onde você vai tirar, tem que est realmente uma boa população de abelhas, os potes de alimento também boa quantidade e que ela tenha realmente condições de doar a cria, operária, o alimento, o que for. E você faz uma nova

65:01

Speaker A

colônia ou você eh colônia ou você fortalece a uma que esteja fraquinha. Quantas, quantas abelhas eu vou ter no meu meliponário? Quantas colmeias eu vou ter no meu meliponário, né? A gente pensa muito na vegetação, depende da vegetação. Ela consegue sustentar quantas, né? Porque a abelha

65:27

Speaker A

precisa de buscar lá néctar, pólen, resina, material de construção, né? Mas a gente tem que pensar na questão da genética também. O Dr. K, ele sempre falava, não pode ter as poucas colônias da mesma espécie no seu miliponário.

65:44

Speaker A

Você tem que ter várias, mas várias quanto? Então ele tinha esse número 44 colônias da mesma espécie, mas não quer dizer que era para ser no seu meliponar em particular. Era eh contava também se seu vizinho tava criando a mesma espécie que você. contava também

66:05

Speaker A

se você tinha ninhos naturais, se você na na sua área, tá? Então, tudo isso importa. E aí, por isso que a gente diz que a melonicultura ela é uma atividade comunitária. As abelhas estão dividindo a o mesmo pasto a pícola. Então, é muito importante eu conversar com o meu

66:27

Speaker A

vizinho. É muito importante eu conversar e me entender com o meu vizinho, né? É muito importante eu ter ninhos naturais e deixar os ninhos lá quietinho sem precisar de querer passar tudo pra caixa. Deixa os ninhos naturais também.

66:44

Speaker A

Isso tudo ajuda nessa questão da diversidade genética. Mas isso não quer dizer, gente, que eu vou ficar trazendo abelha de tudo quanto é lado. Voltamos aquele assunto, tá? essa coisa de diversidade genética, aumentar divid, isso é uma loteria. Pode vir características boas

67:06

Speaker A

pro seueliponário, mas podem vir características também que são negativas, que comprometem o desempenho de sua colônia. Então, é muito cuidado com essa história. Tem muito a eh eh esse negócio fica vendendo, né, colônia. muita gente vendendo colônia, mas não explicando direitinho os riscos,

67:29

Speaker A

os riscos que que que podem eh o que pode acontecer se não tiver o cuidado devido.

67:39

Speaker A

Meliponário não é depósito de abelha. A gente tem visto umas coisas assim que dá uma vontade de chorar, um embolado no outro, um em cima do outro, de qualquer jeito. Caixa, caixa já bem detonada já. Ah, tem que ter muito cuidado, né? que

68:00

Speaker A

você vai precisar de manejar aqui. Eh, e aí então você precisa de espaço para poder fazer colocar suas ferramentas.

68:10

Speaker A

As abelhas mais defensivas, se elas tiverem muito perto de uma da outra, elas podem eh brigar, né? Já tá aí é é uma abelha mais irritadinha, né?

68:22

Speaker A

Esse cap tribuna também às vezes costuma eh colocar eh costuma invadir, né, a o a caixa de outra. Ah, então essa distância ela é importante. Ela é importante, tá? E as abelhas a gente acha que elas são rigorosas, né? Porque tem abelha guarda, então ela não

68:45

Speaker A

vai deixar a abelha de outra caixa entrar. Deixa assim, deixa assim e deixa o zangão, o macho entrar também de outra caixa. Então não é tão rigoroso assim. E nesse trânsito de entrar numa caixa, pode estar entrando doença também. Então

69:03

Speaker A

tomar cuidado aí. Eu gosto mais desse formato de meliponário, né, com a a cada caixinha com seu suporte separado, uma boa distância entre as caixas, a sombra. Olha o bem-estar também das abelhas e o bem-estar do meliponicultor. É a altura disso, gente. Altura, tá? Não

69:31

Speaker A

pode ser alto demais, não pode ser baixo demais, porque você também arrebenta a sua coluna. Então você tem que pensar muito bem no bem-estar também de quem tá manejando. Ah, isso aqui eu tirei de um trabalho feito no Acre sobre forídeos. Então o o a pessoa que fez o

69:54

Speaker A

experimento, ele colocou armadilhas de vinagre, né, para poder trair florídio a diferentes distâncias das caixinhas de criação. E aí ele viu que quando tinha essa distância maior de 20 m, eh tinha menos menor incidência de ah forítico. Então, por isso que ele fez

70:20

Speaker A

essa recomendação. Se você tem uma, o que atrai o forítio são colônias enfraquecidas que estão fracas, porque quando ela tá saudável, a população tá tá forte, ela se defende bem. Então, o que atrai forídeo são as colônias enfraquecidas. Então, tire essa colônia do seu meliponário

70:43

Speaker A

e coloque em outro local. Então você vai montar um meliponário só para manejar as suas suas colônias que não vão muito bem, né? Uma espécie ali de UTI paraas suas colônias. Isso tem muito a ver com a meliponicultura

71:02

Speaker A

profissional, né? Você tem uma o meliponário principal de produção que você maneja, mas alguma coisa ali não tá correndo bem. Você é muito interessante você ter um meliponário separado, não só para aquelas também que estão enfraquecida, você vai colocar

71:24

Speaker A

mais colmeias no seu meliponário. Você não sabe se ela tá trazendo, o que que ela tá trazendo de doença. Antes de colocar no seu meliponário principal, deixe no outro meliponário de quarentena para você observar se não vai atrapalhar o seu melip. ário de produção, que é aquele ali, você tem

71:48

Speaker A

controle dele, você faz todas as anotações. Então, para você não atrapalhar o seu manejo ali, você tome cuidado com o que tá fraco e o que tá vindo fora. Então, tome muito cuidado. Isso vocês sabem também, né, a madeira

72:07

Speaker A

prima para fazer, a gente usa muita madeira, tem que ser uma, né, uma madeira seca, sem cheiro, né? Eh, aqui a gente tem um problema enorme porque a gente compra muito por licitação e acaba vindo, a gente não consegue ter muito

72:22

Speaker A

controle da qualidade. Então, as as madeiras estão apodrecendo assim, as caixas estão apodrecendo assim com uma facilidade. É, é muito ruim isso. Mas tem gente que tá criando em bambu, tem gente criando em tubo de PVC, ah, em potes de barro, a gente já falou, mas em potes plásticos. Então tem muita

72:43

Speaker A

gente experimentando, né, e a as suas caixas, né, o que que tá usando. O importante a gente tem que entender que precisa de isolamento térmico, ventilação adequada, controle de umidade. E essa essa criatividade ela é muito boa, é muito legal, mas quando a

73:04

Speaker A

gente pensa em profissionalização, a gente vai ter que tomar depois algumas atitudes, né, algumas padronizações. A gente tem que padronizar algumas coisas.

73:15

Speaker A

Isso aqui é uma experiência bacana, mas eu acho que muito legal é proteger as suas comias, das suas caixas dentro de um outra caixa, né? Tem local que tem macaco. O macaco se você não amarrar direitinho a caixa ali, o macaco vai e

73:32

Speaker A

derruba. Então tem eh eh essa proposta feita pro pessoal lá do Sul também. uma proposta feita pela, se não me engano, pessoal do Paraná, Paraná. Eh, muito bacana para cá, para local que tem visitantes, né, parques, praças. Eu acho que é bem interessante.

73:56

Speaker A

Eh, tem tudo explicado, qual é a madeira que usa, qual a inclinação do telhadinho. Então, tem tudo explicado para um para um meliponário de produção de mel. Eh, eh, tem que ver se vale a pena o custo, né? O custo, mas é uma

74:13

Speaker A

realidade, né? Nós eh você tem alguns animais que vão derrubar sua caixa, então você tem que proteger de alguma forma, amarrar bem direitinho. Ou então você pode fazer isso, né? Tem a entradinha aqui onde ela entra e sai à

74:28

Speaker A

vontade. A entrada da sua caixa que você usa, ela tem que ser muito próxima. É interessante que ela seja próxima da natureza, né? Se for grande demais pra abelha, a abelha vai perder uma energia enorme, tempo tentando adequar aquela entrada. Se for pequena, a abelha entra

74:48

Speaker A

e perde o pól tá na perninha. Então, tem que ter aí um um um bom senso. Tem que ter bom senso. Ah, uma caixas bem feitas, bem cortadas para não ter fresta. Isso é importante também usar a fita

75:06

Speaker A

adesiva para fechar, principalmente no início, quando você tá fazendo uma transferência, quando você tá dividindo, fica ah, fica tudo muito desorganizado, as abelhas ficam meio perdidas e ali você pode ter uma invasão de de pode ter formiga que entra. Ah, então é muito importante. Tem gente

75:26

Speaker A

que usa barro, né, para fechar. Ah, se é o que tem, né, no momento, mas quanto mais limpo o processo, melhor.

75:38

Speaker A

Quanto mais limpo, melhor. Pode pintar. Pode pintar a caixa, a tinta sintética, né, só do lado de fora ou às vezes só na entrada para marcação. O verniz ecológico, se você vai usar, pode ser por dentro também, né? Tem receitinha na

75:57

Speaker A

internet. Como é que faz esse esse verniz? Ah, tem quem diga que a abelha não precisa de água, que o que ela consome, quando ela consome o néctar já é suficiente, tá? Eu discordo plenamente. Abelha precisa de água pura. Sim. Certo? Então,

76:23

Speaker A

a gente tem eh aqui na Embrapa, a gente tem um laguinho que foi artificial, que foi construído perto dos meliponários. No evento que eu tive aí em Florianópolis, né, com BRAP, eu vi uma proposta de bebedouro paraa abelha. Eu

76:40

Speaker A

não me lembro mais de qual instituição que foi, muito interessante, muito interessante também. Então, existe aí algumas alternativas de como é que a gente pode disponibilizar água pura para as para as abelhas.

76:56

Speaker A

Vegetação diversificada, tá? E aqui, eh, lembrando que não é o fato de ter planta perto que a abelha vai estar visitando aquela planta, não. Então, é muito importante vocês estarem observando de fato o que que quais são as plantas que elas estão visitando, o

77:17

Speaker A

que que elas estão coletando, coleta néctar, coleta pólen, tá coletando resina, que época do ano que elas estão floridas. Então, é muito importante montar esse calendário apícola, tá? e diversidade, diversidade, porque a a eh existem casos, né? A gente a gente eu me lembro que o professor Breno da

77:39

Speaker A

Universidade Federal do Ceará, ele contava um caso da abelha que tinha uma um plantio de um cultivo de melão perto das comeias e as abelhas saíam da comeéia, atravessava todo o cultivo, ia lá pro outro lado visitar outra planta,

77:57

Speaker A

né? Então isso é por que aquela planta, né, que nutriente que aquela planta tem que essa abelha precisa tanto, né? Pessoal da polinização da maçã tem essa dificuldade também, né? As abelhas preferem muito mais às vezes o o

78:15

Speaker A

matinho, a florzinha do matinho do que a flor da macieira. Aqui na meu Norte a gente coletou bem para analisar de onde que de qual planta que vinha. E nós temos uma área perto do meliponário que ela é irrigada e tem

78:32

Speaker A

flor, tem flor o ano todo e ela é repleta de arapuá. Mas as nossas caixas estavam viajando 1 km para pegar pól de Babaçu.

78:46

Speaker A

Por tem alguma característica especial. Esse pól de babaçu era uma deficiência nutricional que ela tinha e era resolvida só com esse pól de babaçu ou tinha muita competição naquela área cheia de flor que a gente tinha perto dela porque tinha muito aapola mas as nossas estavam buscando Babaçu que tava

79:06

Speaker A

a 1 km. Então tem muita coisa ainda que a gente tem que prestar mais atenção.

79:12

Speaker A

Então diversidade no entorno do do dos meliponários tem que ter planta que fornece nécta. Tem planta que fornece pólen, tem planta que fornece os dois, tem planta que fornece resinas e óleos e tem que ter também os troncos e as

79:25

Speaker A

cavidades para os ninhos naturais. A gente não pode esquecer também, nós precisamos dos ninhos naturais para o sucesso da nossa criação. Isso é isso é uma espécie de poupança, né? é onde você vai ter variabilidade ah genética, onde você vai manter ali algumas

79:47

Speaker A

características que às vezes até você pede com o manejo. Então tem precisamos dos ninhos naturais perto das nossas dos nossos criatórios e deixa lá quietinho, não vai mexer no ninho não. distância, né? Você pega uma melipona, ela pode viajar 3, 4, 5 km. Mas é isso que você quer? Sua abelha viajando 5 km?

80:15

Speaker A

Não é isso que você quer, porque na hora de voltar ela pode ser predada por um pássaro. O pássaro vem, ela gasta muito tempo, muita energia. Você quer ela mais perto da sua criação, né? para aumentar inclusive a a produção. Então, abelhas

80:30

Speaker A

pequenas, você precisa uma existe essa proposta de nos a a vegetação no entorno, né, bem diversificada num raio de 100 m, abelhas maiores num raio de 500 m, justamente para evitar que essa abelha faça longas viagens para conseguir o seu alimento. Cuidado que tem planta que é tóxica pra

80:54

Speaker A

abelha. Na época que essas plantas estiverem florindo, é muito importante que estejam outras florindo que não sejam tóxicas, tá? E assim pode até não matar a abelha na hora. Aquilo que eu disse, né? Eu tenho aqui no condomínio onde eu moro, ele foi arborizado com ninho,

81:18

Speaker A

né? E aí eu tenho um pé de ninho de borcha aqui bem pertinho da janela do meu quarto. Eu moro no segundo andar e de vez em quando eu fico dando uma olhadinha nas abelhas lá visitando a flor de nim. Não vejo nenhuma morta no

81:32

Speaker A

chão. Mas o que está acontecendo depois? Quando ela levou aquele néctar lá para dentro do nio dela? Será que prejudicou o desenvolvimento da larva? Não sei. Então são perguntas que a gente não sabe responder. Precisamos de saber exatamente onde

81:56

Speaker A

estão nossos meliponários e apiários, né? Justamente porque são as abelhas estão dividindo o pasta pícola. Isso, isso é essencial para eu inclusive decidir quantas colmés eu vou ter, né? Quantas caixas de criação eu vou ter, onde é que estão os meus vizinhos. Isso é extremamente

82:17

Speaker A

importante migratória. Quer dizer, se ficar viajando com as colmeias atrás de florada para produzir mais mel. Ah, posso ser sincero com vocês, eu realmente não gosto disso do jeito que vem acontecendo, certo? Transporte de abelha requer guia de trânsito animal. Então, a gente tem poucas

82:47

Speaker A

pessoas tomando esse cuidado. Guia de trânsito animal. Essa guia significa que um veterinário, né, deu uma olhada, significa que se der alguma doença, a gente sabe de a origem. Então você tem uma certa segurança com relação a pragas

83:03

Speaker A

e doenças. É muito importante se você vai transportar guia de trânsito animal. E no caso das abelhas sem ferrão, você precisa, depender do estado, é, acho que só tem um estado, você precisa tanto de guia de trânsito animal do órgão

83:18

Speaker A

ambiental como uma guia de trânsito animal do órgão eh eh agropecuário, né? Burocracia. burocracia, infelizmente, mas é o que prevalece em alguns estados brasileiros, não são todos, mas é o que prevalece em alguns estados brasileiros.

83:38

Speaker A

Você tá transportando caixa, vai colocar isso, a gente vê eh na apicultura também, né? Você vai colocar numa determinada área. O seu vizinho faz a faz criação fixa. Você não o seu vizinho não, o vizinho de onde você vai, você tá atrapalhando a produção dele, você ou não? Ou você

84:02

Speaker A

conversa com ele, ou você só chega lá e põe, né? Isso não é justo.

84:08

Speaker A

Eh, transportar exige eh um cuidado enorme, um preparo das colmeias. Você tem que fechar direitinho o que que a gente tem visto às vezes com a abelha coferrão, a italiana, né, pessoal transportando de qualquer jeito durante o dia entrando em áreas urbanas, atravessando áreas urbanas

84:31

Speaker A

com aquelas abelhas vão de tutelado. Então é estress pra abelha e risco de acidente para as pessoas que estão perto. Isso é irresponsável, né? Então, quando você tá fazendo com uma abelha que tem ferrão, você tem que tomar muito cuidado. E com a sem ferrão, você vai ficar estressando a sua abelha

84:52

Speaker A

para depois você quer que ela produza mel. Tenha santa paciência, né? E algumas chegam na nova área, não se adaptam, enfraquecem e o criador deixa lá, porque não vale a pena financeiramente trazer de volta. E aí é mais um problema para quem tá lá, que pode ser uma fonte de doenças. Então, a

85:15

Speaker A

meliponicultura migratória, ela é importante ou a apicultura migratória também, né? Os dois casos são importantes. Se você pensando numa atividade empresarial, né, você tá precisando de produzir mel, mel, mel, mais, mais, mais, mas ela exige muita responsabilidade.

85:34

Speaker A

Não pode ser feita de qualquer jeito, não, porque você tá, na realidade, você tá estressando a sua abelha e as chances de você perder eh eh dessa abelha grande. Lógico, né? planeta doente não vai ter criação de abelha, não é mesmo? Então, eh, tem abelha sem ferrão, agora

85:57

Speaker A

virou hobby, né, criado no 15º andar no na cidade de São Paulo. Que que essa abelha vai se alimentar de água com açúcar, gente, né? Essa abelha não vai se alimentar. Ela a ela não consegue todos os nutrientes que ela precisa com água com açúcar. Ela tem que ir em flor.

86:18

Speaker A

Só que a bela é muito oportunista. Se tiver uma um copinho de café, ela vai no copinho do café. Se tiver refrigerante, uma latinha de refante, ela vai no na latinha de refrigerante. Se tiver lixão produzindo com aquela com aquele chorume, né, com aquele líquido, ela vai no lixão,

86:38

Speaker A

certo? E na cidade a gente tem também o fumacê, que é um produto químico que mata a abelha. Ah, não, mas a gente fecha, vai conversar com os meliconicultores para ver se eles não perderam abelha a si mesmo, né? Então,

86:53

Speaker A

quem trabalha com a abelha obrigatoriamente tem que pensar no meio ambiente. Não tem escapatória, não tem jeito.

87:05

Speaker A

A abelha precisa de florada, não é mesmo? Então, se a gente não cuidar, não tem jeito. E aqui é só uma experiência muito interessante que eu gosto sempre de exemplificar o quanto que o entorno, a vegetação ela é importante, né? Vocês

87:20

Speaker A

viram isso na França? Isso aconteceu na França em 2012, começou a aparecer melorido. Isso com a X melífera, com ferrão. Quando foram investigar, as abelhas estavam viajando 20, eh, estavam viajando 4 km para poder chegar numa para colher resíduos de uma de uma usina que tinha

87:46

Speaker A

aquela balinha mm, sabe? aquelas balinhas coloridinhas que a gente comia muito quando eu comia, quando era criança. Eu não sei se agora é popular, nem sei. Mas acho que é assim, a a aquelas balinhas coloridas, então as vi as abelhas as dos apiários distante 4 km estavam viajando para

88:09

Speaker A

pegar resíduo de mm, de bala mm. E aí começou a aparecer mel, marrom, azul, verde, né? E se perdeu tudo, né? Se perdeu a produção, que a legislação não fala em mel azul, verde, né? Se perdeu a produção, prejuízo pros apicultores da

88:27

Speaker A

França. E aqui no Rio Grande do Sul, em 2021, aconteceu uma coisa muito parecida. Começou a aparecer melorido.

88:37

Speaker A

Agora eu mel azul, eu nunca soube o final dessa história. Se mandaram analisar o que foi, qual é a conclusão que chegaram. Então, se vocês souberem de alguma coisa, vocês me contem, tá? Que eu tenho muita curiosidade para

88:53

Speaker A

saber eh o final da sua história. Mas a mensagem aqui é a abelha, ela é oportunista, ela vai onde é mais fácil, inclusive em planta tratada com agrotóxico, né? É uma coisa que a gente pensa assim: "Meu Deus, cheiro é um negócio tão importante pra abelha, por que que essa abelha não

89:14

Speaker A

percebe que tem agrotóxo ali, vai embora, né?" Porque são produtos que às vezes vem misturado com açúcar, né? Tem açúcar ali no meio, é, é doce, então elas acabam indo, né? Então a abelha ela é oportunista, mas chega uma hora e só que se uma hora não tem jeito, né? Eu tenho aqui um

89:38

Speaker A

período de estiagem muito longo, né? Então, sem florada, tudo muito seco. Alguns locais você vai ter a questão da da do frio, das temperaturas baixas.

89:50

Speaker A

Outros locais você tem aquele período que chove demais por longos períodos e aí lava néta. Então a gente pode entrar sim com alimentação complementar desde que realmente precise. Então não é para se tornar uma prática cotidiana, é exceção quando for realmente

90:15

Speaker A

preciso. E eu não vou usar no período de florada. Eu não sei como é na região de vocês, mas aqui a gente tem períodos muito distintos de florada. Então é possível sim controlar. Eu não vou fazer mel de

90:28

Speaker A

água com açúcar, pelo amor de Deus. Isso é crime, né? Então tem que ter um bom planejamento. E nem vou preparar aquele montão de xarope, né? Vamos pensar aqui, né? Aquele montão de xarope de uma vez e e dá vontade para abelha. E aí aquele troço começa a

90:51

Speaker A

sobrar, começa a fermentar. Não é assim não. Tem que ter bastante critério, tá? Ah, e testar, fazer pequenos testes, porque algumas abelhas preferem o mel, o mel não, desculpa, o xarope mais concentrado. Outros preferem um xarope mais diluído.

91:14

Speaker A

E às vezes a mesma abelha, a mesma colônia, determinada época do ano, ela prefere mais concentrado. determinada época do ano, ela prefere mais eh mais diluído. Abelha sem ferlão não émilífera, não é isso? Então essa necessidade ela resiste mais aos períodos que são mais

91:38

Speaker A

mais hostis, né, ambientalmente, mais adverso, mais do que abelha eh africanizada. Então, muito cuidado com essa oferta de alimento. O xarope, você pode fazer uma coisa simples de água com açúcar, né, dissolvida ou você isso ou você pode acrescentar ou não um limão, um ácido cítrico, que a gente chama de

92:01

Speaker A

xarope, é, invertido, né? Você quebra o açúcar ali da sacarose e deixa com açúcares mais simples, mais mais palatáveis, o xarope fica mais doce. Eh, isso tem uma boa aceitabilidade.

92:19

Speaker A

Ã, o bombom de pôlei também é muito comum na alimentação, né? Você faz essa pasta de pole com pouco de mel, reveste ali com cera de abelhas, ou com cerha sem ferrão, né?

92:41

Speaker A

Qual é o problema? Nessa história toda, é quando eu pego o pólen, por exemplo, de uma espécie para alimentar outra. Quando eu pego mel de para alimentar minhas abelhas sem ferrão, olem de para me alimentar as abelhas sem ferrão,

93:03

Speaker A

eh, e todos esses alimentos t microrganismos, né? Não quer dizer que vai transmitir doença, não quer dizer que eles sejam causadores de doença, mas às vezes são. E aí a gente tem um caso muito clássico no Brasil aqui, que o

93:20

Speaker A

apic o meliponicultor foi alimentar suas suas colônias com pólen de ápice melífera e o pólen estava contaminado com a com a bactéria que que causa cria pútrida e começou a aparecer essa doença nas abelhas sem ferrão desse melipinicultor, né?

93:44

Speaker A

Ah, depois desse caso registrado, isso aconteceu, esse registro aconteceu em 2020, essa publicação, a gente começou a ouvir muito mais relatos sobre isso, de doenças que antes a gente conhecia ali em APS, mas agora estão aparecendo nas abelhas sem ferrão, né? São relatos. A gente tá precisando de ir mais a fundo

94:09

Speaker A

nessa questão, não é? para saber de fato o que é que está acontecendo. Ah, no semiárido existe essa crença, né, de que a gente tem poucos problemas com pragas e doenças em função da das condições climáticas, mas na realidade o que a gente tem são poucos estudos.

94:33

Speaker A

a gente tá precisando de fazer realmente um monitoramento mais sistematizado para entender melhor como isso funciona.

94:45

Speaker A

Tem um pessoas oferecendo produtos alternativos, tem pesquisas, né, com isso também para tentar baratear o custo da alimentação. Vamos usar o alimento que tá ali na propriedade. Ah, tranquilo. Podem fazer os testes, mas tenham cuidado. São testes, tem que começar devagar. Folha de mandioca, por

95:08

Speaker A

exemplo, tem produto tóxico, né? Você tem que fazer, você tem que secar bem a folha, fazer uma farinha para depois você usar aquilo. Então, v com cautela.

95:22

Speaker A

Aqui tem umas receitinhas. Vocês acham isso aqui também na na página da Embrapa, mas olha, é uma proposta para belífera. Funciona com as abelhas sem ferrão. Precisamos testar, né? Então tem que tem que ir devagar.

95:42

Speaker A

E o que tá acontecendo agora, que as pessoas estão fazendo as rações, né, e usando os microrganismos que são encontrados naturalmente dentro das das dos ninhos, das colônias, né, das caixas, para poder fermentar eh eh essa ração e ela ficar mais

96:03

Speaker A

próxima possível do que seria algo natural paraa abelha. eh na no evento de que teve o ano passado em Ribeirão Preto, tinha muito estudo sobre isso.

96:15

Speaker A

Parece que a a o no encontro sobre abelhas, né, que aconteceu em novembro, a aceitabilidade é muito boa. Ah, e as e já tem até a algumas instituições, porque para parar essa dieta fermentada, você precisa às vezes de uma estufa.

96:35

Speaker A

E aí tão fazendo uma estufa já eh eh própria, mais simples, para que possa ficar na área do produtor, né? Para ele não ficar dependente de laboratório, tá?

96:48

Speaker A

Da universidade fazer para mim, para ele ficar com autonomia. Então já tem gente pensando nisso, né? de como produtor ele mesmo pode fazer essa dieta proteica fermentada, que em princípio tem uma aceitação muito boa, muito boa pras abelhas. Na época que eu era estudante em Viçosa,

97:09

Speaker A

surgiu uma moda de dar vitamina de gente pra abelha. Abelha não é gente. Tomar cuidado com isso. Testar rações de outros animais e aí, né, tem bif proteico para ápice, essas coisas. tomar cuidado, né? A beira sem ferrão tem sua

97:27

Speaker A

biologia própria e nós não temos remédio autorizado, né? Nenhum nada autorizado aí para produto, né? Para cuidade de pragas e doenças autorizado pelo Ministério da Agricultura. Então tem que tomar cuidado com essas coisas. Isso aqui é é um trabalho que eu achei

97:46

Speaker A

muito interessante do quanto que a gente ainda tem que entender, né? Tem que estudar. Eh, puseram microchip, puseram um microchip numa abelha aqui da, se eu não me engano, era uma melipo, né? É, não me lembro mais a espécie

98:06

Speaker A

para ver o tanto que ela voava e o quanto e se a paisagem podia interferir, mais árvore, menos árvore, se isso podia interferir. Então essa espécie em particular voou a 5 km. Ela tinha essa capacidade de voar 5 km, mas

98:23

Speaker A

isso mudava se eles estivessem soltando ela para um lado que tinha mais floresta ou um lado que tava mais pelado, né? Isso tudo mudava, interferia. Mas esses chegaram a duas conclusões que eu achei muito interessante, porque quando você

98:39

Speaker A

pega uma caixa sua de criação e muda ela de lugar, leva pro outro lugar, a gente acha que com um dia ou dois essas abelhas vão se acostumar com, né, com o novo ambiente, vão fazer aquele voo de de orientação, de reconhecimento

98:57

Speaker A

e tudo bem, elas no instantinho se adaptam. Aqui eles estão dizendo que não, que demora, pode demorar até dois meses para uma abelha se adaptar ao novo ambiente dela, né? Olha só, eu levei um susto quando eu li isso aqui

99:13

Speaker A

e que nesse período de adaptação, que é importante avaliar se não vale a pena fornecer alimento suplementar, certo? Então, quem abelha para polinização tem que tomar cuidado com isso, não é chegar na véspera da florada e deixar abelha e chegar com a abelha, né? Ela tem, ela demora para se

99:37

Speaker A

ambientar e na hora que você tiver limpando perto do seu meliponário, vai cultivar alguma coisa, vai plantar alguma coisa lá que você vai precisar de derrubar, mudar a a vegetação do entorno, saiba você que você pode est atrapalhando a orientação das suas abelhas, o o voo.

99:59

Speaker A

É incrível isso, né? Eu achei bem interessante. Então, a gente tem que realmente eh observar mais, aprender mais sobre as nossas abelhinhas.

100:11

Speaker A

Produção de mel depende de abelhas saudáveis, né? Aqui não sei na região de vocês, mas aqui a gente ainda tem muito problema com folídio, né? Formiga. Em alguns lugares você vai ter essa moscona também.

100:27

Speaker A

A doença é o negócio mais difícil, né? Quando a gente vê já são sintomas, mas tem também a quantidade de vírus que tem dentro de de que que tem junto com abelha sem ferrão. É impressionante, mas não quer dizer que seja doença, que vá

100:45

Speaker A

que vá causar doença, mas um desequilíbrio pode gerar a doença. A gente é, né? Você é lego, você não é especialista no assunto, como é que você vai fazer? A gente pode até não ser especialista, mas a gente tem que f, mas

100:59

Speaker A

a gente consegue suspeitar que tem alguma coisa errada. Você começa a achar abelha morta, abelha com alguma deformidade física, desorientada, movimentando de forma errática, você fala: "Pera aí, tem alguma coisa esquisita. Lava murcha com eh com coloração meio amarela, meio amarelada,

101:19

Speaker A

lava com torcida, aquele cheiro de material orgânico de decomposição, o ser hume seco, falhas na área de postura, célula com alimento larval seco. Não nasce nova rainha. Ah, a raleira tá até lá, mas a abelha não nasce. Presta atenção. Abelha com diarreia.

101:45

Speaker A

Você fica vendo aqueles pontinhos, aqueles risquinhos na caixa. Então tudo isso é indicativo de que uma coisa não vai bem. Procure a orientação técnica, né? Procurem os técnicos da assistência técnica, procurem os órgãos agropecuários para investigar o que o que pode ser isso.

102:09

Speaker A

E eu posso pedir um favor para vocês. Eu, e, o ano passado a Embrapa meu Norte contratou uma pesquisadora para trabalhar única e exclusivamente com pragas e doenças em abelhas, com sanidade apícola.

102:26

Speaker A

E para orientar o trabalho dela, para ver o que que ela vai priorizar, eh, foi bolado um questionário, né, com algumas perguntas, poucas perguntas, não é um questionário grande, justamente pra gente entender melhor o que está acontecendo no Brasil e a partir daí orientar

102:49

Speaker A

a pesquisa dessa colega. Eu tô com o link aqui. Eu vou pedir pro pro professor Sigfit, se ele puder disponibilizar no grupo depois, professor, eu passo pro senhor e quem puder responder, a gente vai ficar assim muito, muito, muito agradecido.

103:10

Speaker A

Pode ser abelha com ferrão, a velífera. Pode ser abelha sem ferrão, pode ser criador, né, melipunicultor ou apicultor, pode ser eh é técnico de assistência técnica, pode ser pesquisador, pode ser docente, pode ser aquela pessoa que cria só por hobby, o que a gente quer ouvir. A gente

103:36

Speaker A

tem mais ou menos, o Brasil todo, a gente tem mais ou menos 500 respostas já, mas muito concentrado na região Nordeste, que é onde nós estamos, onde a nossa rede de contatos é maior. Seria muito legal ter de todas as regiões do

103:52

Speaker A

Brasil. Então eu peço licença aqui, né, o professor Sigfed para poder fazer essa propagandazinha. Eh, e por favor, quem puder colaborar e responder questionário, a a colega vai ficar muito muito agradecida, né? Ela tá acabou de chegar, mas vai fazer um acabou de chegar não, já vai fazer um

104:14

Speaker A

ano, né? Em dezembro. Meu Deus, como voa. E é muito importante. Essa aula você vai disponibilizar para eles ou não?

104:24

Speaker A

Eu não pensei nisso para dizer verdade. Por que que senhor acha? Bom, por mim,

104:32

Speaker B

qual é a prática dos outros colegas que participaram do curso, que apresent que fizeram apresentações?

104:40

Speaker B

Alguns disponibilizam, outros não, né?

104:40

Speaker C

Tá. Não, eu posso disponibilizar sim. Eu só vou fazer alguns alguns ajustes aqui, porque vocês viram que eu troquei às vezes o termo colmeia, colônia e eu não gosto disso. A gente tem que ter mais cuidado no uso dos termos, né? Então eu vou fazer esses ajustes, eu posso

105:01

Speaker C

disponibilizar sim.

105:01

Speaker D

OK. Daí vocês já vão ter esse link daí também.

105:05

Speaker E

Isso, isso é muito importante. Muito obrigada, professor.

105:07

Speaker F

Tá, eu vou aproveitar e passar o código número dois, já que eu tenia ali. Ah, já.

105:15

Speaker F

Eu vi que do lado da casa tinha um galo. Muito bem. Cocoricó. Um galo. Escrevo ali que do lado da casa tinha um galo. OK. Obrigado.

105:36

Speaker F

Muito rigoroso, professor. [risadas] Bora lá, gente. Vamos continuar. Nós estamos quase chegando. Ah, aí aqui um resumão, né? um resumão de tudo que foi falado até o momento, eh, que são as a, eh, eh, eh, que são é uma questão de atitude, uma questão de

105:58

Speaker F

postura, né? A melonicultura vai se profissionalizar se a gente realmente eh comprar algumas causas, né? a gente levar a sério algum a sério, não é nem questão de levar a sério, mas se a gente foi mais assertivo com algumas coisas.

106:14

Speaker F

Então é extremamente importante paraa profissionalização da melipunicultura você está em situação regular com os órgãos ambientais e os órgãos agropecuários. O que significa isso? Eh, eu tenho que ter cadastro técnico federal, não é isso? Eu tenho que ter cadastro na Secretaria do Meio Ambiente.

106:35

Speaker F

Eu tenho que ter cadastro no órgão que emite as guias de trânsito animal, órgão agropecuário, né, que emite, meu Deus, três cadastros, que coisa absurda, né?

106:46

Speaker F

Você não concorda? Se reúna com os seus colegas melipunicultores e vá até a secretarias e fala: "Olha, a gente quer fazer direito, mas tem que facilitar porque desse jeito tá confuso demais, não é mesmo?

107:00

Speaker F

Cuidado com o trânsito de abelhas. Cuidado com esse negócio de ficar comprando colônia de todo lugar do Brasil, certo? Escreva tudo que acontece no seu meliponário. É extremamente importante. É o que vai te ajudar a tomar decisões.

107:18

Speaker F

Qualquer coisa esquisita que lembre doença, vá no serviço veterinário, né, no órgão agropecuário que faz esse tipo de fiscalização e comente com o técnico para ele ir lá coletar material, mandar analisar.

107:33

Speaker F

Eh, tudo tem que ser muito limpo, tem que ser rápido, mas não pode ser feito de qualquer jeito, certo? Não pode demorar demais, mas também não pode ser feito rápido demais. Seu meliponário principal, colônias fortes, populosas, bem fechadinhas, bem feitinha, nada de caixa montoada, uma em cima da outra,

107:56

Speaker F

não é mesmo? E teve um problema, Monte Meliponário à parte, o da das comédias, das colônias enfraquecidas, o da daquelas colônias que estão chegando de outros locais para uma quarentenazinha, né? Então, seja cauteloso, seja cauteloso, né? na hora de ir alimentar suas abelhas, a

108:22

Speaker F

origem desse alimento, ela é extremamente importante, tá? Para não vi com problemas, para de onde causar problemas.

108:32

Speaker F

Ah, a questão das pragas e doenças, a higienização das ferramentas e até onde eu sei, o Ministério da Agricultura não tem produto nenhum registrado, viu?

108:43

Speaker F

Então, eh, a gente procura fazer aquilo que é recomendado pro Ministério da Agricultura. Isso também deixa de ser uma boa prática. E se você tá querendo mel orgânico, você vai ter que ser duas vezes mais cuidadoso. Qual você vai alimentar com açúcar? Qual açúcar? Pode açúcar

109:04

Speaker F

convencional, não, né? é açúcar orgânico. E olhe lá, você faz captura com isca e aí você pegou, você conseguiu até uma isca ocupada lá, uma colônia, umas abelhas ocuparam ali, mas você não sabe de onde ela vem, se ela veio daquela área de 3 km, que é o raio, né,

109:29

Speaker F

compatível com o manejo orgânico de acordo com a norma brasileira. Isso é muito importante. Se se eu tiver falando da norma europeia é outra coisa. Se eu tiver falando da norma dos Estados Unidos, é outra coisa. Então eu tô

109:46

Speaker F

falando aqui do mel orgânico de acordo com a legislação brasileira. Então você vai ter que item por item ver o que que é exigido na portaria do nas na nas normativas do Ministério da Agricultura que trata desse assunto para poder pleitear aí o selo de mel

110:10

Speaker F

orgânico, né? O Brasil tem um potencial enorme para entrar nesse mercado de orgânico. A gente precisa de mais organização.

110:23

Speaker F

Aqui nós tivemos apicultores que perderam o selo de orgânico porque a agricultura convencional chegou muito perto do apiário. Eles não conseguiram manter o selo. Isso é péssimo. Eh, e a gente tá pedindo o quê? um zoneamento do estado para poder deixar bem claro,

110:43

Speaker F

olha, agricultura convencional, agricultura orgânica, né, para que a gente tenha alternativas, né, o mercado, a a não só a questão da saúde, né, quando a gente consome orgânicos, mas é a questão de mercado, ele tá desejoso por produtos orgânicos, né, ele paga,

111:04

Speaker F

dependendo do mercado, né, você consegue achar nicho especiais para comercializar o seu produto, que paga o melhor seu produto.

111:16

Speaker F

Nossa Senhora, tô falando demais, né? Que horas são? Quase 9 horas. Vamos lá. Isso aqui não é muita coisa. Isso aqui é rápido, mas é muito importante, né? Eu já recebi na minha, na época que eu tava lá no

111:30

Speaker F

Acre, eu não me esqueço de uma, de um e-mail que eu recebi de uma associação de produtores em que eles diziam que tinham tido uma safra fantástica, que tinham colhido um monte de mel de abelha sem ferrão, mas

111:45

Speaker F

eles não sabiam fazer o que fazer com aquele mel. Onde é que eles iam comercializar, se eu tinha alguma sugestão de quem pudesse comprar aquele mel, né? Aí me parte o coração, porque essa é uma decisão que você tem que

111:59

Speaker F

tomar antes de você começar a produzir o mel, acolher o mel, né? Você tem que eh ver direitinho, fazer as suas contas direitinho. A gente, a previsão de produção é essa, nós vamos vender para quem? Quando, como. Isso são decisões

112:16

Speaker F

que a gente toma antes com antecedência. a gente acha que não tem nada eh definindo os procedimentos, né, para poder fazer essa parte de processamento de da de colheita de de abelha sem ferrão, de mel de abelha sem ferrão. Já

112:35

Speaker F

não é mais verdade. Já foi, já foi verdade. Mas é a coisa ainda para minha, minha opinião, viu, gente? É muito confusa. Às vezes tá misturado com normativa que é para abelha africanizada. Eu gostaria de ver as coisas um pouco mais separadas, né? Era o meu desejo. Mas de qualquer

112:54

Speaker F

forma, essa desculpa de que nós não temos mais orientação, ela não existe. Existe normativas agora com eh sobre que leva em consideração também essa parte de de colheita, pós colheita, beneficiamento de de eh produtos das abelhas sem ferrão. Mel, em particular, melançou mais.

113:17

Speaker F

Então, a gente não pode eh esquecer de consultar, né, se a gente tá pensando nessa parte da liponicultura profissional, da comercial, confins comerciais, alguns estados, não existe um regulamento técnico de identidade e qualidade do M. Eh, no âmbito nacional,

113:39

Speaker F

o Ministério da Agricultura diz que diz que tá para sair, mas por enquanto não saiu. Então, cada estado tá se virando e fazendo seu regulamento técnico.

113:50

Speaker F

Então, eu localizei esses aqui, esses estados que tus regulamentos técnicos. Eu não gosto disso. Se você começa a comparar uma normativa com a outra, de um estado com outro, você começa a ver pequenas diferenças de definições, de procedimento, do que pode, que não pode. Eu acho muito

114:10

Speaker F

arriscado, né? Quer dizer, se for levta da letra, qualquer dia o que é produzido num estado não vai poder ser comercializado no outro, porque tem diferenças nas normativas. Então eu acho que a gente deveria ter uma normativa nacional, nacional no que se refere ao regulamento

114:30

Speaker F

técnico de identidade de qualidade de mel. Mas enfim, o que que as normativas prevêm? método de extração, né, por sucção. Isso aqui é muito muito conhecido, né, com seringa, com bombinha de dentista adaptada, com com essa coisa de encher bicicleta,

114:56

Speaker F

eh, com essas peririnhas. Isso é ótimo, né, gente? Se a gente tem 10 caixinhas e se eu tiver 500, como é que eu faço?

115:08

Speaker F

morro, né? E ficar tirando, já pensou ficar tirando a a aquilo com bombinha, com produtos mais artesanais, né? Com com seringa, né? Então são isso são coisas que a gente vai ter que melhorar. Eu acho que é um ponto de fragilidade na cadeia produtiva do mel é quando chega

115:29

Speaker F

essa parte da colheita e do processamento. Eh, a legislação permite também, né, escoamento do mel por gravidade.

115:42

Speaker F

E aí você furou, perfurou os potes e virou a melgueira. Só que você tem que limpar bem antes, né? Porque pode cair abelha morta, pode cair poeira. Será que esse paninho que tá aqui filtrando é suficiente, né, de novo, né? Uma produção pequenininha, uma coisa para consumo

116:03

Speaker F

familiar. Legal. Mas e na hora que eu quiser algo em larga escala, né? Como é que eu faço? Mas prestem atenção. Tão vendo? Olha, luva, blusa de manga. Eu espero que a pessoa esteja com uma touquinha, sem anéis, né? sem brincos, sem ou ou sem relógio, né? Você tem todo um

116:27

Speaker F

procedimento para adotar. E já tem gente, olha só, o que eu gosto é da criatividade, tentando já adaptar aquela mesa desoperculadora para poder extrair mel de abelha sem ferrão, né? Isso aqui foi foi a inteligência artificial que fez para mim, tá gente?

116:51

Speaker F

Mas já vi pessoas comentando eh eh esse tipo de ideia, né? Uma uma um filtro embaixo, né? Uma telinha para ajudar a filtrar.

117:03

Speaker F

O que a gente precisava muito é fazer análise, né, microbiológica desse material. Quer dizer, será que só filtrando eu consigo? Tá bom, eu Como é que a gente faz com possíveis contaminações, né? A gente tinha que tá acompanhando isso, fazendo análise físicoquímica e análise microbiológica.

117:25

Speaker F

Pressagem dos potes. Isso era era uma prática muito comum. Eu não sei o quanto que isso ainda continua comum desse jeito, né, que você exprimia até com a mão aqui. Foi até bem gentil, né? Pôs um um paninho aqui, colocou tudo, né? Você

117:43

Speaker F

põe já fizeram, puseram num pão de prato, né? E depois você espremia assim. Ah, é suficiente para tirar todos os contaminantes. Por que que a gente não faz um negocinho mais tecnológico, né? Porque prensa manual de rosca já

117:58

Speaker F

existe. Era uma questão de adaptar. E aí eu queria saber, cadê os nossos inventores, né mesmo? O o o melipolicultor, ele é um cientista nato por natureza, ele é um pesquisador. Então eu tenho certeza que já tem gente pensando nessas coisas, mas não quer contar pra gente,

118:18

Speaker F

né? Porque tem que tomar cuidado se quiser patentear, né? Não pode ficar contando mesmo, não. Tem que tomar cuidado com isso. Mas nós estamos precisando de sair desse negócio artesanal e começar a a melhorar um pouco o nível tecnológico dos nossos processos.

118:37

Speaker F

Ah, isso aqui é uma experiência que eu acho tão interessante. Isso aqui foi feito pela eh pela professora, pela equipe da professora Eleusa lá da Universidade Estadual do Maranhão, né? Ao invés de você deixar as abelhas construírem seus potes, você oferece o pote e aquela

118:58

Speaker F

ofereceu de acrílico. E aí as abelhas encheram os potinhos de mel. E você já pensou você numa numa pensando na parte de turismo, né, eismo, né, o turista lá consumindo aquele mel no potinho, essas coisas são são interessantes, são soluções interessantes. E não é isso é uma coisa

119:22

Speaker F

que ela testou aqui, mas você tem esse experimento em outras localidades também. E eu, mas eu achei uma iniciativa muito bacana da equipe da Dra. Beleza. Isso aí, gente, é um passo pra gente poder chegar na nossa centrífuga, não é mesmo? Ah, até onde eu sei, não tem

119:42

Speaker F

nenhuma comercial e centrífica comercial é disponível no comércio, mas em breve eu tenho quase certeza que vai aparecer porque já tá em gente, olha só, fixando os potes na melgueira, né, justamente para encaixar numa centrífuga. e ela rodar para tirar o o

120:05

Speaker F

mel sem arrebentar, sem arrebentar, sem criar muita confusão. Ah, tão pensando isso na China, tão pensando isso na Austrália e eu tenho certeza que tem gente no Brasil também pensando nisso, né? Então eu acho que em breve a gente

120:22

Speaker F

vai ter alguma surpresa nesse sentido. Eu espero, espero o processamento, filtrar e decantar é obrigatório. São duas etapas obrigatórias, né? Então você tem que sempre filtrar o mel, ter o tempo de repouso para dar tempo para algumas eh alguns resíduos, alguma sujeirinha subir

120:46

Speaker F

e você poder tirar. O que vai você vai fazer com isso depois? Depende dos seus objetivos também, né? O mais comum é a refrigeração.

120:56

Speaker F

Ele ele o mel é produto vivo, a gente não pode esquecer, ele tem seus próprios microrganismos e aí você atrasa um pouquinho o desenvolvimento desses eh microrganismos.

121:08

Speaker F

Nem é todo mundo que gosta dessa coisa de mel fermentado, acha que tá estragado. E a gente sabe que mel fermentado não é necessariamente mel estragado, né? Não é problema de falta de higiene necessariamente.

121:24

Speaker F

Pode ser uma coisa, uma característica do mel, dos microrganismos que estão ali naquele mel. E numa em uma escala de família, no consumo família é fácil. Foi na minha geladeira. Meu, minha preocupação é se você quiser ir para uma escala maior, você vai ter que refrigerar o mel assim que ele sai,

121:43

Speaker F

que você colheu, o transporte refrigerado, prateleiras refrigeradas, né, colocadas lá ou em geladeiras no comércio, isso começa a ficar caro, né?

121:54

Speaker F

Então são coisas que a gente tem que pensar, que a gente tem que pensar melhor, fazer conta para ver se vale a pena ou como é que a gente vai resolver essa questão, porque vale a pena, vale. É um produto nobre, né? Embora o

122:10

Speaker F

brasileiro use muito mel como remédio, mel é alimento. Mel não é remédio. Mel é um alimento saudável. Mel é aquela coisa que a gente tinha que passar no pão de manhã e e comer aquele troço todo dia, né? É gostoso. A não ser algumas pessoas

122:27

Speaker F

que tm algumas restrições de saúde, né? Mas a gente tem que parar com essa história de usar mel como remédio. Mel é um alimento saudável, faz bem pra saúde igual faz fruta, comer fruta, né? Mas não é remédio, é alimento. Mel de abelha sem ferrão cristaliza. A

122:47

Speaker F

gente sabe que o mel tem uma quantidade maior de água, né? Ele é mais voso. O mel da abelha sem ferrão. É uma característica natural do mel. E tem gente que acha que não cristaliza, mas cristaliza assim. A Dra. Gislene lá da

123:01

Speaker F

do ímpar mostrou isso. Cristaliza até dentro dos potes. E é um processo natural. Depende muito de onde a abelha esteve, né? da flor que ela tirou o néctar, da concentração de açúcar desse néctar. Então, o mel de abelha sem

123:16

Speaker F

ferrão cristaliza sim. Ah, há alguns anos atrás, quando a gente não tinha normativa nenhuma sobre eh o que que podia ser feito, né, com o Mel de Abelha sem Ferrão, a única normativa que tinha, o único regulamento técnico que tinha de identidade e qualidade era o DAPS Melífera, publicado

123:39

Speaker F

em 2000. E aí as pessoas faziam o quê? Desidratava e desumidificava o mel. Porque a normativa pra ápice, ela é bem clara, é umidade até 20%. E é comum mel de abelha sem ferrão ter umidade maior que 20%. Então às vezes para conseguir um selo Cf, né, para ele poder

124:02

Speaker F

comercializar, que que ele fazia? Desumidificava. Eh, hoje você tem equipamentos para fazer isso, né? Mas muita gente fazia coisa bem artesanal, né? Mais artesanal. eh, punha dentro da geladeira ou punha num cômodo com ar condicionado, né, para poder conseguir esses 20%, para poder

124:23

Speaker F

conseguir um selo de uma certificação para poder comercializar dentro daquilo que é esperado, né, bem bonitinho, de acordo com as normas. É possível. É, a legislação permite. Eu acho um pecado. Eu acho um pecado desumidificar mel porque tira a característica do mel da abelha sem ferrão, né? Que ele é mais

124:43

Speaker F

aguado mesmo, mas aumenta o tempo de prateleira, tem sua vantagem, né? Então você tem que pensar aí para que rumo que você quer tomar?

124:55

Speaker F

Que rumo que você quer tomar? Parceirização também, né? eh eh para poder não eliminar, a gente não elimina os todos os microrganismos, né? A gente elimina alguns, né? Então a gente aumenta também o tempo de prateleira, você tem equipamentos para porque fazem isso, mas também tem gente fazendo em

125:20

Speaker F

casa, em banho maria, fazendo em banho maria. A legislação permite, permite muito cuidado para não ferver mel. né, para não dar aumentar a o HMF, né, o hidróximetilfurfural, né, que numa porque existem normas também sobre a quantidade desse elemento que pode ter no mel.

125:45

Speaker F

E esse aqui é a o acho que é o queridinho agora, né, a mel maturado, né? você aproveita o processo de fermentação natural, você resgata uma tradição que não é que é não é nossa, né? É das comunidades tradicionais, elas

126:04

Speaker F

já faziam isso, né? E aí, eh, o Dr. Murilo Drumon da Universidade, que foi professor na Universidade Federal do Maranhão, ele popularizou isso num eh num trabalho feito com melonicultores no Maranhão.

126:22

Speaker F

E isso tá crescendo, né, tá crescendo o interesse disso. Então, você vai aproveit vai aproveitar o processo de fermentação natural, né? põe o mel dentro da garrafa, fecha ele ali, ele vai produzir gás, né? Aí você abre a

126:38

Speaker F

tampa e solta aquele gás. Aí você fecha de novo, ele produz mais gás, você abre e solta de novo. Então é um processo que pode demorar eh até 6 meses para acontecer, depende dentro da espécie de abelha. Eu eu não me lembro se eu já

126:55

Speaker F

provei mais maturado. Eu acho que eu não provei. Dizem que o sabor é diferenciado também. Mas tá popularizando.

127:05

Speaker F

E eu não sei se vocês viram isso, né? O Dr. Murilo lançou um concurso nacional para mel maturado de abelha sem ferrão.

127:16

Speaker F

E o o na época que o Dr. Murilo trabalhava no Maranhão porque agora ele aposentou, ele agora tá como presidente do Instituto Abelhas Nativas, ele tá em Minas Gerais agora. Eh, na época que ele, mas na época que ele tava

127:30

Speaker F

trabalhando com o pessoal do Maranhão, até eh exportar mel, eles exportaram. Até exportar mel eles exportaram. E agora a o Instituto Abelhas Nativas tá se lançou esse concurso. E observem que o concurso mesmo só vai acontecer o ano

127:47

Speaker F

que vem, no segundo semestre, mas como o processo de maturação ele exige um tempo, né, ele já começou a lançar, já lançou o concurso com bastante antecedência para que as pessoas tenham esse tempo. Quem ganhar leva prêmios, né, em dinheiro, né, ele tá muito ousado.

128:07

Speaker F

E ah, ele colocou o telefone dele à disposição, tá bom? Eu anotei aqui para vocês. Quem quiser participar desse concurso, quiser mais detalhes, o o edital ainda não saiu, tá sair, pode entrar em contato direto com ele. Eu

128:24

Speaker F

achei uma sacada assim maravilhosa. Muita coisa boa vai sair daqui. Eu eu gostei muito dessa iniciativa do do Murilo, né, do presidente do Instituto Amílias Nativa. E onde é que a gente tá cuidando do nosso meu? Tô extraindo o mel. Aonde? Na cozinha da minha casa. Oh, não pode,

128:48

Speaker F

entendas, né? Então, direto do campo. Então, tem que tomar cuidado. Hoje em dia a gente já tem umas orientações, né? Segue um fluxo parecido com o mel de, né? Tem que ter o local para receber as mueueiras, o local para extrair, o local para

129:08

Speaker F

armazenar. Tem todo o fluxo que tem que respeitar. E se você quiser comercializar, tem que ser isso é fiscalizado, não é mesmo?

129:21

Speaker F

Isso é fiscalizado. Então você tem que fazer direitinho com as normas. Tem que pensar na embalagem também, na rotulagem. Mel é um produto nobre, néagem de vidro, não é assim, né? Não pode esquecer, é um produto nobre, isso

129:39

Speaker F

é importante na no parte de turismo, né? Fazer aquela embalagem bonitinha com uma palha, alguma coisa, isso faz o maior sucesso.

129:52

Speaker F

100 ml de mel, né? Dependendo da espécie. Tem gente vendendo já R$ 100, o vidrinho de 100 ml, né? Então tem que ter um carinho muito especial.

130:04

Speaker F

Na rotulagem você pode pôr o nome da abelha e o nome comum e manso e a nome científico escaptrigonad.

130:17

Speaker F

Mas aí se a gente tem um problema, né? Que é que vai me dizer o nome científico? Hum. A gente precisa se aproximar dos nossos profissionais especialistas em dar nome paraa abelha, né, os taxonomistas, porque a gente vai precisar muito deles, muito, muito, muito deles nessa questão

130:37

Speaker F

da meliponicultura profissional. Ah, isso aqui é o que eu que eu mais ouço, né? As pessoas estão criar não tá difícil criar. As pessoas, os meliponicultores estão se virando muito bem. A questão é na hora da comercialização, né, para conseguir um preço justo, porque às vezes você até vende, né, mas

131:06

Speaker F

aí já não é um preço justo. É muito importante que você esteja em situação regular. Saia da informalidade, viu gente?

131:17

Speaker F

Saiam da informalidade para vocês pleitearem um preço melhor, para vocês se inserirem em mercados que valorizam o produto. Isso é muito importante.

131:31

Speaker F

Vale a pena investir na na produção de mel de abelha sem ferrão, né? Quanto custa? Quando é que eu começo a ter lucro? Tudo isso depende de escolhas que você vai fazer, né? É muito comum falar porque é uma atividade

131:49

Speaker F

de baixo custo, né? Barata de ser implementada. Depende qual é a caixa que você vai usar, como é que vai ser o abrigo, né? Quantas que você vai ter, quem é que vai te ajudar a manter? Ou você vai

132:04

Speaker F

deixar na caixa deixando a mãe natureza cuidar. Isso não é belipunicultura, né? A partir do momento que você pôs na caixa, você é responsável por ela. Então, tem que ter tempo, né? Tem que ter alguém fazendo isso, tem que ter as boas práticas. Isso tudo tem o custo.

132:28

Speaker F

Ah, dependendo do investimento, você pode demorar uns dois anos até para ter retorno, tá? dependendo de como você faz, se você faz uma coisa organizada, né, eh, direitinho, na formalidade, não na informalidade, com segurança jurídica, eh, demora um

132:49

Speaker F

pouquinho aí esse retorno, mas mas vale a pena assim, é um bom negócio, é um bom negócio, mas tem que ser bem feito para não virar o crime ambiental, senão é o que vai acontecer, né? Não esqueçam que não é só mel que dá para vender, né?

133:05

Speaker F

hidromel, eh, eh, sabonete, chocolate, tem um monte de gente, muito, muitos produtos já sendo feitos a mais de melte, abelha sem ferrão. E participem dos eventos científicos, gente, dos eventos técnicos, aliás, não digo só assim, dos eventos técnicos.

133:24

Speaker F

Eu eu, nossa, eu tive a oportunidade de ir o ano passado em uns quatro eventos técnicos. há muito tempo que eu não ia depois da pandemia, por uma série de motivos e eu fiquei encantada com a quantidade de novidade,

133:40

Speaker F

né, o tanto que a gente aprende. Então, participem dos dos eventos, né, técnicos na área. Obrigada. Peço desculpa se eu tiver falado demais, se eu tiver falado rápido e eu espero que vocês tenham muitas e muitas dúvidas aí paraa gente trocar a experiência.

134:05

Speaker F

Aqui são os meus contatos, tá? Fiquem muito à vontade para poder entrar em contato. Eu respondo bem e-mail, respondo bem o WhatsApp. tem um Instagram, mas eu não olho muito para ele. Apaixonados pelas arapuás, eu já fui mais dedicada a ele, mas eh fiquem então à vontade aí, tá bom? Muito

134:28

Speaker F

obrigada. Ah, vou tirar, né, agora isso. Muito bem.

134:38

Speaker A

Parar a tela, né? Melhor agora parar a tela. Pronto.

134:44

Speaker B

Isso. Bom, perguntas tem bastantes. Eh, aparecer na medida que o assunto ia rodando, eu vou lá para uma das primeiras

135:03

Speaker C

1930. [limpando a garganta] O mel que vem absorver carbonetos do ambiente iria alterar o índice de HMF na análise físico-química ou precisa de uma análise específica?

135:23

Speaker C

Excelente pergunta. Eu eu não sei. Eu acho que precisa sim de uma análise específica, tá? Mas isso tem que investigar.

135:34

Speaker C

Eu não sei te dizer com segurança. Não. Boa pergunta. [roncando] Só um pouquinho. Há exemplos de criação de guachupé em caixas.

135:50

Speaker D

Ah, quando a gente tá fuçando a internet, a gente acha assim alguns relatos, mas a gente não pode esquecer que isso é nome comum. O que é que você tá chamando de guachupé? Pode ser o que eu não, o que eu pode ser diferente do que eu chamo de guachupé. né? Então isso

136:09

Speaker D

é muito importante. Quando eu falo que em abelha arapuá, a a eu já tive gente que chamou a escapona de Arapuá. Quando a gente foi ver, eu não tava falando de trigonips, porque quando eu falo Arapuá, no meu

136:29

Speaker D

caso, o estudo que a gente fez foi com trigones Philips, né? Mas eh e quando eh então nome comum, a gente vai ter que entender direito de qual espécie que você tá falando e aquele relato ah eh eh aquele relato eh se ele

136:52

Speaker D

realmente é do que você tá chamando de baixo pé. A trigonealinata, ela que que é uma abelha chamada de guachupé, né? Ela ocorre eh eh ela ocorre na Amazônia também, né? Eu acho que tem criador lá. Eu acho que tem

137:09

Speaker D

criador na Amazônia, mas é uma questão da gente primeiro entender se estamos falando da mesma abelha, tá?

137:20

Speaker D

Ah, essa pergunta aqui, como posso tirar abelha? Está em tronco de árvore? É muito difícil orientar,

137:26

Speaker E

não? Então, o que a gente recomenda é que você não tire. Se tirar, precisa de uma autorização do órgão ambiental, senão você vai tá criando, vai tá cometendo crime ambiental, tá? Então, a ideia hoje em dia, aquela história que a gente fazia muito, né? Ah, tá caminhando no sítio,

137:53

Speaker E

aí olha para uma árvore. Meu Deus, o ninho de abelha. Eu vou tirar para mim, vou lá e faço aquela janelinha, né? Não precisava nem derrubar, né? A gente fazia janelinha e tirava. Hoje você tem que tomar cuidado com isso, né? Você só

138:07

Speaker E

pode mexer com ninho natural, por exemplo, se é uma situação de de risco pra abelha. Então vai ter uma inundação aqui, vão construir uma represa. Então antes de inundar, eu vou na Secretaria do Meio Ambiente e passa autorização

138:24

Speaker E

para resgate. Vai ter um desmatamento. Vou colocar uma fazenda de placa solar. Vou lá na Secretaria do Meio Ambiente e peço para fazer o resgate, tá? Então, a a se você precisa de tirar na internet, na você, aliás, você tem alguns manuais muito bons que ensinam como fazer isso,

138:46

Speaker E

mas não se esqueça a autorização do órgão ambiental, senão é crime. Eu achei filhote de escorpião no acetato de uma das caixas. É comum aparecer em escorpiões?

139:02

Speaker F

Uau! É, acontece, né? A gente vê cobra eh em cima das das colmeias, dependendo de onde você tá, pode acontecer sim.

139:14

Speaker F

Cuidado, né? Tem que tá sempre cuidado.

139:14

Speaker A

As ferramentas para manejo podem ser higienizadas com álcool 70?

139:20

Speaker B

Água sanitária já resolve. Uma água sanitária doméstica já resolve, né? Eh, é uma boa prática, mas cuidado com cheiro também, né? Abelha é muito sensível a cheiro, então cuidado para tem que secar direitinho, não pode ficar com cheiro forte também não, que você

139:40

Speaker B

pode irritar também suas abelhas. Eh, vi que estão fazendo experimento com inseminação artificial em abelhas rainhas, provavelmente API. Não me aprofundei. Pergunta: O que você pensa sobre isso? Mas você, quem vai mexer com melhoramento genético tem que passar por isso, tem que ter o controle do

140:04

Speaker B

acasalamento, né? Então, enquanto pesquisa, é, é muito importante, é um passo muito importante no melhoramento genético.

140:14

Speaker B

Eh, provavelmente você deve ter visto coisas sim com APS, né? Mas a gente tem algumas experiências também eh mais acadêmicas, mais com abelha sem ferrão.

140:26

Speaker B

Se você fizer aquela produção maçal que eu falei das miniolônias, você vai ter que fazer um acasalamento. Você que controla, você põe o macho e a e a e a princesa, né, numa arena para eles acasalarem.

140:41

Speaker B

Ah, então como eh ferramenta de estudo, né, como a gente tem que se envolver com a parte de inseminação artificial, sim, mas é por enquanto é muito acadêmico ainda.

140:52

Speaker C

Eu vou abordar um pouco esse assunto numa aula posterior.

140:58

Speaker D

Ah, ótimo. Ótimo. Perfeito. Em período de frio, alimentação com xarope, as abelhas transformam em mel, fazem a quebra das enzimas ou fica um charomel?

141:11

Speaker D

xarope mesmo, elas vão consumir aquilo. É água com açúcar, é carboidrato, é energia. Uma coisa interessante é que eh apicultor na época fria, ele oferece açúcar seco, né, [roncando] pra beira e funciona muito bem, né? Eu já vi, vi no sul de Minas, né, alguns apicultores na

141:34

Speaker D

época mais fria. Eh, na abelha sem ferrão, a gente tem um certo receio desse negócio ficar dando açúcar.

141:44

Speaker D

Eu aprendi que a abelha gasta muita energia com isso, né? E que era melhor dar xarope líquido. Mas eu já vi a apicultor falar para mim que isso tudo é bobagem, que funciona muito bem o açúcar seco e elas consomem. É isso que é

142:01

Speaker D

importante. Não é para acumular, né? é para elas consumirem e não é para misturar com outro mel que tá lá dentro, não. Então é só situações muito excepcionais que a gente deve alimentar.

142:19

Speaker D

A senhora sabe de algum estudo sobre a altura que cada espécie gosta e se desenvolve melhor? [roncando] Nossa, isso é muito bacana, né? Eu vi, eu vi tem um mês atrás eu participei de uma banca de um aluno aqui da universidade, o

142:39

Speaker D

aluno de mestrado na Universidade Federal do Piauí. E o que ele fez foi isso, caracterização, né, localização e caracterização dos ninhos numa numa área eh de uma área na numa numa determinada área aqui.

142:58

Speaker D

Eh, e ele via essa parte das altura, né? o não, pelo menos nas espécies que ele analisou, que ele identificou lá, não apareceu nenhuma correlação assim muito específica, dizendo que eh a altura ela é um fator eh específico mesmo que a gente tem que se preocupar, porque

143:25

Speaker D

determinadas espécies preferem eh new os mais altos ou n os mais baixos. Ele não achou isso de uma forma muito evidente, não. Mas isso é bem interessante pra gente que usa a isca, né, para poder capturar a para poder ter as colônias,

143:41

Speaker D

né, para poder formar o nosso meliponário. Que altura que eu vou pôr essas iscas? [tosse][limpando a garganta] [roncando] Já tá aí, eu já vi, já tá aí com eh ocupando isca que tava enterrada, tava só a boquinha para cima, já tá aí, cai com tanta facilidade isca que ela

144:00

Speaker D

aceita. Parece que qualquer altura, mas e uma espécie mais exigente, uma melpona, né? Quem é que já capturou melona aqui com isca, né? É quase que ganhar na loteria. é quase que ganhar na loteria sozinho. E então essa é é o tipo

144:15

Speaker D

de informação que poderia tá ajudando a gente, né, a a distribuir as nossas iscas, mas até onde eu sei, não tem nada ainda eh bem definido em relação a isso.

144:34

Speaker D

Sobre homeopatia na meliponicultura. Você tem conhecimento, conhece quem faça uso.

144:38

Speaker E

Caraca. Ah, desculpa, né, gente? Eh, eh, tem um produto para controle de forídeo, né, que é um bioterápico. É um bioterápico, tá? Eh, diz que funciona, mas eu não sei, eu não conheço. Eu fui atrás de tipo publicações técnicas sobre

145:01

Speaker E

ele e eu não encontrei nada. Então, eh, bom, existe, existe, mas como é que tá e eh eh esse conhecimento, a pesquisa que tem sido feita? Eu eu realmente não sei, mas existe no no mercado nacional, no Brasil, isso esse

145:23

Speaker E

bioterápico para controle difordo. [roncando] É o noszódio, a Dra. né? Que

145:28

Speaker F

isso, exatamente, exatamente o nome. Exatamente. Eu nunca testei, né? Mas diz que funciona.

145:39

Speaker A

É que ele é meio restritivo assim. Se você eh não usar ele logo, ele acaba perdendo a eficiência, né?

145:49

Speaker A

Ah, tá. Entendi, entendi. Aquilo que eu sempre digo, pimenta nos ódios dos outros é refresco. [risadas] Quando vamos montar um meleponário condomínio, há uma posição ideal para a construção e as comeias, há uma posição ideal para elas nas prateleiras?

146:10

Speaker A

A a orientação da entrada, né? Isso é muito importante, né? vai fazer esse meliponário condomínio, que você chama é o meliponário coletivo, né? Eu imagino. Eh, você vai ter que eh eh cuidar. É, é sempre bom. Não é ruim não se elas receberem um pouco da

146:31

Speaker A

do sol de manhãzinha assim, não, os primeiros raios do sol. Isso eh isso é a gente é a gente acha na literatura recomendações nesse trabalho que esse que esse que essa pessoa da Universidade Federal do Piauí fez para dos ninhos naturais. Ele olhou essa parte para onde tava orientad

146:54

Speaker A

as entradas, [limpando a garganta] não achou nenhuma relação com relação específica, dizendo que elas preferem mais o leste. Elas não não achou, mas de qualquer forma você tem que tomar cuidado no seu liponário, né? Se é se tem sol batendo direto, você tem que tomar cuidado. Vento você tem que tomar

147:15

Speaker A

cuidado, né? Porque isso tudo atrapalha a, né? a abelha e encostado na parede vira caminho de formiga, você pode ter problema. Então essa parte eh ela é importante sim, às vezes virado de umas caixas viradas para um lado, outras caixas viradas pro outro lado, distância entre as caixas, tudo

147:42

Speaker A

isso é é importante. A professora acha que dá para treinar abelhas para polinização? Na Universidade da Argentina tem um especialista que treina APIs. Será que as ASF é possível?

147:56

Speaker B

Eu acho que dá sim. Eu acho que que dá sim. É possível. Elas aprendem. A abelha ela aprende, né, com muita facilidade, inclusive, né? Eu ouvi de um apicultor uma vez que que que é são coisas que a gente tem que

148:17

Speaker B

testar, viu, gente? É, mas eu adoro os relatos. Eu amo de paixão os relatos e eu gostaria de ter muito tempo, assim, tempo para poder ir atrás e fazer os experimentos, mas eh se ela não tá indo naquela

148:31

Speaker B

cultura que você quer, faça um chá da flor, né? Faça um chá e jogue ali e e na nas colmeias para ela acostumar com cheiro, né? Funciona? Eu não sei, mas eu ouvi de um de um apicultor extremamente experiente, né? é um cara que sai demais

148:52

Speaker B

e eu gostaria muito de testar para ver se isso funciona, né? Eu sei que o pessoal do, eu tive recentemente, ah, foi aí quando a gente foi em Florianópolis, né, no evento do CONRAPF, a gente teve uma palestra com isso, né,

149:07

Speaker B

das dificuldades a pessoal da maçã para convencer a APS a ficar naquela flor lá, né, você tem que ter todo um uma técnica, todo um ritual para que ela fique, né, e ela aprende assim, a gente dá xarope coletivo, não é? a gente não

149:25

Speaker B

tem alimentador coletivo, aliás, você põe o xarope, ela aprende a ir ali. Por que que ela não vai aprender aí numa cultura? Ela ela aprende tudo. Sim.

149:38

Speaker B

[roncando] Aqui em parte você já respondeu, mas talvez eh qual eh existe um estudo sobre espaçamento mínimo ideal e a convivência entre diferentes espécies no condomínio.

149:52

Speaker B

Qual é o recuo ou espaçamento mínimo recomendado entre caixas no condomínio? Olha, se você tem uma jataí que é mais reativa, uma escaptrigona, eu deixaria aí no mínimo com uns 40 cm de diferença, de distância.

150:09

Speaker B

né? A as minhas arapuás eu deixo a 3 m, uma distante da outra, para não ter confusão, porque na hora que você vai manejar uma é um é umaarra.

150:23

Speaker B

E aí para evitar problema com a outra eu deixo no mínimo a 3 m. As mais mansinhas, né? As as umas existe umas abelhas do gênero melona, né? uruçus são tão tão mansinhas que você pode deixar um pouquinho mais próximo. Eu acho que

150:40

Speaker B

isso você vai descobrir na prática, viu? Se você na hora que você abrir, como é que é o comportamento dessa abelha, você vai descobrir isso na prática e qual que é o melhor distanciamento?

150:55

Speaker B

Quais espécies sofrem os efeitos tóxicos da flor da cibiruna? Temos dois pés de CBI pururuna poucos dezenas de metros do meliponaro.

151:07

Speaker B

Eh, eu não sei se existe esse conhecimento por espécie, não. Certo? O que a gente sabe o que o que tem um trabalho que fala da acho que se não me engano é o pólen da cimipiruna que é tóxico.

151:22

Speaker B

Tinha que ver melhor esse trabalho. Ah, se você tem outras plantas florindo na mesma época que a bipipiruna, não observe, não tem problema. As abelhas vão nas outras plantas, né? O ruim é quando não tem mais nada, né? só tem

151:41

Speaker B

ela. E aí você vai ter que ver até a possibilidade, né, de fazer uma alimentação suplementar para evitar que elas vão lá fechar as caixas durante o período de floração. Eu não sei quanto tempo dura a floração da cimipiruna, certo? Então, eh, então se eu não sei te

152:04

Speaker B

responder se existe alguma informação específica de em terro de espécie, mas o fato de você ter bipiruna perto do seu miliponário não quer dizer que necessariamente você vai ter um problema, principalmente se você tem uma área bem diversificada com outras plantas. Tá bom?

152:24

Speaker B

A professora, poderia falar mais sobre georreferenciamento, como fazer, qual ferramenta mais recomendada? É, a gente consegue fazer com o celular da gente, as coordenadas geográficas você consegue pegar hoje. Hoje é mais tranquilo, né? Diferente da da nossa época, assim que um uma um um equipamento era caríssimo, né? você

152:50

Speaker B

poder fazer, pegar as coordenadas geográficas, mas agora você pega pelo celular, você tem aplicativos para isso. Eh, é fácil, é mais fácil hoje.

153:09

Speaker B

Ah, uma conclusão. Presa com peso extra de microchip, ela voou 5 km. Se não vivesse algo incomodando e pisando, ela voaria.

153:20

Speaker B

Quanto?

153:20

Speaker C

Ah, eles eles compararam a abelha voando com chip com microchip e a abelha voando sem microchip. Não teve interferência.

153:30

Speaker C

Isso aqui é tecnologia, né? Era tão pequenininho danado do microchip que não interferiu no comportamento da abelha, né? Então foi um trabalhinho muito bem feito, muito bem feito mesmo. Então nesse estudo não, eles não observaram diferença entre a abelha que tava sem microchip marcada, né, com uma

153:49

Speaker C

tintazinha no tórax para saber que era ela que tava voando da abelha que tava com o microchipe foi com a urso cinzenta, né?

153:58

Speaker D

Ai eu vi dois trabalhos que usaram microchip. Esse que eu citei, eu não sei ler, não lembro mais, não sei dizer para você não, mas tem pelo menos dois trabalhos já que que com que usaram essa tecnologia. É Melin, não sei te dizer espécie.

154:21

Speaker D

O ideal então é criar um jardim de polinizadores antes de criar o miliponário para evitar que as abelhas se desorientem com as novas plantas.

154:30

Speaker D

É, o ideal é você tá sempre preocupado com esse assunto, né? Primeiro observa quais são as onde é que elas estão indo. Eu consigo enriquecer a minha área com com essas plantas, quer dizer, vou colocar mais plantas, né? Então você tem

154:48

Speaker D

que estar constantemente olhando. De vez em quando você vai ter que mudar mesmo. A comédia no lugar acontece da gente ter que às vezes que mexer, né? você tem eh que tomar alguns cuidados devidos, observar, né? E eh

155:06

Speaker D

algumas espécies são mais sensíveis que outras, então não é não há como ficar fazendo muita generalização. É a sua prática do dia a dia é que vai te orientar, desde que você esteja tenha bom senso, né? é uma questão também de

155:21

Speaker D

bom senso. Eh, tendo em conta que é uma técnica de manejo, que uma técnica de manejo é adicionar ceramista, é possível que afete as características do mel, dado que parte do material dos potes é elaborado com ser humido?

155:40

Speaker D

Essa pergunta é fantástica, muito interessante. Será que afeta? Será que aquele experimento que a Dra Eleusa fez lá da Universidade Estadual do Maranhão colocando os potinhos e a abelha pote de acrílico? E a abelha ao invés de depositar no pote serúmido, depositou o mel no pote de acrílico.

156:03

Speaker D

Será que fez diferença? Será que alterou as características, né? Foram as características foram alteradas. Uma excelente pergunta. Bora, bora estudar. Bora estudar.

156:18

Speaker D

As abelhas que fazem seus ninhos em cupinzeiros podem ser criadas em caixas tecnificadas. Como seria o manejo delas?

156:22

Speaker E

A trigona recursa, eh, eu soube de gente que tá que que faz, né, esses ninhos. Eh, ela aceita criação em caixa. Abelha que faz ninho subso, imagina a ursu, né? Aquela urusu que faz ninho no chão, a quinquefaciata, né, Mel, ela aceita caixa, né, a

156:50

Speaker E

até bem pouco tempo a gente falava que Arapuá não aceitava a caixa e ela aceita a caixa. As abelhas são muito flexíveis. É uma questão você encontrar o jeito de fazer e testando como fazer o manejo das colônias enfraquecidas para outro melonário.

157:13

Speaker E

Você tá separando as suas as suas a caixas, né, com essas colônias enfraquecidas. E aí você vai ver, precisa de alimentação suplementar, precisa o quê? De de pole, precisa do quê? de de água com açúcar, assim, do carboidrato, o que é que ela tá precisando,

157:32

Speaker E

né? Eh, eu posso colocar um favo de uma colônia na outra para fortalecer. Ah, então são maneiras de você tá eh fortalecendo as suas comeias. A ideia é você não ficar investindo muito tempo em coisa que não tem jeito, porque isso tem

157:54

Speaker E

um custo, né? Esse tempo que você tá, essa energia que você tá gastando, ela tem um custo, né? Então você tem que ver o que vale a pena. E é por isso que a existe muita responsabilidade, né? que cria abelha. Você tá tirando do ninho

158:08

Speaker E

natural, pondo por uma caixa, você tem que saver o bem-estar daquela abelha para que ela fique muito tempo ali, né? Que ela tem uma sobrevida grande ali, né? E e não ficar matando porque à toa matando, matando, matando, porque isso aí vira fica predatório.

158:30

Speaker E

Eu vou juntar duas perguntas da mesma pessoa aqui que é ah não da mesma pessoa não, mas duas perguntas parecidas. Como é feita a filtragem do mel e qual a melhor forma de processamento do mel na sua opinião?

158:47

Speaker E

Eita! Ó, filtragem você pode usar, é uma tela, né, que você pode usar tela, tem gente que usa tecido também, mas a gente tá precisando de de sair dessa solução caseira para algo mais tecnológico. E é o que tá faltando pra gente, né, essas

159:04

Speaker E

coisas mais mais tecnológica, com material reconhecido, né, próprio para alimento. Isso é uma outra coisa, né? A sinox são coisas que a gente tem que aprender a adotar. Nós vamos ter que aprender isso porque até então é tudo

159:22

Speaker E

muito caseiro. A refrigeração para mim é o mais é o mais é fácil, é o mais fácil para mim a refrigeração.

159:34

Speaker E

Mas em termos de mercado, eu tenho a impressão que vai bombar essa história de mel maturado, vai achar um nicho aí que vai valorizar eh mel maturado. É o tempo que vai dizer pra gente: "Há 15 dias, abelhas de melipon búrnia saíam da comeéia com cerbícolas

159:56

Speaker E

e outras mais gordinhas, o que me indicou que chamearam para outro lugar. Quanto esperar para dividir a coméia mãe?" Ah, é, são as suas anapotações do dia a dia, é, que vão te dizer isso, né? Então, o manejo nessa melonicultura

160:19

Speaker E

mais mais de que essa coisa de de acompanhamento maior é justamente pensar nisso, né? Ela precisa de espaço, eu dou espaço para ela. Ela precisa de alimento, eu dou alimento para ela. Mas é tudo eu, eu ali observando todo dia se tá forte, né? Então você pegou umas

160:42

Speaker E

abelhas preparando um outro ninho, né, um outro local para a pra princesa, né, pra rainha virgem.

160:52

Speaker E

Eh, nossa, isso é é quase ganhar na loteria também, viu? É quase ganhar na loteria também. Observar isso são fenômenos assim que ocorrem que a gente nem entende direito a muito bem, sabe? detalhe, a biologia reprodutiva, como é que é esse processo, quanto tempo dura, os agregados de

161:14

Speaker E

macho, né? Como é que eles chegam, como é que eles se formam, qual que é a relação de parentesco ali dentro. Nossa, então o que você viu aí foi quase que ganhar na loteria.

161:30

Speaker E

Quais as plebeias têm relevância comercial em produção de mel? Além da nigripcips, alguma outra mantém rainhas aprisionadas?

161:40

Speaker E

É, é, é muito comum, né, nas espécies de plebé você ter esse aprisionamento de de rainhas. Eh, eh, quais as espécies que ele perguntou que são boas para produção de mel? Plebé não é muito boa assim, né, para para produção de mel, assim, se você comparar

162:02

Speaker E

com a melona, né, se a gente for pensar nisso. Eh, mas se é o que você tem na sua região, né, é melhor você tá realmente você tem que produzir.

162:18

Speaker E

E mas a esse comportamento de aprisionamento ele é comum, ele é comum no gênero. Ele é bem comum no gênero.

162:30

Speaker E

Uma colônia de Guaraip com duas ou mais rainhas produz mais? Tem como induzir as colônias à produção e trabalhar com duas rainhas?

162:40

Speaker E

Ai, muito interessante essa pergunta. Eu tive, eu acompanho colônias com cinco rainhas, eh, com duas e nunca achei diferença na produção, não. Nunca achei diferença nessa parte de produção. Mas, eh, imagina, eu era estudante na época, não é mesmo? Então, eu não sei se faltou

163:01

Speaker E

aquele olhar mais cuidadoso também, né? Então é uma pergunta bacana a gente começar a ver que diferença faz, né, essas esse monte de rainha numa colônia só, né, em termos práticos, né? Eu nunca vi diferença.

163:21

Speaker E

Eu também não vi diferença. Com uma, duas, até com três, eh, praticamente a mesma coisa. É como se as duas valessem uma só ou as três valem uma só, né? Eu tenho essa sensação também como se fosse uma coisa só, né? Mas é interessante,

163:37

Speaker E

né? Você vê a energia que gastou nisso.

163:37

Speaker F

Eh, primeiramente, parabéns pela excelente aula. Quais são as duas ou três maiores prioridades da Embrapa com relação à abelha sem ferrão?

163:49

Speaker A

Nossa, que pergunta difícil. A gente tem hoje em torno, nós somos ao todo, 43 unidades espalhadas pelo Brasil. Eu tô justamente fazendo esse levantamento para saber quais as a as a as unidades que estão com atividade paraa abelha sem ferrão,

164:15

Speaker A

justamente porque eu tenho que fazer uma apresentação semana que vem para uns parceiros para falar justamente com o que a gente trabalha.

164:26

Speaker A

E eu comecei a fazer esse levantamento eh eh semana passada que eu comecei a fazer esse levantamento. Então hoje eh pelo que eu vi, nós temos pelo menos, imagina, nós somos 43, tem pelo menos 20 unidades espalhadas pelo Brasil

164:41

Speaker A

trabalhando com abelha sem ferrão. Então nós temos pessoas mexendo com a parte de polinização, polinização em casa de vegetação, certo? Nós temos pessoas vendo o impacto de defensivas agrícolas nas abelhas. Nós temos pessoas eh tentando responder pro meliconicultor

165:10

Speaker A

qual é a distância segura para ele ficar transitando com abelhas, para ele não correr o risco de quebrar aquela adaptação local. Lembra que eu falei da adaptação local? Então, a gente tá com unidade fazendo alguns estudos eh moleculares para poder entender isso. Nós temos pesquisa com alimentação

165:34

Speaker A

alternativa, nós temos pesquisa com calendário floral, como é que a gente vai montar, quais são as as a espécies e plantas interessantes para se ter no entorno do meliponário.

165:50

Speaker A

É, eu trabalho com a parte de isca, essa de recipiente isca, eu acho uma área muito legal. É uma área que eu trabalho. Eu não sei vocês têm essa sensação que eu que na hora que funciona você não sabe porque funcionou e na hora que não

166:04

Speaker A

funciona você também não entende porque não funcionou. Por que que eu uso uma isca de cor preta, por que eu não tô usando uma cor colorida? Por que que eu ponho a 1,5 m ponho a 3 m? Então, eh eh eu acho um uma linha eh a gente tem

166:22

Speaker A

gente trabalhando com isso. Nós temos eh alguns profissionais que gostam muito no campo com o meliponicultor, ajudando a montar os meliponários, discutindo isso também é fantástico também. É uma é uma parte que eu gosto muito.

166:39

Speaker A

Arapuá foi uma surpresa quando a gente conseguiu criar Arapuá, porque a a as pessoas me perguntam assim, né, por que que você tá criando arapuá? Tem um bicho que não faz nada que presta, né?

166:54

Speaker A

E aí a gente começou a fazer análise do mel, análise do pólen e tem gente fazendo cerveja com pen. Nós vamos tentar fazer uma bebida à base de pólen, né? Eh, então essa parte de desenvolvimento de novos produtos, a

167:11

Speaker A

Indrapa tá trabalhando própolis, própolis, eh, também para desenvolvimento de novos produtos a base de de própolis, de abelha sem ferrão.

167:24

Speaker A

É uma diversidade muito grande, viu? muito grande. E agora a gente tá com essa colega da sinidade apícula, que a gente tá precisando bastante de entender melhor esta questão das das pragas e doenças. A gente tem muita coisa ainda

167:41

Speaker A

para estudar, para aprender, né? E às vezes o que serve para uma espécie serve, né, bem exatamente o que acontece com a outra. Então fica difícil você trabalhar porque a gente precisa de algumas generalizações, né? A gente precisa de alguns padrões e tem hora que a coisa é difícil justamente porque

168:00

Speaker A

metade da diversidade de abelha sem ferrão do mundo tá aqui, né? Tá no Brasil. Então temos muita coisa ainda para aprender.

168:12

Speaker A

A abelha tubiba é a mesma tubuna.

168:12

Speaker B

Ah, que pergunta fantástica, cara. Nome comum, gente, pelo amor de Deus, não confia em nome comum. Eu só posso responder essa sua pergunta se eu tivesse com a se eu não, porque eu não identifico abelha. Se o especialista tivesse com as abelhas na mão e e aí ele

168:35

Speaker B

ia comparar e te dizer. A gente fez uma uma uma aprendemos tem pouco tempo uma coisa aqui que foi muito interessante porque essa abelha que chama de brabo, essa abelha que chama de brabo aqui é uma escaptotrigona e ela foi identificada como escaptotrigona de não, captrigona

168:58

Speaker B

tubiba. Ah, e a pessoa que identificou, ela acabou de fazer uma revisão de todo gênero canto trigon. Então, ele sabe, viu muita coisa, viu muita abelha, comparou muita abelha na lupa. Então, ele passou, foi o mestrado dele, né? E

169:17

Speaker B

aí quando ele mandou identificação, ele mandou com uma pequena observação. Olha, a tuba, do Nordeste não é a tubiba da Mata Atlântica, tá?

169:30

Speaker B

Essa provavelmente vai ganhar outro nome. E aí a gente fica, né, com os cabelos tudo arrepiado, fala: "Meu Deus, e agora? Eu vou na literatura, quero estudar sobre escapon Tuba. E eu tenho que lembrar que aqui do Nordeste o que

169:48

Speaker B

tem de escrito na literatura é da Mata Atlântica, mas então não vai bater com a, sabe? Isso vira uma confusão muito grande.

169:57

Speaker B

Isso a gente tem que resolver bem direitinho. Então, não, nome comum, não confie, gente, não confie em nome comum. Eu já fui atrás de uma de uma urussul que o meliponicultor achou. Uruçul tava numa área de queimada lá que ele tava

170:13

Speaker B

abrindo na realidade para pra implantação da da roça dele. Andamos, andamos, andamos, andamos, andamos. Quando eu cheguei lá era melífera, saímos correndo, né? Lógico, mas eh nome comum é nome comum. Não confie em nome comum.

170:35

Speaker B

Acho que a mesma pessoa que perguntou antes, eh, acho tá, ele tava tentando aqui acho que explicar um pouco melhor como capturar duas colônias de abelhas sem ferrão jaí em duas árvores e elas estão no mesmo lugar meliponário que tem

170:49

Speaker B

mais colônia. Tem ursu amarelo, Tucuna, Manda saia, Manda Guari já tá aí. Eu não sei se ele tá perguntando como colocar as iscas, não sei se é isso.

170:57

Speaker B

É, já tá aí cai muito fácil isca, né? Você pode tentar eh você não vai capturar a coluna que tá lá na árvore, né? Mas se ela eh chegar nesse processo aí de multiplicação, se procurar, se parte das abelhas, né, forem procurar

171:14

Speaker B

outro lugar para se tiver formação de rainha, né, da da princesa e tiver a formação de novos ninhos, você pode ter sucesso com a captura em isca. Já tá aí. É a é a espécie que mais cai em isca. É a impressão que eu tenho hoje,

171:35

Speaker B

né? E pode oferecer pasta Ken? Eu acho que é para Jáí.

171:39

Speaker C

É para Tem gente que oferece. Eu nunca vi tudo comparativo, não para ver se vale a pena não, porque tudo isso tem custo, viu? Você tem que pôr na ponta do papel se vale a pena você fazer esse investimento.

172:01

Speaker C

De acordo com suas observações, a abelha lestre milita retorna à coméia ou ao local onde já atacou alguma vez? É conveniente não voltar a instalar uma comeia nesse local? Eh, eu nunca eu nunca presenciei um ataque de lestrinelita, né, nos nossos meliconários aqui e nem nem no Acre, nem

172:22

Speaker C

na época do Acre, né? Eu eu eu tomaria cuidado sim, se ela aprendeu, a abelha prende, não é isso? sabe ele aprende. Então, ela pode, na minha opinião, ela pode retornar assim, mas eh eu mudaria, se fosse o caso, eu avaliaria a

172:42

Speaker C

possibilidade de mudar, porque tudo isso tem que ser muito bem pensado, né? Ah, mas eu particularmente nunca tive problema com lestrimelita, não.

172:59

Speaker C

Eu eliminando simplesmente uma rainha idosa. Pergunto, eu estou fazendo melhoramento genético.

173:03

Speaker D

Quem é que vai substituir essa rainha? Quais são as características dessa rainha? Você tem algum controle?

173:14

Speaker D

Se você não tem, eu não tem, como é que a gente vai saber se tá tendo um melhoramento ou um pioramento genético, né? Então a você, o que a gente sabe, o que a gente pode eh pensar é é uma, é uma colônia

173:34

Speaker D

forte, é uma rainha boa, ela tá produzindo, provavelmente filhas com as mesmas características dela, as chances são grandes, tá? Mas ah, e que adianta você eh investir só na rainha, mas você não sabe com quem ela tá cruzando, né? Então, o eh são coisas que eh são

174:01

Speaker D

perguntas que a gente precisa de respostas, né? O que se faz muito eh são tentativas e erros, né? Pode fazer o melhoramento, pode ser um pioramento. A gente não sabe que que genética, o que que tá entrando ali, né? Então, tomar

174:18

Speaker D

cuidado. [roncando]

174:18

Speaker E

Pois é. A terceira palavra chave ali que eles têm que escrever é a seguinte: "Um urso devorou a Chapeuzinho Alegre".

174:38

Speaker E

Não, não. A palavra é alegre. Um urso devorou a Chapeuzinho alegre. OK. Então, escrevam a palavra alegre. Entre as publicações da Embrapa, há alguma específica sobre as espécies mais adequadas para a polinização de uma cultura específica? Por exemplo, quais as espécies mais indicadas para

175:04

Speaker E

polinização de café, etc. É, então eu eu sei que a gente tem com a polinização em estufas, em casa de vegetação, trabalhos feitos com jataí, tá? já tá aí feitos com quadrifaciata e que eu sei que eu me lembre agora o pessoal da Austrália fez também lá com

175:34

Speaker E

as peças dele, a tetraula carbonária com café. O que a gente vê muito estudo de polinização aberta, né, em área aberta, é com felífera, né, da abelha sem ferrão. Eu não me lembro, pelo menos nesse momento, de ter visto estudo nenhum, né, a nossa espécie, uma das nossas

175:57

Speaker E

especialistas, né, na parte de polinização, a ela tá lá na na em Belém, né, lá no BRAPA Amazônia Oriental. A a Dra. Márcia Maess. Então se estuda muito as plantas de lá.

176:14

Speaker E

Tinha a Dra. Cristiane que fez polinização com guaraná, também estudou os polinizadores também. Ah, com café tem gente estudando sim a polinização com abelha sem ferrão, mas é ainda, até onde eu sei, um projeto em execução, tá? Mas ah, se tem algo mais específico, a

176:39

Speaker E

gente tem que procurar. A gente vai ter que forçar a lá a o portal da Embrapa, não sei se tem a facilidade de entrar, tem uma parte de publicações.

176:48

Speaker E

Você consegue procurar lá alguma coisa mais específica que você esteja procurando aí, que você esteja querendo.

176:58

Speaker E

Bom, tem vários agradecimentos aí, elogios, né, da sua aula. Eh, eu nós estamos chegando agora, né, na na parte final aqui, né, e eu vou permitir então que você faça as suas considerações finais aqui.

177:18

Speaker E

Eu agradeço muito pela oportunidade, né? Eh, e eu gosto muito porque a gente aprende muito, né? A gente aprende muito também na hora que a gente tá preparando o material. Eu gosto muito dessa interação. A a internet facilitou isso, né? A gente

177:38

Speaker E

mesmo ao longe interagindo, mas o bom mesmo é presencial. Então, eh, vamos nos encontrar nos eventos. Vamos nos encontrar nos eventos, vamos conversar.

177:47

Speaker E

Eu coloquei meus contatos lá para vocês. Eh, eh, foi realmente muito sincero. Se vocês acharem que eu posso de alguma forma contribuir, vocês podem entrar em contato que a gente conversa, tá bom? tu disposição mesmo e obrigada pela

178:04

Speaker E

oportunidade.

178:04

Speaker F

Então, tá, eu quero agradecer muito a sua participação e eu creio que que agregou bastante aqui ao conhecimento das pessoas que estão fazendo esse curso, tanto aqueles que estão em nível mais inicial, mas também aqueles que já têm um nível mais acelerado ou adiantado

178:25

Speaker F

aí no assunto. Grato mesmo. Aí, quem sabe já ficamos combinados aí pro ano que vem, né? [risadas]

178:31

Speaker A

Isso. Vamos aí, vamos, vamos conversando, tá bom, gente? Obrigado.

178:34

Speaker B

E vocês, pessoal, aí eu desejo que vocês tenham uma boa noite e um bom descanso. E a gente vai se ver somente na semana que vem, quando o Dr. Sérgio vai falar sobre a nomenclatura, esses nomes estranhos, né? essa nomenclatura aí das abelhas sem

178:55

Speaker B

ferrão, por que que a gente chama de captrigono e não de Mariazinha, né? Enfim, a gente vai saber sobre isso, então na semana que vem. Grato pela atenção e até lá.

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